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5 Informasjon, medvirkning og rettslig grunnlag for bruk av ECT

6.10 ECT til ulike grupper

O português é uma língua românica13 que deriva da evolução do latim vulgar –

“a língua falada pelas camadas pouco influenciadas ou não influenciadas pelo ensino

escolar e pelos modelos literários” (HERMAN, 1975: 16ss, citado por CASTRO, 2008: 53)

– e que nasceu “num pequeno território do canto noroeste da Península Ibérica, de

onde se expandiu na direção do sul. Foi seu berço a Galécia Magna (que inclui a Galiza atual, parte do norte de Portugal e o ocidente das Astúrias).”14 (CASTRO, 2008: 8).

Constitui, atualmente, uma das 7.106 línguas vivas que existem no mundo (cf. Tabela 1)15.

Tabela 1 – Distribuição das línguas no mundo (por área)

Área Línguas vivas Número de falantes

Total Percentagem (%) Total Percentagem (%)

África 2.146 30,2% 810.209.997 12,9% Américas 1.060 14,9% 51.456.819 0,8% Ásia 2.303 32,4% 3.770.496.032 59,9% Europa 285 4,0% 1.656.808.477 26,3% Pacífico 1.312 18,5% 6.740.866 0,1% Total 7.106 100,0% 6.295.712.191 100,0%

12 SAVILLE-TROIKE (2006: 35) designa a transferência negativa de “interferência”: “negative transfer (or interference), when an L1

structure or rule is used in an L2 utterance and that use is inappropriate and considered an “error.”

The transfer is called positive (or facilitating) when the same structure is appropriate in both languages - when an L1 structure or rule is used in an L2 utterance and that use is appropriate or “correct” in the L2 -, as in the transfer of a Spanish plural morpheme -s on nouns to English (e.g. lenguajes to languages). The transfer is called negative (or interference) when the L1 structure is used inappropriately in the L2.”

13 CASTRO (2008: 48-51) elenca as seguintes línguas românicas: galego, português, castelhano, catalão-valenciano, francês,

provençal, franco-provençal, italiano, (sardo), romeno. Exclui-se o basco, falado em Espanha, por ser não indo-europeu (cf. AREÁN-GARCÍA, 2009: 25).

14 “De facto, o português nasceu de uma forma regionalizada do latim falado nas duas margens do rio Minho, nos séculos que

antecederam o aparecimento dos reinos cristãos da Península Ibérica.” (CASTRO, 1991: 2)

15

Fonte: LEWIS et al., 2014, Ethnologue: Languages of the World, Seventeenth edition. Dallas, Texas: SIL International. Online version:http://www.ethnologue.com, consultado em 07/09/2014.

O Observatório da Língua Portuguesa atesta apenas um total de 6.909 línguas vivas no mundo, de acordo com a seguinte distribuição por área:

Área Total de línguas vivas

África 2.110 Américas 993 Ásia 2.322 Europa 234 Pacífico 1.250 Total 6.909

Comparativamente com os dados consultados na fonte Ethnologue: Languages of the World, apenas a área da Ásia regista um acréscimo de línguas.

Informação consultada na fonte http://observatorio-lp.sapo.pt, em 07/09/2014, que disponibiliza dados referentes a 06/03/2010. KING & BENSON (2008: 341) afirmam que “There are approximately 300–350 million indigenous people in the world; together they speak 4.000–5.000 languages and reside in more than 70 countries (UNESCO, 2006).”

17

A análise da Tabela 1 permite-nos perceber que a Ásia é o continente que engloba o número mais elevado de línguas (2.303 línguas), por oposição à Europa, que regista apenas 4% das línguas atestadas no mundo (285). Os dados apresentados permitem igualmente concluir que a Ásia concentra mais de metade da população a nível mundial e, devido a esse facto, lidera a tabela em termos do número de falantes (59,9%), seguindo-se imediatamente a Europa (26,3%).

O português pertence a uma das seis16 grandes famílias de línguas do mundo –

a família Indo-Europeia –, que compreende 437 línguas aparentadas tipologicamente, que vão das línguas latinas às germânicas, das eslavas às do norte da Índia (cf. Tabela 2).

Tabela 2 – As 6 grandes famílias de línguas do mundo

Famílias de línguas Línguas vivas Número de falantes

Total Percentagem (%) Total Percentagem (%) Afro-Asiáticas 367 5,16% 374.573.409 5,95% Austronésicas 1.222 17,20% 346.489.508 5,50% Indo-Europeias 437 6,15% 2.925.253.210 46,46% Niger-Congo 1.526 21,47% 435.432.213 6,92% Sino-Tibetanas 455 6,40% 1.268.218.984 20,14% Trans-Nova Guiné 476 6,70% 3.540.024 0,06% Total 4.483 63,09% 5.353.507.348 85,03%

A Figura 3 contextualiza precisamente o português na família das línguas de origem indo-europeia (CASTRO, 1991: 3).

16

De acordo com a fonte consultada, existem, no total, 136 famílias de línguas diferentes. No entanto, destacam-se 6 como sendo as grandes famílias de línguas do mundo que, em conjunto, representam aproximadamente 2/3 do total de línguas existentes (4.483 línguas, o que corresponde a uma percentagem de 63,09%) e 5/6 da população mundial (5.353.507.348 de falantes, o que equivale a uma percentagem de 85,03%) (cf. Tabela 2).

Relativamente às restantes 130 famílias de línguas, o esquema de classificação genética inclui também categorias especiais de línguas artificiais, crioulos, línguas de sinais surdos, línguas isolantes, línguas mistas, pidgins e línguas não classificadas. Estas 130 famílias linguísticas incluem 2.623 línguas diferentes (o que corresponde a uma percentagem de 36,91%) e são faladas por 942.204.843 pessoas, o que perfaz uma percentagem de 14,97% (Fonte: www.ethnologue.com, consultado em 07/09/2014).

18 Figura 3 – O português no contexto da família das línguas indo-europeias

2.2.2. A projeção do Português no panorama linguístico mundial

O português, vulgarmente conhecido por “a língua de Camões”, um dos incontornáveis vultos da literatura, da cultura e da História de Portugal, também descrito poeticamente pelo escritor brasileiro Olavo Bilaco (1964) como “a última flor

do Lácio, inculta e bela”, constitui, atualmente, uma das cerca de sete mil línguas

conhecidas do mundo e uma das duzentas e oitenta e cinco da Europa.

Os Descobrimentos marítimos, protagonizados pelo povo luso, nos séculos XV e XVI, permitiram que a língua portuguesa, naquela época falada por cerca de um milhão de pessoas, fosse difundida por dois terços do planeta e implantada em vários continentes, da costa de África e da América do Sul ao Extremo Oriente (Ásia) (cf.

CASTRO, 2008; PARVAUX, 2004; PESSOA, 2007; RETO, 2012).17 Como consequência

dessas viagens “por mares nunca dantes navegados18”, o português é, hoje,

a) uma das 20 línguas mais faladas do mundo (dependendo das fontes consultadas, o português oscila entre a 5ª e a 6ª posição: de acordo com os

17

Talvez seja esta descontinuidade territorial do mapa linguístico do português que leva CASTRO (2008: 8) a afirmar: “Facilmente se conclui que o português não é apenas uma língua europeia, no sentido exclusivo em que isso se dirá do dinamarquês ou mesmo do alemão e do italiano, mas também uma língua não-europeia. Talvez seja principalmente uma língua não-europeia, tendo em conta a distribuição desproporcionada da sua área geográfica e das massas populacionais que a falam na Europa e fora dela.”

19

dados do Observatório da Língua Portuguesa (OLP)19 (2010), o português

assume a 5ª posição (de acordo com ESPERANÇA, num estudo publicado em

RETO (2012), o português assume a 6ª posição) (cf. Mapa 120 e Gráfico 121);