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Bærekraftig innovasjon i forretningsmodeller

3.5 Validitet, reliabilitet og overførbarhet

4.1.2 Bærekraftig innovasjon i forretningsmodeller

As gramáticas normativas de Língua Portuguesa costumam ser simplistas em relação ao emprego do gerúndio, limitando-se quase sempre a apresentar sua terminação nas três conjugações verbais. Quando se referem ao emprego das formas nominais do verbo, o gerúndio e o particípio, por serem formas não flexionadas, têm pouco destaque, ao contrário da discussão dedicada ao infinitivo e às formas flexionadas. Para demonstrarmos essa limitação ou omissão dos gramáticos em relação ao fenômeno, apresentemos como essa forma nominal é discutida em algumas gramáticas tradicionais populares no Brasil.

Sacconi (1985), no que se refere ao emprego do gerúndio, limita-se a apresentar o “gerúndio como a forma nominal que se usa: a) nas locuções verbais (As crianças estão chorando até agora.); b) em orações reduzidas (Não dispondo de combustíveis, os países escandinavos utilizam a energia elétrica em grande escala.)” (SACCONI,1985, p. 169). Ao final da apresentação, o gramático afirma que “o gerúndio geralmente equivale a um advérbio, mas pode também funcionar como adjetivo (pele ardendo, água fervendo, casa contendo três quartos)” (SACCONI,1985, p. 170) e passa a tratar de outras formas nominais. Ao tratar das orações reduzidas, o gramático assegura que as reduzidas de gerúndio serão sempre adverbiais, raramente adjetivas ou substantivas.

Almeida (2011) discute o infinitivo e suas funções, mas é econômico em relação ao emprego do gerúndio, limitando-se a:

O gerúndio apresenta o resultado do processo verbal. Sua terminação é –ndo para as três conjugações. Não estando em uma locução verbal (estou estudando), tem valor de advérbio ou de adjetivo:

Estudando, aprenderás mais. (estudando= com estudo)

Alunos falando atrapalham a aula. (falando= falantes) (ALMEIDA, 2011, p. 178) Bechara (2003) afirma que o gerúndio pode ter valor de advérbio ou de adjetivo (amanhecendo, sairemos = logo pela manhã sairemos; água fervendo = água fervente). Na função adjetiva, o gramático declara que o gerúndio tem sido apontado como galicismo, embora o referido emprego seja antigo na língua e tenha sido introduzido para assumir a função do particípio presente, que desapareceu do quadro verbal do português, para ingressar no quadro nominal. E acrescenta: “aceitar o gerúndio como construção vernácula não implica adotá-lo a todo momento, acumulando-o numa série de mal gosto” (BECHARA, 2003, p. 518)

Quanto ao emprego das formas nominais, o gramático apresenta os usos do infinitivo e retoma a discussão do gerúndio, ao tratar das orações reduzidas, apresentando as orações adjetivas e adverbiais reduzidas de gerúndio. São chamadas de orações reduzidas aquelas que têm o verbo principal ou auxiliar no gerúndio. Bechara define as orações adjetivas reduzidas de gerúndio como as que indicam:

(a) uma atividade passageira de um nome ou pronome:

(41) cujos braços selvagens de guerra começava a soar ao longe como um trovão ribombando no vale.

(b) uma atividade permanente de um nome ou pronome – qualidade essencial, inerente aos seres, própria das coisas:

(42) algumas comédias havia com este nome contendo argumentos mais sólidos. No que diz respeito às orações adverbiais reduzidas de gerúndio, são apresentados os seguintes valores, com exemplos: causa, consequência, concessão, condição, modo, instrumento, meio e tempo.

Cunha (1986) traz uma ampla exposição sobre o emprego do gerúndio, destacando-se entre os gramáticos acima mencionados. No que diz respeito à forma, assegura que o gerúndio pode se apresentar em duas formas:

a) a forma simples (escrevendo) – “expressa uma ação em curso, que pode ser imediatamente anterior ou posterior à do verbo da oração principal ou contemporânea dela” (CUNHA, 1986, p. 461).

b) a forma composta (tendo ou havendo escrito) – tem caráter perfeito (quanto ao aspecto) e “indica uma ação concluída anteriormente à que exprime o verbo da oração principal” (CUNHA, 1986, p. 461)

No que diz respeito ao gerúndio simples, o gramático postula ainda que seu valor temporal depende quase sempre de sua colocação na frase e apresenta os seguintes valores de seu emprego:

a) gerúndio anteposto à oração principal – se colocado no início do período, exprime uma ação realizada imediatamente antes da que é indicada na oração principal ou uma ação que teve começo antes da indicada na oração principal e ainda continuou.

(43) Dizendo estas palavras, estendeu-lhe a nota.

(44) Visitando há poucos dias a cidade de Santos, relembrei alguns episódios ligados à minha vida comercial, nos seus primeiros ensaios.

b) gerúndio ao lado do verbo principal – se empregado junto ao verbo principal, o gerúndio expressa uma ação simultânea, correspondente a um adjunto adverbial de modo.

(45) O trovão ronca tremendo.

c) gerúndio posposto à oração principal – se posto depois da oração principal, o gerúndio indica ação posterior e equivale a uma oração coordenada iniciada pela conjunção e. (46) Estávamos à porta de casa, deram-me uma carta, dizendo que vinha de uma senhora.

d) gerúndio antecedido da preposição em – marca enfaticamente a anterioridade imediata da ação com referência à do verbo principal.

(47) Ele, em chegando aos setecentos mil-réis, trancaria a porta.

e) construções afetivas – emprego que pode exprimir a ideia de progressão contínua, acentuando-se se a forma vier repetida.

(48) Reduzindo, reduzindo ficou nisto.

O gramático também inclui na categoria das construções afetivas os casos de gerúndio com valor de imperativo, restrito à linguagem popular.

(49) Seguindo! (= vá seguindo! Siga)36

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Quanto ao emprego do gerúndio em locuções verbais, Cunha (1986) afirma que o gerúndio combina-se com os auxiliares estar, andar, ir e vir para marcar diferentes aspectos da execução do processo verbal.

a) o auxiliar estar, seguido de gerúndio, indica uma ação durativa num momento rigoroso.

(50) O mundo está mudando a sua fisionomia, a vida está adquirindo novas formas e novo colorido.

b) o auxiliar andar, seguido de gerúndio, indica uma ação durativa com ideia de intensidade ou reiteração.

(51) Muita gente andou pensando que o M. Bandeira de tantos desenhos admiráveis era eu.

c) o auxiliar ir, seguido de gerúndio, expressa uma ação durativa que se realiza progressivamente ou por etapas sucessivas.

(52) Uma porta vai rodando, vão rodando grossas chaves.

d) vir, seguido de gerúndio, exprime uma ação durativa que se desenvolve gradualmente em direção ao lugar ou momento em que se encontra o falante.

(53) Vinha, entre nuvens, o luar nascendo.

No que diz respeito às orações reduzidas, o gramático descreve as orações reduzidas adjetivas e adverbiais assumidas pelo gerúndio, mas esclarece que o emprego do gerúndio com valor de oração adjetiva tem sido condenado como um galicismo, ressaltando que tal construção é antiga na língua.

(54) Vi um menino correndo.

Em se tratando das adverbiais temporais, Cunha (1986) afirma que o gerúndio tem fundamentalmente sentido temporal e, por isso, as orações adverbiais reduzidas de gerúndio equivalem, na maioria dos casos, a orações subordinadas adverbiais temporais.

(55) Apartando-se do ajudante, Arnaldo esteve algum tempo a refletir, e encaminhou-se para a gruta.

Elas também podem assumir outros valores como causa, concessão e condição, conforme exemplos a seguir, respectivamente.

(56) Não possuindo os dons do Presidente de acreditar no impossível, nem raciocinando o meu espírito da mesma maneira que o seu, eu via as coisas ruins, mal paradas mesmo.

(57) Para ser franco, tive vontade de sair. Era que ninguém podia voltar, mesmo querendo.

(58) Todos os sacrifícios ela os faria, sendo necessário, para poupar-lhe um desgosto, e auxiliá-lo nos trabalhos da vida.37