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Central mediator qualities of relevance for Juba

In document The Role of the Mediator (sider 38-42)

2. Theory Framework

2.4. Central mediator qualities of relevance for Juba

O modelo de cluster é pormenorizado a partir dos resultados das fases anteriores do projecto de doutoramento. A relevância do modelo reside na sua capacidade de descrever a dinâmica externa e interna do objecto de análise e de proporcionar as ligações adequadas para a compreensão das interacções recíprocas ao longo do tempo, ao abrigo de uma lógica não- determinística. Assim, recorrendo às definições conceptuais introduzidas em 4.1, o modelo deve permitir descrever a evolução da configuração socioeconómica, que foi definida como o resultado de uma combinação particular das variáveis macro e micro, o papel dos actores- chave, a evolução institucional e a emergência de compromissos de governança.

Como expresso no ponto 4.1, um problema produtivo é um dispositivo, um expediente, de análise, um subsistema, que nos permite lidar com a dinâmica de problemas industriais com elevado grau de homogeneidade. Neste caso, a homogeneidade emerge da presença de uma grande empresa industrial enquanto pólo de estruturação das relações entre actores.

No nosso caso, o problema de investigação apresenta características singulares para as quais necessitamos de adaptar o dispositivo teórico – conceptual desenvolvido previamente.

Em primeiro lugar, no âmbito do objecto de investigação existe um grande pólo estruturante do conjunto das actividades industriais do sector automóvel: a unidade da PSA. Embora, como foi identificado, os fornecedores prossigam actividades importantes que não são dirigidas à produção para montagem na unidade da PSA, é em torno desta fábrica, e por causa desta localização, que estas actividades são desenvolvidas neste local específico. Deste modo, de acordo com as definições anteriores, existe um único problema produtivo, com desenvolvimentos singulares no cluster automóvel.

Em segundo lugar, existem outras actividades industriais importantes na configuração socioeconómica em que o cluster automóvel está inserido. Estas actividades são identificadas e sumariamente caracterizadas quer quanto à sua importância industrial, quer quanto ao lugar que assumem na política industrial, neste último caso concorrendo com os actores-chave do cluster automóvel no acesso a recursos e a capacidade de iniciativa.

Em terceiro plano, o interesse particular do cluster da Galiza, e o que o torna singular como objecto de investigação, reside no facto de ser possível identificar um conjunto de instrumentos e de entidades institucionalizadas, de um âmbito muito mais abrangente do que seria de esperar fora das regiões core, numa indústria com as características de hierarquização referidas no sector automóvel. A sua identificação e génese são realizadas de acordo com o dispositivo de investigação desenvolvido.

A Figura 10 apresenta, em detalhe, os actores-chave presentes ao nível da configuração socioeconómica. Os elementos, de ordem teórica e metodológica, apresentados e o trabalho de identificação e caracterização prévio autorizam que se coloque como campo de investigação as seguintes áreas de evolução de compromissos / conflitos. Assim, ao nível específico do cluster, importa atender à:

1. Interacção entre a PSA e os fornecedores com os sindicatos e as comissões de trabalhadores;

a) Compreender os percursos de formulação e a especificidade de uma procura política que emerge dos processos de construção de compromissos de governança no âmbito de um problema produtivo;

b) Identificar e analisar os processos de mudança (inovação) institucional implementados em resposta a essa procura política;

c) Avaliar o impacto dessa mudança na dinâmica do problema produtivo.

Estas questões são abordadas à luz dos elementos anteriormente desenvolvidos, designadamente:

− a análise do conteúdo dos compromissos;

− a análise da constelação de actores-chave e dos conflitos que conduzem à formação ou à dissolução dos compromissos de governança;

− a análise das arenas institucionais de negociação, promovendo a caracterização das dinâmicas de interacção entre as instituições e os processos de governança.

A par da presença do construtor automóvel como actor-chave, que deu origem à sua modelação autónoma descrita no ponto anterior, o cluster é, igualmente, o palco de um conjunto de outros actores industriais, cuja inserção na configuração macroregional da indústria dá lugar a ligações dinâmicas externas que devem ser alvo da atenção.

Figura 10 – Modelo de Configuração Socioeconómica, Cluster, Actores e Interacções Empresa Integradora Bens Finais Fornecedor Fornecedor Fornecedor Fornecedor L ogística de in puts

Investigação Universitária Nacional

Instituições Políticas Regionais Governo Regional Política Industrial Agência Desenvolvimento Regional

Política Industrial Regional (horizontal e sectorial)

Política Industrial Nacional (horizontal e sectorial) Sistema Financeiro Capital de Risco Integração Política Nacional Centro Tecnológico I&D Coordenação Institucional Público Privado Logística de outputs Associação Fornecedores Sindicatos e comissões de trabalhadores Fornecedor Fornecedor Universidade Logística de

Figura 11 – O Modelo de Comércio do Cluster

Legenda

Empresas de diferentes dimensões

Complexo industrial

Fornecedor

Mercado de produtos finais

Mercado doméstico

Mercado internacional

Fonte: elaboração própria

O seu papel e a sua especialização podem ser caracterizados pela evolução da inserção nas trocas comerciais intra-indústria e dos mercados finais servidos. A abordagem teórica desenvolvida em 3.2, combinada com os resultados do ponto 8.3.1 ( Especialização Internacional) e o produto da avaliação prévia, em especial da análise das produções e da componente exportação, possibilitam materializar o modelo apresentado na Figura 11.

Neste modelo, uma empresa-chave está envolvida na produção de outputs finais diferenciados, no fundamental, em variedade. Estes bens finais têm como destino o mercado local e a exportação, no essencial, para a macroregião. Para produzir estes outputs, a empresa necessita de fornecimentos internacionais variados (e.g. motores) e de fornecimentos locais. O comércio intra-industrial é assimétrico, uma vez que envolve centros localizados que recebem uma variedade de inputs, os quais, quando processados, são enviados para serem integrados noutros locais. Deste modo, a diferentes localizações correspondem diferentes fases da cadeia de valor. Em resumo, é possível detectar diferentes tipos de produções e de fluxos:

a) Os bens finais diferenciados em variedade, produzidos no cluster, que têm como alvos o mercado doméstico, a Espanha, e a exportação;

b) Os bens intermédios de diferentes tipologias:

1) produzidos e integrados, localmente, nos bens finais; 2) produzidos no exterior e integrados, localmente, nos bens finais; 3) produzidos localmente e integrados no exterior; e 4) produzidos no exterior, processados localmente e integrados no exterior.

5. Indústria Automóvel – Uma Indústria Macroregional

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