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3. Literature Review

3.2 Mitigation and Prevention of Diarrheal Diseases

3.2.2 Defining Sanitation and Hygiene

Para a melhor compreensão do conceito de liderança, convém distingui-lo de outros conceitos com os quais se confunde e, muitas vezes, se sobrepõe. Seguidamente, distinguiremos sucintamente liderança de gestão, para facilitar a compreensão daquilo que neste estudo entendemos por liderança em contexto escolar.

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2.1 A liderança e a gestão

A escola pública portuguesa vê-se, hoje, confrontada com problemas complexos, resultantes não só das mudanças rápidas e constantes sofridas pela sociedade, mas também por se encontrar num momento crítico quanto à implementação das mudanças preconizadas pelas várias reformas educativas.

Os conceitos de líder e de liderança podem ter numerosos significados, não existindo uma conceção que seja correta, refletindo as diversas definições, contextos e perspetivas diversas. O autêntico líder entende- se, normalmente, como aquele indivíduo capaz de dinamizar e conduzir pessoas ou grupos de pessoas numa determinada direção, e deve contar a cada momento com a aceitação voluntária dos seus seguidores e com a participação livre e cooperativa destes, na definição da obtenção de objetivos favoráveis ao grupo. Fishman (2004) citado por Silva diz que “liderar é como ver através do telescópio, gerir é como ver através de um microscópio. Ambos os instrumentos são úteis, mas são usados para fins completamente diferentes”. (Silva, 2010: 77) Naturalmente que os dois conceitos se sobrepõem.

É importante que as estruturas formais de influência numa organização se apoiem nas estruturas informais, pois, se isto não acontecer, os riscos de tensão e dificuldade de funcionamento multiplicam-se e as resistências do grupo podem boicotar a influência das estruturas formais.

A liderança, para Herberg e Blanchard (cit por Chiavenato 1983: 434), é o processo de exercer influência sobre o indivíduo ou um grupo de indivíduos, nos esforços para a realização do objetivo em determinada situação. Deste modo, o líder, para o grupo, surge como meio para a satisfação das suas necessidades. A liderança implica o processo de exercer influência na vida do grupo, com vista a determinadas finalidades, havendo deste modo o desempenho de funções, papéis, segundo diversos estatutos. A liderança pressupõe ainda, que a pessoa influente tenha capacidades para exercer efetivamente um determinado poder, bem como competências reconhecidas pelos que estão envolvidos num grupo para que haja cooperação e aceitação das diferenças e sejam atingidos os objetivos, válidos, úteis e possíveis (idem: 86).

Na perspetiva de Fullan (2003), a liderança não é mobilizar os outros para resolverem problemas que nós já sabemos como resolver, mas antes ajudá-los a enfrentar os problemas que nunca foram resolvidos. Sendo assim, os líderes devem ter conhecimentos, ideias e estratégias que nos ajudam a lidar com problemas complexos que não têm respostas fáceis.

Nos últimos anos, a escola pública tem sido submetida a uma pluralidade de medidas e programas reformadores com implicações visíveis a nível da sua organização e administração, das relações laborais e das identidades profissionais dos professores, do clima de trabalho e das metodologias pedagógicas, da reconfiguração das relações de poder e dos perfis de liderança, entre outras dimensões pertinentes. O campo da gestão e da liderança destacou-se como um dos mais dilemáticos e controversos no atual contexto das

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políticas educativas, justamente, por representar o espaço onde se disputam e entrecruzam, por um lado, os valores da cidadania e da participação democrática e, por outro, os valores da gestão e da eficácia técnica.

Muitas vezes o segredo de uma liderança partilhada passa por saber em que situações o líder deve agir como chefe e em que situações deve atuar como um parceiro. A liderança parece estar intimamente relacionada com as competências de comunicação e de transmissão de ideias.

No exercício da liderança o líder procura oportunidades, procura modos inovadores de mudar, crescer e melhorar, experimenta e corre riscos, gerando constantemente pequenas vitórias e até pode aprender com os erros. É a ele também quem cabe incentivar a colaboração dos seus seguidores promovendo objetivos comuns e construindo confiança, fortalecendo-os e partilhando informações, mas é só a ele enquanto líder que lhe cabe o poder de decisão. No entanto, reconhece, igualmente, os contributos, mostrando apreciação pela excelência individual e celebra valores e vitórias, criando um espírito de grupo.

Associado ao conceito de liderança surge, também, o conceito de gestão, claramente distintos, embora não necessariamente indissociáveis, são considerados equivalentes, e por vezes confundidos. Importa então problematizá-los e conhecer as motivações na base dos diferentes posicionamentos e esclarecer a importância de cada uma destas funções.

Durante algum tempo, alguns autores mantiveram a distância entre estes dois conceitos atribuindo- lhes funções diferenciadas. Por esta razão, Bennis, Kotter, Saleznick, traçaram uma fronteira para distinguir o gestor do líder considerando que a pessoas diferentes competem funções também muito diferentes, que não podem ser desempenhadas pela mesma pessoa. (cit in Tavares, 2004). Na perspetiva destes autores existem algumas diferenças fundamentais que opõem estes conceitos. Assim, consideram que a liderança é o sistema de ação apropriado para lidar com a mudança, e a gestão, é o sistema de ação para lidar com a complexidade. Enquanto a liderança encara a mudança permanente nas organizações com uma capacidade constante de adaptação, de deitar fora o velho e de inovar; a gestão, por outro lado, cria a ordem onde o gestor assume a responsabilidade.

Liderar é criar uma nova visão que sirva os interesses das pessoas em causa, e gerir é pôr em prática as ações necessárias para realizar a nova ordem, ou seja, planear, organizar, coordenar e controlar. Deste modo, liderar significa criar nos outros adesão à nova visão, alinhar os interesses das pessoas e mobilizá-las. Gerir pressupõe distribuir objetivos, atribuir funções, coordenar os esforços dos colaboradores, atingir os resultados pretendidos, contratar pessoas, atribuir metas e delegar responsabilidades.

Na verdade, enquanto liderar corresponde ao ato de motivar e contribuir para a satisfação das necessidades dos seguidores, aumentando o potencial das pessoas e fazer dos seguidores lideres, gerir é recompensar as pessoas segundo o seu resultado.

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No ponto seguinte, iremos tratar a questão da liderança escolar assumindo desde já que a escola tal como já referimos anteriormente, está a passar por uma transformação, evoluindo de escola como serviço local do estado para um espaço comunitário, envolvendo todos os que nela interagem. As transformações, exigem novas competências e a escola passou a ser vista como uma organização moderna, flexível e capaz de dar respostas tão diversificadas ajustando-se assim aos diferentes contextos sociais em que se encontra inserida.