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3 Marginal inference

3.2 Approximate inference

Este capítulo tem por objetivo apresentar algumas concepções dos agentes que formam as assessorias parlamentares acerca das atividades desenvolvidas no âmbito da ALEMA e da política. Seguimos aqui a perspectiva bourdieusiana, que é preciso romper e, ao mesmo tempo, assimilar as abordagens objetivistas e subjetivistas que, de certo modo, correspondem às adesões envolvidas ou pretensamente distanciadas de análise. Ou seja, a primeira “informa a crença na perspectiva de exterioridade (e transcendência) com relação aos objetos de estudo [e] geralmente é ativado um arsenal de métodos, classificações, teorias e conceitos como garantidores da isenção ou objetividade das explicações oferecidas”; já a segunda “remete tanto às tomadas de posição explícitas sobre determinados temas e embates como às incorporações irrefletidas (nas formulações produzidas) de objetos de luta e identificação que animam os universos investigados” (REIS, 2007, p. 03).

Por esse motivo, a exposição dos perfis dos agentes segue o tratamento das suas percepções, não como forma de complementação, mas para relacioná-los entre si e observá-los no âmbito de um espaço relacional de forças. Neste sentido, as respostas às questões mais qualitativas do questionário (Anexo A) foram agrupadas visando observar as aproximações e diferenciações dos posicionamentos explicitados. (Ver Quadro 15)

Quadro 15: Motivações de Pretensões Políticas

Motivações Número %

Vocação Pessoal 2 15,38%

Missão de servir a uma causa 7 53,86%

Especialização na Política 4 30,76%

Total 13 100%

Fonte do autor

Como podemos observar, a maioria dos entrevistados que respondeu a esta pergunta, 53,86% declarou que teve como maior motivação para o ingresso à vida político-partidária um sentimento de servir a uma causa. Em 30,76%, as

manifestações estão relacionadas com a busca de algum tipo de especialização política e, por fim, 15,38% seriam impulsionados por uma vocação pessoal. O quadro a seguir é uma abordagem acerca das dificuldades apontadas pelos arguidos no desenvolvimento das atividades diárias no âmbito da ALEMA.

De modo a exemplificar as classificações deste quadro, temos as transcrições das percepções expostas pelos pesquisados quando versavam sobre suas motivações para um possível à carreira político-partidária.

Por “vocação pessoal”, temos os assessores dos deputados Francisca Primo (PT), enfermeira que justifica sua motivação para a carreira política, porque “desde criança sempre liderou alguma coisa”, e Raimundo Louro (PR), graduado em pedagogia que aponta como motivação o anseio de “ver suas ideias sendo exercidas pelo executivo”.

As motivações expostas, classificadas por “missão de servir a uma causa”, são as apresentadas pelos assessores dos deputados Francisca Primo (PT), graduado em Direito, que apresenta sua motivação como sendo “trabalhar em comunidades e gostar da interação com o povo”; pelo assessor da deputada Vianey Bringel (PMDB), quando justifica que quer “ajudar as pessoas mais necessitadas”; um componente da equipe do deputado Raimundo Louro (PR), bacharel em Direito fundamenta sua motivação na “redução das desigualdades sociais”. Dois assessores do deputado Marcelo Tavares também expõem suas motivações, aqui classificadas como “missão de servir a uma causa”. São elas: a chefe de gabinete, graduada em Biblioteconomia, quando diz que sua motivação é “trabalhar pela cultura do Estado”; e um assessor que desenvolve trabalhos como “base no interior”, quando relata “poder ajudar sua cidade”. Por fim, os assessores do deputado Edson Araújo (PSL), um graduado em Direito aponta suas causas por uma maneira de “mudar a forma em que políticos usam e mostrar/fazer o que realmente é necessidade do povo”; o outro membro da equipe é graduado em Administração e exerce função de secretário executivo, este fundamenta sua excitação no desejo pelo “trabalho pelo social”.

E, por “especialização política”, temos os assessores dos deputados Carlos Amorim (PDT), graduado em Direito, que fundamenta seus anseios por considerar “a política [como sendo] a ciência de mudança [que] é através da política que mudamos a sociedade”; o outro assessor formado em Administração, que exerce as funções de assessor técnico, se fundamenta no desejo de ser "presidente

do Brasil”. Na equipe do deputado Bira do Pindaré tem um membro que possui ensino médio, desenvolve atividade como recepcionista e fundamenta sua motivação pelo anseio em ser “vereadora em sua cidade, Guimarães (MA)”. E, por fim, o assessor do deputado Edson Araújo, graduado em Biologia, que desenvolve atividades no interior, se fundamenta na “necessidade do município ter uma boa representação”, o que denota um anseio em se tornar ou vereador ou prefeito de um município não especificado.

O quadro 16 vem trazer as percepções dos assessores enquanto dificuldades enfrentadas no exercício e desempenho de suas funções (Anexo C).

Quadro 16: Dificuldades no Exercício da Função

Dificuldade Número % Condições de trabalho 11 40,74% Administrar relações 10 37,03% Fatores externos 6 22,23% Total 27 100% Fonte do autor

Quando perguntados sobre as maiores dificuldades que os assessores perceberiam para o desenvolvimento das suas atividades, 40,74% deles apontaram como maior dificuldade as condições de trabalho. Logo em seguida, com percentual bem próximo, aparece como problema as questões referentes à administração das relações, com 37,03%, e com 22,23% dos respondentes apontam como maior dificuldade os fatores externos.

Para exemplificar tais classificações, pontuamos alguns relatos como forma de ilustração. Assim, temos em “Condições de trabalho” que os assessores dos deputados Zé Carlos (PT), que relatou que “no aspecto comunicacional, é difícil trabalhar com acesso limitado à internet, por exemplo. Só esta questão já causa diversos problemas na minha rotina profissional. O campo político, em si, também agrega muitas demandas, mas não as encaro como dificuldades e sim como a engrenagem de que preciso para exercer a função de assessora”. Do deputado Dr. Pádua aponta como dificuldade “realizar as atividades no tempo esperado". A equipe do deputado Antônio Pereira (DEM) relata "a incapacidade que temos de atender a todos". O assessor do deputado Roberto Costa afirma possuir dificuldades com o

"pouco espaço e o movimento de muitas pessoas, o que dificulta a concentração". O assessor do deputado Carlos Amorim (PDT) limita em expressar suas dificuldades quando relata apenas “estrutura”. E o assessor Léo Cunha em apontar apenas “salário”. Outro assessor insatisfeito com as condições de trabalho é o da deputada Gardênia Castelo, que afirma: “gabinete pequeno, [com] falta de interesse de alguns colegas de trabalho [e] comprometimento”. Por fim, podemos trazer ainda para exemplificar esta classificação o assessor da Cleide Coutinho (PSB), que reclama da falta de “comunicação com os assessores do interior”.

Em “Administrar relações” apresentamos como exemplos desta classificação as afirmações dos assessores dos deputados Bira do Pindaré (PT), que relata ter “dificuldades com o trato com o público em geral, como o mau humor”. Do deputado Hemetério Weba (PV) aponta como dificuldade o “relacionamento com alguns veículos”. O assessor do Carlos Amorim relata como dificuldade a “falta de reconhecimento profissional”. Na equipe do deputado Edson Araújo, um assessor aponta como entrave a “intolerância de pessoas ligadas ao meio”. No gabinete da deputada Cleide Coutinho (PSB) há um assessor que destaca o “tratamento com o público que quer sempre procurar atendimento e solução de cara. Clientelística. Normalmente, o público não pede a solicitação de algo coletivo". E no gabinete do deputado Marcelo Tavares (PSB) há um assessor que relata suas dificuldades na “incompreensão de algumas pessoas”.

Para ilustrar a classificação “Fatores externos” temos os relatos de assessores como o da equipe do deputado Léo Cunha, que afirma haver "parcialidade de alguns veículos ligados a determinados grupos políticos, e que trabalham na "divulgação" apenas destes". No gabinete da deputada Cleide Coutinho (PSB), um assessor afirma que a “burocracia do sistema é ter que lidar com órgãos públicos e, às vezes, por ser oposição, o trabalho é pior, mais dificultado". Na equipe do deputado Edson Araújo, um assessor se refere à dificuldade na questão do “horário de chegada devido ao trânsito”. Também no tocante ao trânsito, assinala outro assessor do mesmo deputado quando diz: “transporte e distância entre minha cidade”.

No quadro 17 são expostas as maiores gratificações (Anexo D) apontadas pelos assessores da ALEMA.

Quadro 17: Gratificações no Exercício Da Função Gratificação Número % Financeira 3 6,38% Servir a causa 14 29,78% Reconhecimento 10 21,30% Relações 6 12,76% Realização profissional 14 29,78% Total 47 100% Fonte do autor

No agrupamento das respostas, neste ponto do trabalho, vimos que os assessores têm como as maiores gratificações a realização profissional e o serviço em prol da causa, com 29,78% cada variante. Com 21,30% estão os assessores que apontam como maior bonificação o reconhecimento de seus esforços na execução de suas atividades. Mais de trinta e sete por cento apontam, pelo quadro acima, sentirem dificuldade na administração das relações e, curiosamente com 12,76% estão os assessores que apontam como maior recompensa justamente as relações. Já 21,30% destacam o reconhecimento como recompensa e 6,38% declaram como bonificação de seus esforços nos trabalhos que desenvolvem o retorno financeiro.

Com o escopo de ilustrar tais classificações, apresentamos alguns relatos como forma de exemplificação. Desta forma, temos as justificativas que se enquadram na classificação de “recompensa financeira”:

O assessor do deputado Hemetério Weba (PV) aponta como recompensa “ter uma ocupação, se sentir útil”. O membro da equipe do Marcelo Tavares (PSB) relata que só “o fato de ter um emprego e estar trabalhando, só isso”, já lhe faz gratificado. Outro exemplo é um assessor da Gardênia Castelo (PSDB), quando resume sua justificativa em apenas “um bom salário”.

As justificativas para a classificação “Servir a uma causa” são os exemplos encontrados no gabinete da deputada Francisca Primo (PT), quando afirmam “poder sentir como cidadão que, através da política, podem eleger alguns que façam proveitos, que ajudem a população em geral e contribuam para a cidadania dos excluídos e saber que este é o diferencial”; há também o relato do assessor do Bira do Pindaré (PT), que aponta sua satisfação em "trabalhar todos os dias para defender os trabalhadores, a população maranhense. Ter ainda a convicção de que meu voto valeu a pena, pois tenho um representante da minha comunidade que dá voz ao povo na Casa Legislativa do Maranhão". Na assessoria

do deputado Marcos Caldas (PRB), um membro diz: "É conseguir atingir os objetivos sociais nas minhas intervenções" e outro aponta como "Prestar serviços diferenciados para prestar serviços direcionados para o povo (mesmo que indiretamente)". O assessor do Marcelo Tavares define sua gratificação como sendo "poder beneficiar as pessoas da área rural da cidade de Humberto de Campos"; e, por fim, o relato do assessor do Edson Araújo, que afirma estar satisfeito por “poder ajudar as pessoas da minha cidade”.

Os exemplos que podem ser citados e classificados enquanto “reconhecimento” são:

O assessor do Hélio Soares (PP), quando explicita "Poder aplicar o que aprendi com as teorias, estar atuando dentro da área, enfim, fazendo o que gosto"; o assessor da Vianey Bringel (PMDB), quando relata “ver o material publicado ter boa repercussão”. Uma assessora do Jota Pinto (PEN), quando aponta “receber sempre elogios quanto à sua educação no tratamento com todas as pessoas que chegam ao gabinete”. O assessor do Léo Cunha (PSC) relata como sendo gratificante quando sente “satisfação de um trabalho bem feito”. O componente da equipe da Cleide Coutinho (PSB) fica satisfeito ao “contribuir com a necessidade do gabinete ter conhecido mais como funciona a política”. E ainda o assessor da Gardênia Castelo (PSDB), que fica feliz “como assessor de comunicação por produzir informações”.

Para exemplificar a classificação “relações”, temos os depoimentos que se seguem:

Na assessoria do Bira do Pindaré (PT) um diz se sentir gratificado ao “trabalhar em um ambiente com pessoas agradáveis” e outra ao “conhecer pessoas... ajudar de uma forma ou de outra quem visita o gabinete, até mesmo ouvindo-o. Ajudar no mandato do deputado, que é brilhante e sério”. A equipe do Dr. Pádua (PSD) fica feliz ao “poder conviver bem com as pessoas, ser tratada bem pelos políticos e por outras pessoas”. O assessor do Edilázio Júnior (PV) se sente recompensado ao “trabalhar com uma equipe unida e um chefe calmo e compreensivo”.

Por fim, dos exemplos classificados como “reconhecimento profissional”, podemos citar o do colaborador do deputado Zé Carlos, quando relata que pode “mostrar que além de motorista pode exercer outras funções”. A equipe do Raimundo Louro (PR) afirma estar satisfeita ao “ver o trabalho do deputado na rede mundial de computadores”. A assessoria da Cleide Coutinho (PSB), quando relata

“atender ao público, garantindo informações claras e objetivas”. E relatos mais explícitos como os da equipe do Edson Araújo (PSL), quando dizem: “ter o trabalho reconhecido”; “reconhecimento do meu trabalho” e “ter reconhecimento do meu trabalho”.

No quadro 18 são explicitados, segundo a visão dos pesquisados (Anexo E), quais os requisitos qualitativos e contribuições para o exercício das funções que desempenham.

Quadro 18: Qualidades e Contribuições para o Exercício da Função

Qualidades e Contribuições Número %

Técnicas/Profissionais 13 28,90%

Ético-morais 4 8,88%

Advindas da Militância 4 8,88%

Ligados ao Temperamento Pessoal 24 53,34%

Total 45 100%

Fonte do autor

Os assessores pesquisados, em sua grande maioria, 53,34% acreditam que para desempenhar as funções que ocupam devem possuir uma personalidade com características, como paciência, tranquilidade e várias outras ligadas ao temperamento pessoal. Já 28,90% dos entrevistados sinalizam que as habilidades técnicas/profissionais são as maiores qualidades e contribuições de um assessor. E, com 8,88% cada variante, estão as qualidades “ético-morais” e as “advindas da militância”.

Assim, como forma de exemplificar cada classificação, temos em “Técnicas/ Profissionais” exemplos trazidos quando o assessor do Zé Carlos (PT) relata que “possuir uma formação acadêmica. Procuro adequar o meu aprendizado ao dia a dia, buscando sempre adaptar o saber científico ao pragmático. Assim, realizo as minhas contribuições. Dado diferente do que deve ser encarado por qualquer profissional da área". A equipe do Dr. Pádua quando afirma ter “experiência ampla com processos, conhecimentos específicos para projetos diversos". Um membro da assessoria do Hemetério Weba (PV) quando aponta “contribuir para o bom andamento do gabinete” e outro da mesma equipe relata “promover a imagem positiva do cliente”.

Na classificação “Ético-morais”, como exemplo temos o assessor do assessor do Bira do Pindaré (PT) quando relata que tem que se “ter seriedade com o seu compromisso e participação”. Membro da equipe de Cleide Coutinho (PSB) quando aponta que é necessária a “contribuição para a sociedade, pensando sempre no coletivo. Neste caso o município de Caxias em mais foco”.

Quando em “Advindas da Militância” os exemplos são a do assessor de Rubens Júnior quando diz que é preciso “presença permanente nas questões políticas do Maranhão”. O assessor de Marcelo Tavares que diz que é preciso “ajudar contra a carência e a pobreza do município”. A equipe de Vianey Bringel quando relata que "o nosso trabalho diário é bem dinâmico, a cada dia aparece sempre algo novo e o que vejo como contribuição necessária é sempre buscar e reivindicar as melhorias coletivas ou sempre ajudando de alguma forma direta ou indiretamente". E a assessora do Bira do Pindaré quando afirma ser preciso “experiência em movimentos sociais”.

E, na classificação “Ligados ao Temperamento Pessoal” para ilustrar os depoimentos desta classificação, temos os assessores do deputado Bira do Pindaré (PT) que relata "atender as pessoas bem, de ter ouvido elogios das pessoas, de sair com respostas, com explicações concretas sob cada assunto desejado". Assessoria do Edilázio Júnior quando diz ser necessário um temperamento “tranquilo, reservado e empenhado”. Do deputado Jota Pinto quando aponta como contribuição e qualidade se ter "educação, responsabilidade, assiduidade e sempre que possível maior eficiência para desenvolver minhas atividades diárias". E, na assessoria da Cleide Coutinho, um assessor apresenta como contribuição a "franqueza, habilidade e conhecimento das funções que exerce junto ao gabinete".

Por fim, a título de apreender as percepções e entendimento sobre política, perguntamos a estes profissionais que atuam diretamente neste exercício o que eles compreendem sobre o que é política. No quadro 19, as informações fornecidas foram agrupadas.

Quadro 19: Concepções sobre a política.

Concepção de Política Número %

Idealista/Baseada na moral Cívica 23 51,10%

Realista/ Cínica 7 15,56%

Pessimista/ Crítica 2 4,45%

Formal/Institucional 13 28,89%

Total 45 100%

Fonte do autor

O agrupamento das respostas do quadro dezenove é feito de maneira a visualizarmos, sobretudo através do prisma do “capital cultural”, a concepção dos assessores ao que se refere ao termo “política”. A grande maioria, 51,10% tem uma percepção política idealista, com base numa moral cívica. 28,89% entendem o termo política de maneira formal, institucional. 15,56% a apreendem de maneira realista e por vezes, até cínica. E, apenas 4,45% dos assessores da ALEMA a concebem de maneira pessimista e/ou crítica.

Quando pensamos os perfis dos assessores parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão, a partir das respostas, sobretudo as de caráter qualitativo, acreditamos não ser possível trabalharmos enfaticamente quanto ao caráter técnico destas equipes. Visto que, como vimos, existem qualificações que não condizem exatamente com o perfil das funções demandadas em um gabinete parlamentar.

Deste modo, o que temos a seguir é a caracterização de três casos exemplares, visto estes reunirem todos os requisitos para as classificações apresentadas no quadro dezenove. São eles:

Perfil 01

Como exemplo do perfil 01, temos um assessor da equipe da deputada Gardênia Castelo, do PSDB.

Este assessor é nascido em 26 de Abril de 1954, formou-se em jornalismo em 1986 e possui uma especialização feita em 2008. Mora no bairro Barramares, em São Luís. Não participa de nenhum tipo de movimento político, religioso ou cultural, mas declara ser filiado ao PSB. Nunca concorreu a cargos eletivos e declara também não possuir pretensões políticas. Possuem parentes trabalhando

com política de maneira indireta, visto serem servidores em órgãos públicos e serem vinculados a partidos políticos. Conhece a parlamentar para o qual trabalha há 20 anos; não trabalhou anteriormente na ALEMA; exerce cargo comissionado, assessor de comunicação.

Declara não existirem dificuldades no exercício de suas funções; sua maior gratificação é “produzir informações” e, acredita que suas maiores qualidades e contribuições para o exercício de suas funções é “ter uma visão mais técnica sobre os aspectos políticos”. Sobre sua percepção de política, afirma entender “o suficiente para não vender meu voto e para não votar em políticos fisiológicos”.

Perfil 02

Para exemplificar o perfil 02, temos uma assessora do deputado Bira do Pindaré, do PT.

Esta assessora é nascida em 27 de Abril de 1989, graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade São Luís, em 2011; é filha de motorista e reside no bairro Angelim Velho. Possui/possuiu participação em movimentos estudantis do Liceu Maranhense e Coordenação da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social. Não possui filiação partidária, nunca concorreu a cargos eleitorais nem possui pretensões político- eleitorais. Afirma não possuir parentes atuando no campo político. Conhece o parlamentar para o qual trabalha há seis anos e, firmou contato com este através de estágio realizado junto ao Sindicato dos Bancários, há dois anos e meio. Hoje exerce assessoria de comunicação no gabinete do deputado para o qual trabalha.

As maiores dificuldades encontradas por ela, para a execução de seus trabalhos é “acompanhar a história sendo escrita por capachos da família Sarney, Lobão, Cafeteira, Milhomem e etc. sem que haja priorização do povo”. Para ela, as maiores gratificações são “trabalhar todos os dias para defender os trabalhadores, a população maranhense. Ter, ainda, a convicção de que meu voto valeu a pena, pois tenho um representante da minha comunidade que dá voz ao povo na Casa Legislativa do Maranhão”. Em sua concepção, as maiores qualidades e contribuições acredita oferecer são “acompanhar e fiscalizar o andamento das preposições do Deputado Bira, que beneficia o povo e os trabalhadores”

Compreende a política como sendo “a arte de agregar pessoas, ideias a fim de melhorara a situação do grupo”.

Perfil 03

Como exemplificação do perfil 03, temos uma assessora do deputado Jota Pinto, do PEN.

A assessora é nascida em 04 de julho, mas não especificou o ano de nascimento. É técnica em planejamento, possui especialização ambiental, realizada em 2003; mora no bairro Maranhão Novo. Não possui participação em movimentos sociais. Nunca concorreu a cargos políticos-eleitorais, nem pretensões políticas. Afirma não possuir parentes atuando na política. Conhece o parlamentar com o qual trabalha há 02 anos. Exerce cargo comissionado e atua como chefe de gabinete. Não declarou nem período ou circunstância as quais estabeleceu contato com o