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Avsluttende betraktninger: Om integrasjonens ulike nivå

São muitas as razões que levam as pessoas a se aprofundarem em trabalhos de pesquisas buscando possíveis respostas para inquietações advindas da rotina de trabalho, de leituras e de reflexões. Meu trabalho diário somado à minha prática como coordenadora pedagógica de uma instituição educacional na cidade de São Paulo e à minha experiência como professora em mais de duas décadas suscitaram, em mim, de forma imperativa, a obrigação de me dedicar à reflexão sobre aspectos ligados à aprendizagem. O interesse e o ideal de investigar tal assunto receberam apoio e estímulos corajosos e estruturais do mantenedor do estabelecimento de ensino do qual faço parte e propiciaram condições para que eu pudesse me aprofundar no tema.

Tendo em vista que o universo da aprendizagem é muito amplo, procurei dar contorno ao projeto de pesquisa de forma a mergulhar profundamente em um dos mecanismos avaliativos atuais mais significativos e que pudesse – por intermédio dessa ferramenta - dar luzes à compreensão sobre os resultados do processo de aprendizagem. Figurou-se como resposta conhecer o PISA. Confesso que o meu conhecimento sobre o assunto era bastante superficial, impingindo, por um lado, um desafio ainda maior frente ao objeto escolhido e, ao mesmo tempo, intensa curiosidade e ousadia intelectual. Comecei a buscar leituras sobre o assunto, conversar com educadores, profissionais ligados à Diretoria Estadual de Ensino Centro-oeste, promovendo um mecanismo permanente e insaciável de procura.

Entre as várias iniciativas, entrei em contato, por e-mail, com a OCDE. Para minha surpresa e satisfação profissional, a resposta foi imediata, aliviando uma tensão quanto à expectativa do contato, bem como trazendo uma doce sensação de que o projeto começava a tomar corpo. Dessa resposta, surgiu a orientação para que eu procurasse a coordenadora geral do PISA no Brasil, no INEP.

Após vários contatos, estive em Brasília e pude conhecer e aprender mais sobre como essa avaliação era elaborada e aplicada. Nessa ocasião, assinei um Termo de Sigilo garantindo a não identificação das escolas. Encontrei, então, no meu percurso pessoal de formação, a possibilidade

de iniciar o doutorado como forma de aprofundamento no tema e na pesquisa.

Na busca por aprimorar a análise sobre o assunto, encontrei na UFSCar – Universidade Federal de São Carlos – um espaço diferenciado de pesquisa e formação, associado à vasta credibilidade intelectual e acadêmica que caracteriza tal instituição. O percurso de 250 km que separam as cidades de São Paulo (onde resido) e de São Carlos foi transformado em rota, ao mesmo tempo, desafiadora e prazerosa.

Além disso, tive a grande oportunidade, oferecida pela instituição onde trabalho, de estar presente no Congresso - In Terms of Equity – Quality in Teaching and Learning Conference – realizado na Finlândia43 (Universidade de Helsinki), país de referência internacional nos índices de qualidade educacional. Lá, pude visitar algumas escolas, assistir às palestras e conversar com os docentes das instituições.

Os modelos educacionais propostos pelos países desenvolvidos que apresentam bons resultados no PISA – como o da Finlândia - pareceram-me simples e ao mesmo tempo distantes do que temos no Brasil, tanto em nível de conhecimento acadêmico como de estrutura e organização. Por exemplo, na Finlândia, os professores são valorizados e altamente qualificados, o ensino é obrigatório entre sete e dezesseis anos, apenas 1% dos estudantes não continua sua escolaridade para além do básico; há um currículo nacional que dita as linhas gerais do que deve ser ensinado, mas o docente tem autonomia para escolher os métodos, o material didático, enfim, qualquer recurso, desde que contemple o estabelecido no currículo básico mínimo.

Pesquisei a respeito de indicadores de qualidade na Educação, deparei-me com uma proposta internacional de avaliação de Ensino e Aprendizagem, também organizada pela OCDE, chamada TALIS – Teaching and Learning International Survey. Pensando na faixa etária dos alunos que participam do PISA (quinze anos) e da pesquisa TALIS, encontrei uma possibilidade de conhecer melhor os dois lados do processo de acompanhamento da

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País nórdico, situado ao norte da Europa. Faz fronteira com a Suécia, Rússia e Noruega. É o 8º país em área, porém, o menos povoado da União Europeia. Tem população de 5,3 milhões de habitantes, a maior parte mora no sul. A capital, Helsinque, tem um milhão de habitantes e responsável pela produção de 1/3 do PIB. 5,8% do PIB são investidos em Educação. Os alunos não vão à escola antes dos 7 anos de idade e, nos primeiros dois anos da escola, só têm quatro ou cinco horas de aula por dia. Os professores têm uma tarde por semana para fazer um planejamento conjunto e elaborar o currículo. O currículo nacional especifica somente os objetivos gerais em termos de resultados, sem especificar o caminho a ser seguido para atingi-los, e isto faz com que os professores nas escolas tenham que trabalhar em conjunto para elaborar a grade curricular e as estratégias pedagógicas sob medida para as necessidades de sua escola. As escolas da mesma cidade são encorajadas a trabalharem em conjunto e compartilhar materiais para que as melhores práticas se espalhem rapidamente pelo sistema. A ênfase do currículo finlandês está em fazer com que o professor adapte o aprendizado ao contexto específico onde se encontra. Reconhece que o ritmo varia de criança para criança, enquanto ao mesmo tempo estabelece metas elevadas que deverão ser atingidas no final. As escolas podem solicitar uma auditoria externa de seu ensino/aprendizagem a qualquer momento, para complementar seu processo de autoavaliação.

aprendizagem: as escolas, seus professores e os alunos. Na verdade, todos esses fatores me motivaram e contribuíram para abrir possibilidades a um olhar voltado para a aprendizagem e para o ensino, o que, posteriormente, repercutiu na prática profissional e na minha formação como pesquisadora.

Para a definição do eixo de trabalho, foram necessárias muitas leituras e conversas com minha orientadora para reequacionar etapas e aspectos metodológicos. Sabia que pesquisaria escolas com bom desempenho, públicas e privadas, em São Paulo, mas o âmbito metodológico configurou-se como a maior incógnita a vencer.

Após vários recortes e focos, definimos como objetivos deste estudo analisar elementos que influem no desempenho educacional dos alunos, abordando, essencialmente, o tipo de formação que tiveram; caracterizar professores e escolas por meio da pesquisa TALIS; analisar opiniões de professores e gestores das instituições sobre o PISA, a TALIS e o desempenho dos alunos.

Mais especificamente, o trabalho considerou o PISA 2009, na cidade de São Paulo (onde ocorreu a pesquisa), com ênfase em Língua Portuguesa devido ao foco ter sido, naquele ano, a Leitura, conforme já mencionado.

No capítulo seguinte, apresentaremos a análise dos dados, com o objetivo de contribuir para educadores e pessoas interessadas na área de educação com algumas estratégias, procedimentos, práticas pedagógicas que fazem com que os nossos jovens de 15 anos sejam ou possam vir a ser bem sucedidos em avaliações como o PISA.

CAPÍTULO 4