Protokoll om eksplosive krigsetterlatenskaper til Konvensjon om forbud mot eller restriksjoner på bruk av visse konvensjonelle våpen som kan forårsake
Artikkel 11 Etterleving
atendendo à comparação de valores individuais com os valores médios da população de referência.
Com esse intuito, Behnke propôs os modelos teóricos “o homem e a mulher de referência”, que permitem comparar a composição corporal de diferentes indivíduos ou grupos (Behnke & Wilmore, 1974). Não representam um padrão ideal mas sim uma forma de comparação estatística entre diferentes grupos ou indivíduos (McArdle, Katch & Katch, 2001). O homem de referência de Behnke é caracterizado por apresentar mais peso e mais estatura, ter um esqueleto mais pesado, possuir mais massa muscular e menos massa gorda (MG) comparativamente à mulher de referência (Behnke & Wilmore, 1974).
Apesar do padrão proposto por Behnke (1974) ser considerado o mais correto até ao momento, não diferencia a gordura de reserva da gordura essencial (Wilmore & Costil, 2001). A gordura essencial é definida como a gordura que é necessária para o perfeito funcionamento do organismo, acumulada na medula óssea, coração, pulmões, fígado, baço, rins, intestinos, músculos e tecidos ricos em lípidos localizados no SNC (McArdle et al., 2001). Nas mulheres, a gordura específica do sexo feminino, presente principalmente na região mamária e na região pélvica, faz parte integrante da gordura essencial (Benhke & Wilmore, 1974). O homem e a mulher de referência de Behnke (1974) apresentam uma gordura essencial de 3% e 12% (sendo 3% a gordura essencial e 9% a gordura específica) do peso corporal, respetivamente. Segundo McArdle et al. (2001), a gordura de reserva é a gordura acumulada no tecido adiposo subcutâneo, representando 15% do peso corporal das mulheres e 12% do peso corporal dos homens. A deposição de gordura no tecido adiposo visceral implica maiores riscos para a saúde, agravado pelo facto do tecido adiposo abdominal ser qualitativamente maior (Fragoso & Vieira, 2014). O facto de ser difícil a mensuração da gordura essencial e da gordura de reserva bem como a quantificação da proteína, do mineral ósseo e da água intra e extracelular, influencia a adoção do modelo de dois compartimentos na maioria das investigações realizadas (Heyward & Stolarczyk, 1996; Wilmore & Costill, 2001).
Vários têm sido os métodos de avaliação que permitem a análise corporal. Esses métodos podem ser agrupados em três níveis de análise: Nível I – Direto, Nível II – Indiretos, e Nível III – Duplamente Indiretos.
O método direto é um método in vivo, contemplando como técnicas de avaliação da composição corporal a dissecação de cadáveres (Clarys, Martin & Drinkwater, 1984). Mas foi em meados do século XX, com a chegada da química nuclear direta in vivo, que se tornou
Os métodos indiretos assentam na análise de medidas quantitativas das diferentes componentes corporais. A utilização destes métodos pressupõe a utilização de equipamentos laboratoriais sofisticados, o que implica exames morosos e de elevado custo. Apesar de serem fiáveis, são usados sobretudo na validação de outras técnicas ou em estudos de investigação que requeiram grande precisão. A este nível enquadram-se as seguintes técnicas: Físico-Químicos, Imagem, Densitometria, Pletismografia, Radiologia convencional, Pesagem hidrostática, Absorção de gases, Ultrassons, Deslocamento de volume de água, Diluição de isótopos, Tomografia computorizada, Espectometria de raios gama, Ressonância magnética, Espectrofotometria, Densitometria radiológica de dupla energia (DXA), Ativação de neutrões e Excreção de creatinina (Fragoso & Vieira, 2014).
Por sua vez, os métodos duplamente indiretos baseiam-se em equações de regressão que, tomando como padrão de referência os métodos indiretos, são validados com base num método indireto. Consequentemente, estes métodos não são tão fiáveis quanto os indiretos. Estes métodos englobam técnicas de avaliação como: a bioimpedância, a condutividade elétrica corporal total, a interatância de raios infravermelhos e a antropometria, sendo mais rápidos, económicos e de fácil aplicação comparativamente aos anteriores (Fragoso & Vieira, 2014; Santos, 2013).
De acordo com Wang, Heshka, Pierson e Heymsfield (1995), todos os métodos in vivo da composição corporal, especialmente o modelo de dois compartimentos, podem ser resumidas em:
C = ƒ (Q)
Esta fórmula fundamental mostra que a quantificação de uma componente desconhecida (C) depende de duas partes distintas mas estreitamente interligadas, uma quantidade mensurável (Q) e uma função matemática (ƒ) relacionando Q com C. A função matemática (ƒ) pode ser referida como do tipo I ou do tipo II. Os métodos de tipo I têm em comum funções matemáticas derivadas de análises estatísticas, baseadas em observações experimentais. Os métodos de tipo II partilham funções matemáticas que são desenvolvidas com base em modelos bem estabelecidos dentro e entre indivíduos (Wang et al., 1995).
Relativamente ao nível de análise molecular de composição corporal, são várias as relações estáveis, reconhecidas e descritas na literatura, entre componentes de composição corporal. Essas associações são parte integrante da área metodológica relativa à composição corporal. As densidades das componentes moleculares, calculadas e assumidas como constantes,
Tradicionalmente, a composição corporal pode ser estudada como a soma de dois compartimentos, onde a MC é igual à soma da MG e da massa livre de gordura (MLG). A MG inclui todos os lípidos extraíveis do tecido adiposo e dos outros tecidos, enquanto que a MLG consiste em todas as restantes substâncias químicas livres de gordura e tecidos orgânicos. Assim, o modelo de dois compartimentos assume os seguintes pressupostos: (a) qualquer corpo tem uma MG cuja densidade é constante; (b) os constituintes da MLG têm densidade e proporções fixas. Será possível, então, a obtenção de equações para a determinação da percentagem de gordura (%MG) a partir da DC (Brozek et al., 1963; Pace & Rathbun, 1945; Siri, 1961).
A quantidade relativa de gordura corporal (%MG) é a medida de composição corporal que mais vezes é avaliada devido, por um lado, ao facto de que a quantidade de gordura de um indivíduo ou população poder estar relacionada com a diminuição da qualidade de vida e com o aparecimento de certas doenças e, por outro lado, ao facto de existirem métodos e técnicas de avaliação da gordura relativamente fáceis de utilizar (Fragoso & Vieira, 2014).
O modelo clássico bi-comportamental da composição corporal, ou de dois compartimentos, considera as medidas de volume corporal (VC) para determinar a MG e a MLG (Behnke, Feen & Welham, 1942). A MC é equivalente à soma destas duas componentes (Heyward & Stolarczyk, 1996). Segundo este modelo, sabe-se que: (a) a DC é igual à razão entre a MC e o VC, ou seja, DC = MC/VC; (b) a MC é igual à soma da MG e da MLG, ou seja, MC = MG + MLG); e (c) o VC é a razão entre a massa e a densidade das suas componentes (VC = Massa/d).
Os modelos de Siri (1961) e de Brozek et al. (1963) representam as fórmulas mais simples e mais comuns de estimativa de gordura (Fragoso & Vieira, 2014; Silva, 2005; Santos, 2013). A fórmula de Siri, admite como constantes para a densidade da MLG e da MG os valores de 1,1 g/cm3 e de 0,901 g/cm3,respetivamente. Por sua vez, a fórmula de Brozek atribui às mesmas componentes o valor de 1,1033 g/cm3 e o valor de 0,88876 g/cm3, respetivamente. Estas duas fórmulas de conversão (da DC para o conteúdo percentual de gordura) produzem estimativas similares (variam entre: 0,5 e 1,0%; 1,0300 a 1,0900 g/cm3) (Brozek et al., 1963; Siri, 1961). Será de referir, ainda, que o modelo densitométrico de dois compartimentos dá origem a valores incorretos de %MG se a densidade global dos componentes MLG for diferente de 1,100 g/cm3 (Withers, Laforgia, Heymsfield, Wang & Pillans, 1996).
ser utilizados e da disponibilidade das técnicas a utilizar. Na presente Tese utilizou-se a antropometria e, neste sentido, é a técnica que se analisa seguidamente em detrimento das outras possíveis na avaliação de composição corporal.
A antropometria é um ramo das ciências biológicas que se baseia na mensuração sistemática e na análise quantitativa das variações dimensionais do corpo humano (Sobral, 1985). Engloba procedimentos e processos de aquisição de medições dimensionais anatómicas de superfície, tais como comprimentos, diâmetros, perímetros e pregas adiposas do corpo humano, realizado através de equipamento especializado (Stewart, 2010). Desta forma, podem ser definidos perfis antropométricos. Engloba a somatometria (estudo das medidas corporais), a cefalometria (avaliação das dimensões da cabeça), a osteometria (estudo dos osso do crânio), pelvimetria (avaliação das dimensões pélvicas) e odontometria (análise das dimensões dos dentes e das áreas dentárias) (Fragoso & Vieira, 2014).
A utilização da antropometria envolve um domínio rigoroso das técnicas pré- estabelecidas, dos instrumentos de medida usados, das medidas e dos pontos de referência antropométricos, no sentido de haver uma minimização do erro de observação envolvido nas suas utilizações (Jackson & Pollock, 1985; Lohman, Roche & Martorell, 1988; Stewart, Marfell-Jones, Olds & de Ridder, 2011). Para todas as medidas antropométricas, é importante certificar-se que os tecidos incluídos na área de medição estejam num estado normal, ou seja, músculos relaxados e pele normalmente hidratada. Padrões internacionais de avaliação antropométrica foram recentemente propostos pela International Society for the Advancement of
Kinanthropometry (ISAK) e são utilizados para avaliação antropométrica (Stewart et al., 2011).
As pregas adiposas são variáveis antropométricas centrais, permitindo aproximações à padronização do tecido adiposo (Edwards, 1951; Garn, 1955), o fracionamento dos tecidos em massas (Martin, Spenst, Drinkwater & Clarys, 1990), a distribuição de gordura (Clarys, Martin, Drinkwater & Marfell-Jones, 1987) e o estudo do somatótipo (Carter & Heath, 1990).
Existem mais de duas centenas de equações que convertem valores de pregas adiposas em DC e em MG, mas a sua utilização depende de cinco pressupostos implícitos para converter a espessura de uma ou mais camadas comprimidas da pele e o tecido adiposo subcutâneo em MG total: (a) a compressibilidade constante da pele e da gordura subcutânea; (b) a constância da espessura da pele; (c) a constância da fração gorda do tecido adiposo; (d) a constância do padrão de tecido adiposo; e (e) a constância da relação entre gordura interna e externa (Marfell-Jones, 2001).
equações (adequadas às características morfológicas do indivíduo) e o cálculo da sua média aritmética reveste-se de grande importância, para se minimizarem os erros associados à determinação da MG ou da DC. De igual forma, para além do valor de %MG também se deve considerar um intervalo de variação da gordura relativa (% MG ± 1 DP) (Fragoso & Vieira, 2014).
O IMC é outro procedimento de avaliação da composição corporal. Este procedimento baseia-se na relação entre o peso e a estatura corporal (razão entre a MC total e o quadrado da estatura) em que um valor elevado poderá ser representativo de excesso de peso devido a uma elevada quantidade de MG. Todavia, um valor elevado de IMC nem sempre representa um elevado peso corporal, constituído por excesso de gordura, já que esse peso corporal poderá ser devido a um elevado conteúdo de massa muscular, de massa óssea ou a diferentes tecidos isentos de gordura (McArdle et al., 2001).
Atendendo a um mesmo valor de IMC, as composições relativas de MG em relação à MLG parecem depender da idade, do sexo e da etnia/raça (Garn, 1986). Também se sabe que para um valor semelhante de IMC, a %MG é mais elevada nas mulheres do que nos homens (Gallagher et al., 1996). As alterações da composição corporal, com base nestes e noutros fatores, serão abordadas na próxima secção.
Nesta Tese, o fracionamento de MC (corpo inteiro) no modelo de dois compartimentos foi o modelo adotado na metodologia descrita nos Capítulos 2 e 3. Para tal, adotou-se a antropometria. A especificidade dos procedimentos desenvolvidos, considerando as particularidades da amostra populacional estudada, é descrita seguidamente, no capítulo 2, na secção 2.1.2.2. “Avaliação da composição corporal”.