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Er det forskjell i bruken av tannregulering etter kjønn og alder?

5. Sosiale og regionale forskjeller mellom barn og unge i mottak av

5.1. Er det forskjell i bruken av tannregulering etter kjønn og alder?

Para contestar o que chama de princípio da objetividade forte, Goswami evoca um debate que se iniciou antes mesmo que a MQ fosse adequadamente formulada. Ainda na década de 1920, ficou claro que a exploração da realidade nos níveis atômico e subatômico apresentaria grandes e inesperados problemas ao método científico tradicional. Adotando-se uma visão um tanto esquemática e simplificadora da pesquisa em física, pode-se dizer que o método se alicerça na observação sistemática de fenômenos, que é feita por meio de experimentos controlados. Esse controle ajuda a conferir confiabilidade aos resultados e gera uma

massa de dados empíricos. Esses dados são posteriormente reinterpretados à luz de hipóteses formuladas de maneira matematizada por teóricos. Aquelas que se revelarem mais eficazes na previsão de resultados são posteriormente retrabalhadas até a formação de um quadro conceitual consistente, pois foi com grande surpresa que os físicos do século 20 perceberam que tal procedimento tinha desafios conceituais sérios quando usado para o mundo quântico. Ao organizarem experimentos que procuravam determinar propriedades das partículas tais como velocidade e trajetória perceberam que dependendo do arranjo experimental adotado os resultados mostravam comportamentos bem diferentes. Alguns deles sugeriam que as partículas poderiam ser descritas como possuindo natureza corpuscular e outros, natureza ondulatória. Tal constatação gerou um debate que

ainda está em andamento sobre o que “realmente” acontece nesses experimentos.33

Goswami aqui adota a perspectiva que foi proposta por Niels Bohr e que ficou

conhecida como princípio de complementaridade. Por essa perspectiva, o resultado

do experimento está diretamente vinculado à escolha feita pelo cientista sobre qual dentre os diversos aparatos disponíveis irá usar em sua medição. Além disso, o mero ato de realizar a medição irá interferir no sistema que se mede alterando-o. Goswami diz que tal característica sugere um entrelaçamento entre o sujeito que faz a medição e o objeto que é medido. Isto contradiz o princípio da objetividade forte, na medida em que exclui a possibilidade de uma separação absoluta entre o observador e o fenômeno que observa.

Goswami ataca o princípio do determinismo causal com o princípio da Incerteza. Trata-se de um dos pilares da MQ estabelecido por Heisenberg, em 1927, que estabelece que não se pode determinar simultaneamente com acurácia a posição e o momentum de uma partícula. Tal impossibilidade é causada pela dificuldade em estabelecer medições adequadas das condições iniciais. Um segundo argumento é o fato de que a descrição do comportamento das partículas proporcionadas pela MQ é probabilística, ou seja, estabelece as possibilidades de que determinados fenômenos ocorram, mas não pode fazer afirmações individuais, isto é, prever o comportamento de partículas específicas.

      

33 Ao longo de seu livro de introdução a MQ, Osvaldo Pessoa Jr (PESSOA 2003) apresenta quatro

A contestação da localidade é um ponto central no pensamento de Goswami, e será a base para contrapor os dois itens seguintes o epifenomenalismo e o monismo material. Por isso, vamos observar esse item com um pouco mais de detalhe. Como vimos no capítulo 1, em 1982, o francês Alan Aspect e sua equipe realizaram um experimento inspirado diretamente no teorema de Bell, que foi considerado chave para comprovar a validade da MQ. Aspect baseou seu experimento numa propriedade quântica conhecida como emaranhamento ou correlação entre duas partículas. Ao medir as mudanças na polarização de dois fótons que estavam correlacionados entre si, o experimento mostrou que as alterações observadas pela medição num dos fótons se refletiam em alterações no outro e essas alterações pareciam ocorrer instantaneamente. Acontece que a ideia de comunicação instantânea entre duas partículas é altamente problemática, uma vez que a Relatividade estabelece que qualquer sinal eventualmente trocado entre as duas não poderia viajar a uma velocidade superior a 300.000 km/s. Por isso, o real significado do experimento de Aspect é, ainda hoje, tema de muitos debates envolvendo físicos teóricos e filósofos da ciência (STENGER 1997, STENGER 2009). E não há sinal de que a controvérsia esteja perto do fim. Uma das interpretações possíveis é a de que estaria demonstrada a existência de interações não locais entre objetos. É essa a interpretação a que Goswami adere para, em seguida, desdobrá-la a fim de chegar a outras conclusões.

Vale à pena destacar um pouco mais o significado da existência de interações não locais. Como vimos no capítulo 1, na origem do teorema de Bell e do experimento de Aspect estava um experimento mental proposto, em 1935, por Einstein e dois colegas, conhecido como experimento EPR. Einstein, embora tenha sido um dos pioneiros no processo de desenvolvimento teórico da MQ, ainda no começo do século 20, foi aos poucos, distanciando-se da comunidade que elaborou e consolidou as bases da teoria na década de 1920. Na verdade, Einstein costuma ser lembrado como o maior e talvez o mais capacitado adversário da teoria, e durante anos criou experimentos mentais com o objetivo de demonstrar inconsistências em sua estrutura teórica. Queria demonstrar que embora a MQ fosse, sem dúvida, uma teoria muito bem sucedida, ainda se mostrava incompleta. O EPR foi mais um desses esforços. O experimento previa a ocorrência desta interação instantânea entre dois objetos quânticos, algo que parecia tão absurdo aos

autores, que Einstein se referiu ao fenômeno como sendo uma “ação fantasmagórica à distância” e a crítica feita por Einstein e seus colegas também se tornou conhecida pelo nome paradoxo EPR. O termo “fantasmagórico” aqui parece sugerir a interveniência de algo diferente às entidades básicas que compõem nosso universo material: espaço-tempo, matéria e energia.

Segundo Goswami, o que torna possível as transformações simultâneas entre duas partículas é, precisamente, a ação de um agente situado fora do espaço e do tempo. “(...) o que o teorema de Bell e o experimento de Aspect implicam não é uma violação da causalidade, mas eventos que ocorrem simultaneamente em nosso mundo de espaço=tempo podem ser relacionados significativamente com uma causa comum que reside em um reino não local, fora do espaço e do tempo. Essa causa comum é o ato do colapso não local produzido pela consciência (UA p.156).

Surge aqui a argumentação para atacar os dois outros tópicos do realismo materialista. Uma vez que a consciência é não material não se pode descrever as propriedades da natureza recorrendo apenas ao monismo físico. E sendo, na verdade, a consciência o agente causal de fenômenos essenciais no nível elementar da matéria, reverte-se por completo o status de epifenômeno que lhe é atribuído pelo realismo materialista. A matéria é que deriva da consciência.