6. DATA COLLECTION
6.3. D ATA : A FRICA VERSUS OTHER DEVELOPING AREAS
O sistema de transportes público de passageiros se deparam com desafios como o crescimento das cidades e as politicas públicas e ambientais (LOURENÇO, 2001). Por isso ele vem sendo constantemente discutido e de maneira geral, seu uso é considerado por especialistas fundamental para a melhoria do tráfego e da circulação nos grandes centros.
Torna-se evidente a busca pela excelência como o caminho a ser trilhado pelas empresas que exigem tratamento em diversas áreas, tais como: logística, assistência técnica, segurança, meio ambiente e manutenção. As consequências desta atuação em várias áreas demandam aos custos de manutenção um olhar técnico e cientifico.
Frente aos desafios e as pressões da sociedade por um serviço de transporte de qualidade, as empresas buscam meios de equilibrar seus gastos. A gestão dos custos de manutenção tem sido estratégica, principalmente no sentido de manter a disponibilidade econômica e operacional dos veículos, uma constante nesse desafio. Os tradicionais métodos de custeio, comuns a diversas realidades não respondem por completo as pressões competitivas. Nesse sentido novas propostas, no mínimo desejáveis, devem contemplar principalmente os recursos indiretos, valores crescentes com o nível de competitividade e complexidade das organizações.
O modelo apresentado à medida que busca diminuir as lacunas existentes na literatura detalha os custos de manutenção nos ambientes internos e externos de sua demanda. A aplicação de métodos de custeios modernos como ABC associado
à Gestão de Projetos, de fato resultou um suporte ao gerenciamento dos custos de manutenção em transporte público de passageiros.
Resultados evidentes motivam a aplicação do modelo em processos logísticos semelhantes. Não permitem generalizações plenas, dada às limitações da pesquisa e mesmo a necessidade de aprofundar outros aspectos do estudo. Características específicas às diversas realidades precisam ser consideradas quanto sua adoção. Logo, a partir do caso em estudo é possível afirmar que o modelo é aderente a processos de manutenções de transportes que mantenham semelhantes aspectos. As aplicações a outras realidades devem contemplar as diferentes características, e são oportunidades de comparação e avanço ao modelo.
São consideráveis as seguintes conclusões em relação aos objetivos específicos que foram:
Primeiro objetivo específico: elaborar a cadeia de valor da organização
estendida à manutenção.
A análise a partir da Cadeia de Valor Genérica de Transporte Público
(CVGTP) posicionou estrategicamente a manutenção frente às atividades da
organização. Há interações proporcional e simultânea entre sistema de manutenção e operacional (trafego de veículo) ao longo de toda a cadeia.
Logo, a manutenção é suporte logístico as operações de transportar passageiros garantindo a disponibilidade dos veículos e serviço nos ambientes extramuros e ultramuros da organização. Sua função principal é garantir a disponibilidade operacional e econômica dos veículos. Essa relação é extensiva às atividades administrativas, onde também há suporte direto e indireto de manutenção aos diversos setores.
Para compreender como se acumulam os custos de manutenção ao longo desses processos foi indispensável delinear essas complexas atividades numa cadeia de valor mais específica. Assim, uma extensão resultou numa Cadeia de
Valor Específica de Manutenção em Transporte Público (CVEMTP) a qual detalha as
micro-operações e macro-operações do processo.
As operações de manutenção e as atividades de apoio foram mapeadas e agrupadas em macroatividades (conjunto de serviços/tarefas de manutenção). São serviços interdependentes que a partir de uma ocorrência específica podem demandar diversos outros serviços ao longo da cadeia de atividades.
Os veículos de maneira isolada ou agregada consomem as diversas macroatividades de manutenção: por ocasião de uma interrupção ao longo da operação dos serviços, nos termais entre intervalos de viagens, ou ainda ao demandar qualquer intervenção de manutenção nas garagens.
Dessa forma o primeiro objetivo foi plenamente atendido. A especificidade da cadeia de manutenção à medida que detalha os processos oportuniza outras análises, a exemplo do custeio das atividades, foco do próximo objetivo.
Segundo objetivo específico: aplicar o método ABC integrado a Gestão
de Projetos para custear as atividades de manutenção.
A adoção do ABC como método de custeio acurou os custos e calculou o valor dos três objetos de manutenção: primeiro o custo das macroatividades, em seguida custeou o produto da manutenção, o ônibus revisado e por último a parcela específica de cada custo de manutenção produzido pelos veículos nas linhas
operacionais.
As macroatividades de manutenção agrupam um conjunto de tarefas que por caracterizar serviços específicos é também um produto final, portanto um objeto de custeio. Os valores apurados entre as 42 macroatividades evidenciaram os custos dos serviços, com destaque para os Serviços de Pneus e os Serviços Mecânicos como as atividades mais custosas da manutenção (R$ 367.780,00), ou seja, (31%) dos custos totais. No entanto ao apurar o custo unitário os Serviços de Montagens,
Pinturas e Revisões preventivas apresentam maior custo por unidade de serviço ver
(Figura 55).
Em relação aos custos diretos e indiretos de manutenção dos veículos/ônibus, a adoção do ABC comprovou-se um método realístico para acurar o valor dos insumos, da mão-de-obra direta e parcela de custos indiretos. Os resultados conclusivos nesse sentido viabilizam o método como apropriado para o custeio final dos veículos.
Um terceiro estágio complementou a fase de custeio, ao distribuir às linhas
operacionais a parcela de custos produzida por cada veiculo em função de fatores
exclusivamente ligados ao tempo de manutenção e operação. O índice de rastreio operacional (IRO) permitiu essa transferência de valor e validou os resultados em (4) das (52) linhas operacionais.
O custeio por três estágios à medida que rastreia os elos dos custos ao longo da cadeia de valor identifica as reais parcelas produzidas nas diversas linhas. Logo, para processos de manutenção, o quilômetro percorrido, o tempo de viagem e o tempo de manutenção são fieis direcionadores para rastreio dos custos gerados, e posterior identificação de fatores que ocasionem as interrupções não planejadas.
Os valores apurados demonstram variações de (-R$ 39.545,00) a (+R$ 37.115,00) no custo final da linha. Comprovou-se que as parcelas de custos de manutenção produzidas pelos veículos fora de suas linhas efetivas são relevantes, e se custeados unicamente na linha de origem produzem distorções no valor final.
Dessa forma foi plenamente atendido o segundo objetivo específico.
Terceiro objetivo específico: apresentar indicadores de gerenciamento
dos custos de manutenção em transporte público de passageiros.
Uma lista de indicadores de custo é resultante da análise da cadeia de valor específica de manutenção e dos respectivos valores apurados sobre seus processos. Os indicadores, (33) no total, revelam aspectos do comportamento dos custos ao longo dos processos de manutenção e destaca o consumo de insumos, mão-de-obra e as parcelas indiretas de custos.
O conjunto de indicadores apurados refletem os valores e as intensidades de uso dos recursos e foram classificadas em: Indicadores Primários, Indicadores de Apoio e Indicadores Gerais. Os Indicadores de Apoio medem os processos que dão suporte as atividades de operação. Os indicadores primários medem os recursos consumidos pelas operações de manutenção, as quais suportam as atividades primarias. Os indicadores gerais mensuram os valores dos insumos. O quadrolll a seguir resume e posiciona os indicadores pesquisados na cadeia de valor da manutenção:
Quadro 31 - Indicadores de Custos de Manutenção em Transporte Público de Passageiros
Fonte: Elaboração Própria
Legenda dos Indicadores
Aos indicadores apresentados, por cautela novas investigações podem comprovar o que esse instrumento de pesquisa apurou, eles demonstram claramente o comportamento dos custos ao longo da cadeia de valor da manutenção. Nesse sentido o terceiro objetivo específico foi plenamente atendido.
A motivação das atividades terceirizadas decorre prioritariamente por deficiência quanto à atualização técnica, o que faz da opção pela terceirização desses serviços uma vantagem econômica, muito embora deixe a planta de manutenção suscetível a fatores de controle exercidos pelas terceirizadas.
CAAI CAAID CAAII CMOA
4- Serviços Terceirizados
CAAT CAATD CAATI CMOT CTM
3- Apoio Indireto Serviços Indiretos Logística Externa Indireta Gestão RH MA 37 a 39 MA 40 a 41 MA 42 CSID CLEI CGRH 2- Apoio Direto Serviços diretos Logística Interna DIRETA Logistica Externa Direta Aquisições Tecnologia Informação MA 21 a 26 MA 27 a 30 MA 31 MA 32 a 33 MA 34 a 36
CSDI CLID CLED CAQS CTIC
CAPD CAPI CMOP CAP
1- Operações de Manutenção
Op. Vitais Preventivas
Op. Vitais
Corretivas Op. Essenciais MA 01 a 05 MA 06 a11 MA 12 a 20
COVP COVC COES
CDM CIM CMOM CMVeic
CINSUMO CInsI CInsE
ATIVIDADES PRIMÁRIAS DE MANUTENÇÃO
INDICADORES GERAIS
ATIVIDADES DE APOIO DE MANUTENÇÃO
CAP Custos totais das Atividades Primárias (OPM) CGRHCustos (GRH) = Gestão de RH CINSUMOCustos totais com Insumos de Manutenção
COVP Custos das (OVP)=Operações Vitais Preventivas CAAI Custos totais das Atividades de Apoio Interno. CInsI Custos dos Insumos Internos de Manutenção
COVC Custos das (OVC)=Operações Vitais Preventivas CAAIDCustos Diretos das Atividades de Apoio Interno. CInsE Custos Externos dos Insumos de Manutenção
COES Custos das (OES)=Operações Essenciais CAAII Custos Indiretos com as Atividades de Apoio Interno. CMãoObraCustos Totais com Mão de Obra de Manutenção.
CSDI Custos dos (SDI) = Serviços Diretos CMOACustos com Mão-de-Obra Apoio Interna. CMVeic Custos Medio Manutenção Por Veículos
CLID Custos da(LID) = Logística Interna Direta CAPD Custos Diretos das Atividades Primárias. CAAT Custo total das Atividades de Apoio Terceirizadas.
CLED Custos da(LED) = Logística Externa Direta CAPI Custos Indiretos das Atividades Primárias. CAATD Custos Diretos das Atividades Apoio Terceirizados.
CAQS Custos de Aquisições (AQS) = Aquisições CMOPCustos com Mão-de-Obra Primária. CAATI Custos Indiretos das Atividades de Apoio Terceirizadas.
CTIC Custos (TIC) = Tecnologia Informação Comunicações CDM Custos Diretos de Manutenção CTM Custos Terceirizados de Manutenção.
CSID Custos (SID) = Serviços Indiretos CIM Custos Indiretos de Manutenção CMOT Custos com Mão-de-Obra Terceirizada.