4 Observasjoner
4.3 Kartlegging av ventilasjonstårnenes effekt
4.3.5 Effekt av ventilasjonstårnene
Na análise de conteúdo das entrevistas de cada uma das subcategorias da categoria
Ensino-aprendizagem e profissionalização dos docentes, obteve-se duas subcategorias e os respetivos indicadores. A subcategoria Apoio aos estudantes com dois indicadores:
Dimensão da universidade e sua função social (n=5), Acompanhamento e apoio aos
estudantes (n=5). A subcategoria Aposta na formação pedagógica dos docentes com três indicadores: Formação contínua dos docentes (n=5), Ensino superior e turbo-docência
(n=5), Potencializar as novas tecnologias de informação (n=5).
Estes indicadores evidenciam bem a importância que os entrevistados atribuem ao papel da universidade e a aposta que fazem na formação dos docentes, em que ressaltam ideias consensualmente apontadas por todos de que as instituições de Ensino Superior têm em conta a função social da universidade, o acompanhamento e apoio aos estudantes, a formação contínua dos docentes e a pertinência das novas tecnologias de informação. Neste sentido, é possível verificarmos nas opiniões expressas pelos entrevistados que quanto às dimensões da universidade somente a vertente ensino é praticada pelos docentes e que as restantes ainda não se fazem sentir como tal. Isto porque atualmente grande parte dos professores, em Angola, ainda não tem preocupações e não percebe o quão é fundamental a dimensão da investigação, que possibilita o indivíduo conhecer outras realidades, “arejar as sua ideias” e poder partilhar com os seus pares reflexões em torno de determinados
130 conhecimentos na sua área do saber, partindo do princípio de que um dos grandes interesses ao nível do Ensino Superior é a produção e a inovação de conhecimentos que possa dar respostas aos reais problemas que se colocam na sociedade. É neste sentido que muitos governos vêem as universidades como centros de pesquisa e de inovação do conhecimento científico (UNESCO, 2014).
A universidade deve saber situar [quanto] o seu papel de parceiro social (…) a função social de qualquer instituição é essa. A universidade não pode ser uma universidade (…) que não tenha nada a ver com a prática da vida comunitária (…). (E1)
Hoje os nossos professores estão mais preocupados com o ensino e não com a investigação (…). (E2)
Todas as universidades colocam isso como um indicador a atingir, na prática a [investigação] ainda não é um objeto a trabalhar (…). (E3)
Queremos (…) lançar a investigação e publicar o resultado dessa investigação. Extensão não só em termo de serviços, mas também em termos de desenvolver a universidade com os nossos próprios serviços (…). (E5)
No que diz respeito ao indicador Acompanhamento e apoio aos estudantes (n=5), os nossos entrevistados referiram que tem sido uma prática nas suas instituições, na medida em que são sensíveis principalmente aos problemas de ordem financeira apresentados por alguns estudantes, cujas famílias têm poucos recursos para suportar as despesas com a formação. Segundo os entrevistados, esta situação tem sido superada através da atribuição de bolsas para os estudantes de famílias com poucos recursos e que revelam não possuir condições para dar continuidade aos seus estudos.
Estamos a criar agora um gabinete de apoio ao estudante juntamente com o consultório médico (…). (E1)
São as faculdades que realmente se ocupam de incentivar o estudo e de executar (…) (E2). O processo ainda é de descontinuidade, porque ele sai da universidade e nunca mais aparece (…). (E3)
Nos nossos centros é que têm feito este tipo de trabalho (…). (E4)
(…) Nós estamos neste momento a fazer um trabalho de ficar com os nossos melhores estudantes. A nossa clínica é aberta à população nos arredores [que] podem lá ir pagam apenas as análises, a consulta numa primeira fase é gratuita. (E5)
Neste indicador Formação contínua dos docentes (n=5), os entrevistados referiram que têm apostado na formação dos docentes:
Nós criamos uma Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (…), porque nós temos que apostar no professor e essa mesma faculdade não vai só formar professores para fora, mas também professores para dentro. (E1)
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Este espírito de que o professor do ensino superior não precisava de formação (…) hoje em dia a própria UNESCO recomenda de que há uma pedagogia do ensino superior (…) no âmbito do ensino superior temos que capacitar os professores. (E1)
(…) Nós temos muitos kimbandas na educação (…) tem que transformar alguns destes kimbandas em verdadeiros professores (…). (E1)
É necessário (…) apostar continuamente na formação dos professores, na sua superação e sobretudo desenvolver nele esse sentimento (…). (E2)
[A formação] é fundamental (…) nós podemos apontar que a maior parte dos docentes que lecionam no ensino superior não têm formação pedagógica (…). (E3)
Isto é uma obrigatoriedade (…) nós temos tido estas formações já tivemos este ano e o ano passado, de aspetos pedagógicos (…). (E5)
[Alguns professores]) são enviados a Portugal para fazerem uma formação pedagógica (…) alguns já estão a terminar a pós-graduação na área de Fisioterapia e [outros] do Curso de Direito estão a fazer a especialização e ao mesmo tempo uma formação pedagógica (...).
(E5)
Quanto a este indicador, Ensino Superior e turbo-docência (n=5), os nossos
entrevistados são de opinião que o fenómeno turbo-docência é um mal necessário, por enquanto, no país devido à falta de professores para este nível de ensino, visto que muito professores dão aulas em duas ou três instituições de Ensino Superior como uma forma de obterem uma remuneração mais elevada, que vai ajudar nas despesas correntes da vida quotidiana das responsabilidades familiares. Por isso, atualmente, em Angola, existem mais professores a tempo parcial do que a tempo integral ou de dedicação exclusiva, apesar de o Governo estar a pensar em adotar uma estratégia, através de um dispositivo normativo, que faça com que todo o professor universitário tenha obrigatoriamente de dar aulas na instituição a que pertence e colaborar apenas em mais uma outra instituição.
Temos mais professores a tempo parcial (…) de um modo geral o professor (…) no ensino superior é turbo-docente, quer dizer quando não está a tempo total, ele procura sempre onde vai dar (…), portanto a exclusividade do professor que tem um ordenado [temos poucos, a maioria] ganha por hora. (E1)
Nós não temos [professores a tempo inteiro] e em todas as universidades (…) com exceção talvez da UAN, mas mesmo assim muitos que estão na UAN estão [nas privadas] (…). Portanto nós precisamos de criar o conceito de profissionalização do docente (…). (E1) (…) Todos os nossos melhores alunos mandamos para fazerem mestrados [fora do país], voltaram e são nossos docentes (…). Temos poucos docentes da UAN, outros são quadros dos ministérios, têm mestrados, têm doutoramentos, são Diretores nacionais vêm dar aulas de manhã, a tarde e a noite. (E4)
Os docentes vêm cá com o currículo (…) a maioria dos professores aqui estão em tempo parcial (…). (E2)
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é uma área de investimento. (E3)
O Decreto n.º 90/09 no seu n.º 1 do artigo 96.º, sobre o vínculo do corpo docente, refere que o quadro de pessoal docente das instituições de Ensino Superior deve ser constituído pelo menos entre 40% a 60% de docentes em regime de efetividade. O n.º 2 do mesmo artigo refere que “é permitido a colaboração da função docente numa outra das instituições de Ensino Superior, desde que autorizado pelo órgão executivo onde o docente é efetivo”. O n.º 3 advoga que “é vedada ao docente a colaboração em mais de uma instituição de ensino ou de outra natureza, para além da instituição onde é efetivo”. Na verdade, estes aspetos até ao momento ainda não se cumprem em Angola, tendo em conta a falta de legislação própria, a exiguidade do corpo docente, a falta de qualificação pedagógica, a baixa remuneração salarial e a falta de condições de trabalho, que não têm deixado outra alternativa ao docente que não seja recorrer à “turbo-docência” 79, como
forma de obter maiores rendimentos para suportar os seus encargos com a família e com a vida quotidiana. Só muito recentemente se torna prioritário a aposta na formação de alto nível dos docentes como forma de melhorar a qualidade do trabalho docente e, consequentemente, as aprendizagens dos estudantes. O extracto de uma das entrevistas realizada sublinha que, de um modo geral, o professor no Ensino Superior é um bocado
turbo-docente, ele dá aqui e vai dar noutros sítios (…) quando não está a tempo total, ele procura sempre onde vai dar (E1).
No indicador Potencializar as novas tecnologias de informação (n=5), os entrevistados sustentaram que têm estado a apostar em equipar a instituição com tecnologias de informação, por representar uma ferramenta de informação que possibilita a comunicação, o conhecimento e a interação entre os indivíduos de uma determinada sociedade. Os mesmos referiram que colocaram como obrigatória uma disciplina ligada às tecnologias de informação e comunicação:
Temos (…) equipamentos do último grito. Estamos a pensar montar nas salas data show. Temos 3 ou 4 salas amplas de conferênci, e ginásio [para] os alunos (…). (E1)
79 De um modo geral, estes aspetos têm favorecido nas instituições de Ensino Superior o aparecimento do
fenómeno “professor turbo-docente” que está acontecer em Angola: os professores dão aulas em mais de duas instituições, muitas vezes com poucas condições de trabalho e com uma remuneração insuficiente para suportar as suas despesas com a família, o que lhe obriga a incorrer neste tipo de prática, sobre o olhar silencioso das instituições onde prestam o seu serviço de educação, ao ponto de nada fazerem para que se reverta este modos operand e preocuparem-se sobretudo com o estudante que vai em busca de conhecimento e de formação. Se virmos bem, são as próprias instituições que transformam o professor neste tipo de professor, que em consequência põem em causa a qualidade de ensino-aprendizagem dos estudantes.
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Temos laboratórios de Informática, (…) a internet a funcionar em todas as salas e em todos os espaços os estudantes [terão] internet (…). (E2)
Todos os nossos cursos têm uma cadeira de Informática e os alunos do curso de Informática têm laboratórios de informática (…). (E4)
Nos outros cursos temos o Inglês e Português como grátis oferecidos pela universidade, assim os alunos têm pelo menos 2 a 3 anos de Português e 3 anos de Inglês (...). (E4)
Temos (…) dois laboratórios de informática onde os estudantes fazem as práticas. Temos a nossa biblioteca equipada com computadores ligados à Internet para os estudantes pesquisarem. (E5)
A sala de professores também tem computadores ligados à Internet (...) ainda não estamos contentes com esse trabalho, temos que fazer ainda mais (...). (E5)