Vedlikehold av bruer og kaier på riksvegene 2012-2017
Besvart 13. desember 2017 av justis- og beredskapsminister Per-Willy Amundsen
de licenciatura, quer de pós-graduação, sendo que a primeira destas, no país, foi criada, aqui, em 1983. Já falámos, também, da natureza dos seus docentes nesta área e da sua permanente inserção no meio empre- sarial, pessoas prestigiadíssimas como Mário Murteira, Gomes Cardoso, Caiano Pereira, Caldeira Meneses ou Joaquim Laginha, entre outros, com um currículo enorme no tecido empresarial português. Por outro lado, compreenda-se esta situação: em 1988, o ISCTE tinha, no seu conjunto, 2893 alunos, dos quais 2103, ou seja, 73 por cento, eram de Organização e Gestão de Empresas. Tornava-se necessária, sem dúvida, uma dimensão, digamos assim, para onde esta grandeza se expandisse.
O principal detonador pessoal seria Eduardo Gomes Cardoso, que já vinha do IES, desde 1965, e tinha assumido a presidência do Conselho Directivo do ISCTE em 1982. Engenheiro do Instituto Superior Técnico, com um curso de Gestão do Institut d’ Études Supérieures des Techni- ques d’Organization, tirado em 1958/59, Gomes Cardoso possuía uma ampla experiência empresarial. Resolver aquele problema de expan- são era para ele mais um desafio, a encarar com o prazer com que estes homens os enfrentam.
Através de Augusto Afonso de Albuquerque, Gomes Cardoso soli- citou informações sobre uma experiência iniciada no IST, em 1980, pela mão de José Tribolet: o INESC, Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, uma associação com estatuto privado, sem fins lucrati- vos, de utilidade pública, dedicada à educação, incubação, investigação científica e consultoria tecnológica, tendo por associados o próprio IST e empresas e instituições diversas.
O INESC era considerado um modelo de referência na forma de relação entre a universidade e as empresas, e era precisamente essa vertente que Gomes Cardoso desejava. Com base, pois, no mesmo crité- rio, mobilizou as pessoas do ISCTE para a criação de uma instituição
Programa de actividades do INDEG
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semelhante. Em 2 de Novembro de 1988, nascia o Instituto para o Desen- volvimento da Gestão Empresarial, o INDEG, com base no ISCTE, eviden- temente, mas tendo também por sócios fundadores o Banco Pinto & Sotto Mayor, o Clube de Empresários das Pequenas e Médias Empresas, a Caixa Geral de Depósitos, os Correios e Telégrafos de Portugal, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, a Investimento e Participações Empresariais, a Portucel e a Companhia Portuguesa de Supermercados.
No campo da Gestão, seria mais uma iniciativa pioneira: no fundo, a primeira business school em Portugal. Sem as peias do acidentado percurso institucional do ISCTE, o INDEG poderia promover cursos de formação pós-graduada de executivos, parcerias com empresas, acções de investigação e aplicação.
Para o INDEG, não estava em causa, apenas, falar de Gestão, mas fazer com Gestão. Com base numa estrutura leve, muito profissionali- zada e versátil, este novo Instituto teria forçosamente de se centrar nos seus clientes, normalmente profissionais, que desejavam actualizar e aprofundar os seus conhecimentos e capacidades. Sempre com critérios
Eduardo Gomes Cardoso com funcionários do ISCTE
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de avaliação com a participação dos alunos, este Instituto seria uma porta por onde passariam milhares deles, imensas empresas, inúmeras intervenções empresariais e institucionais, gerando um suporte acadé- mico, profissional e financeiro, quer para a Gestão no ISCTE, quer para o ISCTE no seu conjunto.
Não se pense, no entanto, que o que se tornou grande não começou necessariamente pequeno e com a mera vontade como meio. O INDEG inicial era uma salinha no gabinete de Gomes Cardoso. «No primeiro ano», lembrava ele, «com o dinheiro ganho, comprámos a primeira mesa de reuniões.».
No meio de um Portugal com acesso a fundos europeus, o INDEG arriscou um projecto: o pedido de atribuição de apoio para a constru- ção de um edifício que fosse a sua grande base de desenvolvimento. Em 1991, o Programa Específico de Desenvolvimento da Indústria Portu- guesa (PEDIP) conceder-lhe-ia um grande apoio e os membros fundado- res completaram o resto para que 2,25 milhões de euros fossem investi- dos naquele projecto. Nas mãos de Gomes Cardoso, por todos conhecido como um excelente e rigorosíssimo gestor de custos, aquilo era um tesouro para um sonho. E foi.
As obras para o edifício INDEG começaram logo em 1991 e, no ano seguinte, ser-lhe-ia concedido, pelo Governo, o estatuto de «entidade de utilidade pública». Um dia, Gomes Cardoso decidiu, peremptoriamente:
«Nós não concorremos a mais fundo nenhum. Acabaram os fundos. Vamos sozinhos para o mercado. Ou somos capazes de sobreviver ou então vamos à nossa vida. Tivemos apoio para o arranque, mas chega!»
Assim foi «a decisão mais acertada para o futuro do INDEG». Os cursos de pós-graduação, mestrado ou de especialização eram apresentados publicamente, por vivos e amplos métodos de comunicação, e ou tinham um número sustentável de alunos ou não se realizavam, o que obrigava, saudavelmente, a uma constante atenção às necessidades do país, num leque muito vasto de interesses. Passariam pelo INDEG áreas intrínse- cas da Gestão, mas também novas abordagens que o levariam a inúme- ros outros domínios.
Como motivo para a criação deste imenso projecto, Gomes Cardoso resumia assim: «Estávamos atabafados.» E o INDEG representou isso
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mesmo: o desejo de um novo ar, uma moderna e empenhada intervenção na sociedade portuguesa e, através dela, no mundo.
Eduardo Gomes Cardoso permaneceria, na presidência do INDEG, durante dez anos, até à sua jubilação, em 1998. De entre as múltiplas iniciativas realizadas no seu mandato, é de destacar o pioneirismo do lançamento, na Universidade de Macau, em 1992, do primeiro master of
Business Administration, inteiramente – imagine-se a audácia – leccio-
nado em língua inglesa. A este gesto inovador, deve o ISCTE, na actua- lidade, a sua forte internacionalização na República Popular da China, sendo, de longe, a universidade portuguesa com mais estudantes chine-
ses e com mais actividades lectivas naquele país.
A Gomes Cardoso, sucederia, na presidência do INDEG, Luís Antero Reto. Proveniente da Psicologia Social, douto- rado na Universidade de Louvain-la-Neuve, na Bélgica, Reto tinha sido director do Instituto Superior de Psicologia Apli- cada (ISPA), entre 1983 e 1985, ano em que veio para o ISCTE, onde se canalizaria para o Departamento de Gestão, como coordenador da Secção de Recursos Humanos. Esta mudança geracional propiciou, ao INDEG, a abertura a novas áreas e dimensões. O moderno edifício da instituição, sucessiva- mente modernizado, atrairia cada vez mais interessados, que buscavam as mais diversas competências, desde as das mais usuais áreas da Gestão, às agora introduzidas, como a Saúde, a Cultura, o Desporto ou a Intervenção Social, entre outras.
A internacionalização, por seu lado, incrementar-se- -ia na China e estender-se-ia a Moçambique, Cabo Verde e Brasil. Tudo isto, acompanhado de um significativo cres- cimento financeiro do Instituto, de que muito beneficiou o próprio ISCTE.
Em 2004, Luís Reto irá envolver-se, como iremos ver, nas eleições para a presidência do ISCTE, e isso obrigará a uma mudança de presidên- cia do INDEG, passando o cargo e a responsabilidade a serem exercidos por António Gomes Mota, doutorado em Gestão pelo ISCTE e nele profes- sor há bastantes anos, com uma diversificada experiência empresarial. Gomes Mota presidia já à ISCTE Business School, desde 2003, passando a articular, assim, estas duas distintas instâncias da formação em Gestão. Neste período da vida do INDEG, é de destacar a obtenção da acreditação
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internacional do seu Executive MBA pela prestigiada agência europeia Association of MBAs (AMBA), bem como o lançamento do Energy MBA, em associação com a Columbia University (USA).
Entretanto, o ano de 2011 abraçou o INDEG como abraçou todo o país: com dificuldades e preocupações. O número de inscritos baixou 40% (e, no ano seguinte, continuaria com uma quebra de 21,5%). As empresas e instituições que apoiavam os custos dos seus colaboradores retraí- ram-se e 75% dos respectivos participan-
tes inscritos tinham de suportar o custo da frequência dos cursos. Houve que repensar e renovar a casa e, em Novembro de 2012, nova presidência: Paulo Bento, professor, doutorado em Fusões, Aquisições e Reestrutura- ções de Empresa pela University of Manchester, que iniciou a sua carreira no Banco de Portugal, onde esteve envolvido nas principais operações que ocorreram na banca, durante a última década do século XX.