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3 Arbeidsgruppens analyser og vurderinger

3.1 Definisjon av utviklingsarbeid

3.1.2 Begrepet forskning og utviklingsarbeid (FoU)

Com relação à socialização sob a ótica da organização, este trabalho buscou avaliar de que maneira se dá o conhecimento, por parte das trabalhadoras, acerca da história, cultura e tradições, costumes, rituais, cerimônias e celebrações presentes na organização. Deste modo, compreende-se nesse tópico a categoria de análise “História”.

4.2.1 História da Organização

Para atender ao primeiro objetivo específico deste estudo, foi feita a exposição dos dados por meio das unidades de contexto “história” e “cultura e tradições”. Buscou-se também compreender o contexto pelo qual as trabalhadoras ingressaram na indústria da construção civil.

No Quadro 08 a seguir, é apresentada a frequência dos resultados acerca da história da organização, demonstrando que das falas relativas a essa categoria de análise, houve um destaque na história da organização, com 54% do total das falas, ao passo que a cultura e tradições foram responsáveis por 46% do total das falas:

Quadro 08 – Resultado da História da Organização Unidade de Contexto P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 Total % História 8 1 3 6 3 2 3 1 1 2 1 2 2 4 39 54% Cultura e Tradições 0 0 1 4 2 0 2 1 2 1 7 4 4 5 33 46% Total 8 1 4 10 5 2 5 2 3 3 8 6 6 9 72 100%

Fonte: Dados da pesquisa.

De modo geral, antes de começarem a trabalhar nas construtoras, as trabalhadoras

não possuíam conhecimento algum sobre a organização. Uma delas afirmou que “Conhecia a

empresa, mas não sabia qual o funcionamento dela.” (P13).

Outra explicou não conhecer a construtora, mas buscou se orientar antes de seu

ingresso: “Eu já tinha participado de vários cursos preparatórios pra entrevista e eles diziam

era a empresa, pra na hora da entrevista você se destacar mais (...) então foi através do site da

empresa que eu acabei descobrindo um pouco sobre a empresa.” (P14).

Buscou-se compreender também a maneira pela qual estas mulheres começaram a trabalhar nesse ramo de atividade. No caso das serventes, das zeladoras e da técnica de segurança, esse ingresso se deu por meio de indicação por parte de alguém próximo a elas, como vizinhos, colegas ou amigos: “Não, eu vim por intermédio de uma amiga minha, que ela já tava trabalhando aqui. Aí no caso eu tava desempregada, aí surgiu a vaga e ela me trouxe.”

(P1); “Foi uma vizinha.” (P2); “Através de uma amiga, que já trabalha aqui faz tempo.” (P6); “Eu, através de uma amiga também, de terceiros.” (P7);

Também é por meio da família que se dá o ingresso destas trabalhadoras na construção civil: “Foi minha ex-sogra que me colocou.” (P4); “Eu, foi a partir do meu irmão.

Ele trabalha, aí ele foi e disse ‘Ei, (...) tá pegando mulher pra trabalhar agora em construção civil’. Aí eu fui me candidatar.” (P8); “Eu fui assim, foi minha irmã que me indicou, que ela

trabalha já em obra. Ela foi servente, agora trabalha na parte do escritório, tá com três, quatro anos, né, aí eu pedi a ela.” (P9); “Alguém que me indicou, meu cunhado” (P10).

Outro exemplo a ser dado:

Mulher, eu tava precisando trabalhar mesmo. Aí minha mãe já trabalhava, trabalha pra [construtora] uns dois anos e pouco. Aí ela disse que tava na hora de eu trabalhar. Eu fiz dezoito anos, só que antes a [construtora] tava precisando de alguém, só que aí eu não podia entrar porque ainda tava menor, entendeu, ainda era de menor. Quando eu fiz dezoito anos, aí minha mãe me colocou aqui dentro. Ela trabalha aqui dentro. Aí eu decidi trabalhar, primeiro emprego, né, meio difícil assim no começo, mas aí eu me acostumei. É um emprego bom, eu gosto. (P5).

Com relação ao ingresso de sua mãe na construção civil, este também se deu por

intermédio de amigos: “Uma amiga dela que tem mais de vinte anos na construção civil. Ela

indicou a mãe, aí a mãe tava precisando, ela trabalhava em confecção, aí depois da confecção ela foi pra construção civil.” (P5)

Já no caso das assistentes administrativa e de setor pessoal, um anúncio divulgado por uma agência de estágios com a vaga para a construtora foi o motivador para que elas buscassem a vaga e iniciassem seu trabalho na empresa como aprendizes, sendo contratadas posteriormente.

Quanto à gerente de Recursos Humanos, uma indicação de uma empresa de consultoria que prestava serviços à construtora e para a qual a gerente já havia trabalhado anteriormente foi a responsável por sua inserção dentro da construção civil:

A consultoria que estava aqui [na construtora] fazendo um trabalho de planejamento estratégico há três anos atrás, detectou que deveria haver um setor voltado pra pessoas, mais pra questão de desenvolvimento, de clima, de ambiente, questão salarial e tal. (...) E aí eu já trabalhei com essa consultoria há muito tempo e eles perguntaram se eu tinha interesse de vir ver a proposta (...) Mas eu nunca tinha trabalhado na construção civil, na indústria da construção civil. Então o ingresso foi assim. (P11)

Outro aspecto abordado neste capítulo diz respeito às culturas e tradições da organização, incluindo-se rituais, celebrações, comemorações e cerimônias.

Um fator comum foram as celebrações dos aniversários e as festas de final de ano:

“Quando o encarregado completa ano, aí eles fazem lá na sala, fazem uma ‘festinhazinha’ e quando estão perto de sair também, ‘né’, aí eles fazem sempre uma festa lá.” (P5); “Nas datas

comemorativas, nos aniversários eles sempre fazem uma reunião e elegem funcionário padrão

e as datas de aniversário também eles comemoram alguma coisa.” (P7); “A gente pega só os

aniversariantes do mês de novembro e faz só praquelas pessoas. Aí vai fazendo... novembro,

dezembro... e só às vezes, no dia da Construção Civil e no final do ano, perto do Natal.”

(P12); “Têm palestras, têm distribuição de brindes, funcionário do mês, aí tem premiações, esse tipo de coisa assim. Aí a gente já da administração são mais festas de fim de ano, tem

aniversariante do mês também.” (P13)

Dentro das obras, também há uma festa de encerramento:

“Na parte de estrutura, quando a gente termina, chama a ‘Festa da Cumeeira’. (...) Aí vem o pessoal das outras obras, é aberto pros operários, porque querendo ou não faz parte do trabalho deles. Eles, como é que posso dizer, levantaram, ‘né’, toda essa estrutura, aí então eles também participam.” (P13)

Também se mencionou um costume, em uma das construtoras, antes de se iniciarem os trabalhos nas obras: “Todo dia pela manhã é feito, às 7h, antes de iniciar o trabalho, que é um momento assim de dez minutos, que a gente fala alguma coisa de

segurança.” (P12)

Há uma diferença entre as atividades que ocorrem nos canteiros de obras e aquelas que acontecem dentro dos escritórios das construtoras. Nas obras, existem mais comemorações de aniversários, celebrações de término da obra e festas de fim de ano com atividades como bingo, música e almoço, tendo como responsáveis os administrativos de obra:

Quando eu entrei aqui, nossa obra não era muito humanizada. A gente não tinha aniversariante do mês, a gente não tinha jogos pra eles depois do refeitório, a gente não tinha com eles momentos que a gente pudesse, sabe, fazer uma reflexão, trazer pra uma leitura de um texto... Hoje as nossas obras têm, mas não são feitas pelo RH. Eu... A gente montou essa estrutura padrão e passou. (P11)

Já dentro do escritório, a gerente de Recursos Humanos entrevistada explicou haver a existência de um responsável apenas pelo endomarketing da empresa, que tem como atividades, por exemplo, a comunicação de dicas e reflexões para os gestores toda segunda- feira. Além disso, também são comemorados os aniversariantes do mês e outras datas, como Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais.