5. Risiko-, konsekvens- og kostnadsanalyse
5.1 Risikoanalyse
5.1.6 Analyse bompåkjørsler
Em nosso tempo, a teoria cosmológica sobre a formação e o desenvolvimento do universo que mais tem crédito na comunidade científica internacional é a Teoria do Big-
Bang.110 Em seus princípios, afirma que o universo atual, em fase de expansão, teve origem
em uma situação inicial – entre 12 e 15 bilhões de anos atrás –, onde todas as forças das leis físicas se encontravam unificadas, quando as dimensões de espaço e de tempo se anularam em uma singularidade, caracterizada por valores de densidade e de temperatura considerados infinitos.
A Teoria do Big-Bang, como qualquer outra teoria científica, epistemologicamente é apenas um modelo icônico e interpretativo de uma realidade coerente com as leis da natureza conhecidas e com uma série significativa de dados observáveis que a verificam. Não é de se excluir que, um dia, possam aparecer certos dados que levem à formulação de um novo modelo que a supere, um novo paradigma, que não deixe de contê-la em si mesmo.
Estudos detalhados sobre a relação entre a estrutura física das estrelas e as constantes fundamentais da natureza confirmam que certos valores destas constantes – mesmo com diferenças mínimas dos atuais – teriam produzido estruturas estrelares e planetárias
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Cf. ARNOULD, J. Op. cit., p. 50s. 110
totalmente diferentes, com conseqüências negativas para a existência das formas de vida que hoje conhecemos.
Desenvolveu-se, então, um princípio que rejeita a explicação do surgimento do universo a partir unicamente do acaso. É o princípio antrópico111
que expressa a convicção de que, as numerosas e particulares condições de natureza cósmica, local e ambiental, respondem à exigência da verificação de possíveis condições para a afirmação e a evolução dos fenômenos vitais, até alcançar o nível humano. O princípio antrópico apresenta uma imagem do universo que repropõe problemas que estão na fronteira entre física e metafísica.
Essa profunda modificação no processo da Evolução aconteceu com o desenvolvimento do cérebro humano. Pela especificidade das características unicamente humanas – a consciência, a intencionalidade, a liberdade e a criatividade – a Evolução biológica fez um salto, passando à Evolução de tipo social e cultural.
Muita coisa em ciência já foi verdade e acabou se tornando ultrapassada na medida em que a própria ciência evoluiu. Algumas proposições da Teoria da Evolução passaram por essa fase como o fixismo, a teoria da geração espontânea, a hereditariedade dos caracteres adquiridos, o número de 48 cromossomos humanos (com o desenvolvimento da técnica se chegou até 46). A origem humana ainda permanece velada, embora algumas teorias tentem desvendar esse mistério. “Hoje há cientistas que admitem que no início da humanidade não há apenas um casal (monogenismo), mas que a vida humana se tenha desenvolvido em diversos lugares do planeta (poligenismo ou até polifiletismo112)”113.
Em relação a origem do ser humano como determinar o relacionamento mútuo entre ciência e religião? O Magistério católico entende que não é sua a tarefa definir a origem do corpo humano, esta pesquisa compete à ciência. No entanto, a fé católica reconhece e preserva a ação de Deus na criação da alma humana114
e faz ainda uma observação. Para as
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O princípio antrópico surgiu para procurar explicar o universo observável (Freeman Dyson, 1979; John Barrow e Frank Tipler, 1989). Verifica-se com este princípio que as leis e as constantes universais são como que constrangidas a assumirem formas e valores compatíveis com a existência de seres inteligentes; caso fossem diferentes não conduziriam aos resultados atuais. O princípio antrópico tem sido objeto de diferentes enunciados e ponto de partida de variadas hipóteses, sendo, algumas delas, de inspiração ou sentido francamente teológicos. O “big-bang” poderá ser tomado como um ato de Criação e o “projeto” de construção do universo ser entendido como tendo a finalidade de acolher a criatura de Deus. Cf. também ARNOULD, J. Op. cit., p.44s.
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Poligenismo: hipótese ou teoria segundo a qual a humanidade não tem uma origem comum, e que sustenta que os diversos grupos humanos pré-históricos, ou as supostas raças da humanidade atual descendem de espécies distintas. Polifiletismo: indica que mais de uma família (phylum), raça ou tribo está na origem da humanidade. Phylum é uma categoria taxonômica compreendida entre o reino e a classe.
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ZILLES, U. Criação e Evolução, p. 21. 114
hipóteses de poligenismo e polifiletismo entende que é difícil conciliar com a doutrina da transmissão do pecado original. “Trata-se, porém, mais de um alerta sobre as conseqüências possíveis de uma conjectura aventurosa do que de uma condenação pura e simples de toda forma de poligenismo”115
. Uma solução mais próxima à realidade parece ser a de um monogenismo em sentido amplo, onde um só phylum (família) desabrochou garantindo a unidade essencial do gênero humano. O monofiletismo afirma que o gênero humano é oriundo de apenas um ramo. Esta questão sobre a origem da humanidade ficará ainda aberta, pois o que a Bíblia apresenta é uma visão unitária da humanidade e a universalidade do pecado original. Por isso a Bíblia fala de um casal no início, expressando a unidade e a igualdade de todos os homens. Adão não é somente o nome de um indivíduo, mas também um nome coletivo a indicar a humanidade.
Como ir em frente sem recair no dilema Criação ou Evolução? A busca da unidade do saber, o diálogo em posição de serviço poderá conduzir àquele entendimento onde não existe contradição entre uma verdade científica comprovada e uma revelada.
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