5 Informasjon, medvirkning og rettslig grunnlag for bruk av ECT
6.1 ECT ved depresjon
“A ideia generalizada de que as crianças tendem a obter melhores resultados no
processo de aquisição de L2 do que os adultos teve como ponto de partida a chamada
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BYALYSTOK (1997: 116-117), no seu artigo “The structure of age: in search of barriers to second language acquisition”, cita PATKOWSKY (1994), que faz a distinção entre o período “optimal”, “sensitive” e “critical”: “Often, however, optimal age is interpreted as evidence for a critical or sensitive period, a maturationally determined point of heightened receptivity to environmental stimuli. The claim that there is a critical period for second language acquisition requires a different kind of evidence than does a more general one proposing an optimal age for learning. In a review of the literature on the relation between age of learning and success in second language phonological competence, Patkowsky (1994) states that he uses the terms ‘optimal’, ‘sensitive’ and ‘critical’ interchangeably. The terms, however, vary in their connotation of necessity.”
A autora conclui ainda que:
“1. On average, children are more successful than adults when faced with the task of learning a second language; 2. Children are better second language learners than adults.”
9 Hipótese do Período Crítico (Lenneberg, 1967), segundo a qual a capacidade de
aquisição de uma língua apenas poderia ocorrer até à puberdade.”4 (SILVA, 2005: 104)
Sobre a questão da Hipótese do Período Crítico (“Critical Period Hypothesis”), e mais concretamente sobre a idade de aquisição, LIGHTBOWN & SPADA (1999: 60-68), nos seus estudos, constatam que as crianças oriundas de famílias imigrantes acabam por ter um domínio da língua da sua nova comunidade comparável à fluência de um nativo, embora os seus pais raramente consigam atingir tais níveis de proficiência.
Os autores afirmam que os aprendentes adultos de L2, ainda que num ambiente de imersão, podem tornar-se muito competentes na língua, mas haverá sempre diferenças que os denunciam relativamente aos falantes nativos ou aos falantes que iniciaram a aprendizagem da língua em idade precoce (pronúncia, seleção do vocabulário, construções gramaticais…).
De acordo com os autores, uma explicação para esta diferença é a de que, tal como acontece na aquisição da L1, há um período crítico para a aquisição de uma L2.
Segundo LIGHTBOWN & SPADA (1999: 60-68), a Hipótese do Período Crítico sugere que, no desenvolvimento humano, há um período em que o cérebro está predisposto para adquirir com sucesso uma língua e as modificações no desenvolvimento do cérebro modificarão a natureza da aquisição da L2.
Segundo o ponto de vista dos autores, a aprendizagem de uma língua, depois do fim do Período Crítico, pode não estar baseada nas estruturas inatas que se acredita contribuírem para a aquisição da L1 ou L2 na infância. Os autores adiantam ainda que muitos teóricos afirmam que o Período Crítico termina por volta da puberdade e que, após esse período, os adolescentes e os adultos já não dispõem das suas capacidades inatas de aquisição de uma língua. No entanto, acrescentam também que, até à presente data, ainda não foi demonstrado, por investigações neurológicas, que as modificações, apresentadas como hipóteses, tiveram lugar no cérebro na puberdade. Os autores reafirmam que muitas investigações nesta área parecem, antes, sugerir que o cérebro das crianças possui, desde o início, algumas áreas especializadas no processamento da linguagem.
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DEKEYSER (2000: 500-501), com base em resultados de estudos empíricos, afirma: “the decline of language learning ability does not suddenly occur around puberty but seems to take place gradually from ages 6 or 7 to 16 or 17 and beyond.”
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LIGHTBOWN & SPADA (1999: 60-68) corroboram as suas conclusões com Patkowski, que chegou à conclusão de que a idade de aquisição de uma L2 é um fator determinante para definir os limites do desenvolvimento de uma proficiência do tipo falante nativo e que esta limitação não se aplica apenas à pronúncia. Estes resultados trouxeram mais argumentos a favor da Hipótese do Período Crítico na aquisição da L2.
Com base na experiência e na investigação, os autores reforçam a ideia de que o domínio da língua, idêntico ao do falante nativo, é difícil de obter pelos aprendentes adultos. Os autores afirmam até que, surpreendentemente, a capacidade para distinguir entre frases gramaticais e agramaticais numa L2 parece ser afetada pelo fator idade.
Os autores postulam, então, a seguinte questão: “Em que idade se deve iniciar a aprendizagem da L2?”
Não obstante o domínio de uma L2 com a proficiência linguística de um falante nativo ser normalmente impossível de obter por aprendentes que iniciam a sua aprendizagem após a adolescência, os dados evidenciam também que, curiosamente, os aprendentes menos jovens podem atingir elevados níveis de proficiência na L2, o que permite concluir que os teóricos não são unânimes quanto à definição do conceito da Hipótese do Período Crítico para a aquisição de uma L2.
Se, por um lado, há investigadores que afirmam que a aquisição da língua está dependente de fatores de ordem maturacional, por outro, há aqueles que consideram que a variável idade não pode ser vista isoladamente mas em conjugação com outros fatores (a motivação e a personalidade do aprendente, a identidade social, as condições de aprendizagem, os conhecimentos prévios…), também eles determinantes no processo de aquisição de uma L2.
Os autores citados realçam ainda um outro aspeto relevante: a “quantidade” e a “qualidade” do input linguístico a que estão sujeitos (neste caso, as crianças apresentam vantagens em relação aos adultos, pois estes raramente têm acesso aos estímulos que as crianças recebem na interação com os seus pares).
É um facto que a idade do aprendente é um dos fatores cruciais no modo como um aprendente aborda a L2. No entanto, não é o único. As oportunidades formais ou informais de aprendizagem e as diferenças individuais dos aprendentes são também aspetos fundamentais na progressão e no eventual sucesso da aprendizagem.
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DEKEYSER (2000: 500-501) partilha da perspetiva de LIGHTBOWN & SPADA (1999: 60-68) e desmistifica a crença popular de que os adultos são piores aprendentes de uma L2 do que os indivíduos mais jovens, afirmando: "Children have an advantage
in ultimate attainment, not in rate of learning”.5
A comprovar a polémica em torno do conceito da Hipótese do Período Crítico, BLEY-VROMAN’S (1988), citado por DEKEYSER (2000: 500-501), formula o conceito de “Fundamental Difference Hypothesis”. De acordo com esta hipótese, os adultos já não dispõem das capacidades inatas para a aquisição da língua e, em compensação, desenvolvem outros mecanismos que lhes permitam ultrapassar esse défice.
Na perspetiva de BLEY-VROMAN’S (1988), somente os adultos com um alto nível em termos de capacidades verbais é que seriam bem sucedidos na aprendizagem de uma L2.