6. Spillanalyser
6.2. Braid
As questões relativas ao Eixo 4 -Motivação Profissional - entre o pré-escolar e o 1ºciclo, é essencial perceber qual a opinião do Diretor do Agrupamento e dos CDC de cada num dos níveis de ensino.
-Na análise da pergunta 4.1 sobre o papel do Coordenador de Departamento na escola/agrupamento como elo de ligação entre os professores, alunos, pais/encarregados de educação, comunidade em geral e os órgãos de gestão do agrupamento:
- E1 refere que
«no pré-escolar e no 1º Ciclo o Coordenador de Departamento Curricular tem uma especificidade diferente dos restantes no 2º e 3º Ciclos e Ensino Básico, pois para além dos aspetos curriculares também tratam das questões burocráticas relacionadas com os alunos e agilizam a ligação com os pais e encarregados de educação. Nas escolas em que não existe Coordenador de Estabelecimento, como é o nosso caso, estes Coordenadores acabam por exercer também essas funções.»
- E2 salienta que «o coordenador dá uma boa ajuda entre a gestão e os docentes do departamento. Com os restantes órgãos também pode ser uma mais-valia se houver bom entendimento entre todos…»
- No mesmo sentido, E3 dá o parecer positivo de que o
«…papel de coordenador de departamento é essencialmente o de colaborar com todos os intervenientes do processo educativo, favorecendo a criação de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial entre todos os docentes, alunos, encarregados de educação, pessoal não docente e órgãos de gestão.»
- Na análise da pergunta 4.2, colocamos a questão ao Diretor do Agrupamento, com o objetivo de saber se cria as condições necessárias aos professores/educadores para que se sintam motivados profissionalmente estimulando-os a inovar pedagogicamente e a trabalhar em equipa, e verificamos o seguinte:
- Para E1 «o melhor estímulo resulta da autonomia de decisão e do grau de responsabilização que é dada aos Departamentos Curriculares e da relação direta entre os Coordenadores, os docentes e o Diretor do Agrupamento.»
- Na análise da pergunta 4.2, colocámos a questão aos CDC, com o objetivo de saber se se sentem motivados para desenvolver projetos educativos, a inovarem pedagogicamente e a trabalhar em equipa, e apurámos o seguinte:
- E2 considera que
«neste momento acho que há um desencantamento generalizado a nível de professores. As motivações são poucas, o trabalho é muito e por vezes repetitivo… Os prof. gostam e
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querem trabalhar com os alunos e para os alunos… … e cada vez temos menos tempo para este trabalho… Sendo assim, também é difícil arranjar tempo para os projetos. Em relação à inovação pedagógica, os docentes continuam a preocupar-se em melhorar e fazer cada vez melhor em prol dos seus alunos.»
- Na mesma linha de pensamento E3 também considera que
«sim, porque o professor apesar das hostilidades a que tem estado sujeito, não perde a motivação, e continua a investir em formação profissional, atualizando e aperfeiçoando os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida. Zela pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didático- pedagógicos utilizados, inova nas práticas pedagógicas e empenha-se no progresso das aprendizagens dos alunos.»
Com base nos dados recolhidos das entrevistas, verificamos que a nível do Clima Organizacional (Eixo 1), E1, E2 e E3 estão em sintonia no que se refere às constantes alterações legislativas que interferem bastante no clima escolar, originando atritos e desânimo perante a incerteza do futuro. Relativamente à eleição do CDC pelos seus pares, mesmo que sejam indicados pelo diretor, E2 e E3 consideram que é o mais justo.
A nível da Autonomia relativa dos professores (Eixo 2), E1 salienta que embora a publicação do DL nº75/2008 dê mais autonomia às escolas/agrupamentos, esta é contrariada pela legislação que é produzida.
A integração dos CDC nos órgãos do agrupamento são uma mais-valia, porque existe um conhecimento mais específico no que se refere a estes dois níveis de ensino.
No que se refere à autonomia dos CDC, é salientado por E2 que esta depende do órgão de gestão e E3 ressalta que o CDC tinha mais autonomia quando existiam os conselhos escolares.
Quanto à participação da família e da comunidade na escola, na opinião de E2 e E3 referem que na sua maioria participam quando são solicitados.
A nível da Gestão Financeira destes dois níveis de ensino, a educação pré- escolar possui uma verba atribuída pelo ME que não chega para a aquisição do material nem para as atividades que se realizam ao longo do ano e no 1º ciclo não existe qualquer verba. Estes são apoiados financeiramente pela autarquia (material a usar na realização de atividades, fotocopias…), fazendo com que os docentes se sintam dependentes e condicionados na realização da sua atividade profissional.
E1 considera que estes dois setores do ensino deviam constar do orçamento do agrupamento mas, que para isso era necessário que o GGF os considerasse para o efeito. A educação pré-escolar e o 1º ciclo não possuem tempos livres mas, escola a tempo inteiro.
A nível da Gestão do Pessoal não Docente é importante que exista uma boa relação de trabalho entre pessoal docente e não docente, baseada no reconhecimento mútuo da importância das funções e na valorização formativa de uns e de outros, são fundamentais para o sucesso educativo dos alunos.
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A Gestão dos Apoios Pedagógicos é distribuída pelos alunos com mais dificuldades embora fique aquém das necessidades reais.
A nível da Gestão Curricular E1 considera que não existe autonomia, ao nível do desenvolvimento e aplicação do currículo.
Por sua vez E3 considera que tendo em atenção os objetivos, os conteúdos definidos nos programas, as metas curriculares, as especificidades dos alunos e o meio no qual estão inseridos, os exames nacionais estão desfasados dessa realidade.
Na opinião de E1, a descentralização e a responsabilização são o melhor caminho para rentabilizar as capacidades dos educadores/professores ao nível gestão dos docentes. Nesse sentido, cada estrutura do agrupamento tem uma hierarquia definida por lei, a tomada de decisões realiza-se com autonomia e responsabilidade e os CDC articulam diretamente com o diretor.
No que respeita à Articulação Curricular (Eixo 3), esta é essencial durante o percurso escolar do aluno porque permite conhecê-lo, colmatar as dificuldades sentidas pelo aluno e permite a sequencialidade entre os ciclos. Salientam ainda que estas reuniões contribuem para aproximar os docentes, atenuar as diferenças profissionais e organizacionais dos diferentes níveis de ensino, a troca de recursos materiais, a elaboração de planificações, a adoção de métodos de ensino e de avaliação.
Em relação à Motivação Profissional (Eixo 4) e apesar de existir algum desencanto a nível dos professores, estes continuam a investir na sua formação profissional numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida tendo em vista o sucesso educativo dos alunos de acordo com o Coordenador do Departamento Curricular do 1º CEB.
No capítulo seguinte vamos realizar a discussão dos resultados dos dados recolhidos das entrevistas e os dos questionários, e apresentar as propostas para o projeto de melhoria e as considerações finais deste estudo.
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