5 Analysis
5.6 Discussion and main findings
4.3.1. Variáveis dependentes
Definimos como variáveis dependentes, nos subgrupos da amostra que a seguir indicamos (Quadro 4.1), os resultados obtidos pelos alunos nos seguintes conjuntos de resultados:
Quadro 4.1- Identificação das variáveis dependentes e dos subgrupos da amostra em que foram recolhidos elementos nessas variáveis.
Variável Subgrupo da amostra Resultados na avaliação contínua Totalidade da amostra Resultados nas fichas de aferição Subgrupo do 1.º Ciclo
4.3.2. Variáveis independentes
Definimos como variáveis independentes para o estudo, nos subgrupos da amostra que a seguir indicamos (Quadro 4.2), os seguintes conjuntos de resultados:
Quadro 4.2. Identificação das variáveis independentes e dos subgrupos da amostra em que foram recolhidos elementos nessas variáveis.
Variável Subgrupo da amostra Idade maturacional Totalidade da amostra
Idade cronológica Totalidade da amostra Capacidade de raciocínio Totalidade da amostra Auto-conceito/ Auto-estima Subgrupo dos 7 aos 13 anos
Rotinas diárias Totalidade da amostra Alimentação Totalidade da amostra Estatuto sócio-económico Totalidade da amostra Características morfológicas Totalidade da amostra
167 4.4. Identificação da amostra
A amostra incluiu 811 sujeitos, 432 rapazes e 379 raparigas, alunos de oito escolas de Lisboa, com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos (Média = 9,39), distribuídos da forma que a seguir apresentamos no quadro 4.3:
Quadro 4.3. Distribuição dos sujeitos da amostra
m asc fem masc fem masc Fem masc fem masc fem masc fem masc fem masc fem masc fem Ext.M 8 14 12 16 18 21 13 17 7 3 58 71 OSJ 15 20 39 28 37 19 23 26 39 24 33 23 16 8 1 0 203 148 E134 7 4 5 5 4 5 6 7 3 1 1 2 1 1 27 25 E45 4 5 12 6 10 6 9 13 6 4 41 34 E121 6 2 7 10 5 12 14 6 7 3 7 2 1 1 47 36 EBT2 5 9 9 9 14 5 5 28 28 EBPC 2 5 6 14 6 3 1 3 15 25 E167 1 1 1 2 1 3 3 3 9 total 40 45 75 65 74 63 66 69 68 42 57 53 32 29 8 9 422 376 Total 13 anos
9 anos 10 anos 11 anos 12 anos 6 anos 7 anos 8 anos
Desta amostra global inicial fomos selecionando sujeitos em função dos objectivos do estudo a realizar. Assim, seleccionámos as amostras para os estudos efectuados em função: da idade; de terem, ou não, sido retidos no mesmo ano e; de terem, ou não, sido recolhidos todos dados necessários ao estudo. Em algumas situações do tratamento estatístico não foram utilizados sujeitos com resultados em falta, uma vez que algumas das técnicas estatísticas utilizadas não eram compatíveis com a existência dos denominados missings.
4.4.1. Processo de selecção da amostra
A opção por escolas do 1.º e do 2.º Ciclo do Ensino Básico prende-se com o facto de pensarmos ser este o escalão etário em que as aprendizagens escolares apresentam menor dependência de aspectos externos à criança,
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podendo, portanto, depender mais significativamente do estado maturacional dos sujeitos.
Apesar de estarmos convencidos de que é no 1.º CEB que se verifica uma associação mais forte entre as variáveis mais dependentes de factores endógenos e menos dependentes do sistema de ensino, propusemo-nos também analisar o comportamento das mesmas variáveis numa idade superior. Procurámos saber até que ponto os resultados que esperávamos encontrar entre as variáveis, nos escalões etários correspondentes ao 1.º CEB, se mantinham no escalão de ensino imediatamente superior (2.º CEB). Deste modo, optamos por incluir na amostra, embora em menor número, um conjunto de alunos com idades compreendidas entre os onze e os dezasseis anos a frequentarem o 2.º CEB.
De forma a podermos rentabilizar os recursos e a optimizar as sinergias decorrentes de um estudo desta natureza, optamos por uma amostra do tipo conveniente. Assim, procurámos escolas da cidade de Lisboa que possuíssem, simultaneamente, alunos a frequentar o 1.º e o 2.º Ciclos do Ensino Básico e que nos permitissem obter dados de alunos com uma situação sócio- económica distinta. Seleccionamos então duas escolas da rede de ensino particular (Externato Marista de Lisboa e Colégio Salesiano - Oficinas de São José), edificadas em zonas nobres da cidade, com leccionação do 1.º e do 2.º Ciclos, identificadas como sendo frequentadas por alunos pertencentes a estratos sociais favorecidos. Estas escolas são ainda caracterizadas por seguirem um modelo de ensino alicerçado em bases muito sólidas e por terem uma homogeneização muito vincada das características pedagógicas dos professores que emprega.
Na ausência de escolas públicas edificadas em zonas de habitação social, que reunissem ambos os ciclos e nos permitissem recolher elementos de alunos pertencentes a estratos da população com menores recursos económicos, optámos por seleccionar seis escolas da rede pública, quatro do 1.º CEB (EB 134 – Bairro da Horta Nova, EB 121 – Campo Grande, EB 167 – Bairro Padre Cruz e EB 45 – Luz Carnide) e duas do 2.º CEB (EB 2/3 Bairro Padre Cruz e
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EB 2/3 de Telheiras nº 2) por receberem alunos provenientes de famílias com um nível sócio-económico mais baixo.
Este segundo grupo de escolas poderá caracterizar-se ainda por possuir um quadro de docentes instável, constituído essencialmente por docentes que pouco identificados com um modelo ou uma estratégia diferenciada de ensino que Benavente e Correia (1980) designam como professores de passagem e afirmam poder ser caracterizados como docentes pouco identificados com um modelo ou uma estratégia de ensino diferenciada, em situações que habitualmente se encontram associadas a elevadas taxas de insucesso e de abandono escolar.
A opção por dois tipos distintos de escolas relativamente ao estatuto sócio- económico prende-se com o facto de entendermos que a homogeneização, em cada um dos tipos de escolas, do estrato social e das características associadas ao ensino poderia, mais facilmente, conduzir-nos à obtenção de uma associação mais forte entre as restantes variáveis recolhidas. Pensamos ainda que a recolha de dados em escolas frequentadas por populações pertencentes a estratos sociais distintos permitiria comparar, para os mesmos estados maturacionais, os resultados do desempenho escolar em função da classe social a que os alunos pertenciam.
4.5. Identificação das técnicas e dos procedimentos utilizados na recolha