2. METODE
2.1. Metodisk utgangspunkt
Nesta parte do trabalho, analisamos as relações estabelecidas entre as variáveis baseadas nas árvores de similaridades construídas com o auxílio do software CHIC.
Vale mencionar que decidimos não incluir as questões: 7, 8, 14, 15 e 16, no banco de dados a ser tratado pelo CHIC, pela ausência de diferenças significativas que pudessem indicar relações de interesse para nossa análise, e também não foram inclusas as questões 17 e 18, por serem questões abertas.
Nos dados da Figura 9, apresentam a classe A da árvore de similaridade.
Figura 9. Classe A da árvore de similaridade
A classe A é formada por duas subclasses: A1 e A2 que possuem dissimilaridade igual a 0,08 pois A1 tem percepção positivas das mudanças e A2 negativa.
Ao analisar a subclasse A1 verificamos que os professores que analisaram o “Caderno do Aluno” e o “Caderno do Professor” (Q13Sim) consideraram que a direção e a coordenação escolar procuram saber quais as dificuldades dos professores (Q19ds), e também consideraram que a mesma gestão discute como viabilizar a utilização do “Caderno do Aluno” (Q19es) com similaridade igual a 0,62, o que pode ser considerada uma visão positiva dos gestores.
Analisando a subclasse A2, percebemos que o grupo caracterizou-se por professores que discordaram em determinados assuntos. Os professores que discordaram que o “Caderno do Professor” é um material de fácil compreensão
(Q21eDisc) também discordaram que o “Caderno do Aluno” é um material de fácil compreensão para o professor (Q22bDisc). Assim como discordaram que o “Caderno do Professor” oferece orientação completa para o professor (Q22fDisc) e também discordaram que o “Caderno do Aluno” auxilia na autoavaliação da aprendizagem do aluno (Q22dDisc). Nesse caso, percebemos que o grupo de professores demonstrou uma visão negativa, tanto do “Caderno do Professor” como do “Caderno do Aluno” que pode ter sido gerada pela provável dificuldade de compreensão dos cadernos, e por talvez não ter encontrado as orientações almejadas no “Caderno do Professor”.
A Figura 10 mostra a Classe B da árvore de similaridade.
A classe B, formada por duas subclasses: B1 e B2, possui similaridade igual a 0,63. Na subclasse B1, verificou-se que os professores que analisaram parcialmente ou não analisaram (Q13PouN) discordaram que o “Caderno do Aluno” possui conceitos e informações corretas (Q22pDisc), com similaridade igual a 0,93.
Analisando outro subgrupo dessa subclasse, temos que os professores que concordam que a aceitação do “Caderno do Aluno” por parte dos alunos foi satisfatória (Q22eConc) também concordaram que, ao utilizar o “Caderno do Aluno, foi necessário fazer poucas adaptações (Q22jConc) e concordaram que o “Caderno do Aluno” contemplou satisfatoriamente todos os conteúdos (Q22hConc) e concordaram que o “Caderno do Aluno” possui quantidade adequada de exercícios (Q22qConc). Os professores também concordaram que o “Caderno do Aluno” favorece a construção do raciocínio pelo aluno (Q22gConc); no entanto, discordaram que o nível dos exercícios do “Caderno do Aluno” está adequado para cada série (Q22mDisc), com similaridade de 0,83. A variável típica desse subgrupo foi composta por professores com idades entre 25 e 31 anos, com risco de 0,0509.
Os subgrupos que formam a subclasse B1, têm similaridade igual a 0,74 e a variável típica desta subclasse é formada por professores com idade entre 31 e 37 anos, com risco de 0,059.
Observamos que esses professores têm visão positiva em relação ao “Caderno do Aluno”, mas percebemos ainda uma contradição no grupo, por um lado, acredita ser necessário fazer poucas adaptações; por outro lado, discorda que o nível dos exercícios do caderno está adequado para cada série.
Analisando a subclasse B2, temos professores que concordaram que o “Caderno do Professor” é um material de fácil compreensão (Q21eConc) e também concordaram que o “Caderno do Professor” oferece orientação completa (Q21fConc) e concordaram que o “Caderno do Aluno” auxilia na autoavaliação da aprendizagem do aluno (Q22dConc). No entanto, discordaram que o “Caderno do Aluno” é um material de fácil compreensão para os alunos (Q22aDisc), mas mesmo é de fácil compreensão para o professor (Q22bConc) e também concordaram que o “Caderno do Aluno” possui conceitos e informações corretas
(Q22pConc), com similaridade de 0,63. A variável típica desta subclasse foi formada por professores titulares de cargo efetivo.
No caso, a análise feita indicou que os professores titulares de cargo efetivo não encontraram dificuldade de compreensão do “Caderno do Aluno”. Acreditamos que, por serem professores titulares, por terem passado por um processo de seleção e, dessa forma, terem aprofundado seus conhecimentos básicos como forma de desenvolvimento profissional, isso pode ter facilitado o entendimento do caderno. Neste sentido, concordamos com Monteiro (2001) que explicita que um corpo sistemático de conhecimento básico é fundamental para o desenvolvimento profissional dos professores.
Na Figura 11 apresentamos a Classe C da árvore de similaridade.
Figura 11. Classe C da árvore de similaridade
A subclasse C1 se caracterizou por concordar com o apoio escolar recebido para a implementação do material em questão, embora não acreditem que a utilização do “Caderno do Aluno” seja boa. Assim, concordaram que a direção e a coordenação verificassem a utilização do “Caderno do Aluno”
(Q19cS), embora não acreditem que a ideia de utilizar o “Caderno do Aluno” seja boa e ainda esperam que o mesmo deva ser reformulado (Q22rDisc), com similaridade igual a 0,82.
Nesta subclasse, ainda temos professores que concordaram que a SEE/SP busca identificar práticas de gestão escolar e de sala de aula para subsidiar a implementação da Proposta (Q20aS) e concordaram que a SEE/SP propõe-se a coordenar, apoiar e avaliar o desenvolvimento curricular (Q20bS) e também concordaram que a SEE/SP fornece apoio para o desenvolvimento curricular (Q20eS), com similaridade igual a 0,94. A variável típica a essa classe foi formada por professores que concluíram bacharelado.
Na subclasse C2, observamos que os professores que concordaram que todos os apoios oferecidos pela SEE/SP não foram satisfatórios/ ou não responderam (Q20dNouNR) acreditam que a ideia de utilizar “Caderno do Aluno” seja boa, porém este deve ser reformulado (Q22rConc). Ainda temos, nesta subclasse, um grupo de professores que concordou que o “Caderno do Aluno” propicia seguir um currículo único (Q22iConc) e concordou que o trabalho com o “Caderno do Aluno” seja dificultado, pois não considera os conhecimentos anteriores dos alunos (Q22lConc). A variável típica desta subclasse foi formada por professores com idade entre 31 a 37 anos.
Comparando as subclasses C1 com a C2 (dissimilaridade 0,03) percebemos comportamentos distintos dos professores destas subclasses. Na primeira subclasse, os docentes indicaram que receberam apoio para implementação do “Caderno do Aluno”, ainda assim o grupo não foi favorável à implementação do caderno. Diferente desta segunda subclasse, que é caracterizada por professores que foram favoráveis à implementação do caderno; no entanto, indicaram não terem recebido apoio para esta implementação.
Figura 12. Classe D da árvore de similaridade
A subclasse D1, foi formada por professores que têm uma visão negativa em relação ao apoio oferecido pela SEE/SP na implementação dos “cadernos”. Desta forma, concordaram que a SEE/SP não dispõe pela internet subsidios para auxiliá-los ou não responderam (Q20cNouNR), concordaram, que a SEE/SP não
busca identificar práticas de gestão escolar e de sala de aula para subsidiar a implementação da Proposta/ ou não responderam (Q20aNouNR), concordaram que a SEE/SP não se propõe a coordenar, apoiar e avaliar o desenvolvimento curricular/ ou não responderam (Q20bNouNR) e concordaram que a SEE/SP não fornece apoio para o desenvolvimento curricular ou não responderam (Q19eN), com similaridade igual a 0,66. A variável típica desta subclasse foi formada por professores que concluíram bacharelado.
A subclasse D2, foi constituída de professores que têm uma visão negativa em relação ao apoio oferecido pela direção e coordenação de sua unidade escolar. Desde modo, concordaram que a direção e a coordenação não procuram saber quais são suas dificuldades (Q19dN) e concordaram que a direção e a coordenação não discutem como viabilizar o emprego do “Caderno do Aluno”, com similaridade de 0,87.
As duas subclasses: D1 e D2 formaram a classe D, com índice de 0,03. Notou-se um grau de dissimilaridade entre elas. A variável típica dessa dissimilaridade foi formada por professores com idade entre 37 e 43 anos.
Comparando as subclasses D1 com D2, observamos comportamentos distintos de seus respondentes. Na primeira subclasse, percebermos que os docentes apontaram que a SEE/SP não forneceu apoio e na segunda, observamos que os respondentes indicaram que a direção e a coordenação escolar não ofereceram apoio. Desta maneira, podemos entender que, na classe D, os professores com uma visão positiva da SEE/SP têm visão negativa em relação à direção e coordenação e vice e versa.
Na Figura 13 mostramos a Classe E da árvore de similaridade.
Figura 13. Classe E da árvore de similaridade
Na subclasse E1 verificamos que os professores que concordaram que a SEE/SP dispõe subsídio para auxiliá-los (Q20cS), consideraram que o “Caderno do Aluno” é um material que facilita o trabalho do professor (Q22cConc). Assim
como, concordaram que o “Caderno do Professor” auxilia no planejamento e na gestão das aulas (Q21aConc) e acreditam que o “Caderno do Professor” auxilia em sua formação didático-pedagógica (Q21cConc).
Nessa subclasse, observamos que os professores que concordaram que o “Caderno do Professor” auxilia a ampliar seus conhecimentos (Q21bConc) concordaram que o referido caderno auxilia quando surge dúvida na resolução de alguns exercícios do “Caderno do Aluno” (Q21dConc). Os subgrupos que formaram a subclasse E1, possuíam índices de dissimilaridade iguais a 0,36.
Na subclasse E2 verificamos que o grupo caracterizou-se por professores que foram a favor do referido material. Desta forma, discordaram que o “Caderno do Professor” deve ser abolido (Q21hDisc), discordaram que o “Caderno do Aluno” seja abolido (Q22sDisc), discordaram que o trabalho com o “Caderno do aluno” tire a autonomia e liberdade do professor (Q22nDisc) e discordaram que o trabalho com o “Caderno do Aluno” limite o trabalho do professor (Q22oDisc). O grau de similaridade desta subclasse foi igual a 0,62 e a variável típica formou-se por professores que cursam mestrado, com risco de 0,0227.
Nessa classe, percebemos que os professores que cursam mestrado, mostraram melhor aceitação do material proposto pela SEE/SP, o que nos levou a inferir a importância do aperfeiçoamento profissional frente à implementação do “Caderno do Aluno”. Nesse sentido, Monteiro (2001) nos chama atenção para o fato de que:
Desenvolver um ensino de qualidade passa pela qualificação do professorado, o que significa dispor de um conhecimento fundamentado, explicitar os critérios de valor a partir dos quais se pensa a prática, contrastá-los com os outros e defendê-los publicamente nos diferentes contextos sociais em que se desenvolve a sua actividade. (MONTEIRO, 2001, p. 231).
Figura 14. Classe F da árvore de similaridade
Na subclasse F1, há um agrupamento de professores com uma visão negativa em relação ao “Caderno do Professor”. Assim, temos aqueles que afirmaram que a SEE/SP não dispõe pela internet de subsídio para auxiliá-los ou não responderam (Q20cNouNR) e discordaram que o “Caderno do Aluno” seja um material que facilite o trabalho do professor (Q22cDisc).
Discordaram que o “Caderno do Professor” auxilie no planejamento e na gestão das aulas (Q21aDisc), discordaram que o “Caderno do Professor” auxilie a ampliar seus conhecimentos (Q21bDisc), discordaram que o “Caderno do Professor” colabore em na sua formação didático-pedagógica (Q21cDisc) e discordaram que o “Caderno do Professor” auxilie quando surge dúvida na resolução de alguns exercícios do “Caderno do Aluno” (Q21dDisc) com similaridade igual a 0,97. A variável típica do grupo constituiu-se de professores que lecionam entre 18 e 37 anos.
Na subclasse F1, verificamos também que os professores que concordaram que o “Caderno do Professor” deva ser abolido (Q21hConc), concordaram que o “Caderno do Aluno” seja abolido (Q22sConc), concordaram que o trabalho com o “Caderno do Aluno” tira a autonomia e a liberdade do professor (Q22nConc) e concordaram que o trabalho com o “Caderno do Aluno” limita o trabalho do professor (Q22oConc).
Observando a subclasse F2, notamos que os professores que caracterizaram este grupo, foram formados com uma visão negativa em relação ao “Caderno do Aluno”. Desta forma, discordaram que o “Caderno do Aluno” favoreça a construção do raciocínio pelo aluno (Q22gDisc), discordaram que o “Caderno do Aluno” propicie seguir um currículo único (Q22iDisc); discordaram que o trabalho com o “Caderno do Aluno” seja dificultado, pois não considera os conhecimentos anteriores dos alunos (Q22lDisc).
Os professores discordaram que o “Caderno do Aluno” contemple satisfatoriamente todos os conteúdos (Q22hDisc) também discordaram que possua quantidade adequada de exercícios (Q22qDisc).
As subclasses F1 e F2 que formaram a classe F, mostram dissimilaridades iguais a 0,11.
Figura 15. Classe G da árvore de similaridade
Na subclasse G1, identificamos um grupo de professores que discordou que o “Caderno do Aluno” seja um material de fácil compreensão aos alunos (Q22aDisc) e também discordaram que a aceitação do “Caderno do Aluno” por parte dos alunos foi satisfatória, afirmou que todos os apoios oferecidos pela SEE/SP foram superficiais (Q20dS), com similaridade igual a 0,54.
Na subclasse G2, verificamos que os professores que discordaram que, ao utilizar o “Caderno do Aluno”, é necessário fazer poucas adaptações (Q22jDisc) discordaram que o nível dos exercícios do “Caderno do Aluno” esteja adequado para cada série (Q22mDisc).
A classe G foi formada pelas subclasses G1 e G2, com índice igual a 0,11, indicando um grau de dissimilaridade entre elas. A variável típica desta dissimilaridade foi formada por professores que concluíram bacharelado.
Percebemos que os professores dessa classe encontraram dificuldade para implementar o “Caderno do Aluno” e indicaram que o apoio oferecido pela SEE/SP foi superficial. A este respeito, estamos de acordo com Freitas (2010), que explicita que:
[...] Quando os professores encontram uma proposta de atividade que tenha características construtivas e estratégias diferenciadas, [...] e possuem apoio para tirar dúvidas, discutir atividades ou sugerir modificações, sentem-se mais satisfeitos e motivados para ensinar e para aprender também, pois enriquecem as aulas com seus comentários e seus conhecimentos do conteúdo (FREITAS, 2010, p. 152).
Certamente, acreditamos que seja imprescindível fornecer apoio e espaço de discussões a todos os envolvidos na implementação dos cadernos que se referem à presente pesquisa. Deste modo, poderia ser alcançado o objetivo da tal implementação, ou seja, alcançar a qualidade de ensino desejada. Mas notamos que esse apoio oferecido não seja satisfatório.
A seguir, apresentaremos nossas considerações finais em relação ao estudo.
C
ONSIDERAÇÕES
F
INAIS
Em 2007, a SEE/SP em resposta ao baixo rendimento dos alunos apresentado pelo SAEB e no ENEM, sugeriu uma ação integrada e articulada com o propósito de melhor organizar o sistema educacional de São Paulo. Para alcançar esse objetivo foi traçado um plano de dez metas a serem conquistadas até 2010. Para atingi-las, foram apresentadas dez ações, dentre elas, a distribuição de material de apoio aos alunos, professores e gestores.
Inicialmente, o material destinado aos docentes intitulado “Caderno do Professor” foi recebido de maneira positiva, porém, pelas dificuldades para trabalhar com uma abordagem diferenciada, falta de apoio ao professor e pouco tempo para discussão das ações propostas, houve resistência por parte do professor.
No levantamento bibliográfico realizado, percebemos que dependendo do conteúdo analisado, os resultados se contradizem, ora convergem a favor da nova proposta, ora mostram resultados desfavoráveis a ela.
Mediante os resultados das pesquisas e sendo o professor elemento fundamental para a eficiência da implementação destinada a adoção do material distribuído, focamos no objetivo de identificar possíveis potencialidades e fragilidades na implementação do “Caderno do Professor” e “Caderno do Aluno” da Rede Estadual de São Paulo. Assim, procuramos responder à seguinte questão de pesquisa:
Quais as possíveis potencialidades e fragilidades na implementação do “Caderno do Professor” e “Caderno do Aluno” da Rede Estadual de São Paulo, que podemos identificar por intermédio do professor?
Para alcançar o objetivo do estudo, aplicamos um instrumento diagnóstico na forma de questionário para 63 professores de Matemática em exercício na Rede Pública do Estado de São Paulo, não utilizamos um critério de seleção para nossos sujeitos, já que buscamos a participação voluntária dos docentes.
O questionário foi organizado em três partes: A, B e C. Na parte A, buscamos construir o perfil de nossos sujeitos; na parte B, a identificação da relação do professor frente ao material “Caderno do Professor” e “Caderno do Aluno” e, finalmente, na parte C procuramos saber o grau de concordância dos professores em relação ao trabalho realizado com os cadernos em questão.
Com os dados coletados, fizemos duas formas de análises. Na primeira, foi examinada cada variável referente às partes B e C do questionário e, na segunda, uma análise pautada na árvore de similaridade, construída pelo software CHIC.
Nas análises, procuramos confrontar os dados coletados com o que é mencionado no material de apoio dos cadernos, ou seja, com o que é esperado pela SEE/SP e direcionamos nosso trabalho para uma abordagem qualitativa.
A relevância do trabalho, além de estar atrelada à necessidade de identificar as possíveis potencialidades e fragilidades na implementação do “Caderno do Professor” e do “Caderno do Aluno” por intermédio do professor, também poderá contribuir para o trabalho docente, revelando aspectos vivenciados por outros professores da rede Estadual de Ensino e, neste sentido, nosso trabalho poderá ser um instrumento de aprofundamento de suas próprias reflexões.
Por meio das análises realizadas, constatamos que nossa questão de pesquisa pôde ser respondida, já que foi possível identificar potencialidades e fragilidades que passaremos a descrever a seguir. Optamos por não as separar, já que na maior parte encontram-se relacionadas no presente estudo.
A Proposta Curricular de 2008 não apenas traz metodologias e abordagens diferenciadas, mas também visa mudar radicalmente a concepção de escola, como instituição que ensina para escola que também aprende, ou seja, o professor deverá aprender. Podemos afirmar que esse objetivo está sendo alcançado, uma vez que as respostas obtidas apontaram que professor costuma utilizar vários recursos didáticos, entre eles, o “Caderno do Professor” e o “Caderno do Aluno”, porém constatamos uma fragilidade nesta implantação já que foi feita parcialmente, visto que o livro didático continua sendo muito usado pelos respondentes.
Constatamos ainda que os motivos mais apontados ao não uso do “Caderno do Aluno” foram a falta de conhecimento prévio dos alunos e o nível elevado de complexidade dos exercícios. Podemos inferir que esses motivos podem ser os que mais dificultam a implementação do caderno, configurando assim um quadro que não é condizente com o que a SEE/SP espera do professor e do aluno.
Em relação ao modo que o professor utiliza o “Caderno do Aluno”, identificamos que é simultâneo com outro material de sua preferência, seguido do procedimento de explicar primeiro pelo método habitual, e só depois pedir aos alunos que resolvam as questões. Entendemos que o fato sugereque o professor aceitou trabalhar com o referido material, porém não incorporou totalmente a proposta dos cadernos.
Outro aspecto encontrado foi que a maior parte dos professores não segue fielmente o caderno, o que é algo positivo, já que cabe ao professor adaptar os conteúdos à realidade de seus alunos.
Em relação aos pontos positivos mais apontados pelos respondentes que afirmam utilizar o “Caderno do Aluno”, destacamos a contextualização dos exercícios seguidos de unificação do currículo. Isso nos fornece indícios que o professor pode estar incorporando a implementação do caderno e ainda aprendendo com seus conteúdos.
Em relação aos pontos negativos mais apontados pelos que afirmam utilizar o “Caderno do Aluno”, destacamos o número reduzido de exercícios e a falta de conhecimento prévio dos alunos.
Constatamos também que os gestores incentivam o uso do referido material, cumprindo, em parte, seu papel de articuladores, porém nem sempre procuram saber das dificuldades dos professores nem discutem como viabilizar o emprego do “Caderno do Aluno” também não verificam se os professores realmente estão apoiando-se no material proposto.
Ainda em relação ao apoio fornecido pela SEE/SP, este é considerado como superficial por parte de nossos sujeitos, contrariando o que diz a Secretaria, que menciona estar atenta no sentido de esclarecer dúvidas ou dificuldades e promover ajustes ou adaptações que aumentem a eficácia do trabalho.
Evidenciamos também que parte dos professores desconhece a existência do site intitulado de “São Paulo Faz Escola”5, sendo este um apoio criado pela SEE/SP e sua utilização rotineira poderá contribuir para melhor desempenho de suas atribuições.
Entendemos ser necessário um maior comprometimento por parte dos envolvidos na utilização desses cadernos no sentido de buscar mais informações a respeito do que é trabalhado no material, com o objetivo de auxiliá-los em suas funções. Lembramos que, nesse site, as erratas dos cadernos são encontradas, sendo assim se o professor não as conhecer, poderá passar informações incorretas aos alunos, comprometendo completamente a proposta inserida nos referidos cadernos.
Verificamos que a maior parte dos respondentes aponta que o material auxilia no planejamento e gestão escolar e também propicia a ampliação de seus conhecimentos em sua formação didático-pedagógica. Os professores ainda citaram que a ideia de utilizá-los é boa, porém apontaram que o material deve ser