1 INNLEDNING
1.2 Kilder
1.2.2 Andre kilder
Durante dois meses, foram levantados os endereços eletrônicos dos cursos de graduação e pós-graduação nos sites dos Ministérios da Educação e nas páginas das Instituições de Ensino Superior de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Para todos os endereços obtidos (3997), foram enviados carta de apresentação, seguindo-se as exigências éticas de pesquisa, e o link para o questionário, o qual ficou disponível na base google.docs52, garantindo, assim, o anonimato do respondente. Houve 295 respostas, 45 do grupo I (Argentina, Paraguai, Uruguai) e 250 do grupo II (Brasil), o que corresponde, considerando-se os endereços válidos, a 11,5% e 9,9% do total enviado a cada grupo, respectivamente.53 Ressalte-se que, ainda que o questionário, como instrumento de pesquisa, tenha uma natureza
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Recapitulando as duas hipóteses apresentadas no início deste trabalho: (i) As políticas públicas e reformas adotadas para o Ensino Superior nos quatro países formadores constituintes do MERCOSUL focalizam a questão integradora entre esses países e os demais países da América Latina, mas os aspectos estruturais e culturais e os interesses dos atores em campo educacional desses países constituintes do MERCOSUL apontam mais entraves do que avanços nas perspectivas de um processo de integração que dê identidade ao bloco; (ii) O Setor Educacional do MERCOSUL, não obstante seus esforços de integração mediante instrumentos como protocolos e memorandum de entendimento sobre sistema de credenciamento inter-regional, não é ainda um marco na integração, não tendo impactado, de forma significativa, as decisões tomadas nesses países com relação ao reconhecimento de cursos de graduação ou de pós-graduação realizados fora do âmbito nacional de cada país e em um dos quatro países constituintes do MERCOSUL.
52 Para acesso ao questionário em Língua Portuguesa:
https://docs.google.com/forms/d/1ARUJWKRoO4_ymmO0Ht14rNs4dPzhHbps1j5hTV9nlqM/edit e, para os países em Língua Espanhola, o endereço é este:
https://docs.google.com/spreadsheet/ccc?key=0AhpnUNaGEjAjdE41Z2xOWmdybmhlcmpUWkQwRjU0SGc#gid=0 Os modelos em Língua Portuguesa e em Língua Espanhola estão apresentados nos apêndices A e B deste trabalho.
53 Dados demográficos dos respondentes estão apresentados no Apêndice C. Ressalte-se que não houve
subjetiva, visto que as afirmações podem ter uma interpretação diferente para cada indivíduo que as avalia, assim como não há a possibilidade de prestar um auxílio ou esclarecimento ao respondente (a não ser que este se manifeste explicitamente, dirigindo-se ao pesquisador), entende-se que os benefícios que esta técnica traz (abrangência, anonimato, liberdade de resposta no momento que o respondente desejar, redução de impactos causados pela influência das opiniões ou da aparência do respondente sobre o pesquisador) sobrepujam eventuais problemas desta natureza, levantados por Gil (2008).
Foi realizado um pré-teste com cinco indivíduos, dois do Brasil, dois do Uruguai e um da Argentina, a fim de identificar se as perguntas estavam bem formuladas, se eram passíveis de alguma dúbia interpretação ou se continham erros que pudessem gerar viés de resposta. Não houve, na ocasião, comentários ou sugestões de ajuste, mas, após a aplicação do questionário a uma região do Brasil, a Sul, dois respondentes sugeriram a inserção da opção “não sei” ao questionário, o que foi feito pela pesquisadora. As 43 respostas dadas sem a inserção desta opção foram testadas em separado e não foi encontrado impacto significativo com relação à análise estatística.
Para a parte das questões objetivas, em número de 20, foi adotada a Escala de Likert, eliminando-se a coluna da indecisão, ou do “nem concordo, nem discordo”, após a leitura de diversos papers sobre a aplicação ou não da resposta neutra e conversas da pesquisadora com professores de Estatística. As 20 questões foram elaboradas com base nas leituras realizadas pela pesquisadora, bem como em sua experiência de 20 anos na Educação Superior.
A fim de avaliar a confiabilidade da escala, foi realizado um teste com o Alfa de Cronbach. Este método calcula o grau de semelhança ou homogeneidade de questões desenvolvidas em um questionário. Seu valor está contido em uma escala que varia de 0 a 1,0, sendo que o valor mínimo necessário para que o tal coeficiente seja considerado adequado como índice de consistência interna depende do fenômeno estudado e do número de itens do questionário.54 O teste realizado com o software Stata55 apresentou para a escala completa um Alfa de Cronbach de 0,9028, o que, de acordo com Freitas; Rodrigues (2005), é classificado no nível de confiabilidade muito alto56.
54Pode-se obter mais detalhes em Bandeira (2013).
55 Registro dado ao colega Leandro Pongeluppe (USP), pela colaboração no tocante ao uso do Stata para a
realização dos estudos estatísticos. O Alfa de Cronbach, que identifica a validade interna de um bloco de questões, foi de 0,9028, considerado ótimo no que se refere à validade do questionário, isto é, o instrumento utilizado conseguiu medir o que efetivamente se propôs.
56 Os autores apresentam a classificação de confiabilidade do Alfa de Cronbach com os seguintes níveis:
Confiabilidade Muito baixa Baixa Moderada Alta Muito Alta
Valor de α α ≤ 0,30 0,30 < α ≤ 0,60 0,60 < α ≤ 0,75 0,75< α ≤ 0,90 α > 0,90 (FREITAS; RODRIGUES, 2005, p.4)
As 20 questões foram divididas em quatro blocos, de acordo com suas relações intrínsecas, que visavam auxiliar no teste das hipóteses levantadas neste trabalho, conforme apresentado a seguir. Os blocos de categorias construídos foram: (i) Percepção de Efetividade; (ii) Acreditação/Qualidade; (iii) Legislação; (iv) Estrutura. Tais blocos se associam aos capítulos 2, 3 e 4 da tese, e as duas perguntas abertas estão relacionadas aos capítulos 1 e 4 da tese.
Quadro 20 - Divisão do questionário em blocos de categoria, conforme suas relações intrínsecas
Questão Categoria
1.1. O MERCOSUL Educacional é um marco na integração dos países Percepção da efetividade 1.8. No meu País, o MERCOSUL Educacional cumpre os objetivos que se propôs Percepção da
efetividade 1.18. Os acordos de reconhecimento de títulos de cursos constantes na estratégia do
MERCOSUL estão sendo efetivos na prática
Percepção da efetividade 1.2. O MERCOSUL Educacional efetivamente favorece o desenvolvimento de uma educação
universitária de qualidade
Acreditação Qualidade 1.4. Depois do MERCOSUL Educacional houve mais solicitações de homologação de
estudos (reconhecimento de títulos) nas instituições do meu País Acreditação Qualidade 1.5. Depois do MERCOSUL Educacional houve mais solicitações de reconhecimento de
títulos de cursos realizados fora do Brasil que foram aprovadas nas Instituições de meu País Acreditação Qualidade 1.14. A Rede de Agências Nacionais de Acreditação (RANA) é essencial no processo de
homologação de estudos universitários cursados em outro país
Acreditação Qualidade 1.16. A "acreditação" no Sistema ARCU-SUR facilita o reconhecimento mútuo de títulos
para o exercício profissional em outros países Acreditação Qualidade 1.19. O reconhecimento de títulos universitários é possível apenas para o prosseguimento de
estudos de pós-graduação Acreditação Qualidade
1.3. O MERCOSUL Educacional mudou a estrutura das leis educacionais no meu País Legislação 1.6. Depois do MERCOSUL Educacional houve uma mudança nas decisões judiciais sobre
pedidos de reconhecimento de títulos de cursos realizados fora do meu País Legislação 1.7. Depois do MERCOSUL Educacional houve um aumento nas aprovações das decisões
judiciais para pedidos de reconhecimento de cursos realizados fora do meu País Legislação 1.13. As leis de cada país devem se sobrepor às resoluções do MERCOSUL Educacional Legislação 1.15. As leis de educação superior universitária em meu País favorecem a integração entre os
países da América Latina Legislação
1.9. O reconhecimento de títulos de cursos realizados fora do País deve ser de
responsabilidade das universidades, não do MERCOSUL Educacional Estrutura Sistemas 1.10. Não há como homologar estudos cursados em outro país para poder trabalhar porque as
universidades estrangeiras apresentam estruturas diferentes das nacionais Estrutura Sistemas 1.11. Para homologar estudos universitários cursados em outro país, é preciso que haja
agências de "acreditação", como as que compõem a Rede de Agências Nacionais de Acreditação (RANA)
Estrutura Sistemas 1.12. Embora as universidades estrangeiras apresentem diferentes estruturas, é possível
homologar estudos universitários (reconhecer títulos) cursados em outro país. Estrutura Sistemas 1.17. As diferentes missões das universidades favorecem o reconhecimento mútuo de títulos
ou diplomas universitários
Estrutura Sistemas 1.20. Os diferentes sistemas nacionais de educação facilitam o reconhecimento de títulos
universitários Estrutura Sistemas
A primeira parte da análise faz referência às questões fechadas. A segunda parte trata das questões abertas, mais complexas de serem analisadas, por sua subjetividade. Para esta segunda parte, utilizou-se análise do discurso como metodologia e, como software de apoio, text mining, um programa que permite fazer avaliações de textos com mais precisão, aplicando-se regras ontológicas para auxiliar na construção de agrupamentos de acordo com o sentido das frases.
As duas questões abertas, propositalmente, solicitam ao respondente que expresse sua visão, visto que se pretende identificar percepções acerca do Setor Educacional do MERCOSUL. Entende-se que, apesar de não ter observado a recomendação de Gil (2008) quanto a evitar-se a pergunta personalizada, dada a natureza do questionário e seus objetivos, o pedido expresso de a pessoa apresentar sua opinião não causou alguma resposta denominada de ‘fuga’ (GIL, 2008).
Quadro 21 - Questões abertas – Percepções acerca do Setor Educacional do MERCOSUL 2. Em seu ponto de vista, qual é o maior desafio para a integração educativa dos países do MERCOSUL? *
3. Que medidas o MERCOSUL Educacional deve tomar para possibilitar a real integração entre os países? *
Fonte: a própria autora (2012, 2013)