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5. Analyse av familieliv

5.2. a.b.2. Mors husarbeid

Holl observa que uma cidade é percebida através do movimento do corpo e de uma sequência de perspetivas de sobreposição. Neste movimento, as várias vistas abrem e fecham os espaços, edifícios, janelas, paredes e até as cores entrelaçam-se entre si. A esta constante mudança de paisagem tectônica visual dá-se o nome de "paralaxe". Paralaxe é, de facto, uma mudança da posição angular de dois pontos fixos relativamente um ao outro, vistos por um observador e causada pelo movimento desse observador314. Holl usa este termo para explicar

o caráter da alteração de espaços, não só a um nível macro, mas também em um nível micro, como por exemplo uma casa, "A casa não é um objeto; é uma experiência em uma relação

310 HOLL, S., PALLASMAA, J. & PEREZ_GOMEZ, A. (1994), “Questions of Perception, Phenomenology of

Architecture”, Tokyo, A + U Publ. Co, (página 42), <http://booksrating.com/Questions-of-Perception- Phenomenology-of-Architecture/p268181/>. Acesso em Março de 2013.

311 Idem, (página 43).

312 HOLL, S. (1989), “Anchoring”, New York, Princeton Architectural Press, (página 9),

<http://www.scribd.com/doc/123769270/Steven-Holl-Anchoring>. Acesso em Março de 2013

313 Idem, (página 9).

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dinâmica com o terreno, o ângulo de abordagem, o céu, e claro, com foco em eixos internos de movimento... Mesmo em uma casa pequena, podemos experimentar uma alegria de perspetivas de sobreposição interligadas em uma teia de relações com movimento, a paralaxe, e a luz"315. Na cidade, Holl observa que a experiência espacial compõe-se de

sobrepostas perspetivas abertas, tornando-a incompleta. Holl evidencia as ilustrações do seu projeto Milan Porta Vittoria, de 1986, demonstrando assim um processo de desenho urbano através de “uma série de perspetivas de vista parcial, que foram desenhadas a priori e se

lançam para trás em fragmentos do plano. Estes fragmentos foram depois reunidos em um "todo" no plano urbanístico, de acordo com um conceito de movimento centrífugo denso à luz ao contrário da tendência de expansão da cidade atual”316.

Holl enfatiza que na arquitetura a força da gravidade é inevitável, sendo que este desafio constante entre o peso e a leveza, dá glória e vigor ao espaço. Na verdade, a nossa perceção do espaço arquitetónico é fortemente fixada na massa detetada317. De acordo com Holl, a

experiência do material está relacionada com todos os sentidos, não só o visual, mas também o tátil, auditivo e olfativo. Ele afirma que "talvez nenhum outro reino se envolva mais

diretamente com os vários fenômenos e experiências sensoriais do que o domínio háptico"318.

Em relação à situação atual da produção de materiais por métodos industriais, os produtos arquitetónicos são afetados não só pelas forças comerciais como também industriais, tornando-se cada vez mais sintéticos, levando à perda da sua verdadeira substancialidade. Embora o sentido do tato possa ser aliviado ou anulado por estes métodos, Holl acredita que pode haver algumas possibilidades e meios que não só os fazem perder, como também os podem vir melhorar. Holl presta atenção às diversas manifestações de materiais em diferentes situações e ocasiões em relação ao tempo e lugar, observando que vários materiais motivam a vários sentimentos e efeitos; "A transformação do material, quer por intermédio

da passagem do tempo, do uso ou da erosão, articula um momento do processo. Os materiais relembram o sol, vento, chuva, calor e frio em uma linguagem de descoloração, ferrugem, manchas, e deformação. Como prova a história do uso e abuso, o tempo é legível no estado desta transformação. Ele comprime a história do presente e futuro em um momento essencial”319.

315 HOLL, S. (2007) “House: Black Swan Theory”, New York, Princeton Architectural Press, (página 16). 316 HOLL, S., PALLASMAA, J. & PEREZ_GOMEZ, A. (1994), “Questions of Perception, Phenomenology of

Architecture”, Tokyo, A + U Publ. Co, (página 49), <http://booksrating.com/Questions-of-Perception- Phenomenology-of-Architecture/p268181/>. Acesso em Março de 2013.

317 Idem, (página 367).

318 HOLL, S. (1996), “Intertwining”, New York, Princeton Architectural Press, (página 16),

<http://www.pdfebookes.com/Steven-Holl-PDF7-1260136/>. Acesso em Março de 2013.

319 HOLL, S. (1995), “The Matter(s) of Architecture”, A Note on Hariri and Hariri. Em FRAMPTON, K.,

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Perspetivas de vista parcial.

Projeto Milan Porta Vittoria, de Steven Holl (1986).

Imagens de apoio ao texto, HOLL, S., PALLASMAA, J. & PEREZ_GOMEZ, A. (1994), “Questions of Perception, Phenomenology of Architecture”, Tokyo, A + U Publ. Co (páginas 50 e 52).

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No capítulo “Zonas Fenomenais” em “Questions of Perception, Phenomenology of Architecture” (1994), Holl descreve as suas preocupações fenomenológicas básicas e como as utiliza nos seus projetos. Começa por analisar a fenomenologia da cor, argumentando que esta nasce na variedade de reflexões em diversas superfícies e materiais, fora que a situação, o clima e a cultura também contribuem para a sua perceção. Acrescentando que diferentes pessoas têm diferentes sentimentos, sobre as diferentes condições da luz refletida em diferentes climas, superfícies e texturas. Na sua obra “D. E. Shaw” 320 em Nova Iorque (1991),

Holl usa o conceito de "cor projetada" no projeto. A luz do sol entra por detrás das paredes do edifício para o interior do espaço, misturando-se com as cores projetadas a partir das superfícies invisíveis. Assim, as cores projetadas variam em saturação com a intensidade da luz do sol, levando a um espaço fluido321. "O meu material favorito é a luz. Sem luz, o espaço permanece no esquecimento. As inúmeras fontes de luz, as suas condições de sombra, opacidade, transparência, translucidez, reflexão e refração se entrelaçam para definir ou redefinir o espaço. A luz torna o espaço incerto. O que é que uma piscina de luz amarela faz a um volume simples, ou o que é um paraboloide de sombra faz a uma parede branca - estes compreendem o reino transcendental da fenômenos na arquitetura”322. Holl assume uma

atitude muito delicada para a presença e ausência da luz em um espaço arquitetónico, desempenhando um papel vital nas suas investigações e estudos de arquitetura, tornando a luz uma fonte de inspiração. Holl tem a intenção de aplicar a “coisificação” na luz, tornando a essência da luz como uma entidade fenomenal. “Há uma coisificação, a luz que não se pode

formar com as mãos. Luz não é verbal, precisamos de imagens, precisamos de espaços. Um novo campo de visão é abertura para a pressão da luz... a velocidade de sombra"323. Por outro

lado, a luz é percebida em contraste com a escuridão, de modo que para captar a luz precisamos primeiro de compreender a escuridão. "Com tanta atenção à escuridão e aos

segredos contrastantes da luz e escuridão, nos envolvemos em uma metafísica de luz. As trevas da noite evocam uma conexão com os arquétipos dionisíacos e os mistérios, enquanto a luz do dia é apolínea, exuberante, e não dissimulada"324. No seu projeto Kiasma, Museu da

Arte Contemporânea (1992-1998), a luz natural penetra no interior do edifício de maneiras diferentes, devido à secção curva do edifício e da levação dos espaços interiores variantes325.