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Andre argument for tidleg tydingselementet ’(kvass) stav, kile’

In document Gand, seid og åndevind (sider 129-133)

4 Drøfting

4.2 Etymologien og stadnamna på gand-

4.2.2 Argument for tydingselementet ’stav, kile’ e.l. i norrønt og før

4.2.2.2 Andre argument for tidleg tydingselementet ’(kvass) stav, kile’

O discurso teórico foi unânime em todos os artigos selecionados para a realização desta pesquisa. Embora possam ser identificadas um ou outro elemento de outros tipos de discurso, o predominante foi o teórico. Talvez isso se deva à própria objetivação do discurso científico (VIGNER, 1979 apud Silveira, 2012, p. 33), na tentativa de validar o discurso diante da comunidade científica. Vejamos alguns excertos que podem ilustrar o discurso teórico nos artigos:

(9) Hutcheon, ao analisar com mais afinco a pós-modernidade, percebeu que a arte pós-moderna é, ―[...] ao mesmo tempo, intensamente autorreflexiva e paródica, e mesmo assim procura firmar-se naquilo que constitui um entrave para a reflexividade e a paródia: o mundo histórico [...]‖

23 Por se tratar de um corpus composto de textos relativamente extensos, optamos por demonstrar pequenos trechos de vários, a fim de evidenciar a análise realizada.

(1991, p. 12). Hutcheon define o pós-moderno como fundamentalmente contraditório, deliberadamente histórico e político. E a metaficção é a ficção sobre ficção – isto é, ficção que inclui em si mesma um comentário sobre a sua própria narrativa e/ou identidade linguística.

Entretanto, muitos autores e a própria Linda Hutcheon consideram que o termo pós-moderno seria limitante para definir as narrativas metaficcionais (HUTCHEON, 1991, p. 13). Isto porque a metaficcionalidade não aporta apenas as narrativas pós-modernas, já que constitui uma longa tradição no romance. A diferença é que, na pós-modernidade, paralelo a essa contradição entre o histórico e o autorreflexivo, há, com grande destaque, a presença constante e repetitiva da ironia – ―Talvez a ironia seja a única forma de podermos ser sérios nos dias de hoje [...]‖; é preciso retomar o que já foi dito, e isso ―[...] só pode ser reconsiderado de forma irônica‖ (1991, p. 62) (COLLARES, 2012, p. 15).

(10) A teoria sociológica do voto pode ser resumida por duas passagens de The People’s Choice: ―as pessoas votam em grupo‖ e ―uma pessoa pensa, politicamente, como ele é, socialmente. Características sociais determinam a preferência política‖ (LAZARSFELD, BERELSON; GAUDET, 1948 [1942]: 137, 27). Com isso Lazarsfeld et al. queriam simplesmente dizer que as preferências e opiniões políticas dos eleitores são determinadas pelas características sociais do grupo a que pertencem. Uma pessoa que nascesse numa família republicana e morasse num reduto republicano tenderia a ser republicano, seja pelas predisposições familiares, seja pela rede social em que ela estaria envolvida. O mesmo valia para os democratas (MUNDIM, 2010, p. 343).

(11) A afasia de Broca é caracterizada por fala espontânea não-fluente, variando do mutismo ao agramatismo, ou seja, da ausência total de emissão oral a dificuldades de verbalizar frases gramaticalmente corretas. Geralmente está associada a algum distúrbio motor da fala, como disartria ou apraxia da fala, e também à hemiplegia ou hemiparesia direita. A compreensão oral encontra-se preservada para materiais simples e prejudicada para construções sintáticas mais complexas. A leitura pode apresentar deficiências. A fala é frequentemente ―telegráfica‖, com predominância de substantivos e verbos de ação e escassez de adjetivos, advérbios e preposições. O vocabulário é restrito, com consequente repetitividade no uso das palavras (perseveração). A escrita geralmente apresenta deficiência similar à da fala. A nomeação e a repetição também se encontram deficitárias (ALEXANDER, 2003; CUPELLO; MIRANDA, 2003; ORTIZ, 2005; PEÑA-CASANOVA et al., 2005) (FONTOURA, 2011, p. 79).

(12) A impulsividade como traço de personalidade nos dota de espontaneidade e iniciativa, mas quando exacerbada afeta nossa capacidade de fazer boas escolhas. Observa-se isso, geralmente, nos atos impensados, na dependência química, na personalidade tipo borderline (instabilidade afetiva), no transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (instabilidade cognitiva), transtorno de personalidade antissocial, sexo compulsivo, transtornos alimentares e transtornos de controle dos impulsos (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2003) (PEREIRA e CHEHTER, 2011, p. 17)

(13) A sub-representação das mulheres na esfera política é, hoje, entendida como um problema. Mas as explicações para essa discrepância específica entre o universo dos eleitores e o universo dos eleitos ou dos que ocupam outras posições que lhes conferem poder variam, dando destaque para diferentes aspectos das relações de gênero. Não se trata apenas de uma questão de ênfase. Pode-se considerar que o tratamento dado ao problema mais amplo dos limites das democracias concorrenciais contemporâneas e do ideário liberal que está em sua base é um dos divisores entre as abordagens (MIGUEL, 2010, p. 653).

O discurso teórico tem seu conteúdo temático ―[...] organizado em um mundo discursivo cujas coordenadas gerais não são explicitamente distanciadas das do mundo ordinário de agente-produtor, [...] como revela a ausência de qualquer origem espaço- temporal‖ (BRONCKART, 2009, p. 160), o que faz o mundo discursivo desse discurso ser considerado conjunto ao do mundo ordinário. O conteúdo temático do discurso teórico ainda revela processos da ordem do EXPOR que, ainda segundo o autor, se caracterizam pela autonomia em relação aos parâmetros físicos da ação de linguagem.

Nos exemplos acima, destacamos algumas formas características do discurso teórico, como conjunções argumentativas (entretanto, só, seja... seja, com isso, porque, ou seja, também, mas) utilizadas para a exposição e defesa do ponto de vista e a ausência de menção ao interlocutor. Isso implica que a interpretação desse segmento de discurso teórico não demanda conhecimento dos parâmetros da situação de ação de linguagem de que se origina, a presença dos verbos no presente (define, aporta, é, há, apresenta, encontram, conferem, ocupam, pode) na qual, segundo Bronckart (2009, p. 127), o tempo confere um valor gnômico ao enunciado e às orações impessoais (―Observa-se isso, geralmente, nos atos impensados, na dependência química, na personalidade tipo borderline‖ e ―Pode-se considerar que o tratamento dado ao problema mais amplo dos limites das democracias concorrenciais contemporâneas e do ideário liberal que está em sua base é um dos divisores entre as abordagens‖) que objetivam o discurso científico.

No ensaio também prevaleceu, por mais da metade dos 20 textos, o discurso teórico. No entanto, é interessante observar a utilização de outros tipos de discurso nesse gênero. Vejamos alguns exemplos de discurso teórico, teórico-interativo, teórico-relato-interativo e teórico narrativo que constam dos ensaios analisados.

In document Gand, seid og åndevind (sider 129-133)