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Det ettereksilske samfunnet

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6. KONGEBOK 12,26-33 I ETTEREKSILSK TID

6.1. Det ettereksilske samfunnet

O tema trabalho colaborativo esteve presente em quase metade do total dos trabalhos elencados, apontando para uma forte tendência atual. Embora a potencialidade de criar ambientes colaborativos de aprendizagem tenha sido citada com frequência, poucos exemplos práticos de como fazer isso foram descritos nas pesquisas.

A maioria dos trabalhos apresentou a colaboração entre os alunos como uma das vantagens do uso dos equipamentos móveis na Educação, mas chamou-nos atenção o fato de poucos trabalhos citarem a colaboração entre professores, tão necessária no uso de tecnologias em sala de aula.

Nossos alunos estão muito mais acostumados a trabalhar em ambientes colaborativos e isso se deve, em grande parte, à Internet. Essa constatação vai ao encontro do pensamento de Rifkin (2011, p. 256):

Novos modelos de ensino destinados a transformar a educação de uma forma competitiva para uma experiência de aprendizagem colaborativa e solidária estão surgindo à medida que escolas e faculdades tentam alcançar uma geração que cresceu na internet e está habituada a interagir em redes sociais abertas onde a informação é compartilhada em vez de ser guardada. O pressuposto tradicional de que “conhecimento é poder” a ser usado para ganho pessoal está sendo substituído pela noção de que conhecimento é uma expressão das responsabilidades compartilhadas para o bem-estar coletivo da humanidade e do planeta como um todo.

O mais importante é que, ao aprenderem a pensar e agir de forma distribuída e colaborativa, os estudantes passam a se ver como seres solidários, envolvidos em relações compartilhadas, em comunidades cada vez mais inclusivas que eventualmente se estendem por toda a biosfera. (RIFKIN, p. 262).

Concluindo, a maioria dos trabalhos focou a colaboração entre os alunos, deixando de lado pesquisas que deem enfoque à colaboração entre professores, abrindo assim mais um campo de investigações futuras: analisar como se dá a colaboração entre os professores quando tratamos de tecnologias móveis na Educação.

4.2.1 – Artigos Nacionais

Em um total de 19 trabalhos, seis citaram a possibilidade de realização de trabalhos colaborativos como uma das vantagens da utilização dos equipamentos móveis na Educação.

4.2.2 – Artigos Internacionais

Nos trabalhos internacionais foi encontrada, proporcionalmente, quase a mesma quantidade dos estudos que citaram a colaboração como uma das potencialidades dos equipamentos móveis. Em quatro dos artigos, esteve presente a proposta de trabalhos e aprendizagem colaborativos.

4.2.3 – Dissertações

Os trabalhos colaborativos apareceram com mais destaque nas dissertações analisadas. Das quatro dissertações elencadas, três delas citaram a colaboração na aprendizagem como uma das vantagens dos equipamentos móveis.

4.2.4 – Teses

Fechando esse ciclo de análise, todas as teses consultadas mostraram ser mesmo uma grande tendência educativa a necessidade de realizarmos mais trabalhos colaborativos na escola. Nesses trabalhos, entre as vantagens, a colaboração passa a ser o tema mais citado sobre os equipamentos móveis na atualidade. Isso nos indica que devemos olhar para ambientes de aprendizagem que considerem as experiências baseadas na interação dos sujeitos em grupo e não para os que priorizem o ensino e a aprendizagem como processos individualizados.

A perspectiva distribuída e colaborativa começa com o pressuposto de que aprender é sempre uma experiência profundamente social. Aprendemos por participação. Embora nossa educação convencional encoraje a noção de que o aprendizado é uma experiência particular, na realidade “pensar ocorre tanto entre indivíduos quanto dentro deles”. Embora todos nós aproveitemos momentos de reflexão privada, mesmo assim, a substância de nossos pensamentos acaba sendo ligada, de uma maneira ou de outra, a nossas experiências anteriores compartilhadas com os outros, das quais internalizamos significados compartilhados. Os novos reformadores da educação enfatizam a derrubada de paredes e o engajamento das mais diversas pessoas em comunidades de aprendizado mais distribuído e colaborativo, tanto no espaço virtual quanto real.

A proliferação de redes sociais e formas colaborativas de participação na Internet estão levando a educação para além dos confins da sala de aula, para um ambiente de aprendizagem global no ciberspaço. [...] Quando estudantes de culturas completamente diferentes participam de atividades acadêmicas conjuntas e de projetos de sala de aula em tempo real no espaço virtual, o aprendizado transforma-se em uma experiência lateral que se alastra pelo mundo.

Segundo o próprio Rifkin (2011, 267-268), as experiências em escolas que utilizaram um sistema baseado em aprendizagem colaborativa e distribuída foram bem-sucedidas e

as primeiras avaliações dos programas de reforma educacional colaborativa e distribuída são encorajadoras. As escolas relatam uma redução marcante da agressão, da violência e de outros comportamentos antissociais, a diminuição de ações disciplinares, maior cooperação entre estudantes, comportamento mais social, mais atenção em sala de aula, um desejo maior de aprender e o aprimoramento da capacidade de pensamento crítico.

Sendo assim, esse item colaboração merece ser vivenciado nos novos modelos educacionais. Vale destacar que, embora tenha aparecido com grande ênfase o potencial dos equipamentos móveis de favorecer trabalhos colaborativos, praticamente nenhuma experiência concreta e mais detalhada foi citada nos artigos ou pesquisas consultados. Assim sendo, nos parece que existe uma demanda por pesquisas mais experimentais que descrevam e analisem como se deu o trabalho colaborativo e quais os resultados verificáveis na aprendizagem dos alunos. Não basta apenas citar que a colaboração é fundamental para que ocorra a aprendizagem, mas sim investigar a fundo e constatar cientificamente que houve avanço na construção de conhecimento pelos alunos quando os mesmos trabalharam em um ambiente colaborativo de aprendizagem.

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