Method and materials
3.2 The circuit from paper sketch to final design
3.2.2 PCB - Design, production and assembly
A eficiência e a eficácia dos custos/benefícios do GCC foram investigadas a fim de conhecer a importância do desenvolvimento deste programa para a OPS.
Gráfico 3 Índice da economia gerada pelo GCC no período de seis meses Fonte: Resultado dos dados coletados no sistema de informação da OPS.
Conforme Gráfico 3, a soma do CPI, custo da estrutura e MAT/MED,
representou um valor menor que o CHM, gerando assim, um RFS positivo de R$ 74.303,29, no período de seis meses de atendimento pelo programa a 28 idosos.
Dentre os 28 idosos da amostra, 3 não tiveram economia, gerando uma média de R$ 4.869,85. O restante da amostra (25) tiveram valores positivos, gerando uma economia de R$ 88.912,84, totalizando uma economia de 20%.
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8.1PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO
A assistência às demandas dos idosos portadores de patologias crônicas em domicílio é uma necessidade das saúdes pública e privada do Brasil, devendo se conhecer os disponíveis serviços disponíveis e suas vantagens.
A amostra foi composta por idosos portadores de patologias crônicas, inseridos no programa GCC, mantido por uma OPS e seus cuidadores7 Segundo o IBGE (BRASIL, 2010a), através do Censo 2010, no Brasil são 96 homens para cada 100 mulheres, devido a taxa superior de mortalidade entre os homens. No presente estudo o sexo feminino representou 75% dos idosos atendidos pelo GCC. Além disso, os 32,1% que totalizam viúvos(as) e separados(as), são mulheres.
Com relação ao grau de escolaridade 100% são alfabetizados, o que é muito diferente da realidade brasileira, segundo o Censo 2010, porém 53,6(%) (Tabela 2) encerraram os estudos ainda no 1o grau. Inclusive quando questionados sobre o mais faz falta, no Questionário Percepção do Idoso e da Família, 3,1% disseram sobre o “estudo”: “Sinto falta de ter estudado mais.” (IJO,68).
Dessas 59,3% são profissões consideradas femininas pela cultura tradicional (do lar, professora, costureira, camareira e cabeleireira), mostrando que grande parte da amostra de mulheres do grupo já esteve inserida no mercado de trabalho, demonstrando que elas também vivem mais em comparação aos homens, porém, em contrapartida elas exigem mais cuidados. Inclusive um estudo desenvolvido por Belo, Souza e Camino (2010) aponta que mulheres por serem delicadas, cuidadoras e preocupadas com a QV dos outros, tendem a escolher profissões que apresentam maiores características femininas.
Atualmente 82% são aposentados e pensionistas e destes, 12,5% sentem falta de trabalhar: “sinto falta de poder trabalhar me sentindo bem.” (ZAR, 81); outros 11% ainda exercem a profissão, destes, 3,4% dizem que “ter ocupação” é o mais importante em sua vida: “dirigir e ajudar no comércio da minha cunhada.” (JF, 60), por fim, 7% não possuem nenhuma renda própria e são mantidos por familiares. Para 6,3% da amostra o que mais faz falta é o “dinheiro”: “dinheiro para viajar e
passear.” (IRM, 68). No desejo de continuar trabalhando muitos idosos deparam se com dificuldades advindas do preconceito, da cultura de que velho tem que “descansar” ou que não sabem mais executar as atividades como antes. Segundo Braga (2010), Leão e Alves (2010), Castro (2011) os imperativos capitalistas e neoliberais prejudicam a capacidade do idoso em manter sua vida laboral, sendo necessária uma mudança de conceitos na cultura de que o envelhecimento é sinônimo de inutilidade.
É importante ressaltar que todos da amostra possuem plano de saúde em decorrência do benefício concedido pelas empresas onde trabalham, trabalharam ou por serem dependentes no convênio do conjugue ou do filho(a).
A renda familiar para 42,8% dos idosos não ultrapassa três salários mínimos, o que não tornaria possível para eles arcarem com um plano de saúde privada, com os custos da demanda de medicação e manterem um cuidador remunerado. Podendo este ser um dos motivos que levam a função de cuidar a ser desempenhada por familiares. Dentre estes familiares, 67,9% residem com e são cuidados pelos cônjugues, 17,9% pela filha, 7,1% pelo filho e 7,1% pelo cuidador(a). Vale ressaltar que residir com outra pessoa, não significa ter uma companhia ou alguém para conversar e desenvolver atividades prazerosas.
A crença religiosa está presente em 100% (Tabela 2) da amostra. Conforme acima citado, alguns vêem em “Deus/Jesus” sua maior companhia, e quando questionados sobre o que é mais importante em sua vida, 10,3% dizem ser a “crença religiosa”: “Estudar a palavra de Deus.” (IRM, 68), “Ir à missa.” (WLA,88), além de afirmarem quando questionados sobre o que mais faz falta em sua vida, alegarem que “nada faz falta” (15,6%): “Nada, Graças a Deus.” (EDT, 63), “Nada, pois perdi meu marido, meu filho único e meus 2 netos, todos falecidos por desígnio de Deus.” (WLA,88) e para esta idosa ela não tem mais nada a perder. Em estudo com idosos atendidos pelo PSF, Floriano e Dalgalarrondo (2007) constataram que 97,6% possuem religião e 64,6% alegaram ser muito religiosos, ter muita fé e acreditar muito em Deus.
Segundo Pargament (1990), existem pessoas que atribuem a um Deus o resultado de acontecimentos em sua vida. Desta forma, a religiosidade é uma forma de enfrentamento das dificuldades geradas pelas doenças e/ou pelo envelhecimento. Estudo demonstra que a religião e espiritualidade contribuem para
preencher a distância de familiares, acolhimento, alento para suportar a solidão e inclusive a relação com a morte (DUARTE; WANDERLEY, 2011).
Em relação ao que mais faz falta na vida do idoso, 12,5% disseram “sentir falta de pessoas falecidas”: “Da família que já faleceu. (MAD, 70), “Da minha mãe falecida há cinquenta anos.” (ERN, 63) e 21,9% afirmaram ser o “lazer”: “Viajar e dançar.” (APOC, 89), “Sair de casa.” (MPF, 71).
Estudo desenvolvido por Faleiros e Afonso (2008) com grupo de idosos participantes da UNATI/UCB, demonstrou que a representação social nesta fase da vida está embasada nas perdas físicas e sociais, nos ganhos de maior disponibilidade de tempo para novas atividades, e nas condições da velhice que apresentam novas oportunidades de convivência com a família e também a diminuição da renda pela aposentadoria. O significado de envelhecer bem para os idosos da amostra está relacionado à ausência de danos à saúde física e mental, apoio familiar e adequada condição econômica.
A saúde é um indicador importante para o idoso e na presente pesquisa 100% da amostra possuem no mínimo, duas patologias crônicas, sendo essas “de longa duração e progressão geralmente lenta.” (WHO, 2011), apresentando inclusive episódios de piora (agudização) e/ou melhora sensível (ALMEIDA et al., 2002). Segundo a PNAD/2003, 29,9% da população brasileira geral eram acometidas por doenças crônicas, cinco anos depois, a PNAD/2008 apresentou que entre os brasileiros, acima de 60 anos, 77,4% declarou ser portador de alguma patologia crônica e destes 48,9% sofria de mais de uma patologia. A HAS atingia 53,3% dos idosos em 2008, e no presente estudo esta referência foi ultrapassada, pois a HAS atinge 79% da amostra pesquisada (BRASIL, 2003a; BRASIL, 2008a; BRASIL, 2010b).
Segundo Valderrábano, Jofre, López Gómez (2001), Amorim (1999) e Cicconelli (1997) a patologia crônica está associada à piora da QV do indivíduo. Portanto é fundamental o desenvolvimento de ações que minimizem este impacto na vida do idoso.
Em suma, articulando alguns eixos sociais, constatou se que o envelhecimento, posteriormente, a descoberta de uma doença altera a estrutura familiar. Consequentemente a família é importante neste cenário por representar atenção, apoio e cuidado. A religião, enquanto elemento na conquista da espiritualidade e da esperança, também auxilia o idoso na aceitação de seu quadro
de saúde e, por fim, a participação da sociedade também é necessária, na disponibilização de ações e atividades de lazer para o idoso, tendo em vista que em muitos casos este foram privados destes momentos em detrimento dos cuidados com os filhos, renda familiar per capita baixa, entre outros.
Os três próximos subtítulos a serem apresentados responderão os indicadores sugeridos nos materiais e métodos deste estudo:
Índice da percepção do idoso atendido pelo GCC sobre a própria QV. Índice de sobrecarga do familiar/cuidador do idoso atendido pelo GCC. Índice de economia gerada pela OPS através do acompanhamento dos idosos pelo GCC.