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5. The planners

5.7 Empirical findings regarding the planners

Uma vez terminado o parêntesis de textos legais expostos para se manter a pureza do acampamento, capítulos 5-6, que tinham sido organizados como convém a uma comunidade santa, capítulos 1-4, tudo pareceria pronto para a caminhada. Porém, antes de partir do Sinai, o redator convida a lançar um olhar para trás.

No capítulo 7, situa-se a ação no dia em que teve lugar a consagração do santuário, conforme 7.1, é o primeiro mês do segundo ano da saída do Egito, conforme Êx 40.17, portanto, se retrocede um mês antes da data assinalada no começo do livro de Números. Essa mesma indicação temporal segue marcando os capítulos seguintes até 10.11 quando, com efeito, se dá um novo salto adiante no tempo e se volta ao segundo mês do segundo ano da saída do Egito, conforme 1.1, embora desta vez, no dia vinte.

1.5.1 Ofertas dos carros - Números 7.1-9

A partilha entre os clãs levitas das carretas e dos bois que os príncipes do povo haviam oferecido para o transporte dos equipamentos do santuário, se faz proporcionalmente às necessidades de cada clã levita. Aos filhos de Gerson, lhes correspondiam encarregar-se das peles, lonas e as cordas empregadas no santuário e a eles se lhes dão dois carros e quatro bois. A responsabilidade dos filhos de Merari recai sobre as tábuas, vigas, postes e todos os aparelhos necessários para a estrutura do santuário e a eles se lhes entregaram quatro carretas e oito bois. Os filhos de Coate eram encarregados de transportar a arca, a mesa, o candelabro, os altares e os utensílios. Todos são transportados com seus varais ou sobre um tipo de maca, portanto, nos ombros, pelo que não receberam nem carros, nem bois.

1.5.2 Oferta da dedicação - Números 7.10-88

Continua a enumeração das ofertas que o povo dedica com generosidade para o serviço do santuário. Primeiro, foram os carros e bois necessários às tarefas de transporte (7.1-9) agora, cada uma das tribos leva utensílios de prata e ouro, incenso, oblações e animais para os sacrifícios. Assim, é demonstrada por todas as tribos, a dedicação de cada uma delas a YHWH.

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1.5.3 Moisés na tenda do encontro – Números 7.89

O capítulo começa indicando que se trataria da consagração da Morada, conforme 7.1. Entretanto, agora, neste breve parágrafo final, não se fala da Morada, mas sim da Tenda do Encontro e se alude à sua função oracular. Na redação final, ao situar aqui essa anotação mais antiga, combinam-se as tradições acerca de ambas as tendas.

1.5.4 As lâmpadas do candelabro - Números 8.1-4

Uma das tarefas a serem realizadas na consagração da Morada era a colocação

de lâmpadas no candelabro. Segundo Varo: “A forma do candelabro sugere uma árvore,

símbolo da fertilidade e da vida no Oriente Antigo. As lâmpadas acesas são sinais da presença do Deus invisível em meio a seu povo e sua capacidade vivificadora.”26 E,

conforme Êx 30.7-8 e Lv 21.1-4, as lâmpadas deveriam arder continuamente.

1.5.5 Os levitas são oferecidos a YHWH – Números 8.5-22

Agora há o relato da purificação dos levitas e a cerimônia pela qual tomam posse de suas tarefas no santuário.

A cerimônia de dedicação dos levitas tem muitos pontos de contato com as dos sacerdotes (Lv 8), embora, no caso dos levitas, havia apenas um único rito de purificação (8.5-7). Era usada literalmente “águas de expiação”, (8.7) (ATI-1). Uma vez purificados, têm lugar sua apresentação diante de YHWH (8.8-19).

1.5.6 Tempo de serviço – Números 8.23-26

Antes de terminar com as instruções sobre os levitas, é fixado o tempo em que deveriam prestar serviço no santuário: desde os vinte e cinco anos até os cinquenta anos.

1.5.7 Festa da páscoa – Números 9.1-5

A primeira Páscoa havia sido celebrada no Egito, coincidindo com a décima praga, na qual morreram os primogênitos dos egípcios, embora ficassem a salvo os que estavam celebrando-a nas casas dos israelitas (Êx 12).

Esta, que agora está sendo narrada, seria, segundo a ordem do relato, a segunda Páscoa que celebrariam. Faz-se notar que em tudo se cumpririam as prescrições de YHWH. A data seria, pois, justamente um ano depois da saída do Egito.

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1.5.8 A nuvem – Números 9.15-23

A nuvem que acompanha os filhos dos israelitas e que, de noite era parecida com uma coluna de fogo, é mencionada no livro de Êxodo, depois da celebração da Páscoa, no início da caminhada, na saída do Egito (Êx 13.21-22). Nessa primeira menção, se diz que a nuvem marchava adiante deles. Mais adiante, quando se constrói a Tenda da Congregação fora do acampamento, se diz que ao entrar Moisés na Tenda, a nuvem baixava e se fixava à porta da tenda (Êx 33.7-11). Agora, entre os preparativos para a marcha, volta-se a mencionar a presença da nuvem, nesta ocasião sobre o Tabernáculo do Testemunho.

Por três vezes se assinala que corresponde a YHWH guiar o povo, já que, usando a nuvem, indicava quando deviam acampar e quando era chegado o momento de partir (9.18,20-21).

1.5.9 As trombetas27 - Números 10.1-10

É YHWH quem guia seu povo na marcha do deserto, assinalando com a nuvem o momento de partir e de acampar, conforme 9.15-23. Entretanto, para avisar sobre a execução concreta do que YHWH indica com a nuvem, Ele pede a Moisés e Arão que façam trombetas, com as quais se transmitiria ao povo as ordens, seja para se reunir ou para organizar o traslado do acampamento (10.1-10). Na ordem, é especificado o que significa cada sinal e o modo de se tocar, distinguindo-se se está convocando todo o povo ou somente os príncipes se era para tarefas comuns, ou para chamar com urgência para guerra. Essas trombetas, também, eram utilizadas no culto e nas solenidades.