Aguiar, CM; Rodrigues, LG; Teodoro, A; Teodoro, A
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UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro [email protected]
Objetivos
Analisar a adequação da iodação de diferentes marcas de sal de cozinha comercializadas no Rio de Janeiro.
Métodos
participarem de uma pesquisa sobre iodúria de 24 horas. Foram selecionados 40 crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório de nutrição pediátrica de um hospital universitário de maio de 2012 a agosto de 2013, as quais forneceram amostras de sal refinado de 7 marcas distintas para análise e também foram adquiridos, em estabelecimentos comerciais da cidade do Rio de Janeiro, dois lotes distintos de oito marcas sendo 4 de sal grosso, 2 de sal light, 1 de sal moído e 1 de sal granulado. Procedeu-se a análise de iodo no sal de consumo humano e nos produtos industrializados com base na técnica recomendada pelo Ministério da Saúde: na presença de iodeto de potássio (KI) e em meio ácido, o iodato de potássio (KIO3) reage liberando iodo, que é imediatamente titulado com tiossulfato de sódio, usando-se solução de amido como indicador. A Portaria Ministerial (MS) nº 1.806, de 24 de outubro de 1994, estabelece que o teor de iodo no sal de consumo humano deve estar entre 40 mg e 60 mg por kg de sal. Os dados foram avaliados de acordo com sua conformidade com a RDC nº 360 de 2003, que permite uma margem de erro de 20% para os valores fornecidos no rótulo. A determinação do teor de sódio foi realizada em triplicata, através da volumetria utilizando a metodologia descrita por Mohr (M1) e metodologia de Mohr modificada (M2), com aquecimento prévio das amostras por 5 minutos para aumentar a eficiência de extração do sódio. Os dados da análise dos teores de sódio e iodo sofreram análise de variância (ANOVA) (p<0,05), sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey utilizando o Programa Graph Pad Prism 4.0. Resultados
Foi possível observar que todas as amostras encontravam-se dentro do limite da legislação (20-60mg/Kg) para os valores de iodo (39,46±16,79mg/Kg), com exceção da amostra B (sal refinado – Lote 1) e amostra A (sal grosso – Lote 2) que apresentaram valores médios de 65,75mg/Kg e 101,18mg/Kg de iodo, respectivamente. Em relação aos teores de cloreto de sódio, comparando os valores encontrados aos da legislação vigente, que exige teores mínimos de cloreto de sódio (Base Úmida) de 96,96g% e 99,19g% para amostras de sal grosso/moído e refinado, respectivamente, constatou-se que 58,33% das amostras de sal refinado encontrava-se em desacordo a legislação vigente (94,73±6,6g%), estando as demais nos padrões estabelecidos pela legislação. Conclusão
A iodação se mostrou adequada aos parâmetros estabelecidos pela legislação, exceto em duas amostras. Os teores de iodo apresentaram grande variação (22,90mg/Kg a 101,18mg/Kg), mostrando a dificuldade no estabelecimento de um padrão dos teores deste mineral, visto que é adicionado artificialmente ao sal de consumo. Já os de sódio oscilaram menos (71,68g% a 99,99g%), o que é esperado sabendo que este está presente naturalmente no sal, no entanto a maioria dos sais apresentou inadequação na quantidade do mineral de acordo com o estabelecido pela legislação vigente.
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003. Palavras-chave: Iodo; Sódio; Sal
ANÁLISE DOS TEORES DE IODO E SÓDIO DE DIFERENTES MARCAS DE SAL
COMERCIALIZADAS NO RIO DE JANEIRO
Ribeiro, F; Aguiar, CM; Rodrigues, LG; Teodoro, A
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UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro [email protected]
Objetivos
Analisar a adequação da iodação de diferentes marcas de sal de cozinha comercializadas no Rio de Janeiro.
Métodos
Estudo descritivo observacional de amostras de sal de cozinha consumidos por crianças e adolescentes selecionados para participarem de uma pesquisa sobre iodúria de 24 horas. Foram selecionados 40 crianças e adolescentes atendidos em um ambulatório de nutrição pediátrica de um hospital universitário demaio de 2012 a agosto de 2013, as quais forneceram amostras de sal refinado de 7 marcas distintas para análise e também foram adquiridos, em estabelecimentos comerciais da cidade do Rio de
Janeiro, dois lotes distintos de oito marcas sendo 4 de sal grosso, 2 de sal light, 1 de sal moído e 1 de sal granulado. Procedeu-se a análise de iodo no sal de consumo humano e nos produtos industrializados com base na técnica recomendada pelo Ministério da Saúde: na presença de iodeto de potássio (KI) e em meio ácido, o iodato de potássio (KIO3) reage liberando iodo, que é imediatamente titulado com tiossulfato de sódio, usando-se solução de amido como indicador. A Portaria Ministerial (MS) nº 1.806, de 24 de outubro de 1994, estabelece que o teor de iodo no sal de consumo humano deve estar entre 40 mg e 60 mg por kg de sal. Os dados foram avaliados de acordo com sua conformidade com a RDC nº 360 de 2003, que permite uma margem de erro de 20% para os valores fornecidos no rótulo. A determinação do teor de sódio foi realizada em triplicata, através da volumetria utilizando a metodologia descrita por Mohr (M1) e metodologia de Mohr modificada (M2), com aquecimento prévio das amostras por 5 minutos para aumentar a eficiência de extração do sódio. Os dados da análise dos teores de sódio e iodo sofreram análise de variância (ANOVA) (p<0,05), sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey utilizando o Programa GraphPadPrism 4.0.
Resultados
Foi possível observar que todas as amostras encontravam-se dentro do limite da legislação (20-60mg/Kg) para os valores de iodo (39,46±16,79mg/Kg), com exceção da amostra B (sal refinado – Lote 1) e amostra A (sal grosso – Lote 2) que apresentaram valores médios de 65,75mg/Kg e 101,18mg/Kg de iodo, respectivamente. Em relação aos teores de cloreto de sódio, comparando os valores encontrados aos da legislação vigente, que exige teores mínimos de cloreto de sódio (Base Úmida) de 96,96g% e 99,19g% para amostras de sal grosso/moído e refinado, respectivamente, constatou-se que 58,33% das amostras de sal refinado encontrava-se em desacordo a legislação vigente (94,73±6,6g%), estando as demais nos padrões estabelecidos pela legislação.
Conclusão
A iodação se mostrou adequada aos parâmetros estabelecidos pela legislação, exceto em duas amostras. Os teores de iodo apresentaram grande variação (22,90mg/Kg a 101,18mg/Kg), mostrando a dificuldade no estabelecimento de um padrão dos teores deste mineral, visto que é adicionado artificialmente ao sal de consumo. Já os de sódio oscilaram menos (71,68g% a 99,99g%), o que é esperado sabendo que este está presente naturalmente no sal, no entanto a maioria dos sais apresentou inadequação na quantidade do mineral de acordo com o estabelecido pela legislação vigente.
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003.
Palavras-chave: iodo; sódio; sal