7 Standard for forberedelser og gjennomføring av ECT behandling
Vedlegg 5 DECIDE-skjemaer
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Na opinião de CASTRO (1991: 40-41), “a vastidão dos territórios desabitados e a insuficiência das pesquisas dialectológicas ajudam a compreender a principal característica deste mapa: algumas regiões dialectais são maiores que países europeus. Antenor Nascentes tomou como divisória o contraste entre a entoação «cantada» do Norte e a entoação repousada do Sul. Nos dialectos meridionais, vê-se a influência das principais cidades: baiano (Salvador da Bahia), mineiro (Belo Horizonte), fluminense ou carioca (Rio de Janeiro), sulista ou paulista (São Paulo). (…) Qualquer brasileiro pode identificar a proveniência de outro mediante rasgos próprios de cada uma destas regiões dialectais.”
48 Mapa 6 – extraído de CASTRO (1991: 40).
1. micaelense 2. alentejano 3. algarvio 4. alto-minhoto 5. baixo-beirão; alto-alentejano 6. beirão 7. estremenho 8. madeirense 9. nortenho 10. transmontano
38 CASTRO (1991: 14) afirma que “À nação portuguesa corresponde assim uma variante nacional e à nação
brasileira outra, cada uma englobando a norma culta urbana, a que se pode igualmente chamar padrão, e todas as variedades dialectais e sociais que fazem parte do português falado no respectivo território. Semelhantemente, são os traços comuns às duas variantes nacionais que permitem continuar a considerar
uma língua portuguesa.” GUINÉ-
EQUATORIAL *
castelhano francês português
Observações: * Dados insuficientes que não permitem contabilizar o número de línguas existentes. Sabe-se, no entanto, que o inglês, pidgin, fang, bubi, ibo fazem parte do reportório linguístico da Guiné-Equatorial.
Analisando os dados da Tabela 8 no que concerne aos aspetos em estudo, podemos extrair as seguintes conclusões:
(i) em relação à diversidade linguística e contacto de línguas:
a) o Brasil, apesar de ser considerado um país monolingue, é aquele que apresenta o número mais elevado de línguas indígenas (170); b) Moçambique é o país que apresenta o número mais elevado de LN
(43), seguindo-se Angola, com um total de 41 (línguas);
c) a maioria dos países da CPLP é, por definição, multilingue, pois no mesmo território coexistem diversas línguas;
d) Portugal e Brasil apresentam variação linguística que se manifesta, sobretudo, a nível da pronúncia (fonética) e do vocabulário (léxico). Em Portugal existem 10 dialetos e no Brasil 16, que caracterizam/identificam zonas geográficas distintas;
(ii) proeminência linguística na esfera sociopolítica: 1. caipira 2. cearense 3. baiano 4. fluminense 5. gaúcho 6. mineiro 7. nordestino 8. nortista 9. paulistano 10. sertanejo 11. sulista 12. florianopolitano 13. carioca 14. brasiliense 15. serra amazónica 16. recifense
39 a) à exceção da Guiné Equatorial, que possui 3 LO (cuja adesão oficial à CPLP se efetivou recentemente, na X Cimeira de Chefes de Estado e
de Governo da CPLP, que decorreu em julho de 2014, em Díli), o
português é a única LO nos restantes países.
Não obstante as idiossincrasias entre os países da CPLP (localização geográfica, área, população, regime político, economia…), todos têm um aspeto em comum:
partilham a mesma língua, o português.49
Apesar das divergências linguísticas expectáveis em cada um destes “países
independentes que se encontram em contextos geográficos e humanos diferentes e que podem ter políticas educacionais e linguísticas diversas” (PARVAUX, 2004), - “a mudança linguística é um fenómeno natural e só as línguas mortas não mudam”
(LEIRIA, 1997: 7) -, as convergências sobrepõem-se, o que permite que o português subsista “como língua de comunicação entre oito povos que os acasos da história uniu,
antes de os separar.”50 (PARVAUX, 2004).
A Língua Portuguesa afirma-se, portanto, sobre esta relação de dicotomia entre a unidade – “uma língua de cultura, portadora de longa história, que serve de matéria-
prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo. Tem uma existência que é motivada e condicionada pelos grandes movimentos humanos e, imediatamente, pela
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“A língua é, porventura, o mais poderoso desses laços. Diz, a este respeito, o linguista português Eduardo Paiva Raposo: «A realidade da noção de língua portuguesa, aquilo que lhe dá uma dimensão qualitativa para além de um mero estatuto de repositório de variantes, pertence, mais do que ao domínio linguístico, ao domínio da história, da cultura e, em última instância, da política. Na medida em que a percepção destas realidades for variando com o decorrer dos tempos e das gerações, será certamente de esperar, concomitantemente, que a extensão da noção de língua portuguesa varie também.»” (informação disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/brevesum/index.html, consultado em 20/09/2014).
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CASTRO (1991: 14), citando CUNHA e CINTRA, Nova Gramática, p. 10, afirma ainda que “apesar da acidentada história que foi a da sua expansão na Europa e, principalmente, fora dela, nos distantes e extensíssimos territórios de outros continentes, a língua portuguesa conseguiu manter até hoje apreciável coesão entre as suas variedades por mais afastadas que se encontrem no espaço. Mas reconhece: «A diversidade interna, contudo, existe», isto porque, como disse José Saramago no filme sobre a língua portuguesa de Victor Lopes, citado por PARVAUX (2004), «Não há uma língua portuguesa, mas línguas em português».”
A Língua Portuguesa funciona, simultaneamente, como língua de unidade e de diversidade: “O PORTUGUÊS é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com as outras comunidades lusofalantes. Esta língua não dispõe de um território contínuo (mas de vastos territórios separados, em vários continentes) e não é privativa de uma comunidade (mas é sentida como sua, por igual, em comunidades distanciadas). Por isso, apresenta grande diversidade interna, consoante as regiões e os grupos que a usam. Mas, também por isso, é uma das principais línguas internacionais do mundo. É possível ter percepções diferentes quanto à unidade ou diversidade internas do português, conforme a perpectiva do observador. Quem se concentrar na língua dos escritores e da escola, colherá uma sensação de unidade. Quem comparar a língua falada de duas regiões (dialectos) ou grupos sociais (sociolectos) não escapará a uma sensação de diversidade, até mesmo de divisão.” (informação disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/hlp/brevesum/index.html, consultado em 20/09/2014).
40 existência dos grupos que a falam. Significa isto que o português falado em Portugal, no Brasil e em África pode continuar a ser sentido como uma única língua enquanto os povos dos vários países lusofalantes sentirem necessidade de laços que os unam” – e a
diversidade – “a diversidade linguística que o português apresenta através do seu
enorme espaço pluricontinental é, inevitavelmente, muito grande e certamente vai aumentar com o tempo. Os linguistas acham-se divididos a esse respeito: alguns acham que, já neste momento, o português de Portugal (PE) e o português do Brasil (PB) são línguas diferentes; outros acham que constituem variedades bastante distanciadas dentro de uma mesma língua”51 –, embora essa diversidade – natural e expectável – não constitua um argumento que justifique considerarmos duas línguas diferentes, por exemplo, o português falado em Portugal e o português falado no
Brasil, ou o português falado em Angola e o português falado em Timor-Leste.52
2.5. O caso de Timor-Leste
2.5.1. Localização geográfica e enquadramento histórico-político