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4.5 MEASURES AIMED AT ESTABLISHING A CONSERVATION-AND-USE PATH

4.5.1 Developments in overlapping policy fields

Ao analisar o quest ionár io aplicado aos pr of essor es (Anexo I ) per cebe-se que uma das pr eocupações mais signif icat ivas quando se t r at a do t ema meio ambient e, é com as met odologias a ser em usadas assim como as t écnicas, est r at égias e a maneir a de abor dar o t ema. I sso demonst r ou a insegur ança do pr of essor que ger alment e quer encont r ar algo pr ont o. Nesse sent ido essa pr opost a vem suger ir que pr of essor es e alunos encont r em j unt os uma maneir a par a t r abalhar com essa t emát ica.

Sabemos que a cr ise ecológica é t ambém uma cr ise dos valor es humanos, da ét ica em t odas as dimensões, e t r azem à t ona novos pensament os, conf lit os, possibilidades, soluções e novos compor t ament os diant e do planet a. (Azevedo, 1999).

151 Nesse sent ido o educador pr ecisa apr esent ar uma post ur a dif er enciada diant e de seus alunos e dos pr oblemas que os cer cam. Um dos aspect os essenciais par a as mudanças sej a de post ur a, discur so, pr at ica ou at it udes dos pr of essor es e alunos e at é mesmo da escola ser ia uma discussão e r ef lexão sobr e a r ef or mulação dos cur r ículos escolar es.

Dur ant e o cont at o com pr of essor es e alunos per cebeu-se que se o pr of essor opt ar em consider ar os conheciment os, as idéias, as visões, as int er pr et ações que est ão cir culando no cot idiano, no senso comum e que os alunos est ão capt ando e t r azendo par a a sala de aula, ele não pr ecisar á det er minar qual o melhor cont eúdo ambient al a ser est udado, pois est es ser ão const r uídos a par t ir das r epr esent ações sociais dos pr ópr ios alunos.

Mas isso não quer dizer que os cont eúdos t r adicionais não possam ser usados; e sim que os pr of essor es devem apr oveit ar e acr escent ar inf or mações e conheciment os j á const r uídos e que as r epr esent ações sociais devem ser o pont o de par t ida, nunca um f im em si mesmas.

Na r ealidade não exist e uma met odologia, uma única maneir a ou uma f ór mula mágica de se f azer Educação Ambient al, é pr eciso usar a cr iat ividade, a ousadia, os r ecur sos simples e o pr ópr io ambient e par a que essas t emát icas sej am mais f áceis de ser em ut ilizadas. No Anexo I se encont r a o modelo do quest ionár io aplicado aos pr of essor es.

Ao se quest ionar aos ent r evist ados sobr e sua def inição de meio ambient e, per cebemos duas linhas pr incipais: uma, que o ambient e é t udo o que cer ca o homem, est e sendo a r ef er ência básica, most r ando uma visão ant r opocênt r ica do ambient e, algumas das r espost as r ef or çam a idéia do eu como cent r o r espondendo “é t udo o que me cer ca” (sendo que est as r espost as são pr edominant es); out r a linha de r espost a é a def inição de meio

152 ambient e como a def inição de ecossist ema: “Onde os ser es vivos, int egr ados com f at or es abiót icos, nascem e se r epr oduzem em har monia”.

J á em r elação à impor t ância da Educação Ambient al, as r espost as seguem, em sua maior ia uma visão nat ur alist a, em que sua f unção é envolver , conscient izar e inf or mar os alunos sobr e a impor t ância de pr eser var o ambient e, uma pequena par cela coloca a impor t ância de inf or mar par a melhor usuf r uir o ambient e, o que most r a uma linha ambient al ut ilit ar ist a.

Foi ainda quest ionado sobr e alguma pr át ica pedagógica r ealizada consider ada como de Educação Ambient al, a maior ia most r a t r abalhos com r eciclagem e r edução do lixo, apont ando a par t icipação Pr oj et o Escola Limpa. Poucos apont am pr át icas cot idianas como leit ur a const ant e de t ext os sobr e o assunt o dur ant e as aulas, um dos pr of essor es apont ou a or ient ação de higiene pessoal como pr át ica pedagógica de Educação Ambient al.

Com r elação a uma aut ocr ít ica das pr át icas pedagógicas r ealizadas, a maior ia apont ou a necessidade de abr anger uma maior par t e dos alunos, além da f alt a de t empo par a se dedicar ao assunt o, out r o pont o que apar eceu é a f alt a de conheciment o do assunt o por par t e dos pr of essor es.

Quando quest ionados sobr e as inf or mações r ecebidas de diver sas f or mas sobr e o meio ambient e, a maior ia dos ent r evist ados apont ou que há muit a inf or mação, por ém alguns apont am como r uim ou incapaz de sensibilização das pessoas.

Com r elação à per cepção da micr o-bacia do Cór r ego do Tij uco Pr et o, a gr ande maior ia apont ou a lixo e o desmat ament o como pr incipais pr oblemas, houve um pr of essor que não soube r esponder , o que indica f alt a de conheciment o da ár ea em quest ão.

153 A conclusão a que chegamos é que compet e à escola uma par cela de cont r ibuição par a que a Educação Ambient al sej a implant ada def init ivament e em seu cur r ículo, pois é ai o espaço apr opr iado par a inf or mação, t r ansmissão e const r ução de conheciment os, cr iat ividades e possibilidades de mudanças.

3. 6 - REPRESENTAÇÃO SOCI AL DAS I MAGENS PELOS