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A Ordem dos Enfermeiros identificou a Escala de Avaliação das Competências de Desenvolvimento Infantil dos 0 aos 5 anos (Schedule GrowingSkills II) como um dos testes para a avaliação do desenvolvimento, no Guia Orientador de Boa Prática em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica – “Promover o Desenvolvimento Infantil dos 0-5 anos”.

A SGS II é o resultado do trabalho desenvolvido pela Dr.ª Mary Sheridan, tendo sido posteriormente testada e melhorada no âmbito de um projeto de investigação desenvolvido em Inglaterra. Foi publicada pela primeira vez em 1987, por Martin Bellman e Jonh Cash. Posteriormente em 1996, foi realizada uma profunda revisão da SGS, que deu lugar à segunda edição (SGS II), por Martin Bellman, Sundara Lingam e Anne Aukett.

Segundo Bellman, Lingam andAukett (2003) a aplicação da SGS II permite ao profissional obter um quadro global das competências de desenvolvimento da criança nas diferentes áreas. Para que o rastreio não se transforme num mero trabalho de recolha de dados, deve existir um sistema que permita uma atuação que seja consistente com os resultados obtidos, bem como opções de encaminhamento bem definidas.

Segundo Bellman, M. Lingam, S. Aukett, A. (2003) o sistema desenvolve-se em fases:

O encaminhamento que sucede ao rastreio exige uma efetiva comunicação entre todos os profissionais, que utilizam uma terminologia desenvolvida e específica. Esta colaboração é essencial para apoiar eficazmente a criança. A avaliação pode ser conduzida em instituições especializadas ou

nos centros de saúde, onde a primeira fase foi realizada. Para problemas mais complexos, as crianças confirmadas ou suspeitas de terem um problema significativo ao nível do desenvolvimento são avaliadas pelas diversas especialidades para avaliar a criança como um todo, nos casos de suspeita de atraso ou desvio do desenvolvimento. O objetivo desta avaliação é fazer um diagnóstico específico do problema ou identificar necessidades específicas de modo a proporcionar um acompanhamento especializado à criança. O objetivo do acompanhamento é cuidar dos problemas da criança. O plano de apoio deve ser definido para ir de encontro às necessidades da criança e da família. As questões práticas devem ser observadas, tais como onde a criança será observada (escola ou domicílio); com que frequência e em que contexto.

Segundo Bellman, Lingam, Aukett, (2003) a participação e o consentimento dos pais são sempre necessários e as suas preocupações devem ser analisadas com toda a seriedade. Para Freitas (sd) essa participação é o momento em que clarificamos quais as necessidades reais e dificuldades da família, desenvolvendo desta forma uma relação de parceria, disponibilizando ajuda de acordo com a sua individualidade.

Aplicação da SGS II

Ambiente tranquilo, profissionais treinados e material adequado.

A folha de registo é constituída por 4 páginas e pode ser utilizada em várias fazes da avaliação da criança dos 0 aos 5 anos. A folha apresenta 179 itens agrupados em 9 escalas de competências englobadas em 6 áreas de competências:

• Função motora grosseira e postura (competências no controlo postural passivo, competências no controlo postural ativo e competências locomotoras);

• Função motora fina (competências manipulativas); • Visão (competências visuais);

• Competências auditivas, na fala e na linguagem (competências na audição e linguagem e competências na fala e linguagem);

• Desenvolvimento social (competências na interação social); • Autonomia pessoal (competências na autonomia pessoal).

Com a folha de perfil obtém-se o perfil de desenvolvimento das competências da criança, através da transferência dos scores obtidos em cada área da folha de registo.

O Kit SGS II possui: Manual do utilizador; manual técnico; 12 cubos coloridos de 2,5 cm; chávena; roca; conta e fio; boneca; escova; colher; bola pequena; 10 cartões pequenos coloridos cada um com uma cor diferente e um cartão grande com as 10 cores; um livro de figuras; pinos e tabuleiros para pinos; pompom; 2 quadros de encaixe (um de figuras geométricas e outro de peixes); cartão de letras para visualização à distância (teste de visão STYCAR); cartão para identificação de 9 letras (teste de visão STYCAR). O utilizador necessita ainda de lápis, papel, livro de histórias em papel com ilustrações, cronómetro ou relógio com indicação de segundos.

O manual do utilizador destina-se a todos aqueles que aplicam a SGS II e inclui as instruções de cotação e interpretação, quer para a folha de registo, quer para a de perfil.

Reunido todo o material necessário à avaliação, inicia-se a aplicação da SGS II com o preenchimento da folha de registo. Sempre que aparecer o símbolo ■ é necessária a utilização de material de estímulo.Para se obter a pontuação total de cada área de competências, é necessário somar as pontuações mais elevadas alcançadas em cada grupo de competências. Se a criança tem insucesso num determinado item, mas realiza com sucesso um item superior do mesmo conjunto, é considerado o resultado mais elevado alcançado. Após o seu preenchimento o avaliador obtém um conjunto de pontuações que refletem o desempenho da criança.

A escala cognitiva deverá ser cotada apenas nos casos em que se suspeita que a criança tem algum tipo de atraso em competências cognitivas, ou para investigar resultados discrepantes entre as competências cognitivas e outros aspetos do desenvolvimento. O sistema de cotação é diferente das outras escalas porque consiste na simples contagem dos itens. Na folha de registo os itens com conteúdo cognitivo estão assinalados com um círculo ○ em torno do número do item.

Após o preenchimento da folha de registo, são transferidos os resultados totais por escala para a folha de perfil. Ao converter os resultados em idades de desenvolvimento, obtém-se um gráfico com as áreas mais fortes e menos fortes da criança. Nesta folha já devem estar preenchidos os dados de identificação da criança e traçada uma linha horizontal ao longo do gráfico que represente a idade cronológica da criança (crianças até aos 48 meses). Quando a idade não aparece na folha, deve-se traçar uma linha ao longo da idade inferior que mais se aproxima da criança. Se a criança tiver idade compreendida entre os 48 e os 53 meses traça-se a linha ao nível dos 48 meses de idade. Se tiver uma idade compreendida entre 54 meses e 59 traça-se a linha no ponto de intersecção entre os 48 e os 60 meses. Para mais clareza pode-se colocar a idade cronológica exata em meses na margem esquerda da linha.

A pontuação total duma escala deverá ser colocada na coluna respetiva da folha de perfil, preenchendo-se a área a cor ou a tracejado.

Todas as escalas deveram ser preenchidas para que se possa comparar as áreas fortes e menos fortes do desenvolvimento. Deverá ser assinalado na parte inferior do gráfico, com um “Q”, a fraca qualidade do desempenho de uma determinada área, devendo ser verificada na avaliação seguinte. Caso se confirme a necessidade de encaminhamento, podemos preencher o campo “Encaminhar para” no cabeçalho da folha de perfil.

Quando a folha se encontrar devidamente preenchida, pode-se passar à interpretação dos dados, comparando-se os resultados obtidos (idade de desenvolvimento) com a linha desenhada ao longo da coluna (idade cronológica). Se a idade de desenvolvimento está compreendida entre um intervalo acima ou um abaixo da idade cronológica a discrepância é considerada pouco relevante. No entanto, se a idade de desenvolvimento for superior a um intervalo, abaixo da idade cronológica da criança, já poderá ser significativo e o encaminhamento deverá se considerado como uma possibilidade. O profissional deverá então ter em consideração a necessidade do conhecimento de outros fatores como predisposição genética, o nascimento pré-termo, a estrutura familiar, o percurso escolar, a interação social, as atividades lúdicas e a história clínica.

Referências Bibliográficas

Bellman, Lingam andAukett (2003). SGS II – Escala de Avaliação das Competências no Desenvolvimento Infantil, Manual Técnico. Lisboa: Coleção Diagnostico Psicológico.

Bellman, Lingam andAukett (2003). SGS II – Escala de Avaliação das Competências no Desenvolvimento Infantil, Manual do Utilizador. Lisboa: Coleção Diagnostico Psicológico.

FREITAS (sd) – Aos olhos de uma criança. Acedido em 14-02-2014. Disponível em: http://www.ordemenfermeiros.pt/sites/madeira/informacao/Documents/Artigosenfermeiros/AosOlhosdeUm aCriança,Regina Freitas,EnfermeiraEspecialistaemSaúdeInfantilePediátrica.pdf

Parecer nº 04/2010 de 18 Novembro (2010). Escala de avaliação das competências de desenvolvimento infantil dos 0-5 anos SGSII: Existência de validação para a população portuguesa e valor para o fim a que se destina. aprovado por Mesa do colégio da especialidade de enfermagem de saúde infantil e pediátrica (18-11-2010)

Autor: Ruth Griffiths População: Crianças

Idades 0 - 2 anos. E dos 2-8 anos Aplicação: Individual

Duração: Variável

Descrição: Avalia o ritmo de dese desde o nascimento até aos 2 anos http://www.cegoc.pt/teste/esca de-griffiths-0-2-anos/

A Escala de Desenvolvimento M permite diagnosticar perturbaçõ Griffiths teve como intenção ini significativas da evolução cogn que em situações de risco de al da condição mental da criança deficits precocemente, evitando A primeira publicação da EDM destinava-se à avaliação de crian população inglesa, foram poste edição em língua portuguesa foi A avaliação do desenvolviment permite cotar os resultados de mais favorecidas e as mais desva O material para administração crianças pequenas que foram cu Ruth Griffiths desenvolveu as ED agrupamento em subescalas Locomoção, B - Pessoal / Soc Realização. Em cada área o comportamentos. A avaliação d desenvolvimento permite cotar desenvolvimento mais favoreci relação à média da faixa etár