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2. Historisk utvikling av ulikhet

7.1 Deskriptiv statistikk

A partir de uma avaliação dos resultados do XII Festival de Inverno em 1978, foi feita a programação para o próximo ano. Segundo o coordenador geral prof. José Tavares de Barros, a consolidação da imagem do Festival como programa de extensão da UFMG mereceu o apoio da Funarte e de outros órgãos governamentais, como o convênio celebrado com a Coordenadoria de Cultura do Estado.130

130 O Festival foi patrocinado pelo Ministério de Educação e Cultura, Fundação Nacional de Arte – Funarte e

Governo do Estado de Minas Gerais. Além de 1977, outros dois Festivais foram realizados em BH – 1989 e 1992. Segundo Oliveira, esse fato trouxe benefícios à comunidade local, embora tenha havido críticas a esse

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Ao divulgar seus objetivos para aquele ano, percebe-se a preocupação da área de Música em dar continuidade ao trabalho de formação e profissionalização do músico:

- propõe a reflexão sobre a participação do músico na vida cultural brasileira;

- debate e realiza processos de criação musical e a busca de novas formas de expressão; - estimula a revisão de conceitos que norteiam o ensino musical;

- favorece o aperfeiçoamento técnico;

- reúne seus participantes para estudo e difusão da música do século XX e especialmente para estímulo dos compositores brasileiros contemporâneos.131

Além dos cursos habituais na área de Música, o Festival ofereceu uma oficina de criação envolvendo som/forma/movimento com o compositor Rufo Herrera, cujo “[...] conteúdo e processo serão de integração de diferentes níveis e tipos de experiência no fazer artístico, para a busca coletiva de outras possibilidades de expressão”.132

Segundo Paoliello, a contribuição de Rufo Herrera ao movimento de música contemporânea “[...] se constitui, sobretudo, nas relações entre música e cena. Para [Rufo], a performance do concerto estava ‘gasta, ultrapassada’, haveria uma contradição entre a postura do músico no palco e os avanços sonoros da música contemporânea”.

133Oriundo do Grupo de

Compositores da Bahia, Herrera nomeou “ópera multimeios” as primeiras obras (que prefere considerar experiências), compostas a partir desse tipo de preocupação.134 Esse trabalho com atores, bailarinos e músicos iniciado por Rufo Herrera em 1977, no XI Festival de Inverno, acabou “originando um dos grupos de atuação mais regular e de maior longevidade na história da FEA: o Oficina Multimédia”.135

No Festival de 1979, foram oferecidas as oficinas de criação – com Marco Antônio Guimarães; composição – Aylton Escobar, Cláudio Santoro, Joaquin Orellana; estágio para cantores e instrumentistas – Eladio Pérez-González e Margarita Schack (canto); Betho Davezac (violão), Afrânio Lacerda (oboé), Fernando Lopes (piano), Lola Benda (violino),

respeito. Julio Varella comenta que “[...] os anos mais criticados foram, sem dúvida, os de Belo Horizonte. Ao contrário do que acontecia na pequena Ouro Preto, em Beagá, o Festival perdeu a sua essência e diluiu-se na imensidão da cidade”. OLIVEIRA, Nelson Salomé de. A música contemporânea em Belo Horizonte na década de 80. 129f. 1999. Dissertação (Mestrado em Música) – Centro de Letras e Artes, Universidade do Rio de Janeiro, 1999. p.56.

131 Texto do programa do XIII Festival. 132 Estado de Minas, 29 de maio de 1979.

133 PAOLIELLO, Guilherme. A circulação da linguagem musical: o caso da Fundação de Educação Artística.

?224f. 2007. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, 2007, p.113.

134 Ibid.

135 Em 1978, o grupo apresentou a “Sinfonia em re-fazer”, criação coletiva, utilizando alguns dos primeiros

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Marco Antônio Cancello (flauta), estágio para professores de escola de música – José Adolfo e Marco Antônio Guimarães; estágio para regentes corais – Koellreutter.

Nota-se uma grande presença de autores brasileiros nos concertos de música do século XX realizados no Teatro Municipal e na Igreja São Francisco de Assis – Villa-Lobos, Almeida Prado, Koellreutter, Jorge Antunes, Sérgio Vasconcellos Corrêa, Guilherme Bauer, Aylton Escobar, Henrique David Korenchendler, Arthur Nestrovski, Vânia Dantas Leite, Guerra-Peixe, José Siqueira, Murilo Santos, Ernst Widmer, Osvaldo Lacerda e outros – além de Schoenberg, Alban Berg, Nilko Kelemen, Barna Kováts e Darius Milhaud, reforçando a ideia da abrangência estética que compunha a programação musical do Festival.

Foi apresentada a obra Libertas quae sera tamen, de Ricardo Tacuchian (para grupo instrumental, coro falado e participação do público, sob a regência de Afrânio Lacerda) e obras dos latino-americanos Carlos Chávez e Nicolás Pérez-González, 9 Poemas de El Gran

Zôo,i apresentada em 1ª audição mundial por Eladio, Marco Antônio Cancello e Betho Davezac).136

Foram programadas atividades culturais na Praça Tiradentes, patrocinadas pela Prefeitura de Ouro Preto e Empresa Brasileira de Turismo – Embratur, “[...] objetivando responder às expectativas de numerosos turistas que afluem a Ouro Preto no mês de julho, muitos deles totalmente desinformados sobre a realização do Festival de Inverno”. Para o Secretário de Cultura da cidade, Ângelo Osvaldo, era esperado um fluxo de 200 mil turistas no período e a ênfase dada à programação ao ar livre buscava “propiciar aos visitantes um turismo cultural de alta categoria”.

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Houve o lançamento do disco do XIIº Festival composto por obras de autores brasileiros ainda não gravadas e selecionadas a partir dos critérios afinados com o espírito do Festival: a prioridade foram as peças inéditas preparadas durante o Festival em trabalho coletivo – Iauti-mirim, lendas tupis, de Marco Antônio Guimarães, Outros Aspectos de Ouro

Preto, de Lindembergue Cardoso e Cantata dos Mortos, de Ricardo Tacuchian – e também duas obras solo – Flautaualf, de Jorge Antunes, para flauta, e Ritmata, de Edino Krieger, para violão.138

136 Boletins do XIII Festival, 10 de julho de 1979, 15 de julho de 1979, 24 de julho de 1979, 26 de julho de 1979. 137 O Estado de Minas, 29 de maio de 1979.

138 Foi feita a gravação de um disco com obras solo ou para pequenas formações apresentadas no XIII Festival –

Peça para violino solo de Michel Philipot (Lola Benda), Retrato de Gilberto Mendes, para flauta e clarineta (Marco Antônio Cancello e Walter Alves de Souza), Episódio animal: Sinimbú de Almeida Prado (Margarita Schack), uma obra para flauta e piano de Armando Albuquerque ((Marco Antônio Cancello e Sônia Maria Vieira), Litania de Arthur Nestrovski (Cancello) e Ajur-amô de Vânia Dantas Leite (Eladio e sintetizador).

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