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Efforts to achieve more female executives in the business sector185

6.3 Women in management

6.3.2 Efforts to achieve more female executives in the business sector185

Mais de 30 artigos científicos citam a realização de inquéritos de soroprevalência humana de hantavirose. Porém, alguns apenas descrevem as caraterísticas da amostragem, quanto aos cuidados com tamanho amostral e aleatorização da obtenção de amostra. Um dos estudos pretendeu-se censitário, utilizando soroteca armazenada por mais de 20 anos, com amostra de sangue de cerca de 70% seus de habitantes (Badra, 2012). Na maioria dos estudos, a população amostrada tinha idade superior a 14 anos, e muitos foram dirigidos a grupos específicos, segundo exposição ocupacional, em soroteca de bancos de sangue ou laboratórios clínicos. Todos os estudos usaram teste Elisa para detecção de anticorpos da classe G (IgG), sendo a maioria com coleta de sangue venoso e poucos com coleta por punctura digital em papel de filtro.

Na IX região do Chile, Araucanía, cuja capital é Temuco, foram feitos dois inquéritos: um no ano 2000 e outro publicado em 2003. O primeiro, com 400 amostras predefinidas, foi distribuído por 10 cidades, com 20 indivíduos de cada sexo, não se referiu a cálculo amostral e informou que a participação dos indivíduos foi aleatória. Encontrou uma prevalência geral de 1,75%, mas, especificamente para a cidade de Melipeuco, foi de 7,5% (Castilho et al, 2002). O outro estudo informou que coletou 847 amostras de sangue humano, distribuídas em três áreas, andina, costeira e central. Na área andina, onde estavam registrados 85% dos casos incidentes de 1997 a 2001, a prevalência foi de 2,15% e, em Melipeuco, alcançou 6,1% (Frey et al, 2003).

Em 2001, no município de Jardinópolis/SP, foi feito um estudo de prevalência com 818 moradores urbanos e rurais, com idade entre 15 e 70 anos, cujas amostras de sangue foram coletadas em papel de filtro. Entre os moradores urbanos, a seleção dos participantes foi descrita e foi aleatória. A

117 prevalência geral foi de 14,3%, sendo 15,3% em moradores urbanos e 6,4% rurais (Campos et al., 2003).

No Brasil houve outros estudos de soroprevalência. Em 1998, na cidade de Nova Guataporanga, S.P, foram testadas 116 amostras de soro de moradores, com soroprevalência de 5,2%, sem descrições sobre amostragem. Foram testadas também amostras de 125 contatos de casos de hantavirose de quatro municípios de São Paulo, com soropositividade de 4,8% (Katz et al., 2001). Em Cássia do Coqueiros, S.P., obteve-se 1.876 amostras de soro, em estudo de hepatites virais, coletados entre 1987 e 1990. A soropositividade para hantavirose foi de 4,7% (Badra et al., 2012).

No Paraná, na região com antecedentes de casos de hantavirose, foram testados 1.038 soros humanos, aleatoriamente selecionados, segundo os autores, que não descreveram o processo de amostragem nesta publicação. A soropositividade foi de 2,4% (Raboni et al., 2012). No extremo sul de Santa Catarina, sem casos de hantavirose detectados anteriormente, 257 moradores de área rural participaram de testes de soro para detecção de anticorpos contra a hantavirose, em comunicação científica sem descrições sobre o processo de amostragem. A soropositividade foi de 2,3% (Pereira et al., 2012). Em 2011, em quatro municípios do oeste de Santa Catarina, foram testados 405 moradores para anticorpos contra a hantavirose, também sem descrição do processo de amostragem. A soropositividade foi de 1,97% (Souza et al., 2012). Na rodovia Cuiabá- Santarém, em 2006, com participantes de quatro cidades, e totalizando 2.737 amostras de soro, a soropositividade variou de 2,16% a 9,43%. Os soros foram obtidos de pacientes suspeitos de SPH, ou com doença febril a esclarecer, atendidos nas unidades de saúde das respectivas cidades (Medeiros et al., 2010).

Na década de 1990, em Baltimore (EUA), foram testadas amostras de sangue de 1.212 pessoas atendidas em uma unidade de saúde, sem descrição do processo de amostragem. Foi encontrada prevalência de 0,74% (Diglisic, 1999). Em 2001, na península de Azuero no Panamá, 1.346 participantes de quatro comunidades, com idade maior do que dois anos, sem descrição do processo de amostragem, tiveram amostras de sangue testadas,

118 com prevalência de 16,9% e, em uma das localidades, a prevalência alcançou 33,2%. Em crianças de 4 a 10 anos a prevalência foi de 9,2% (Armien et al., 2004).

De 1997 a 1999, na Venezuela, também sem descrição do processo de amostragem, testaram-se 1.380 amostras de sangue humano, sendo parte dessas, amostras de doadores de sangue, com 1,7% de prevalência (Rivas et al., 2003). Entre 2007 e 2010, colecionaram-se 5.174 amostras de sangue de pacientes febris e 2.063 amostras de moradores urbanos e rurais das redondezas de Iquitos no Peru, sem descrição do processo de amostragem. Entre os pacientes febris, a prevalência foi de 0,3%. A prevalência geral foi de 1,7%, sendo 2,2% entre os moradores urbanos e 1,1% entre os moradores rurais (Castillo et al., 2012). Em 2002, na Bolívia foram pesquisados anticorpos IgG contra a hantavirose em 494 moradores de duas comunidades, com soroprevalência encontrada de 9,1% (Montgomery et al., 2012).

Entre 2005 e 2006, em sete localidades da Bosnia-Herzegovina, foram obtidas 1.331 amostras de soro humano. Foram classificadas duas áreas: uma endêmica, com registro anterior de hantavirose e outra não endêmica. Na endêmica, com 741 participantes, a soroprevalência foi de 7,4%. Na não-endêmica, com 590 participantes, a soroprevalência foi de 2,4% (Hukic et al., 2010). Em 2002, entre lenhadores de Trentino, no norte da Itália, foram feitos 488 testes, com 0,2% de prevalência (Kallio-Kokko et al., 2006). Entre 1997 e 1999, na Suécia, 1.533 amostras de sangue humano, de habitantes da região norte, foram testadas para infecção por Hantavirus. Foi informado que a escolha dos participantes foi aleatória. Encontrou-se uma prevalência de 8,9% (Ahlm et al., 1997). Em 1995, na Alemanha, foi publicado um inquérito com testes de sorologia de 13.358 habitantes de várias regiões, 1.284 soros de trabalhadores com exposição ocupacional à hantavirose e 287 pacientes em hemodiálise. A soroprevalência de anticorpos geral foi de 1,68%, encontrando-se, em exposição ocupacional, 3,3%, e, em hemodialíticos, 10,0% (Zoller et al, 1995).

119 No sul da Índia, entre 2004 e 2007, foram testadas 661 amostras de pacientes renais crônicos, de doadores de sangue, de trabalhadores de depósitos e de comunidade tribal, com soropositividade de 9%, 5%, 4% e 12%, respectivamente. Todos os grupos juntos alcançaram 7%. (Chandy et al., 2008). Em 2010, na Guiné, oeste da África, foram testados 649 soros para anticorpos anti-Hantavirus, de uma coleção de amostras de soro humano (soroteca) coletada em outro estudo de base populacional, realizado em 2001. O estudo teve a participação de 20 pessoas por vila, em 29 vilas. A soroprevalência encontrada foi de 1,2 % (Klempa et al., 2010). Na Costa do Marfim e na República Democrática do Congo (RDC), foram obtidas amostras de soro humano de 687 e 295 participantes. Na Costa do Marfim, as amostras são de 2007 e na RDC, de 2011, sem descrições do processo de amostragem. As soroprevalências foram 3,9% e 2,4%, respectivamente (Witkowski et al., 2015).