7 Attester som avgis på pasientens anmodning
7.5 Førerkortattester
3.1.1. Enquadramento
O processo de construção ou de reabilitação sustentável de edifícios procura basear-se nos princípios do
Desenvolvimento Sustentávelabrangendo todas as fases do ciclo de vida do edifício. Através da adoção
de metodologias sustentáveis (técnicas passivas e ativas) procurar-se-á aproveitar os recursos ambientais endógenos para atingir os níveis de conforto desejáveis e evitando o recurso a equipamentos que gastem energia causando impacte ambiental. Para além da implementação de técnicas de conservação de energia, dever-se-á utilizar materiais mais ecológicos, equipamentos e sistemas mais eficientes que permitam uma melhor gestão de recursos, monitorizando e avaliando a eficiência em todas as fases.
Como salienta Faria (2010), este é um “processo cíclico” que consegue assegurar que “osprincípios da
sustentabilidade são respeitados na conceção do projeto, que a construção segue os procedimentos corretos, e que os edifícios são utilizados e mantidos segundo padrões sustentáveis pelos seus utilizadores.”
Quer as soluções aplicadas à envolvente externa, quer as introduzidas no interior do edifício deverão contribuir para a melhoria das condições de conforto, para a eficiência energética, para a poupança dos recursos ambientais (água, solo, ar) sem, no entanto, provocar um “aumento significativo dos custos de utilização” (Faria, 2010) ou mesmo conseguir reduzi-los à mínima expressão –quase zero.
Como refere Zacarias (2012), num processo de reabilitação tradicional, este é constituído essencialmente por três fases: Análise e Diagnóstico; Projeto; e Execução. Contudo, numa perspetiva de sustentabilidade também deve ter-se em conta outras duas fases igualmente importantes: a Utilização/Manutenção e a Desconstrução.
3.1.2. Fase de Análise e Diagnóstico
A importância desta fase recai sobre a avaliação das condições físicas do edifício em relação ao seu estado de conservação, segurança estrutural, tipo de anomalias, caraterísticas arquitetónicas e construtivas, condições de conforto, desempenho energético, entre outros. Quanto maior for o grau do aprofundamento apurado mais completa será a informação a prestar para as fases seguintes influenciando decisivamente a qualidade final da intervenção. Conforme o apuramento atingido, pode-se obter ganhos económicos vantajosos (por exemplo, reduzindo tempos de elaboração de projetos e de execução da obra), prever prazos para a execução da obra com menores margens de erro e acautelar custos com maior precisão. Nesta fase poderá ser necessário proceder a ensaios e prospeções a alguns elementos constituintes da construção de modo a identificar as causas de algumas anomalias. Cabe aos técnicos que avaliam o edifício um papel crucial na orientação das decisões a serem tomadas nas fases posteriores.
3.1.3. Fase de Projeto
Como em qualquer construção, a fase de projeto assume-se como uma fase de extrema necessidade para a tomada de decisões. O conhecimento da realidade física da construção na fase de análise e diagnóstico ajudará a delinear os objetivos e a definir prioridades no destino e desempenho pretendido para a futura construção. Nesta fase concilia-se as necessidades de reabilitar com as pretensões do dono de obra e as condicionantes regulamentares.
No caso de uma reabilitação sustentável, um dos objetivos principais é a maximização do potencial existente em termos de recursos disponíveis, seja na recuperação e reutilização de recursos materiais
existentes, seja no aproveitamento dos recursos ambientais da própria envolvente local. Para além das condicionantes arquitetónicas (espaciais e funcionais) a tratar, as soluções a projetar deverão contemplar a otimização da construção no que diz respeito ao desempenho da eficiência energética e hídrica tendo em conta a situação geográfica e orientação solar onde o edifício se encontra. Por outro lado, ter-se-á que dar relevância aos aspetos do conforto interior como a térmica, a qualidade do ar, a acústica e a iluminação.
Este trabalho deve ser elaborado por uma equipa multidisciplinar com projetistas de diversas especialidades com formação adequada e experiência preferencialmente neste tipo de obras. Conforme sugere Lopes (2010), a equipa projetista tem ainda a incumbência de desempenhar “um papel dinamizador e influenciador” da construção sustentável, perante as escolhas do dono de obra.
3.1.4. Fase de Execução
O início desta fase dá-se no momento da adjudicação da obra a uma entidade executante. Como forma de garantir o sucesso da execução da obra, é importante a verificação das competências e capacidades técnicas do empreiteiro, devendo este assegurar o sucesso da empreitada através da implementação de um sistema de gestão da qualidade, bem como de um sistema de gestão ambiental. A implementação deste último reveste-se de singular importância na sustentabilidade do processo de execução, oferecendo maiores garantias no cumprimento das questões ambientais gerados pelos impactes da obra, mas também no controlo de custos e de prazos de execução. O impacte ambiental provocado pelos trabalhos no local deverá ser minimizado de forma a evitar a poluição do ar, dos solos e dos ruídos gerados. Outro aspeto de especial relevância nesta fase prende-se com a produção de resíduos da própria construção e demolição e a sua gestão. A implementação de um sistema de gestão dos resíduos da construção e demolição (RCD) com vista à sua reutilização é uma estratégia que proporciona a redução de utilização de novos materiais possibilitando a reutilização e a reciclagem dos RCD. Através de uma triagem mais eficiente, poder-se-á contribuir para a redução do impacte ambiental, diminuir o consumo de água e energia, e contribuir para reduzir a libertação de GEE. Para além disso a reutilização dos RCD proporciona uma poupança de investimento, podendo potenciar e facilitar a desconstrução futura do edifício.
3.1.5. Fase de Utilização/Manutenção
Como foi referido anteriormente a fase de utilização ou exploração de um edifício é a mais gastadora em termos energéticos. A durabilidade e a sustentabilidade de um edifício na fase de utilização dependem essencialmente dos hábitos comportamentais dos seus utilizadores. Por esse facto, é necessário que haja mudanças nos seus hábitos diários apostando-se, desde o início da fase de projeto, na consciencialização e formação dos utilizadores sobre uma utilização mais sustentável do edifício. Segundo Lopes (2010) é imperativo que se promova a elaboração de um Manual de Utilização que contenha as informações necessárias do modo de funcionamento dos vários sistemas e equipamentos aplicados, a periodicidade de limpezas, substituições e manutenções recomendadas.
Complementarmente ao manual de utilização deverá ser realizado um Plano de Manutenção que possa elucidar os utilizadores de quais as ações a desenvolver nas partes do edifício, a hierarquia de atuação e a sua prioridade no tempo. A informação a conter no plano de manutenção englobará as partes comuns do edifício, interiores e exteriores, como as zonas de circulação, as caves, as garagens, as fachadas, as coberturas, os espaços exteriores, entre outros.
Como forma de manter a eficiência e o conforto previsto no projeto é importante a existência de sistemas integrados de monitorização e alerta que possam detetar eventuais anomalias dos variados sistemas em funcionamento e com isso contribuir para a poupança global.
3.1.6. Fase de Desconstrução
Segundo os autores A. Couto, J. Couto e Teixeira (2006), “a desconstrução ou demolição seletiva de um edifício é um processo que se carateriza pelo seu desmantelamento cuidadoso”. O emprego desta metodologia tem em vista recuperar materiais e componentes de uma construção existente para poderem ser reaproveitados (reutilizados ou reciclados) nessa ou noutra obra. O processo de desconstrução requer a separação cuidadosa dos materiais sendo necessário o planeamento da demolição e a preparação do estaleiro da obra. Deverão ser previstos contentores com separadores para os diferentes materiais (betão, alvenarias, cerâmicas, madeira, papel, plásticos, isolantes ou gesso), sempre que possível posteriormente à demolição seletiva, proceder-se à recolha seletiva.
A promoção deste processo torna possível o aproveitamento de diferentes resíduos da demolição diminuindo a sua produção e com efeitos positivos sobre o ambiente. A valorização dos RCD permite que estes não sejam eliminados para aterro, poupando solos e não contaminando recursos naturais como é
feito usualmente de forma errada. Como referem os mesmos autores este processo técnico inovador permitirá, com o desenvolvimento da sua prática, desenvolver soluções construtivas que possibilitem erigir edifícios mais duráveis, “com materiais de menor impacte ambiental e com grande potencialidade de reutilização” (A. Couto, J. Couto & Teixeira, 2006).