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Por vezes, registramos algumas “ausências”, inquietações ou “fugas” de Ana Paula, quando parecia dispersar-se, mostrando-se momentaneamente distraída, distante da contação. Nesses momentos, preocupávamo-nos com o que poderia estar prejudicando sua atenção. Que fatores estariam desviando seu foco? O tema ou a estrutura da história, as características do material utilizado? As ações da própria contadora ou leitora?

De forma mais geral, identificamos alguns pontos que podem nos ajudar a compreender tal realidade, embora antecipemos nossa compreensão para a inevitabilidade dos vários empecilhos que podemos enfrentar numa dinâmica pedagógica. Nem sempre o clima encontra-se favorável, a organização do espaço, as disposições das crianças (e da própria contadora), o tipo de narrativa, dente outros elementos. Assim, podemos esperar que nem

sempre haja uma comunhão dos fatores que deveriam favorecer a realização de uma boa leitura ou escuta, o que, aliás, atinge a todos, e não somente a Ana Paula.

Com relação aos fatores que poderiam estar interferindo na persistência da atenção da aluna, atribuímos às condições ambientais que favoreciam (ou não) a escuta de algumas das leituras e contações de histórias realizadas. Reconhecemos, por exemplo, que a localização física da aluna, em relação ao grupo e à leitora ou à contadora da história, não era muito propícia à sua audição; o mesmo podemos dizer da qualidade sonora do ambiente.

No que diz respeito ao fator localização, pensamos que a melhor forma de garantir a sintonia dos ouvintes é permitindo uma maior aproximação entre o leitor ou contador e sua plateia. E, no caso mais específico da criança com Síndrome de Down, que, além da limitação cognitiva, tende a apresentar dificuldades na sua capacidade auditiva, tal preocupação se torna mais pertinente. No entanto, no início da investigação, vislumbramos que o lugar no qual Ana Paula normalmente ficava no grupo, quase sempre na última fileira de crianças, encostada na parede de frente para a contadora ou leitora da história do dia, poderia estar prejudicando sua atenção. Mesmo porque, se, por um lado, isso lhe permitia uma maior visibilidade da contadora ou leitora, por outro lado, ampliava a visão da aluna com relação ao que acontecia na sala, favorecendo, assim, a percepção de tudo que ali acontecia, e que, portanto, poderia concorrer para desconcentrá-la.

Outro aspecto a considerar pode ter relação com alguns elementos inerentes à estrutura do próprio texto selecionado, como o registro de uma narrativa mais extensa, no caso da leitura da história Os Três Porquinhos, adaptação de Ana Maria Machado (2004). Nesta obra, a autora acrescenta outros dois episódios ao enredo clássico da história, alongando-se no jogo de esperteza dos porquinhos em relação ao lobo, tendo, como consequência, um texto mais longo, mais trabalhado.

Episódio 11: Leitura – Os Três Porquinhos (24/06/2009)

48. Pesq – Espere aí!... Eu já disse que essa história era um pouco diferente. mas ainda vai ter essa parte. Vamos ver, tá certo?... Então, quando a noite chegou (retomando parágrafo anterior) o lobo teve uma ideia. Fingiu que tinha ficado amigo dos porquinhos (AP toca em Emi e aponta para a pesquisadora, como que chamando a sua atenção para a narrativa) e falou: – Está bem, vocês ganharam. Eu aprendi a lição e nunca mais vou me meter com vocês... (AP faz movimentos com os dois dedos indicadores de um lado para outro, ao mesmo tempo em que cantarola: “Hum, hum, hum!”; P3 chama sua atenção para a narrativa). Aliás, agora nem quero mais saber de carne, só como verdura. (AP

continua envolvida com os dedos, movimentando-os, entrelaçando-os, observando-os) E, para provar que somos amigos, amanhã podíamos ir juntos até a horta da comadre Ofélia. Está cheia de couve, abóbora, beterraba, um monte de coisa gostosa. (AP volta a atenção para a narrativa) – Combinado! – disse o terceiro porquinho. (AP direciona sua atenção para algumas letras do alfabeto, que se encontram fixadas na parede abaixo do quadro branco).

49. AP – Ana... Ana (pronuncia o seu nome enquanto passa os dedos sobre as letras, procurando mostrar para as colegas).

50. Pesq – Passo aqui às seis... Até amanhã!... No dia seguinte, às seis da manhã (a pesquisadora olha para AP que ainda se encontra voltada para as letras, mas continua a leitura), o lobo chegou... (olha novamente para AP, dá uma pausa, mas não interrompe a leitura) junto da casa de tijolos (P3 sussurra no ouvido de AP chamando sua atenção para a história) e viu pela vidraça da janela os três irmãos sentados em volta da mesa, tomando sopa de verdura (AP volta a atenção para a narrativa). Antes de conseguir dizer qualquer coisa, o terceiro porquinho perguntou: – Por que você se atrasou tanto? Não disse que passava aqui às três? Eu já fui e já voltei! ... (Pesquisadora estrala os dedos).

Vale considerar nessa análise o fato de que, apesar do registro de diferentes momentos de dispersão em que percebíamos Ana Paula um tanto “distante” do grupo, seja mergulhada nos seus pensamentos, realizando movimentos repetitivos com o corpo, seja manipulando algum objeto (cadarços do tênis, camiseta), durante toda a leitura da história d’Os Três Porquinhos, não se verificou nenhuma ação da aluna no sentido de afastar-se ou de desistir da sua escuta. Numa proporção similar, também ocorreram, nessa leitura, momentos nos quais ela se apresentava bastante atenta à narrativa, inclusive cobrando tal atenção de uma de suas colegas (Turno 48).

Esse dado leva-nos a reconhecer que, mesmo considerando o fator da extensão da narrativa, outros elementos – como a prosódia, as repetições, os momentos de interatividade, as ilustrações, presentes no livro, e o próprio enredo – concorrem para a manutenção do interesse, e, consequentemente, da atenção do leitor-ouvinte.

Outro ponto que merece uma ponderação relaciona-se à diferença de conduta apresentada por Ana Paula durante o transcurso da narrativa. Na parte inicial, como vimos, mostrou-se mais interessada, justamente quando o enredo discorria sobre a trajetória dos porquinhos, ao se empenharem em construir suas casas para se verem protegidos do lobo (parte mais familiar e presente na versão tradicional). Ao chegar à parte do enredo mais

contemporâneo (em que a escritora Ana Maria Machado acrescenta novas situações nas quais o lobo tenta enganar os porquinhos, sendo igualmente vencido graças à esperteza do terceiro porquinho), percebemos que a aluna demonstra menos envolvimento.

Essa perceptível variação em seu comportamento predispõe-nos à inferência de que, além do fato da escuta da segunda parte já está contando com o tempo utilizado na escuta da primeira parte, emerge a questão da não familiaridade com o conteúdo, que pode perfeitamente ser apresentado como mais um fator diferencial na conduta da aluna.

E nem consideramos ousado admitir, em relação a esse tratado, que o conhecimento acumulado na memória sobre determinadas passagens de uma história pode favorecer o acompanhamento e a compreensão desta, diminuindo o esforço cognitivo na tarefa de descobrir a lógica da narrativa e sua unidade de sentido, ficando o ouvinte mais livremente disponível para seu deleite. Indubitavelmente, o prazer decorrente da escuta de uma narrativa apresenta forte relação com a capacidade de compreensão, de sentir-se capaz de seguir sua trajetória e, assim, comprazer-se com suas livres elaborações (a poiesis).

Dando destaque também às ilustrações como apelo complementar à leitura de literatura infantil, analisaremos, na sequência, um episódio registrado durante a leitura da história Brinquinho de Ouro (Anexo 2), conto popular inserido na Coletânea Histórias da Vovó: contos populares passados de pais para filhos (Figura 5), na versão de Maria da Conceição Teles (2001), no qual, além de reconhecer ali uma narrativa extensa, o fato de contar com poucas imagens parece ter sido motivo de momentos de dispersão, sem, contudo, prejudicar o envolvimento geral da aluna com a narrativa.

Figura 5: Capa do Livro Histórias da Vovó: contos populares passados de pais para filhos

Categorizado como um conto popular, o enredo discorre sobre uma passagem da vida de uma menina chamada Brinquinho de Ouro − nome que recebera após ganhar um par de brincos dos seus padrinhos −, que é raptada por um gigante que a esconde num surrão40, carregando-o nos ombros e passando a ganhar dinheiro dos camponeses, fazendo-a cantar, após dar uma ordem seguida de uma batida do seu facão. Um dia, desconhecendo a identidade dos anfitriões, o gigante pernoita na casa dos seus padrinhos, que, desconfiados, oferecem bebida alcoólica ao gigante, fazendo-o dormir pesadamente, ao mesmo tempo em que libertam a menina e, no seu lugar, colocam um carneirinho dentro do surrão. Mais além, tentando enganar novos camponeses, o gigante dá a ordem para o surrão cantar. Ao invés do canto da menina, somente se escuta o berro do carneirinho. Sentindo-se enganados, alguns homens passam a perseguir o gigante, que cai num abismo e morre. Brinquinho de Ouro retorna para a casa dos seus pais e vive feliz para sempre.

Caracterizado como uma narrativa de ação, de movimento e de forte teor emocional, envolvendo também a polarização entre o bem e o mal, o conto tinha a seu favor a poesia e a ritmicidade das pequenas canções entoadas por sugestão das vozes do gigante e da menina, que se alternavam ao longo do texto, despertando o envolvimento emocional e, como consequência, uma maior adesão da criança ouvinte.

Episódio 12: Leitura – Brinquinho de Ouro (23.06.2009)

17. Pesq – Numa casinha simples à beira de um rio, (AP levanta-se, procura outro lugar e se senta novamente) nasceu uma linda menina... Quando ela foi batizada, seus padrinhos lhe deram o nome de Brinquinho de Ouro.

18. A – Brinquinho de Ouro? (AP se levanta).

19. Pesq – Porque eles mesmos, os padrinhos, a presentearam com um par de brinquinhos de ouro (AP circula pelo grupo e se posiciona ao lado direito da pesquisadora).

20. JS – (...)

21. Pesq – Exatamente... E ela ficou chamando... sendo chamada de Brinquinho de Ouro (AP se aproxima mais, ficando em pé ao lado da pesquisadora; JS também se encontra ao lado da pesquisadora, ajoelhada). A mãe da menina era viúva e muito trabalhadeira. (AP se coloca ao lado esquerdo da pesquisadora buscando aproximar-se mais do livro) Todos os dias iam juntas ao riacho lavar roupas para passar o tempo. (AP leva o dedo até uma das imagens do livro) A menina brincava na água fresca e cristalina (AP sorri e articula alguns sons parecendo estar comentando algo) e pescava piabinhas que a mãe

preparava para o jantar. Um dia (AP se afasta) na hora de voltar para casa... Ana Paula!... (a pesquisadora chama AP de volta).

Particularmente, através do episódio transcrito, podemos perceber, nesse início da narrativa, a inquietação apresentada por Ana Paula e Júlia Silva (JS), refletida na sua movimentação em torno da pesquisadora. Os movimentos parecem ser motivados pela necessidade de ficarem mais perto do livro e assim poderem visualizar as poucas imagens presentes no texto.

Podemos também reconhecer que tal inquietação não era privilégio dessas duas crianças. Apresentando um projeto gráfico com poucas ilustrações, o livro caracterizava-se como uma coletânea de histórias populares, dentre elas a história Brinquinho de Ouro. A leitura, assim, com apenas seis imagens, parecia ser mais desafiadora para a pesquisadora- leitora, uma vez que lhe exigia maior competência e criatividade na sua oralidade, de forma que sustentasse a atenção de sua plateia mirim. Esta, igualmente a Ana Paula, em alguns momentos também se manifestou ansiosa para ter acesso às poucas imagens que o livro continha, como veremos a seguir.

Episódio 13: Leitura – Brinquinho de Ouro (22.06.2009)

28. Pesq (continuando a narrativa) – Aliviada, viu os brinquinhos sobre a pedra, mas quando se baixou... (a pesquisadora diminui o tom da voz criando um suspense) e foi pegar os brinquinhos... (AP presta atenção; encontra-se atenta com uma das mãos na boca) foi FORTEMENTE AGARRADA!... (pesquisadora simula gesto de agarrar; algumas crianças se levantam tentando se aproximar do livro para ver alguma imagem) por uma mão cabeluda! ... ENORME!... Brinquinho de Ouro viu um homem... Que mais parecia um gigante! Com uma tremenda cara de mau! E antes que pudesse gritar (AP estende um pouco mais o corpo na direção da pesquisadora, com as mãos no colo, numa atitude de atenção e interesse), o homem tampou-lhe a boca com um lenço imundo e jogou-a dentro dum saco... De couro, chamado surrão! ... Fechou o saco!... Pôs o saco nas costas (AP aproxima o dedo anular da boca e fica mordiscando a unha) e saiu correndo... Com aquelas pernas ENORMES... (retira o dedo da boca) para que ninguém pudesse alcançar. 27. A – Cadê?

28. Pesq – Não tem!... 29. A – Não aparece!

Como podemos perceber, a necessidade de ver as imagens parecia dominar a turma como um todo, sendo umas crianças mais fortemente impulsionadas do que as outras, no sentido de se aventurar na sua busca, tentando aproximar-se mais um pouco do livro. Não obstante, esse movimento de busca desencadeava o inconformismo frente à frustração de não poder contar com figurações que retratassem mais fielmente as imagens construídas no “embalo” da narrativa.

Retornando o foco da análise para Ana Paula, podemos acrescentar que, igualmente ao ocorrido na leitura da história Os Três Porquinhos, a inquietação e a dispersão não se registraram no tempo total em que transcorreu a narrativa. E, aqui, novamente podemos atentar para aspectos outros que podem ter contribuído para minimizar a influência negativa que alguns elementos poderiam ter exercido na atenção da referida criança, como, por exemplo, as repetições, as canções e o próprio enredo, enriquecido por momentos de tensão e de suspense, denunciados pela voz da leitora.

Para termos uma visão mais aproximada da leitura dessa história, analisemos mais um de seus episódios.

Episódio 14: Leitura – Brinquinho de Ouro (23.06.2009)

36. Pesq – Gente!!... Enquanto isso... Espremida dentro do saco abafado e escuro, Brinquinho de Ouro sentia medo, fome e sede... Ao meio-dia, o gigante viu uma casinha à beira do caminho e parou para comer algo. Bateu à porta e uma senhora muito pobre atendeu (AP e demais colegas mantêm olhar fixo em direção à pesquisadora, sinalizando um clima de expectativa): – Qué vê meu surrão cantá? – perguntou-lhe o gigante.

37. AP (simulando um susto) – Ãnh! (direciona seu olhar para a turma, retornando-o depois para a pesquisadora).

38. Pesq – Quero sim, sinhô! Nunca na vida vi um surrão cantar!– disse a humilde mulher. O gigante, então, tirou o facão da cintura e bateu forte no saco: – Canta, canta, meu surrão. Senão te meto o meu facão! (AP, boquiaberta, acompanha a narrativa; as crianças, no geral, também apresentam atitudes atentas e de expectativa). A-pa-vo-ra-da, a menina percebeu que, se não cantasse alguma coisa, o gigante a mataria. Então, improvisou uma triste canção (entoando melodia): – Neste surrão entrei, neste surrão morrerei. Por causa do brinquinho de ouro que lá na pedra deixei... – Que música linda! – disse a mulher, encantada. – Espere um pouquinho, vou lhe dar alguma coisa para comer. O gigante agradeceu e voltou a caminhar até encontrar um veio d’água, onde matou a sede e lavou o rosto. Sentou-se então debaixo de uma árvore e abriu o saco de comida que a mulher lhe dera. Dentro havia biscoitos, queijo e uma garrafa de leite. Era muito pouco para ele, que num minuto engoliu

tudo. Depois... Pegou um pouco de água, recolheu as migalhas de pão que caíram no chão, abriu o surrão e deu as migalhas para Brinquinho de Ouro comer (aqui, a pesquisadora faz gestos enfáticos no rosto, utilizando-se também de movimentos com o braço e a mão direita, em sintonia com a narrativa). – Cê canta muito bem! Continua assim boazinha que nunca vai te fartar nada! (a pesquisadora imita uma voz grossa e forte).

Como sabemos, a leitura deve apresentar aspectos atrativos – ritmo, gravidade, clareza, bem como refletir os níveis de tensões, emoções, gravidade, expressados pelo texto. Para que haja comunicação textual, segundo Iser (1996), é necessário que o texto possa revelar vazios a serem preenchidos pelo leitor, garantindo, assim, uma interação favorável no decorrer do processo de leitura. O acompanhamento da narrativa exige que o leitor identifique as diferentes perspectivas – do autor, dos personagens, do próprio leitor – a fim de poder guiar-se no fluxo da narrativa.

As mudanças de perspectiva levam o leitor a um esforço cognitivo motivado pelo interesse, pelo prazer, e, sobretudo, pelas conquistas realizadas no sentido de articular e poder compreender as diferentes nuanças da trama que se desenrola na narrativa. A criança com deficiência intelectual, que aparentemente não apresenta tantos recursos para acompanhar fielmente a lógica da narrativa, pode conseguir, acessando as pistas transmitidas pelo ritmo e pela entonação, bem como por algumas expressões, pelas repetições, e pela própria prosódia da oralização do texto, chegar à construção de um sentido; consequentemente, de uma resposta positiva ao texto explorado.

Embora não possamos afirmar que Ana Paula tenha compreendido o texto como um todo, seguindo a lógica da narrativa, acreditamos que fragmentos de sua trajetória foram para ela motivos de conhecimento e prazer. Prova disso é o fato de que, após uma passagem na qual a aluna apresenta uma postura de tensão e expectativa, no turno 39, ao simular um susto, parece antecipar o que poderia acontecer na sequência, partilhando tal previsão com o restante da turma. Nesse ponto, ela dá mostras de sua sintonia com o texto, bem como da possibilidade de ter construído um sentido para aquela referida passagem, ao expressar um semblante de satisfação, de prazer.

Parece não haver dúvidas de que o uso de recursos expressivos, na leitura oral da história, pode ter favorecido a eficácia da comunicação do texto, ajudando a minimizar os efeitos provocados pela extensão e escassez de imagens; até mesmo pelas limitações cognitivas e linguísticas da criança, ajudando na manutenção de sua atenção e interesse na leitura.

Mas é claro que esses recursos isolados não garantem, por si somente, o êxito do ato comunicativo. É interessante pensar que essas dispersões também podem representar indícios do tempo que a aluna precisava para interagir com as histórias. Nas dispersões, ela poderia estar indicando a necessidade de um tempo de assimilação, de distanciamento

É importante, também, considerarmos a situação na qual de desenvolve a comunicação. A produção de sentidos vai-se realizando através da atuação dos indivíduos nos processos interativos, mediados pela linguagem. Nesse sentido, o compartilhamento de momentos nos quais se apresentam a leitura oral e coletiva revela-se como um espaço ímpar para tal efetivação.