5. ANALYSIS
5.3 C HALLENGES LINKED TO R OLLING F ORECASTS
5.3.6 Conflict behind Purpose of Meetings and Forecasts
Neste ponto da fundamentação, apresentam-se os conceitos que caracterizam o objeto (tema) deste estudo, uma “taxonomia facetada navegacional”. Como já conceituado anteriormente, tradicionalmente, uma taxonomia é apresentada na forma de uma hierarquia, representando um domínio. Uma taxonomia facetada, por sua vez, apresenta um domínio segmentado em facetas, sendo que, em cada faceta, há uma hierarquia, e as possíveis relações entre as facetas podem indicar a multidimensionalidade de um termo nesse mesmo domínio.
Já o termo “navegação”, em ambiente digital, refere-se à técnica interativa, utilizada para acessar um conjunto de informações. O verbete “navegação” do Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia explica essa noção apresentando a definição:
pesquisar (ou navegar) em um programa, procurar comandos, percorrer um documento e buscar informações [...] [que é o] processo dos usuários interagindo com um sítio visando satisfazer suas necessidades de informação [...], [navegando] em sítios por meio de busca e folheio de objetos com conteúdo (CUNHA; CAVALCANTI, 2008, p.257).
Dessa maneira, percebe-se que o sentido de “navegação” indica a possibilidade de o usuário explorar o conteúdo de um banco de dados através da navegação. Nesse sentido, Bonilla (2005, p.139) afirma que “a navegação está baseada nas indexações e associações de idéias e conceitos, organizados sob a forma de links, os quais agem como portas virtuais que abrem caminhos para outras informações”. Na literatura nota-se que a
classificação de documentos de um domínio, visando à sua estruturação, é empregada como mecanismo para facilitar a recuperação de informações. Essa abordagem vem sendo denominada de “paradigma de navegação facetada45” (BROUGTHON, 2006; TZITZIKAS; ANALYTI, 2007; SACCO; TZITZIKAS, 2009).
Tendo isso em vista, é correto pensar que uma navegação facetada é o procedimento que o usuário realiza, percorrendo, interativamente, um conjunto de informações que estão ordenadas em facetas, de tal forma que possibilitam combinações multidimensionais, visando encontrar um conteúdo. Isso é corroborado por Tunkelang (2009, p.23), quando afirma que “a navegação facetada permite ao usuário elaborar uma busca progressivamente, e lhe permite perceber o efeito que a escolha que faz por uma faceta disponível opera nas outras facetas”. Além disso, esse tipo de navegação, no qual o usuário pode ir refinando sua busca a partir das opções que lhe são apresentadas, elimina a possibilidade de “resultados vazios”, pois somente são apresentadas a ele as facetas nas quais há conteúdos de informação.
Alguns autores fazem distinção entre “navegação facetada” e “busca facetada” (TUNKELAND, 2009), apontando que a “busca facetada” somente acontece quando é possível a combinação da busca direta (por palavras-chave) com a navegação facetada. Entretanto, a maior parte dos autores consultados usa ambos os termos como sinônimos BROUGTHON, 2006; OLSON, 2007; BREEDING, 2007; SUOMINEN; VILJANEN; HYVÖNEN, 2007; TVAROŽEK et al., 2008; TVAROŽEK; BIELIKOVÁ, 2007), para indicar a característica e ter informações estruturadas através de taxonomias facetadas, nas quais é possível buscar informações e explorar o conteúdo do banco de dados pela navegação por elementos dispostos em facetas.
Sendo um tema relativamente novo, ainda há divergência quanto ao melhor termo para indicar esse novo paradigma. Em vista disso, neste estudo consideram-se os termos “busca facetada” e “navegação facetada” como sinônimos, uma vez que são os termos mais comumente aceitos pela maior parte dos autores e porque considera-se que carregam um sentido mais adequado à CI, pois fazem alusão aos princípios da teoria da análise facetada.
Partindo do exposto, é preciso, ainda, apresentar um conceito para “taxonomia navegacional” que, segundo Conway e Sligar (2002, on-line), é criada para permitir que os usuários encontrem informações por meio da navegação. Para os autores, na criação da taxonomia navegacional há a decomposição do conteúdo de um documento ou domínio em categorias e facetas, com base em conceitos, a partir de uma lógica de organização pré- estabelecida. Assim, tem-se o estabelecimento dos termos através de similaridades,
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semelhanças, diferenças, afinidades e dependências, buscando associações. Os pesquisadores citam como exemplo de taxonomias navegacionais a página de busca da Microsoft Network46 (MSN) e a HomeAdvisor47.
Conway e Sligar (2002) afirmam, ainda, que uma taxonomia navegacional é, geralmente, criada para propósitos específicos de uso. Dessa forma, o reuso de suas categorias por outros sistemas está condicionado àqueles que possuírem idênticos propósitos e tipos de conteúdo, como em qualquer outro tipo de estrutura de modelagem informacional. Ademais, a estrutura da taxonomia navegacional expõe e permite ao usuário perceber o conteúdo do domínio, conforme demonstra a FIG. 4.
FIGURA 4 – Exemplo de taxonomia navegacional
Fonte: Conway e Sligar (2002, on-line).
Observa-se, a partir da FIG. 4, que uma taxonomia navegacional consiste em um conjunto de elementos passíveis de serem navegados em um SRI, de forma progressiva, restringindo a busca a um subconjunto de elementos que foi determinado com base nas relações existentes entre as facetas.
Partindo de tudo que foi exposto neste subcapítulo, pode-se chegar a uma conceituação para “taxonomia facetada navegacional”: é uma estrutura de organização
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Disponível em: <http://search.msn.com/>.
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composta de um sistema de categorias, sendo que, dentro de cada uma (categoria) é criada uma hierarquia de facetas e subfacetas, obedecendo a critérios pré-estabelecidos para a concepção das mesmas (categorias), o que permite atribuir diferentes dimensões (multidimensional) a um objeto (documento48). É, ainda, um sistema organizado sob a forma de links, através dos quais o usuário tem a possibilidade de navegar, de forma interativa, filtrando e restringindo sua busca em conformidade com sua escolha de facetas.
Por conseguinte, a busca realizada a partir de uma taxonomia facetada navegacional permite aos usuários explorar uma grande quantidade de informações, de forma flexível, através da navegação, de modo que a sobrecarga informacional possa ser minimizada. Sendo assim, o papel fundamental de uma taxonomia facetada navegacional é guiar o usuário na busca, explicitando as informações referentes ao conteúdo que realmente está disponível no banco de dados.
Dessa maneira, o usuário pode iniciar a formulação de sua questão a partir de qualquer uma das dimensões, o que facilita a busca e auxilia a recuperação de informações, tema este que merece uma atenção maior através do próximo tópico.