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A segunda etapa do trabalho consistiu na identificação das possíveis fontes de informação disponíveis para a utilização de indicadores de saúde ambiental, no Distrito Federal, bem como a periodicidade de divulgação dos dados.

Besserman (2003) afirma que, por meio do IBGE, já se dispõe no país de um sistema de estatísticas econômicas, sociais e demográficas, bastante abrangente. A consulta aos dados e indicadores disponíveis na PNAD e MUNIC demonstrou o potencial do IBGE na oferta de informações para embasar o planejamento e a tomada de decisão. Entretanto, o quadro é diferente, quando se trata de estatísticas ambientais específicas e indicadores de desenvolvimento sustentável, pois a produção ainda é precária e as deficiências e lacunas superam a oferta de informações existentes. Segundo o autor, embora o Brasil se destaque pela qualidade de sua produção estatística, as informações ambientais geradas por órgãos setoriais de governo, instituições científicas ou organizações não governamentais nem sempre são acessíveis aos interessados.

As informações de mortalidade e morbidade, por exemplo, são indispensáveis para a elaboração de diversos indicadores de saúde, pois permitem o conhecimento dos agravos que afetam uma população, orientando a implantação de modelos de atenção à saúde e as ações de promoção, prevenção e controle. São também informações importantes para avaliação de riscos à saúde e exposição do homem a determinados riscos, além das situações de degradação ambiental que dificultam a evolução de um desenvolvimento humano sustentável.

A estruturação do setor saúde, nos últimos anos, permitiu e ampliou o sistema de registros de eventos e agravos de saúde. A estrutura hierárquica e territorial definida com o estabelecimento do SUS, em 1988, também definiu as unidades espaciais de informação e o DF é uma delas. Além disso, o DATASUS tem cumprido sua missão de organizar as bases de dados de saúde. Outro aspecto positivo para a obtenção de dados tem sido a crescente possibilidade de acesso a um conjunto mais amplo de dados demográficos e ambientais, como é o caso dos censos e pesquisas municipais publicados pelo IBGE.

No entanto, tem-se observado que, apesar de existir um sistema de informação em saúde estruturado, nos três níveis de governo, há um problema de pouco uso da informação de saúde por outros setores. Esse problema está associado, tanto às dificuldades de organização e produção da informação sobre saúde ambiental, no âmbito do setor saúde, quanto à maneira como a gestão da saúde e os distintos processos decisórios vem ocorrendo, dentro e fora do setor saúde (CARNEIRO et al., 2005).

Os indicadores epidemiológicos indicam fatos já ocorridos e seu potencial de utilização poderia ser mais bem explorado por outros setores. O que a construção das matrizes procurou demonstrar foi a necessidade de se buscar outros indicadores, centrados nas situações de risco ambiental e que dependem, para seu desenvolvimento e utilização, da integração da saúde com o meio ambiente, saneamento, trabalho, agricultura, etc. Esses setores têm informações e dados que podem ser utilizados como indicadores de vigilância em saúde ambiental.

Conforme afirmação de Augusto e Branco (2003), a pouca articulação entre as distintas esferas de atuação do Governo, particularmente na área social, tem gerado uma política de informação pouco integradora. O que se verifica são políticas setoriais de informação, que desvinculam temas como saúde, educação, trabalho e meio ambiente, dentre outros.

Um dos aspectos importante na aplicação da metodologia da OMS é o fato dela permitir a participação da comunidade, em todas as etapas de construção da matriz e da seleção dos indicadores. Nas experiências identificadas, tanto no Brasil, quanto no exterior, quando a comunidade participa do processo ela passa a ser instrumentalizada com a possibilidade de reconhecer, por meio de um retrato de fácil interpretação, as principais forças motrizes que, diante de uma exposição inadequada, irão provocar efeitos na saúde e qualidade de vida.

Milton Santos (2000) atenta para a aproximação de um período em que a participação da sociedade deve ser o principal instrumento utilizado no controle das políticas públicas. Isso só poderá acontecer graças à globalização da informação, o que levará as pessoas a se unirem, de forma organizada, em uma relação assentada de solidariedade. Por meio dos indicadores, a população reconhece a sua realidade e recebe informações importantes para subsidiar sua participação em conselhos e comitês, responsáveis pela avaliação de políticas públicas setoriais, tais como: os conselhos locais, estaduais e nacionais de saúde, do meio ambiente, das cidades, dos comitês de bacias hidrográficas, de elaboração de Agenda 21 e de planos diretores municipais, de atenção primária ambiental, entre outros.

A seguir, são apresentados, nos Quadros 09, 10, 11, 12, 13, 14, os indicadores selecionados a partir de cada matriz construída (FIGURAS 13 a 18), bem como as ações propostas para a prevenção e/ou mitigação de cada um dos efeitos avaliados. As fontes de informação identificadas, para cada indicador, encontram-se nos Quadros 15, 16, 17, 18, 19 e 20.

ÁGUA E DOENÇAS DIARRÉICAS

Causa Indicador Ação

Modelo econômico

excludente IDH PIB

Taxa de crescimento urbano

Promover a gestão participativa para avaliação das políticas públicas

Saneamento básico excludente (periferias e área rural)

Cobertura de abastecimento de água em áreas rurais e

periferias

Cobertura de rede de esgotamento sanitário % de esgoto tratado

Formulação de políticas para pop de periferias e área rural

Priorizar investimentos em

tratamento dos esgotos e drenagem Priorizar investimentos por critério epidemiológico

Crescimento urbano que não atende ao PDOT

Nº de invasões e loteamento clandestinos

Densidade demográfica /R.A.

Definição de investimentos por critério epidemiológico Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT

Sistema educacional

desaparelhado Taxa de escolaridade % de mães alfabetizadas Promover programas de educação ambiental Capacitar professores Política de saúde desarticulada das políticas de saneamento e ambiente

% de Gastos com tratamento de doenças de veiculação hídrica Carga de doenças atribuídas ao ambiente

Existência de conselhos locais de saúde e ambiente

Intensificar vigilância epidemiológica e ambiental Integrar políticas setoriais visando a redução da carga de doenças atribuídas ao ambiente

Força motriz

Política de recursos hídricos desarticulada das políticas sociais

% de água utilizada para irrigação

Nº de comitês de bacias implantados

Intensificar o cumprimento das resoluções do CONAMA

Nível de renda da

população (baixo) % de pop vivendo abaixo da linha de pobreza Déficit de moradias

Integração políticas econômicas e sociais Intermitência no abastecimento e domicílios sem ligações a rede % de domicílios não conectados a rede % de perdas no SAA

Formulação de políticas para pop de periferias e área rural

Esgoto lançado nos mananciais e fossas sem tratamento

Volume de água distribuída sem tratamento

Priorizar investimentos em

tratamento dos esgotos e drenagem

Periferia e invasões sem urbanização

% de lotes /domicílios em área sem infra-estrutura urbana

Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT Carência de escolas

com estrutura adequada em áreas de invasões

% de escolas / R.A. Desenvolver programas de educação ambiental

Invasões e áreas criticas sem estruturas de saúde

% de Unidades de saúde /R.A. Implementar ações de promoção da saúde e saúde ambiental

Pressão

Extração de água para irrigação

% de água utilizada para irrigação

% de outorgas para uso de água

Intensificar a vigilância ambiental e a gestão de bacias hidrográficas

Situação Domicílios sem ligações de água

% de população em ruas / áreas com intermitência dos serviços

Implementar programas de melhoria de habitação

interna, com intermitência no abastecimento e sem armazenamento adequado. Qualidade da água que não atende a legislação vigente (portaria 518 MS)

% de amostras de água para consumo humano fora dos padrões da portaria 518/MS

Intensificar a vigilância da qualidade da água para consumo humano – VIGIAGUA

Domicílios sem esgotamento sanitário adequado

( rede ou fossa)

% de domicílios sem conexão a rede de esgoto ou fossa séptica Implementar programas de melhoria de habitação APA e APM invadidas e mananciais contaminados

% de APA e APM invadidas ou desprotegidas

Vigilância ambiental e recuperação de áreas verdes

Recuperação de matas ciliares

Escolas sem

instalações sanitárias adequadas e sem orientação aos alunos

% de escolas sem instalações adequadas/R.A. % de professores/1000alunos Implementar programas de educação ambiental Unidades de saúde sem atividades de promoção da saúde

Nº de Unidades de saúde com atividades de promoção Nº de agentes comunitários de saúde

Capacitar para a vigilância e notificação de casos

Redução da disponibilidade de água no período de estiagem

Consumo de água per capita no

período de estiagem Intensificar o cumprimento das resoluções do CONAMA

População sem abastecimento de água de fonte segura no domicílio

% de pop sem abastecimento de água domiciliar de fonte segura População exposta à água contaminada pelos dejetos e utilizando mananciais contaminados

% de pop. vivendo em área próxima a mananciais contaminados

Pessoas sem hábitos de higiene adequados Exposição Pessoas sem orientações sobre medidas de prevenção

% de população não coberta pelos programas de agentes comunitários

Desenvolver programas de saneamento em área rural e periférica

Desenvolver programas de proteção dos mananciais

Desenvolver estratégias de educação ambiental comunicação de riscos

Efeito Doenças Diarréicas agudas / desnutrição / baixo peso ao nascer

Incidência de diarréias por faixa etária

Mortalidade infantil Prevalência de parasitoses intestinais

Tratamento

Quadro 9 - Indicadores de saúde ambiental e ações propostas – água e doenças diarréicas Fonte: A autora

CAUSAS EXTERNAS E INUNDAÇÕES

Causa Indicador Ação

Crescimento urbano que não atende ao PDOT

Nº. de invasões e loteamento clandestinos

Densidade demográfica /R.A.

Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT

Sistema de mobilidade urbana inadequado

% da frota de veículo /tipo/ ano Desenvolver programas de mobilidade de pedestres

Políticas de saneamento e de ambiente inadequadas

% de cobertura de coleta de lixo Geração de lixo per capita % de área urbana com rede de drenagem

Nº de Comitês de bacias ativos

Implementar a gestão de limpeza urbana e manejo de águas pluviais.

Realizar o monitoramento das bacias hidrográficas do DF Criar os Comitês de bacias hidrográficas Política de promoção da saúde inadequada % de investimentos em promoção da saúde/ano Nº de programas de saúde ambiental intersetorais Implementar programas

integrados com Saúde , SEDUH, CAESB, Séc Defesa Civil e sociedade civil

Sistema educacional

desaparelhado % de investimentos em programas de educação ambiental Promover programas de educação ambiental Capacitar professores

Força motriz

Modelo econômico

excludente Índice de desenvolvimento humano - IDH Produto Interno Bruto - PIB

Integração políticas econômicas e sociais

Áreas verdes, APA e

APM invadidas. % de áreas verdes invadidas Vigilância ambiental e recuperação de áreas verdes Recuperação de matas ciliares Mais veículos

particulares no plano piloto e satélites

Nº. de habitantes utilizando

transporte público/ano Ampliar as rotas e freqüência dos transportes públicos

Sistemas de limpeza urbana e manejo de águas pluviais sem investimentos

% de recursos aplicados em limpeza urbana e manejo de águas pluviais /ano

Realizar investimento em sistemas de limpeza urbana e manejo de águas pluviais

Prioridade para a assistência e recuperação

% de gastos em internações por

acidentes - causas externas Desenvolver programas de promoção da saúde

Escolas sem infra- estrutura e professores

Nº. de escolas/ R.A.

Nº. de professores /R.A. Priorizar escolas nas áreas rurais e novos assentamentos

Pressão

Baixo nível de renda

da população % da pop.vivendo abaixo da linha de pobreza Integração políticas econômicas e sociais Solo impermeável e

erosão de encostas % de áreas assoreadas Desenvolver programas de recuperação de encostas Intensificar a vigilância das áreas de risco

Trânsito intenso e

engarrafamentos Nº. de ocorrências /ano km de trechos de tráfego engarrafados

Frota de veículos nas R.A./ano

Desenvolver programas de orientação no trânsito

Situação

Área urbana sem

sem limpeza de valas e bueiros

manejo de águas pluviais

Unidades de saúde sem atividades de promoção da saúde

Nº. de Unidades de saúde com setor

de saúde ambiental /R.A. Implementar ações de promoção da saúde e saúde ambiental

Escolas de satélites sem orientação sobre educação ambiental

Nº. de escolas com programa de

educação ambiental Implementar ações de educação ambiental

Domicílios precários

em áreas de risco Nº. de domicílios em área de risco/ R.A. Implementar programas de melhoria de habitação Pop exposta a

alagamentos em vias e subsolos dos edifícios

Nº. de ocorrências de alagamentos e desabamentos/ R.A. /ano

% de pop. vivendo próximo a locais de deslizamentos e inundações

Promover a limpeza de bueiros, bocas de lobo e canais de drenagem.

Fiscalizar as alternativas para escoamento de águas pluviais em condomínios de edifícios População sem informação sobre riscos Intensificar programas de comunicação de riscos em épocas de chuva Exposição População exposta a riscos de desmoronamento

% de pop. vivendo em áreas de riscos de desmoronamento

Nº. de moradores desabrigados Intensificar a fiscalização de domicílios em áreas de risco

Efeito Mortalidade e /ou incapacidades por acidentes e desastres

Taxa de mortalidade por acidentes Nº. de desabrigados/ano

Proporção de internações hospitalares por causas externas (acidentes)

Tratamento

Quadro 10 - Indicadores de saúde ambiental e ações propostas – causa externas e inundações

Fonte : A autora

HANTAVIROSE

Causa Indicador Ação

Crescimento urbano que

não atende ao PDOT Taxa de urbanização % de área verde /habitante Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT Modelo de saneamento

inadequado

% de gastos públicos com saneamento

Priorizar investimentos em saneamento nas áreas rurais e novos assentamentos

Força motriz

Sistema educacional desaparelhado

Nº. de escolas no meio rural do DF

Nº. de escolas por R.A.

Promover programas de educação ambiental Capacitar professores Cortiços, invasões e lotes de fundo de quintal. % de assentamentos não

autorizados Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT Fortalecer a vigilância dos assentamentos

Aumento do

desmatamento em áreas rurais

Parcelamento de lotes

% de área verde desmatada Vigilância ambiental e

recuperação de áreas invadidas Recuperação de matas ciliares

Pressão

industriais, poluentes agropecuários.

coletado sem tratamento Orientar sobre as medidas de prevenção

Cascalheiras, entulhos, depósitos de areia e saibro, depósitos de grãos

Nº. de atividades na região Eliminar os criadouros Implantar medidas para

eliminação dos habitas e evitar a presença dos roedores.

Poucas escolas e professores na área rurais

Nº. de professores/ 1000 alunos Desenvolver programas de educação em área rural.

Área rural

descaracterizada com habitações precárias

% de habitações em condições

inadequadas Desenvolver ações de melhorias das habitações.

Destruição do habitat

natural do rato silvestre % de áreas desmatadas Condições precárias de

saneamento (coleta de esgoto, de lixo e drenagem)

% de domicílios com coleta de esgotos e lixo

Solo exposto, erosão e criadouros do rato vetor.

% de áreas desmatadas

Desenvolver programas de recuperação das áreas verdes Implantar infra-estrutura urbana nos assentamentos

Implantar coleta de esgoto e de resíduos sólidos

Situação

Baixo nível educacional

e cultural % de escolas em área rural Intensificar programas de comunicação de riscos /educação ambiental

Pop exposta aos

criadouros no domicilio % da pop. em domicílios inadequados Evitar a contaminação dos alimentos. Eliminar os possíveis criadouros no domicílio

População exposta aos

criadouros no ambiente % de pop que vive em área de risco Localizar os depósitos distantes das habitações

Exposição

Pop. sem orientação quanto às medidas de prevenção

Nº. de Unidades de saúde com

setor de saúde ambiental /R.A. Orientar quanto às medidas de prevenção

Efeito Casos e óbitos por

hantavirose Nº. de casos /ano Mortalidade por hantavirose Tratamento Quadro 11 - Indicadores de saúde ambiental e ações propostas – hantavirose

Fonte: A autora

DENGUE

Causa Indicador Ação

Crescimento urbano que

não atende ao PDOT Nº de invasões e loteamento clandestinos Densidade

demográfica/R.A.

Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT

Força motriz

Saneamento excludente (periferias e área rural)

% de investimentos em drenagem e limpeza urbana

Promover a integração de políticas públicas

Formulação de políticas para pop de periferias e área rural

Programa de resíduos sólidos sem coleta e destino final adequados

% de tratamento do lixo % de lixo disposto em aterro sanitário

Priorizar aplicação de recursos em tratamento e destino final

Política de saúde desarticulada das políticas de saneamento e ambiente % de investimentos em saneamento em áreas endêmicas

Carga de doenças atribuídas ao ambiente

Mortalidade infantil

Implementar programas integrados com SES , SEDURH, CAESB, Defesa Civil e sociedade Integrar demais políticas públicas para a redução da carga de doenças atribuídas ao ambiente

Modelo econômico que

favorece o consumo Taxa de crescimento econômico Grau de consumo

Desenvolver políticas de controle do consumo redução dos resíduos e de uso de embalagens recicláveis Invasões e periferias sem

infra-estrutura e domicílios adequados

% de domicílios em condições inadequadas de saneamento

Desenvolver programas de melhoria da habitação

Intermitência nos sistemas e áreas sem redes de abastecimento

% de domicílios por R.A. com intermitência nos serviços de água

Ampliar a captação de água, realizar manutenção na rede e evitar o desperdício.

Acúmulo de entulhos, recipientes plásticos, garrafas, latas e sucatas.

% de cobertura de serviços de coleta de lixo

Volumes de resíduos per capita

Fiscalizar e punir os responsáveis por depósitos de resíduos. Fortalecer a rede de coleta de resíduos descartáveis Investimentos públicos

realizados sem critério epidemiológico

% de recursos aplicados em áreas endêmicas

Integrar demais políticas públicas para a redução da carga de doenças atribuídas ao ambiente Consumo de produtos e embalagens descartáveis Volume de embalagens produzidas Volume de embalagens recicladas

Desenvolver programas para redução do consumo e reciclagem de

embalagens

Pressão

Áreas verdes (parques,

jardins) sem manutenção. % de gastos em manutenção de parques e áreas verdes Promover a gestão participativa para avaliação do PDOT Investir na manutenção de áreas verdes

Fortalecer a vigilância ambiental Criadouros situados em

área urbana (água represada, falta de drenagem, terrenos usados como lixões)

Nº. de criadouros por tipo/ R.A. Nº. de depósitos de lixo / R.A. Reservatórios domésticos de água desprotegidos Criadouros nos domicílios -

Vasos de plantas, calhas entupidas, recipientes descartáveis e embalagens. Pneus usados e embalagens em terrenos baldios próximos á residências

Ocos de árvores, plantas, espelhos de água e vasos de como criadouros.

Índice de infestação predial % de criadouros/tipo

Desenvolver programas de eliminação dos criadouros Desenvolver programa de comunicação dos riscos

Fiscalizar o cumprimento de normas sobre descarte de pneus

Situação

Prioridade para o tratamento dos efeitos e

% de gastos com inseticidas % de gastos com

Desenvolver ações de controle do vetor da doença, mediante ações

uso de produtos químicos internações integradas de vigilância ambiental, entomológica e epidemiológica.

Exposição População exposta aos criadouros do aedes aegypti - mosquito vetor da dengue

% de população vivendo em

áreas de risco Desenvolver ações para eliminar os criadouros do mosquito transmissor.

Efeito Incidência de casos de dengue

Taxa de incidência de doenças transmissíveis – dengue

Mortalidade proporcional por causa – dengue % de internação – dengue

Tratamento dos casos

Quadro 12 - Indicadores de saúde ambiental e ações propostas – dengue Fonte : A autora

PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS

Causa Indicador Ação

Modelo econômico

excludente Índice de desigualdade de renda (GINI) PIB

Expectativa de vida IDH

Integração intersetorial entre políticas econômicas e sociais. Participação da comunidade na formulação de políticas públicas

Crescimento urbano que não atende ao PDOT

% de assentamentos não autorizados

Grau de urbanização Densidade demográfica

Vigilância e cumprimento do PDOT Criação dos conselhos com

participação da sociedade

Sistema de transporte inadequado e insuficiente

% da frota de veículos/tipo Fortalecer transporte público Fiscalizar emissões

Condições climáticas

da região Umidade do ar Temperaturas médias anuais Adaptar o PDOT considerando as questões climáticas