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Den dualistiske arv

In document Heidi Marian Haraldsen (sider 59-62)

3. Estetikk takk – en estetisk klargjøring

4.1 Den dualistiske arv

RODRIGUES, Maria Beatriz Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) [email protected] MORAES, Jhony Pereira Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) [email protected] LUCAS-DOS-SANTOS, Geneia Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) [email protected]

Resumo: A diversidade cultural (DV) está na ordem do dia dos temas emergentes. Nota-se uma crescente necessidade

de falar sobre o assunto e ao mesmo tempo dar soluções as necessidades que vem surgindo, motivo do interesse em propor este trabalho que atualmente encontra-se em andamento. Tem como objetivo investigar a diversidade cultural nas instituições de ensino superior (IES) públicas e privadas do Brasil. A questão central que a norteia é como as organizações de ensino superior vivenciam e gerem a diversidade cultural no dia a dia de trabalho? Diante disso a pesquisa utilizará métodos mistos para investigação, a princípio com o uso de um questionário dividido em 7 seções com padrão de respostas tipo Likert. Conta com uma equipe de 5 pessoas (coordenador, técnico administrativo e acadêmicos). Prevê um prazo para execução de 18 meses para o apontamento de resultados. Espera-se obter com a pesquisa um panorama geral das publicações na área, status da gestão da DV nas IES, bem como, abertura de uma linha de pesquisa na área e assim, promover articulações entre universidades para fomento do conhecimento e aprendizado acadêmico.

Palavras-chave: Diversidade Cultural. Instituição de Ensino Superior. Inclusão. Igualdade.

1 INTRODUÇÃO

O tema diversidade é atual nas organizações, em função das crescentes pressões de grupos específicos, pelo reconhecimento de identidades e inclusão. No momento histórico em que, por exemplo, gênero, raça/cor/etnia, deficiências, entre outros temas relevantes, ganham espaço social, as organizações têm demonstrado dificuldades em fazer frente a essas novas exigências. A pesquisa proposta busca preencher lacunas, assim como integrar-se a outras já realizadas sobre esse tema tão relevante, propiciando desenvolver teoricamente o tema, assim como subsidiar a gestão da diversidade nas organizações públicas e privadas.

O objetivo dessa pesquisa é investigar a diversidade cultural nas instituições de ensino superior públicas e privadas no Brasil. A questão central que a norteia é como as organizações de ensino superior vivenciam e gerem a diversidade cultural no dia a dia de trabalho? A mesma nos conduz a outras interrogações mais específicas, que serão endereçadas ao longo da pesquisa: a gestão da diversidade cultural nas IES favorece a inclusão e a aceitação ou tende a resultar em isolamento e exclusão de determinados grupos? IES brasileiras estimulam ou evitam a diversidade em seus grupos de trabalho? Existe legislação ou políticas públicas aplicáveis e complementares à gestão da diversidade em organizações de ensino superior? Seguindo linha de pesquisa em diversidade e trabalho, o presente projeto de pesquisa insere-se em questionamentos mais amplos e complementares à pesquisa anterior referida: como o processo de inclusão laboral de grupos específicos de trabalhadores - mulheres, pessoas com deficiência, de outras cores/raças/etnias - nas organizações esclarece sobre a gestão ética empresarial? Como o estudo das trajetórias de inclusão laboral desses grupos esclarece sobre a concepção de diversidade em uma sociedade?

A pesquisa se propõe a coletar os dados em IES de vários estados brasileiros por meio de uma survey com servidores e funcionários de instituições públicas e privadas (pessoal técnico-administrativo e docentes). O instrumento de coleta de dados (questionário) foi construído com base no instrumento utilizado por Presotti (2011) para a sua pesquisa sobre diversidade cultural e inclusão nas organizações brasileiras. O instrumento a ser aplicado na pesquisa será descrito no decorrer deste estudo. O questionário será enviado para universidades brasileiras, distribuídas em todo o território nacional.

O método pretendido propicia a aplicação extensiva, pois a difusão e aplicação dos questionários será realizada com instituições parceiras do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (CEPA), que conta com equipe treinada. Essa é uma contraparte importante para o sucesso do projeto, que conta com uma equipe de entrevistadores treinados e suporte de análise estatística. A presente investigação visa contribuir para:

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a) a montagem do mapa da gestão da diversidade no Brasil;

b) elaboração teórica sobre concepções de inclusão da diversidade presentes na gestão de pessoas em instituições de ensino superior;

c) conhecimento de experiências de inclusão de trabalhadores pertencentes a grupos específicos, principalmente em relação aos lugares que ocupam nas organizações e possibilidades de carreira e desenvolvimento profissional;

d) criação de linha de pesquisa em ética e gestão da diversidade na Pós-Graduação em Administração da UFRGS; e) consolidação da cooperação em pesquisas com o Departamento de Educação Especial da Universidade de Macerata, Itália, coordenado pela Prof. Dra. Catia Giaconi.

Após a breve introdução, apresentaremos o aporte teórico adotado na concepção do projeto, as atividades a serem desenvolvidas, o cronograma de execução do projeto, a descrição do instrumento de coleta de dados e, por fim, as conclusões sobre o estudo.

2 DIVERSIDADE CULTURAL: CONCEITO E REFLEXÕES

A diversidade cultural é “a representação, no sistema social, de pessoas com diferentes afiliações grupais de significância cultural” (MAZUR, 2010, p. 8, tradução nossa). Por diversidade cultural entende-se um conjunto de elementos segregados em três dimensões, como apresentado pelo mesmo autor:

a) dimensão primária (raça, etnia, gênero, idade e deficiência ou incapacidade);

b) dimensão secundária (religião, cultura, orientação sexual, modos de pensamento, origem geográfica, família, estilo de vida, status econômico, orientação política, experiências de trabalho, educação, idioma e nacionalidade);

c) dimensão terciária (crenças, premissas, percepções, atitudes, sentimentos, valores, normas de grupo). As posições geográfica, econômica e social de um indivíduo podem definir seu futuro escolar e profissional. O gênero, a religião, a cor, a etnia são fatores relevantes, se não determinantes, para a posição no mundo educativo e do trabalho (GIDDENS, 2012).

A representação cultural heterogênea do sistema social nas organizações é um dos principais aspectos que desafiam a gestão. Os diferentes grupos sociais existentes carregam consigo uma identidade cultural em que seus membros compartilham uma percepção de mundo semelhante. Entretanto, a pluralidade de identidades culturais no mesmo espaço organizacional pode desencadear uma situação conflituosa entre os grupos, instituindo-se, desse modo, possíveis barreiras emocionais, psicológicas; categorização social, preconceito e intolerâncias diversas (FLEURY, 2000; ALLEN et al., 2008; MAZUR, 2010; PRESOTTI, 2011).

2.1 OPERACIONALIZAÇÃO DA PESQUISA

A equipe do projeto conta com a participação de cinco integrantes, a saber: uma professora do PPGA/ UFRGS/Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho (coordenadora da pesquisa); dois alunos do PPGA/UFRGS, sendo um mestrando e uma doutoranda, ambos da área de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho; uma servidora técnico- administrativa responsável pela operacionalização da pesquisa no Centro de Estudos e Pesquisa em Administração (CEPA); e uma aluna de graduação (bolsista de iniciação científica).

Em relação às atividades a serem desempenhadas, as mesmas são descritas a seguir: Aplicação do questionário; Tabulação de dados; Análise, interpretação e construção do corpus; Levantamento bibliográfico em periódicos nacionais e internacionais, em plataformas especializadas; Publicação de artigos resultantes da pesquisa; Divulgação científica em congressos nacionais e internacionais; Produção e entrega do Relatório Final.

Quanto ao cronograma, tem-se a aplicação do instrumento até agosto de 2018. Como um estudo prévio, que servirá de contextualização do assunto e mapeamento da produção científica nacional e internacional sobre a temática, está sendo realizado um levantamento bibliográfico sob a coordenação do mestrando e da doutoranda participantes do projeto e operacionalizado pela aluna bolsista do projeto e demais pesquisadores do CEPA.

Universidade do Oeste de Santa Catarina – 10 a 12 de setembro de 2018 Sobre o instrumento a ser aplicado na coleta de dados, descrevemos a estruturação do mesmo: o instrumento está subdividido em sete seções (Quadro 1). Na abertura da pesquisa expressamos o conceito de Diversidade adotado, para situar o respondente (conceito):

Temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.” (SANTOS, 2003).

As seções buscam entender a relação do indivíduo com os grupos de trabalho (a equipe a qual pertence, os colegas de trabalho no setor/departamento) na instituição.

Detalhadamente, o foco das seções é descrito no quadro 1. As pessoas que participarão da pesquisa devem responder ao questionário de acordo com a “frequência de ocorrência” dos itens apresentados de acordo com uma escala que varia de 1 a 5, sendo: (1) Nunca; (2) Raramente; (3) Algumas vezes; (4) Frequentemente; e (5) Sempre.

Quadro 1 – Descrição do questionário da pesquisa

N. da

seção Contexto questõesN. de Observações

Seção 1 No meu grupo de trabalho/equipe/setor 20 Busca-se compreender a percepção do respondente sobre a sua contribuição ao grupo de trabalho e como o grupo se posiciona quanto ao trabalho/atitude/ações do respondente.

Seção 2 As identidades do responden-te com os grupos dos quais

faz parte 04

Busca compreender as identidades do indivíduo em relação, por exemplo, ao gênero, etnia, raça, idade, orientação sexual, religião, cultura, nacionalidade etc.

Seção 3 Comportamento do indiví-duo no grupo de trabalho

atual 12

Salienta-se ao indivíduo ter em mente a sua posição no seu gru- po de trabalho atual.

Seção 4 Comportamento do grupo de trabalho 18

Salienta-se ao indivíduo pensar os comportamentos do grupo de trabalho de acordo com as alternativas informadas. De modo geral, busca-se compreender as relações interpessoais que se formam no cotidiano do grupo de trabalho.

Seção 5 Comportamentos demons-trados na organização 06

Solicita-se ao respondente pensar a organização/instituição como um todo, questionando sobre a existências de programas/ capacitações/treinamentos voltados à diversidade e a atuação dos gestores.

Seção 6 Fatores organizacionais 04

Questiona-se sobre o nº de servidores da instituição, nº servi- dores do setor e sobre a existência de iniciativas de diversidade (cotas, valorização de minorias) e sobre a participação do res- pondente em treinamentos em diversidade.

Seção 7 Descrição do local de tra-balho 11

Questiona-se acerca do tempo de trabalho na instituição, o ní- vel hierárquico que o respondente se situa, o tempo médio de contato direto com os colegas do setor de trabalho, o nível e cargo (pois contemplamos instituições públicas), a diversida- de do setor (gênero [masculino, feminino], orientação sexual, raça/etnia, nacionalidade, idade, deficiência), escolaridade, rela- ção do respondente com o grupo de trabalho quanto ao gênero (proporção de homens e mulheres), a faixa etária predominante no setor, e a relação do respondente com o grupo de trabalho quanto à idade (proporcional à idade do respondente).

Ao final do questionário solicita-se ao respondente informar o estado, a cidade e a universidade de filiação.

Fonte: os autores.

3 CONCLUSÃO

Este projeto, apesar de ainda se encontrar em fase de construção, possui grandes contribuições para os estudos sobre diversidade, no sentido amplo da palavra. Seja em nível nacional, seja internacionalmente, os debates sobre diversidade se aquecem e se multiplicam nas mais diferentes esferas sociais e do trabalho. Nesse sentido, o

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presente estudo possui a importante missão de refletir sobre as práticas organizacionais e seus impactos sobre os trabalhadores e como esses também percebem tais práticas, a sua relação com o coletivo e o papel que desempenha dentro de coletividades que se formam no interior das organizações.

Pensando-se no avanço da ciência no campo da diversidade, o estudo possui amplo potencial de desenvolvimento téorico, pois contribuirá para a geração de literatura na área. No senso prático ou empírico, suscitará reflexões oportunas que tendem a colaborar para a adoção de novas práticas e novos sentidos para a gestão e para as relações sociais que se estruturam nas instituições investigadas.

REFERÊNCIAS

ALLEN, Richard S. et al. Perceived diversity and organizational performance. Employee Relations, v. 30, n. 1, p.

20-33, 2008.

FLEURY, Maria Tereza Leme. Gerenciando a diversidade cultural: experiências de empresas brasileiras. RAE – Re- vista de Administração de Empresas, v. 40, n. 3, p. 18-25, 2000.

GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012.

MAZUR, Barabara. Cultural diversity in organizational theory and practice. Journal of Intercultural Manage- ment, v. 2, n. 2, p. 5-15, 2010.

PRESOTTI, Luara. Gerenciar a diversidade cultural nas organizações: caminhos para a inclusão. 2011. 152 p. Dis-

sertação (Mestrado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações)–Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2011. SANTOS, Boaventura de Sousa. Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitanismo multicultural. Rio

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ARTE MARCIAL, CORPO E CUIDADO DE SI: (RE) SIGNIFICAÇÕES

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