7 Minoritets- og majoritetselever i videregående opplæring
7.6 Andeler med optimal progresjon
A teoria geral sobre valores trouxe importantes contribuições ao estudo sobre valores do trabalho nas organizações, estudos estes que solidificaram a base teórica para a construção de um conhecimento sobre valores laborais e a realização de pesquisas empíricas sobre o assunto, a nível nacional e internacional (PORTO, 2008).
Para Kluckhohn (1951), valores representam uma concepção daquilo que é desejável por uma pessoa ou grupo social que influencia na seleção de modos, meios e finalidades de ações acessíveis. Um conceito de caráter antropológico e sujeito às influências do meio sociocultural, culminando numa teoria de orientações de valores com base na cultura.
Na visão de Rokeach, (1973, p. 5), valor é considerado uma
crença duradoura de um modo específico de conduta ou estado final de existência individual ou socialmente preferível em oposição a outro. Um sistema de valores éum sistema durável de p de condutas ou estados finais de existência, distribuídos ao longo de um continuum de importância relativa.
Em pesquisa sobre valores e cultura organizacional das maiores subsidiárias da Empresa IBM em todo mundo, concluiu-se que valores são expressões do que é desejável e desejado pelas pessoas no ambiente de trabalho que se diferenciam entre si, dependendo das características culturais de cada sociedade nas quais estão inseridos. Valores são uma tendência geral para preferir certo estado de coisas a outro (HOFSTEDE, 1980, 1997).
Na perspectiva do estudo de Schein (1984), valores são elementos da cultura organizacional, organizados a partir de pressupostos básicos. Pressupostos são os principais
elementos da cultura organizacional que moldam a visão de mundo e as relações nas organizações e influenciam a tomada de decisões. Esses pressupostos originam valores, enquanto crenças sobre a maneira correta de perceber, pensar e sentir sobre os problemas da organização. À proporção em que a repetição de experiências passadas de sucesso vão ocorrendo na organização, forma-se um conjunto de crenças válidas ou verdades sobre como resolver problemas semelhantes, de forma adequada, com base no passado, garantindo-se a adaptação da integração interna e externa da organização.
Na tentativa de diferenciar valores pessoais entre culturas distintas, Triandis (1990) passa a pesquisar sobre a questão das prioridades axiológicas de valores em diferentes sociedades, estudos estes que resultaram nas noções de valores de individualismo e coletivismo, ou ainda, populações com perfil de pessoas centradas nos interesses individuais ou ainda aquelas direcionadas a interesses da coletividade. Segundo Feather (1996), valor entende-se como um princípio analógico implícito, formado com base em julgamentos sobre a capacidade das coisas, pessoas, ações e atividades para prover a melhor forma de vida possível.
Segundo Porto e Tamayo (2003), os valores de uma pessoa estão estruturados em um sistema de valores de dois níveis, de acordo com os aspectos da vida a serem avaliados. A estrutura geral de valores representa o primeiro nível e refere-se à estrutura que engloba todos os valores gerais de uma pessoa, sendo mais ampla e abstrata. O segundo nível está ligado ao sistema geral de valores gerais de uma pessoa e representa a aplicação do conceito de valores a situações diárias e a forma como são tomadas as decisões relativas a contextos específicos da vida, tais como a família, o trabalho e a religião, conforme representado na Figura X.
Figura 1- Sistema geral de valores das pessoas
1º Nível
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2º Nível
Fonte: Adaptado de Porto e Tamayo (2003, p. 145).
Schwartz (1992, 2005) analisa os valores humanos e apresenta o seu conteúdo e estrutura em diferentes culturas, baseada nos estudos das necessidades básicas, motivações do ser humano, pulsões inatas do indivíduo e nas relações entre valores e comportamento humano, conceituando valores como:
Sistema geral de valores das pessoas
Valores relativos à família Valores relativos ao trabalho Valores relativos à religião
a) Crenças ligadas à emoção que ativam sentimentos positivos ou negativos. b) Um construto motivacional importante para que a pessoa possa agir adequadamente.
c) Um guia para seleção e avaliação de ações, políticas, pessoas e eventos, percebidos claramente em decisões conflitantes entre os valores possuídos.
d) Valores transcendem situações e ações específicas, tendo caráter abstrato. e) Valores obedecem a uma ordem de importância ou prioridade axiológica, atribuída por cada pessoa, em relação aos demais valores, sendo que essa hierarquia os diferencia de normas e atitudes.
Na visão de Dubrin (2006), valor refere-se à importância que a pessoa dá a algo que serve como orientação para seu agir. Para esse autor, os valores são aprendidos ou moldados pelos modelos de comportamento das pessoas com as quais nos identificamos, com as atitudes declaradas ou não das pessoas com as quais temos contato ou ainda por meio da religião.
Robbins (2009) conceitua valores como convicções básicas do ser humano que possuem um elemento de julgamento naquilo que a pessoa acredita ser correto, bom ou desejável. O sistema de valores do indivíduo possui uma hierarquização dos valores individuais e está organizado pela importância que damos a valores como honestidade, justiça, obediência, prazer, liberdade.
Do conceito sobre valores gerais surgiu o interesse dos pesquisadores no estudo sobre valores adaptado ao contexto do trabalho, o que veio a possibilitar uma compreensão sobre valores do trabalho como uma contextualização dos valores gerais, bem como a sua importância no sentido de apresentar insights sobre o papel dos valores relativos ao trabalho e seu impacto sobre atitudes e comportamento dos trabalhadores no contexto laboral (PORTO; 2008).
Assim, segundo Elizur e Sagie (1999), os valores do trabalho são definidos como o grau de importância que os indivíduos atribuem aos resultados alcançados no seu ambiente de trabalho.
Schwartz (1999) define valores relativos ao trabalho como metas ou recompensas que as pessoas almejam obter por meio do trabalho.
Valores laborais são considerados como princípios ou crenças sobre comportamentos ou metas desejáveis que estão hierarquicamente organizados, que guiam as avaliações sobre os resultados e contexto do trabalho, bem como a escolha de alternativas de trabalho, de acordo com Ros et al. (1999).
Porto e Tamayo (2003) definem valores do trabalho como princípios ou crenças sobre metas ou recompensas desejáveis, hierarquicamente organizados, que as pessoas buscam por meio do trabalho e que guiam as suas avaliações sobre os resultados e contexto do trabalho, bem como, o seu comportamento no trabalho e a escolha de alternativas de trabalho.
Os valores do trabalho, da mesma forma que os valores gerais, podem ser divididos em pessoais, sociais e culturais. Os valores pessoais do trabalho servem como guia pessoal do indivíduo no ambiente de trabalho. Os valores laborais sociais são fruto das percepções da pessoa soube os princípios seguidos pelas demais pessoas da sociedade. Já os valores culturais do trabalho são valores laborais aceitos e compartilhados por um grupo ou definidos por um líder ou pessoa influente do contexto (PORTO, 2008).