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5. EXPERIMENTAL WORK - BULK MEASUREMENTS

5.2. BULK MEASUREMENTS

5.2.1. ASSOCIATIVE POLYMERS

5.2.1.1. ASSOCIATIVE POLYMER WITH Zr (III) CROSSLINKER

Nos Bancos da amostra, observou-se que os produtos bancários possuem três dimensões principais associadas ao seu ciclo-de-vida, que se refletem em ações e atividades nos Bancos, e são elas:

• Gestão de Produto: atividade que contém, segundo os dados, “a inteligência do

produto”. De responsabilidade da área de Produtos dos Bancos, esta atribuição

engloba o acompanhamento e monitoramento de todos os produtos, individualmente e em suas famílias, ao longo de toda a vida do produto. Esta atividade permite o feedback necessário para adequar ou modificar o produto segundo as mudanças do mercado (clientes, concorrentes, agentes reguladores, cenário econômico, etc.);

• Desenvolvimento de Produto: atividade coordenada pela área de Produto de cada Banco, que é responsável (com a ajuda das demais áreas do Banco) por definir o produto, função, especificações técnicas e público-alvo, obter a certificação do produto junto aos agentes reguladores, definir parâmetros de acompanhamento, elaborar projetos e campanhas de divulgação do produto, definir e capacitar os canais de distribuição (definindo aqueles mais adequados ao produto em questão) e propor meios de realimentação do produto ao longo de sua vida (em termos de reclamações, alterações de normas/resoluções dos agentes reguladores e feedback dos canais de distribuição);

• Implementação ou Operação do Produto: atividade de cunho eminentemente operacional. Incorpora o “dia-a-dia do produto” (segundo a pesquisa) em termos de operação e manutenção. Esta atribuição não está ligada às responsabilidades da área de Produtos. Exceção ao Banco F que também é responsável por essa atividade. Todavia, essa atribuição está sendo revista pela direção do Banco F, e uma nova proposta, dissociando essa atividade das atribuições da área de Produtos, está em cursos no Banco a partir dos próximos meses. Segundo o próprio Banco F, os pequenos problemas do dia-a-dia do produto caracterizam- se por problemas de divulgação e distribuição (página da Internet do produto, simuladores, informativos, atendimento telefônico, entre outros), além de

181 pequenas dificuldades na operação do produto (fluxos internos de informações, processos internos, CPD, logística, etc.). Essas atividades, segundo os dados do Banco F, “são necessárias, mas agregam pouco valor e chegam a consumir

60 % do tempo e recursos da área de Produtos”. Nos demais Bancos, a área de

TI têm assumido a responsabilidade pela coordenação e solução destas atividades, mantendo um canal de comunicação direto com a área de Produtos, repassando assim os feedbacks necessários.

Para ilustrar a importância dessas atividades, a seguir está um exemplo apresentado pelo Banco D, com um produto ligado á sua diretriz de sustentabilidade: CDC (crédito direto ao consumidor) para fins de aquisição de equipamento de GNV44.

O Comportamento deste tipo de CDC é diferente do CDC tradicional. Enquanto no CDC tradicional, é fornecido uma linha de crédito que pode ser utilizado pelo cliente para qualquer fim, o outro CDC tem um fim específico (permitir a compra de um KIT GNV). Além do público-alvo ser diferente, também o foi o conceito de venda. O produto foi concebido há cerca de dois anos para o público frotista (exemplos: taxistas).

Para este tipo de produto, como para qualquer CDC, o principal agente regulador, BCB, exigia apenas um indicador de inadimplência. Entretanto o Banco desenvolveu outros indicadores para acompanhar as curvas de demanda e comportamento dos clientes.

Graças a estes demais indicadores, o Banco D percebeu um movimento de comportamento da demanda. Clientes de alta renda, também se interessaram por esse tipo de produto e passaram a requisitá-lo. O Banco então promoveu um estudo mais aprofundado acerca das razões para essa transição, e verificou que “a

demanda estava mais madura e consciente em relação às questões de sustentabilidade e preservação do meio-ambiente” (segundo palavras do gestor

deste produto no Banco).

44 Equipamento que permite que os motores dos automóveis sejam alimentados, além dos

combustíveis tradicionais (álcool, gasolina e diesel), por GNV (gás veicular natural), contribuindo para a redução das emissões de poluente no ar.

182 Dessa maneira o produto foi redesenhado para atender melhor essa faixa de público e relançado nos canais apropriados com a divulgação e suporte necessários das demais áreas do Banco.

No Banco D, existem hoje, mais de 10.000 contratos com CDCs ligados á sustentabilidade.

Tentou-se também montar uma tabela que contivesse informações sobre: iniciativas de produtos inovadores; produtos de vida longa; produtos de vida curta; além de casos de insucesso em produtos. Contudo os Bancos da amostra relutaram em prover todas estas informações. Inviabilizando, desta maneira, a confecção da referida tabela.

Mesmo assim, algumas informações puderam ser obtidas e estão descritas a seguir.

13.7.1 Outros Exemplos de Produtos

A pesquisa apontou três iniciativas de produtos considerados inovadores no mercado pelos entrevistados:

• Caixa Eletrônico Drive Thru: lançado primeiramente pelo Banco E, oferecendo uma modalidade de serviço novo até então.

• Seguro Mulher: que é um seguro, lançado originalmente pelo Banco C, desenhado especificamente para o público feminino, cuja inovação está na customização aliada a segmentação do seguro.

• CDC – Kit GNV: lançado pelo Banco D, aliado a estratégia global de sustentabilidade do Banco e explicado anteriormente. A inovação consiste em transformar um produto commoditie (como é o CDC tradicional) em um produto com finalidade nova para um nicho de mercado.

• Gestão de Fundos de Investimento sem vinculação com conta-corrente: Solução já em aplicação pelo Banco E, cuja inovação e finalidade é desvincular a abertura

183 de conta-corrente á oferta de produtos bancários como Fundos de Investimento.

Este último exemplo é particularmente interessante, pois se trata de uma quebra de paradigma. Pelo fato de no Brasil, a cultura bancária exigir uma conta-corrente, que funciona como porta de entrada do cliente para todos os serviços bancários.

Entre os exemplos de produtos de vida longa, pode-se citar o chamado ‘cheque especial’. Presente em todos os Bancos da amostra, com alterações pouco significativas entre si. Funciona como um crédito rotativo, e no caso do Banco A está presente desde 1969 em seu portifólio.

Já, entre os exemplos de produtos de vida mais curta, destacam-se os produtos de capitalização. Também presentes nos portifólios de todos os Bancos. Apesar de terem data para início e término, são produtos que são continuamente renovados pelos Bancos. Particularmente nos casos dos Bancos A, B, C e D existem campanhas publicitárias periódicas para captar clientes para estes produtos.

Vale ressaltar que não foi obtido qualquer indicador para a quantidade de novos produtos lançados pelos Bancos, todavia, segundo os próprios bancos, são lançados produtos semanalmente.

Quantos aos exemplos de insucesso, apenas um Banco colaborou com esse dado. Foi o caso de um produto que oferecia crédito pré-aprovado no cartão do Banco. Segundo a pesquisa, houve fracasso desse produto, pois a comunicação e a distribuição não foram adequadas ao comportamento da demanda na época. Como aprendizado para o Banco, segundo as entrevistas, foi apontada a necessidade de melhor compreensão do comportamento da demanda e das características do cenário em que a mesma está inserida.

A seguir estão algumas considerações acerca da influência do cenário no DNP a partir dos dados da pesquisa.

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