No material didático sobre aspectos retóricos da linguagem científica procuramos dar destaque às evidências de subjetividade do texto científico e aos recursos de linguagem que conferem ao texto poder persuasivo (Apêndice B). A aplicação deste material é discutida no tópico 5.3.
Esse material, conforme mencionado anteriormente, foi organizado em sete atividades. Tomamos como ponto de partida para a elaboração do mesmo o fato de que a padronização textual é um dos aspectos mais característicos do discurso científico (CORACINI, 2007) e, nesse sentido, compreender a organização e as características típicas de cada parte do texto é uma habilidade necessária aos estudantes de graduação a fim de que possam analisar os diversos tipos de documentos veiculados na literatura científica, bem como aprimorar sua capacidade de elaboração de textos dessa natureza. Assim, a primeira
A Figura 6 mostra as isotermas de adsorção de N2 a 77 K para duas
amostras PMF, uma proveniente do precursor rico em sílica [...]
Figura 6. Isotermas de adsorção-dessorção de N2 a 77 K. Comparação entre a
amostra preparada a partir do precursor rico em sílica (F800L) e a amostra preparada a partir do precursor-HF (F800LHF).
(Química Nova, v.30, n.7, p.1667, 2007)
Observe no exemplo ao lado detalhes tais como:
a indicação do gráfico no corpo do texto e sua numeração (Figura 6); a legenda explicativa da figura; as unidades de cada eixo do gráfico
atividade (Atividade 1) elaborada para o material didático sobre aspectos retóricos da linguagem científica foi um exercício de “Revisão das Seções dos Textos Científicos”.
Nesse exercício de revisão, foram apresentados dez recortes extraídos de distintas seções de artigos científicos das revistas Química Nova e Eclética Química para que os alunos identificassem a qual seção cada excerto pertencia e justificassem sua reposta. Em cada seção apresentada na Atividade 1 buscamos recortar trechos que evidenciassem características típicas das mesmas, de tal maneira que os alunos pudessem reconhecê-la com base em seus conhecimentos sobre tais aspectos do texto ou na relação de semelhança entre os recortes presentes no material e suas leituras de outros textos de natureza científica.
A Figura 5.5 ilustra um dos recortes apresentados na Atividade 1, o qual foi extraído da seção Resultados e Discussão de um artigo científico original de pesquisa da área de química. Se familiarizado com as características de tal seção, o aluno facilmente é capaz de perceber elementos que frequentemente estão presentes na mesma, tais como: a citação de uma tabela (“Tabela 2”), a descrição no texto de que a mesma apresenta dados de amostras analisadas (“são apresentados os parâmetros obtidos através de TG para todas as amostras ativadas e precursores”), a interpretação dos dados (“o que pode ser entendido pela maior porosidade que apresentam, facilitando, portanto, o acesso do oxigênio à matriz carbonosa”) e a comparação dos resultados com a literatura (“o aumento da reatividade com o oxigênio já foi observada para diversos materiais carbonosos obtidos por ativação química20,29”).
FIGURA 5.5 – Trecho de uma seção Resultados e Discussão de um artigo científico, apresentado na Atividade 1.
A partir da Atividade 2, denominada “Os Aliados dos Textos Científicos”, iniciamos especificamente a abordagem dos aspectos retóricos da linguagem científica. Para
Na Tabela 2 são apresentados os parâmetros obtidos através de TG para todas as amostras ativadas e precursores, além da amostra I700NL. As temperaturas de oxidação mais reduzidas ocorrem para as amostras ativadas e lavadas, o que pode ser entendido pela maior porosidade que apresentam, facilitando, portanto, o acesso do oxigênio à matriz carbonosa. Esta estreita correlação entre o desenvolvimento da área superficial e o aumento da reatividade com o oxigênio já foi observada para diversos materiais carbonosos obtidos por ativação química20,29.
Dessa forma, a redução da temperatura de oxidação nas amostras ativadas (e lavadas) constitui um indicativo do sucesso do processo de ativação. (Química Nova, v.30, n.7, p.1665, 2007)
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sua elaboração partimos da concepção de Latour (2000) de que o discurso científico é uma espécie de batalha entre o autor do texto científico e um leitor discordante. Assim, para resistir às objeções do leitor e conseguir convencê-lo da relevância e veracidade da pesquisa apresentada, o autor reúne no texto uma série de aliados ou elementos textuais que têm força retórica.
Com base em tais considerações, a Atividade 2 foi elaborada com o intuito de apresentar aos alunos algumas estratégias dessa natureza. Destacamos então a presença no texto dos seguintes elementos: (a) citações de artigos presentes em revistas de credibilidade no meio; (b) citações de autores reconhecidos na área à qual a pesquisa se insere; (c) citação de trabalhos de outros autores que também investigam a mesma temática; (d) indicação de instituições financiadoras.
Conforme Latour (2000), “essa recorrência a aliados superiores e mais numerosos muitas vezes é chamada de argumento da autoridade” (p.56). O uso de autoridades na construção do discurso científico é bastante comum na comunidade científica, embora nem sempre os autores o façam de forma consciente e intencional (CORACINI, 2007). Dessa forma, consideramos relevante a abordagem no material didático de questões dessa natureza, uma vez que estimula o estudante não somente a reconhecer estratégias de linguagem que podem fortalecer um texto científico, mas também a refletir sobre questões que permeiam a prática da ciência (como “autoridade”, “prestígio”, “temas de interesse na ciência”, “avaliação por pares”) e que exercem influência na percepção tanto de quem dela faz parte quanto do grande público. A Figura 5.6 ilustra como esses aspectos foram apresentados de forma esquemática no material didático.
Além desses aliados “externos”, também ressaltamos na Atividade 2 os aliados “internos”, isto é, elementos retóricos oriundos do próprio grupo de pesquisa ou trabalho, tais como: (a) indicação de publicações anteriores do próprio grupo relacionados ao tema em foco; e (b) destaque aos aspectos inovadores do trabalho. Tais aliados são também estratégias de autofortalecimento e sua presença no texto científico o fortalece na medida em que demonstra para o leitor que o autor já tem experiência no assunto em foco e que outros estudos na mesma linha de pesquisa já foram aprovados pelos pares (CORACINI, 2007). Outro aspecto valorizado pela comunidade científica e, por consequência, empregado como recurso retórico na construção do discurso é a indicação explícita de que o trabalho relatado é uma contribuição original à literatura da área (CAMPANARIO, 2004b).
FIGURA 5.6 – Trecho da Atividade 2 do material didático sobre aspectos retóricos da linguagem científica.
Além de citar tais aspectos da linguagem científica, consideramos essencial na elaboração desse material didático mostrar aos alunos exemplos de como esses recursos se evidenciam nos textos científicos, dando especial destaque àqueles da área de química. Na Figura 5.7 ilustramos um dos exemplos apresentados no material didático, no qual destacamos a característica da linguagem científica que foi abordada em um trecho de um artigo científico publicado na revista Química Nova em que tal aspecto poderia ser observado pelo aluno. A apresentação de exemplos dessa natureza pode favorecer uma melhor compreensão e visualização dos assuntos abordados. Esse recurso foi amplamente empregado na elaboração de todo o material didático
A Atividade 3, denominada “A Presença do Autor nos Textos Científicos”, tem a intenção de desmitificar uma das características mais difundidas a respeito da linguagem científica dentro da comunidade acadêmica: a de que esta é totalmente objetiva, impessoal, neutra. Muitos livros e manuais didáticos sobre redação de textos científicos reforçam essa concepção, recomendando o uso de recursos de linguagem que tornem o texto o mais
Citações de artigos presentes em revistas de credibilidade no meio Citações de autores reconhecidos na área à qual a pesquisa se insere Citação de trabalhos de outros autores que também investigam a
mesma temática
Indicação de instituições financiadoras
Os assessores dessa revista “famosa” deram credibilidade a este trabalho ou tema. Ninguém vai questionar! Podem até duvidar de mim,
mas não vão discordar do “papa da área”.
Uma das provas de que meu trabalho é relevante é o número de pessoas que também pesquisam sobre esse tema
Recebi financiamento da instituição ou agência “tal”. Isto prova que meu trabalho é relevante!
OS ALIADOS DO TEXTO CIENTÍFICO
impessoal possível (GILPIN; PATCHET-GOLUBEV, 2000; JARDINE, 1994; OLIVEIRA; QUEIROZ, 2007b). Abrahamsohn (2004), por exemplo, destaca explicitamente que “o uso da forma impessoal faz com que o relato se torne mais objetivo, como convém a um trabalho científico” (p.72).
FIGURA 5.7 – Trecho de um artigo científico da área de química empregado para exemplificar uma das estratégias retóricas abordadas na Atividade 2.
Essas práticas, segundo Coracini (2007), têm a função de apagamento do sujeito enunciador, transmitindo ao leitor uma imagem de imparcialidade do autor diante de seu objeto de pesquisa e, por esse motivo, garantindo credibilidade ao texto científico. No entanto, conforme Latour (2000), “embora se diga que a literatura técnica é impessoal, isso está longe de acontecer. Os autores estão por toda parte, incorporados no texto” (p.91), denunciando sua subjetividade.
Portanto evidenciar a presença do autor no texto científico, além de ser algo pouco comum em materiais didáticos destinados aos estudantes de cursos da área de ciências, contraria muitas das ideias já sedimentadas nessa comunidade. No entanto, consideramos importante abordar essas características a fim de propiciar aos alunos outra forma de ver os textos que leem e que produzem em seu cotidiano acadêmico. Ainda que o uso de terceira pessoa ou da voz passiva continue a ser predominante no texto científico – afinal, o autor precisa se adequar às regras impostas por sua comunidade –, é necessário que os estudantes reconheçam que tais recursos por si só não excluem a subjetividade inerente à prática da ciência e, consequentemente, refletida em seu discurso.
Coracini (2007) e Campanario (2004b) relataram diversas marcas deixadas pelos autores, isto é, elementos textuais que revelam interesses pessoais do cientista sobre determinado tema de pesquisa, situações complicadas que vivenciaram no desenvolvimento do estudo, a criatividade e a imaginação do processo de construção do conhecimento (opiniões, proposição de hipóteses, de possibilidade de trabalhos futuros) etc. Tais
Indicação de que o trabalho
é inovador na área
[...] nenhum relato foi feito sobre a composição química e atividade acaricida de seu óleo essencial a partir de fruto e folha, que ocorre em Pernambuco. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo determinar a composição química do óleo essencial de folhas e frutos de X. sericea, que ocorre na floresta de restinga do litoral sul de Pernambuco, bem como seu efeito fumigante sobre o ácaro rajado [...]. (Química Nova, v.30, n.4, p.839, 2007)
considerações subsidiaram e elaboração desta parte do material didático, no qual apresentamos aos alunos as seguintes situações que indicam a presença do autor nos textos científicos: (a) quando o autor assume sua pesquisa, justificando a escolha do tema ou do material; (b) quando o autor opina sobre os fatos ou resultados obtidos; (c) quando o autor avalia o trabalho e sugere, novas pesquisas; (d) quando o autor faz hipóteses, suposições; (e) quando o autor chama a atenção do seu interlocutor para algum aspecto ou fato em particular; (f) quando o autor admite limitações na pesquisa ou ignorância sobre determinado assunto; e (g) quando o autor utiliza expressões que denotam dúvidas ou incertezas sobre os resultados.
Além de destacar as marcas de subjetividade do discurso científico, acrescentamos ao material a indicação da seção do texto científico em que tais aspectos comumente estão presentes, bem como exemplos oriundos de artigos científicos da área de química. A maneira como tais informações foram articuladas no material está ilustrada na Figura 5.8.
Figura 5.8 – Trecho da Atividade 3, no qual exemplifica-se um dos elementos que denunciam a presença do autor no texto científico.
Na Atividade 4, “Tipos de Citações Presentes em Textos Científicos”, abordamos um aspecto bastante característico dos textos científicos: a presença de citações bibliográficas, isto é, as múltiplas vozes (ideias, dados) de outros pesquisadores se fazem presente de modo explícito no discurso científico. Esse aspecto da linguagem científica a
priori não se constitui em novidade para muitos dos estudantes de graduação da área de
ciência, pois é uma prática amplamente empregada na construção dos textos científicos. Para Oliveira e Queiroz (2007), as inúmeras citações e referências bibliográficas refletem ainda o fato de que um cientista raramente está sozinho na produção de novos conhecimentos, ou seja, colocam em evidência o processo social de construção da ciência.
Quando o autor avalia o trabalho e sugere, novas pesquisas.
Esses resultados estimulam, ainda, a realização de estudos mais avançados, com a finalidade de reduzir a quantidade de enzima no eletrodo de trabalho, a partir da incorporação de elementos que possam potencializar sua atividade [...]. A possibilidade de emprego de outras técnicas de imobilização da AldH, como por ex. a fixação da enzima em uma matriz sol-gel, além do uso de diferentes mediadores eletroquímicos, poderão ser ainda estudados. (Química Nova, v.30, n.1, p.16, 2007) Costuma ser evidenciado nas Conclusões dos trabalhos. Observe o exemplo:
No entanto, nosso objetivo nesta parte do material didático não foi apenas apresentar aos alunos citações bibliográficas que comumente permeiam o discurso científico e as seções do texto onde geralmente são inseridas, mas também discutir a importância retórica de tais citações, isto é, de que maneira cada uma delas pode contribuir no sentido de persuadir o leitor a dar credibilidade ao autor e à sua pesquisa. Em outras palavras, o que poderia ser considerado apenas mais uma convenção dentro da construção do texto científico, sob outro ângulo, pode ser visto como uma estratégia retórica da linguagem da ciência.
Os principais tipos de citações bibliográficas presentes em artigos científicos que abordamos na Atividade 4 foram: (a) citações que constituem o paradigma adotado pelo autor (informações consolidadas); (b) citações de trabalhos anteriores realizados pelo próprio grupo; (c) citações que apresentam o método utilizado; (d) citações de trabalhos com resultados semelhantes; e (e) citações de trabalhos com resultados discordantes
Convém lembrar que algumas das citações descritas no material didático produzido para esta atividade já haviam sido discutidas de forma isolada e sob outros enfoques na Atividade 2 (“Os Aliados dos Textos Científicos”). Nesta, em particular, objetivamos agrupá-las a fim de propiciar aos alunos uma visão integrada e sistemática de algumas das diversas citações que compõem um artigo científico e, ao mesmo tempo, ajudá- los a reconhecer e comparar tanto sua distribuição entre as seções do texto como a maneira pela qual cada uma delas exerce poder persuasivo sobre o leitor.
Na Figura 5.9 ilustramos a forma como organizamos no material didático a indicação de cada tipo citação bibliográfica, sua importância retórica e a seção onde comumente está inserida, bem como exemplos de sua utilização em artigos científicos da área de química.
Para a elaboração da Atividade 5, denominada “Trabalhando com as Citações nos Textos Científicos”, partimos da perspectiva de Latour (2000) de que simplesmente reunir uma série de citações bibliográficas no texto, mesmo que essas correspondam às ideias apresentadas pelo autor, pode não ser suficiente para convencer o leitor: é necessário reorganizá-las e assentá-las de tal maneira que todas possam fortalecer o trabalho apresentado. Coracini (2007) destaca que tais estratégias representam um trabalho de seleção, síntese e reformulação do texto citado.
FIGURA 5.9 – Trecho da Atividade 4, no qual se apresenta um dos principais tipos citações bibliográficas dos textos científicos, sua importância retórica, a seção onde comumente está inserida e exemplos de sua utilização em artigos científicos da área de química.
Latour (2000) descreve algumas estratégias de linguagem dessa natureza, as quais serviram de base para a elaboração desta parte do material didático. Dessa forma, os recursos retóricos de utilização das citações abordados na Atividade 5 foram: (a) fortalecer os aliados dando destaque aos trabalhos similares aos do autor; (b) enfatizar que os métodos usados na pesquisa são também utilizados por outros autores; (c) atacar (se for conveniente) as referências que possam se opor ao trabalho do autor; e (d) fortalecer um artigo para enfraquecer um outro que esteja em oposição ao trabalho do autor.
Para facilitar o reconhecimento por parte dos alunos de tais estratégias no texto científico, incluímos alguns trechos oriundos de artigos da área de química nos quais, ainda que sutilmente, esses recursos estavam presentes. A Figura 5.10 ilustra um trecho desse material nas quais essas características podem ser observadas.
No intuito de estimular os alunos a refletirem sobre esse aspecto da linguagem científica apresentamos ainda nesta Atividade uma citação de Latour (2000) no qual ele estabelece uma analogia entre o discurso científico e o discurso político (Figura 5.11). Esta é uma forma pouco comum de se examinar a linguagem científica, dentro da própria comunidade. Assim, apresentar tais ideias aos graduandos em química pode representar algo completamente novo e possivelmente contrário à maioria das noções que eles têm sobre a ciência e sua linguagem.
Citações que
apresentam o método utilizado
Demonstram que o trabalho é pautado em metodologia comprovada na literatura e adequada àquela pesquisa
Geralmente encontradas em Materiais e Métodos
A medição da taxa de transmissão de vapor d’água8,12,22-24 e do índice de
intumescimento8,12,22 constituem métodos simples, mas eficientes, para determinação
in vitro das características dos materiais poliméricos envolvidos na tecnologia de revestimento22.
(Química Nova, v.30, n.2, p.312, 2007)
O procedimento 2 foi baseado na reticulação da enzima em uma rede rígida, conforme metodologia previamente descrita por Nunes et al31.
FIGURA 5.10 – Trecho da Atividade 5, no qual se destaca e exemplifica-se uma das estratégias retóricas de utilização das citações bibliográficas.
FIGURA 5.11 – Trecho da Atividade 5, no qual se apresenta uma citação de Latour (2000) sobre sua comparação dos discurso científico com o discurso político.
Na Atividade 6, “A Produção do Texto e o Foco no Leitor”, buscamos evidenciar algumas características da linguagem científica que demonstram que o discurso científico é construído no sentido de agradar, conduzir e atender aos anseios do leitor. Para abordar como tal aspecto manifesta-se no texto científico, tomamos inicialmente como base as considerações de Coracini (2007) sobre o fato de que a sequência das seções na qual o texto científico é apresentado ao leitor é frequentemente bem distinta daquela empregada
Bruno Latour
(Ciência em Ação, p.59)
“Seja qual for a tática, é fácil perceber a estratégia geral: faça tudo o que for necessário com a literatura anterior para torná-la o mais
útil possível à tese que você vai defender. As regras são bastante simples: enfraqueça os inimigos; paralise os que não puder enfraquecer [...]; ajude os aliados se eles forem atacados; garanta
comunicações seguras com aqueles que o abastecem com dados inquestionáveis [...]; obrigue os inimigos a brigarem uns com os outros; se não tiver certeza de que vai ganhar, seja humilde e faça
declarações atenuadas. De fato, são regras simples: são as regras dos velhos políticos.”
Atacar (se for conveniente) as referências que possam se opor ao trabalho do autor
3
3
Não existe, por ex., nenhum método imunoquímico para detecção de fungicidas DTC’s15, e o
método oficial, cujo limite de detecção (LD) é muito elevado para monitoramentos ambientais (0,4 mg L-1), é baseado na análise espectrofotométrica do CS2, derivado da decomposição
ácida16,17.
Alguns estudos recentes17,22 têm mostrado a aplicabilidade de um método espectroscópico
baseado em molibdato de sódio para análise de DTC’s, porém com LD de 0,3 mg L-1,
considerado ainda muito elevado para fins de controle ambiental. Kubo et al.23 propuseram um
método baseado na quimiluminescência em presença do sal sódico de luminol [...]. O método exigiu o detector específico para quimiluminescência, sendo este aparato dispendioso para laboratórios que não utilizam a técnica rotineiramente. (Química Nova, v.30, n.71 p.9, 2007)
pelo autor quando da sua redação. Nessa perspectiva, descrevemos no material didático, em um formato de fluxograma, tanto a sequência das seções observada pelo leitor quanto aquela frequentemente seguida pelo autor na elaboração do texto. O intuito dessa abordagem foi demonstrar aos alunos que a própria estrutura do texto é moldada de forma a garantir uma leitura linear, lógica e agradável para o leitor, revelando sua importância na construção do discurso da ciência.
Outra questão abordada na Atividade 6 foi o emprego de estratégias de direcionamento ao leitor, seja por meio do uso de expressões para despertar sua atenção