Information Retrieval Models and trends
2.3 An Overview of the Conventional IR Systems
O documento Orientações Técnicas Internacionais de Educação em Sexualidade (UNESCO, 2010), produzido pela UNESCO e outras agências do Sistema ONU, com vistas a fomentar a inclusão no currículo dos conteúdos de Educação em Sexualidade (ES) por faixa etária, estabelece ES como:
“Uma abordagem apropriada para a idade e culturalmente relevante ao ensino sobre sexo e relacionamentos, fornecendo informações cientificamente corretas, realistas e sem pré-julgamentos. A educação em sexualidade fornece oportunidades para explorar os próprios valores e atitudes e para desenvolver habilidades de tomada de decisão, comunicação e redução de risco em relação a muitos aspectos da sexualidade.” (UNESCO, 2010 p.10).
O documento foi produzido a partir de discussões com especialistas de todas as regiões do mundo e baseou-se na premissa de que a sexualidade é um aspecto fundamental da vida humana, possuindo dimensões físicas, psicológicas, espirituais, sociais, econômicas, políticas e culturais. E que, portanto, não pode ser compreendida sem uma referência de gênero e de diversidade.
Considerando os aspectos culturais, é fundamental destacar que, em determinadas regiões e culturas, alguns comportamentos podem ser aceitáveis e em outras localidades inaceitáveis. Neste contexto, é importante considerar que, mesmo que o comportamento seja considerado inadequado, isso não o exclui das discussões no contexto da ES.
Esther Corona (2014), psicóloga mexicana, trouxe à tona a questão dos termos de utilização de ES. Questionou, por exemplo, o termo educação em sexualidade, educação integral de, em, para… a sexualidade. Entendeu que, quando se fala de Educação Integral para a Sexualidade e Educação em Sexualidade, ou no inglês, Comprehensive Sexuality Education, fala-se dos mesmos conceitos. E considerou ES:
“El proceso vital mediante el cual se adquieren y transforman, informal y formalmente, conocimientos, actitudes y valores respecto de la sexualidad en todas sus manifestaciones, que incluyen desde los aspectos biológicos y aquellos relativos a la reproducción, hasta todos los asociados al erotismo, la identidad y las representaciones sociales de los mismos. Es especialmente importante considerar el papel que el género juega en este proceso.” (CORONA, 2014).
Assim, a ES deve ser um processo sistemático, intencional e permanente dirigido a promover e criar conhecimentos, atitudes e comportamentos necessários para viver a sexualidade de modo responsável, pleno, autônomo, gratificante e construtivo. A educação integral da sexualidade pode ser uma via para promover:
a igualdade de gênero e autonomia da mulher; prevenção da gravidez em meninas muito jovens;
um exercício dos Direitos Sexuais e Reprodutivos; redução da mortalidade infantil e materna;
prevenção do aborto;
a não violência e a não discriminação; a saúde sexual e a saúde reprodutiva; prevenção do HIV/aids e outras DST;
melhor qualidade de vida para o homem, a mulher, a família e a sociedade. (CUBA, 2012).
Para uma formação integral dos estudantes é importante que estratégias de educação em saúde sejam desenvolvidas de forma integrada e integral na escola, uma vez que estes elementos estão presentes durante todo o desenvolvimento humano. Em face da histórica desarticulação entre os setores de educação e saúde, a escola se coloca como depositária de inúmeras demandas sociais, sem garantir estratégias e ações de educação em saúde que protejam crianças, adolescentes e jovens. As políticas de educação em saúde na escola, no Brasil, constituíram-se historicamente de ações de assistência à saúde do educando.
De acordo com Corona (2014), a ES, por sua vez, deve incorporar as dimensões de gênero, orientação e identidade sexual e reprodução, assim como a identificação das especificidades de cada ciclo do desenvolvimento humano, associado a um conjunto de valores éticos, respeitando e celebrando a diversidade (sexual, cultural e étnica). Com isso supera olhar historicamente vinculado só às questões reprodutivas para adquirir um enfoque positivo da sexualidade: reconhecer o papel do prazer, considerando as diferentes faces da sexualidade: biológica, psicológica, sociológica e antropológica, entre outras.
A sexualidade, além de ser um elemento fundamental da condição humana, deve ter suas diferentes expressões consideradas ̀ luz dos direitos humanos. A todo cidadão deve ser assegurado o direito ao livre exercício de sua sexualidade (BRASIL, 2006):
“direito de acesso à educação com base na igualdade de oportunidades e livre de qualquer discriminação;
direito a uma educação de qualidade com base em um curriculum abrangente, inclusivo e relevante, em ambientes lúdicos, seguros e saudáveis. direito ao respeito no ambiente de aprendizagem, respeito aos direitos; de identidade, integridade e participação e livre de todas as formas de violência.” (UNESCO, 2013)
A educação escolar democrática, inclusiva e plural possibilita a construção de uma escola com mais qualidade e equidade, compromissada com as várias funções sociais e políticas. A exigência de apropriação, em seu projeto politico pedagógico, de conhecimentos e valores que contribuam para a valorização da vida, a formação integral e o exercício da cidadania coloca-se como condição para o desempenho desse papel.
escola e as políticas públicas:
“Na medida em que a educação sexual é trabalhada a partir do tema reprodução, esta acaba sendo enfatizada quando é justamente a ocorrência dela entre adolescentes que diversas políticas públicas querem evitar. A relação sexual acaba constantemente vinculada à reprodução - nem que seja para evitá-la – e não ao prazer, às relações entre pessoas, independentemente da sua orientação sexual etc.” (ALTMANN, 2009)
As redes escolares brasileiras – públicas e privadas – abrigam 50,04 milhões de matrículas (BRASIL, 2013), como antes indicado. Nesta perspectiva, a educação deve assumir seu papel de a gente transformador e incorporar as estratégias e ações de ES, considerando o espaço privilegiado da escola para a convivência social, o estabelecimento de relações, bem como o acesso a informações qualificadas e insumos de prevenção. O projeto político-pedagógico (PPP), nesta perspectiva, torna-se a estrada que a escola pretende percorrer no seu dia a dia. Os PPP de cada escola devem ser construídos anualmente e com a participação de toda a comunidade escolar.
Nesta perspectiva, o currículo é entendido como o conjunto de planos e ações que tem como objetivo o pleno desenvolvimento humano e remete para a atualização permanente e contextualizada do fazer pedagógico. A estrutura curricular deve considerar a valorização do espaço escolar na construção de diferentes abordagens interdisciplinares, inter setoriais e complementares na temática da educação em sexualidade. O currículo deve comprometer-se com a promoção da aprendizagem, com a inclusão das pessoas com deficiências, com a diversidade cultural, social, étnica, de gênero e orientação sexual, com a autonomia das escolas e dos sistemas de ensino, com a especificidade local e, sobretudo, com uma gestão compartilhada entre os diversos atores da comunidade escolar (BRASIL, 2006).
9. RESULTADOS
9.1. ESTUDO DE CASO DO CENTRO EDUCACIONAL
A professora coordenadora da ação de educação em sexualidade deste Centro Educacional tem formação em biologia e matemática, é especialista em educação sexual e sexologia e é docente nessa escola desde 1998. Em 2000, a Secretaria de Educação do Distrito Federal implementou para as escolas da rede uma parte diversificada do currículo dentro da grade horária, ou seja, a implementação de um projeto específico, a partir dos temas curriculares transversais. De acordo com a análise qualitativa, o Ced não teve sucesso na implementação deste projeto diversificado em 2000 (Entrevista semiestruturada). Considerando o não interesse dos alunos, em 2001, a direção da escola fez uma pesquisa entre seus discentes sobre os temas de maior interesse desse grupo. O tema sexualidade apareceu de forma “disparada” (entrevista semiestruturada):
“Como eu dava aula de biologia, elas chegavam muito pra mim. A escola vivia um momento de muitos casos de meninas grávidas sem querer. Não era uma vontade delas. Entendeu? Tinha um número muito grande, inclusive no final do ano a gente fazia as festinhas, nem era confraternização... era chá de .... fralda. Era muito isso. Isso estava chamando muito atenção na escola (...) Eram não sei quantas grávidas por sala”. (Entrevista semiestruturada)
A professora coordenadora da ação foi convidada pela direção da escola em 2001 para assumir o componente curricular Projeto Diversificado e construir um projeto de sexualidade. O projeto foi sendo construído com a participação de todo a comunidade escolar:
“Foi muito interessante que, com o tempo, eu fui percebendo que para um projeto andar não tinha que ter só a participação do aluno, tinha que ter do professor, tinha que ter da escola, da direção ... de todo mundo. Então, eu comecei um trabalho de formiguinha. Eu mesmo, motivando todo mundo.” (Entrevista semiestruturada)
No final de 2001, a escola reconheceu a importância do projeto, principalmente após o simpósio de sexualidade, realizado no final daquele ano, onde foram apresentadas todas as atividades realizadas durante aquele período letivo. Na ocasião o projeto foi nomeado
Educando para a Vida. Em 2002, o projeto foi contemplado pelo Prêmio Escolas de Incentivo à Prevenção de DST/aids e uso de drogas, da UNESCO, o que deu visibilidade
ao projeto e ao tema:
de sexo (na escola)... se hoje ainda é meio complicado imagina há 15 anos... Era complexo. Tinha um certo preconceito.” (Entrevista semiestruturada) “Sexualidade está relacionado a sexo, tabu.” (grupo focal com estudantes) A cada novo ano letivo o projeto Educando para a Vida era reavaliado quanto à sua pertinência e permanência. Em 2003 com a repercussão do projeto em toda a rede escolar do Distrito Federal, o Centro educacional recebeu um novo diretor que incluiu, pela primeira vez, as ações do Educando para a Vida no Projeto Político Pedagógico do Ced.
Neste estudo de caso, observou-se que os estudantes não fazem parte da construção do PPP, no entanto, os adolescentes e jovens sentem-se incluídos à medida em que executam/implementam o plano escolar:
“Os jovens protagonistas não participam da construção do PPP, não sei por que nós não participamos. A gente deveria participar do PPP. (grupo focal com estudantes protagonista).”
“Os jovem participam da execução do PPP da escola.” (grupo focal com estudantes protagonistas)”
“Todo o ano, a escola resolve se o projeto continua ou não. (Entrevista Semiestruturada)
Os professores relataram em 85,6% dos casos, os temas de ES estão incluídos no PPP do Ced (Tabela 9.1) Os temas que mais aparecem, com 22,2% cada, são: direitos sexuais e direitos reprodutivos; prevenção de DST/aids e prevenção da violência (Tabela 9.2). De acordo com o encarte saúde do Censo Escolar da Educação Básica de 2008 os temas mais trabalhados na escola são: 59,9% das escolas trabalham com álcool e outras drogas, 52,6% com DST/Aids, 48,9% com gravidez e 29,1% com diversidade sexual (INEP, 2008).
Tabela 9.1 – Número e percentual de professores que afirmam que os temas de educação em sexualidade são trabalhados na escola, por sexo, 2015.
No projeto político Pedagógico (PPP) da escola foram incorporados os temas de educação em sexualidade?
Sexo Total
Masculino Feminino
Sim Frequência 3 3 6
% do Total 42,8% 42,8% 85,6%
Não Sei Frequência 1 0 1
% do Total 14,3% 0,0% 14,3%
Total Frequência 4 3 7
% do Total 57,2% 42,9% 100,0%
Fonte: Pesquisa Educação em sexualidade: Perspectiva na vida de adolescentes e jovens?
Tabela 9.2 – Número e percentual de professores que afirmam que os temas de educação em sexualidade abaixo foram incluídos no PPP da escola, por sexo, 2015.
Quais desses temas forma incorporados no
PPP de sua escola? Masculino Sexo Feminino Total
Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos (DSDR)
Frequência 2 2 4
% do Total 11,0% 11,0% 22,0%
Prevenção de DST/aids Frequência 2 2 4
% do Total 11,0% 11,0% 22,0%
Prevenção da violência Frequência 2 2 4
% do Total 11,0% 11,0% 22,0%
Prevenção do uso de álcool, cigarro e outras drogas
Frequência 1 2 3
% do Total 5,5% 11,0% 16,5%
Equidade de gênero Frequência 1 2 3
% do Total 5,5% 11,0% 16,5%
Total Frequência 8 10 18
% do Total 44,0% 55,0% 100,0%
Uma vez o projeto institucionalizado, o projeto incluiu novas ações, como por exemplo a ‘Micarê temática’: falando de sexualidade na rua. Tratava-se de um grupo de alunos e professores que saíam com carro de som, conversando com outros jovens sobre sexualidade na comunidade ao redor da escola. Conforme relato em entrevista, o projeto consolidou-se com a participação ativa de um diretor do Ced:
“O projeto sedimentou com o apoio de um diretor, que incluiu no PPP, 2003 e 2004.” (Entrevista Semiestruturada)
Nesta ocasião já fazia parte do projeto o curso de formação de assessores, o que viria a ser o curso de formação de jovens protagonistas. Com o aumento das demandas sobre o tema, alunos passaram a ser formados para tratar dos diversos temas da sexualidade diretamente com outros alunos:
“Começamos a perceber que alguns jovens tinham uma maior liderança. Começou com um curso de assessor, nem chamava protagonista.” (Entrevista Semiestruturada)
Um curso para pais e professores também foram demandados. Nesta ocasião a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE) da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal ofereceu um curso sobre estes temas para todos os professores da rede distrital com 180 horas e direito à certificação e progressão na carreira. Muitos professores foram sensibilizados para o tema. Apesar desses avanços, sempre houve resistência dos professores, mais do que das famílias:
“Mesmo assim tinha os contrários. Sempre teve essa resistência. A gente teve sempre que lutar contra ela. (...) Tinha resistência, muita da direção e mais dos professores. E nem tanto a família. A família é o seguinte... você manda um comunicado que vai falar dos temas (...) e os pais, às vezes, surgiam um pai dizendo: ‘Meu filho não vai fazer essa aula de sexualidade, mas logo que conversava (...) ou participava de uma reunião via que era importante (...).” (Entrevista semiestruturada)
O diretor que apoiava o projeto aposentou-se em 2008. As diretorias subsequentes – Diretor e vice – se revezavam no apoio ao projeto. Entre 2008 e 2012, o projeto sofreu muitas dificuldades por falta de apoio formal. O tema sofria cada vez mais resistências. Em 2012, o projeto Educando para a Vida parou. O componente curricular de projetos diversificados (PD), que incluía sexualidade foi substituídos pelos temas de educação financeira e outros. Os estudantes percebem que não houve e não há um apoio formal ao projeto e se queixam da oportunidade de crescimento da estratégia:
“Aqui (a ES) não cresce, dentro do Brasil mesmo, não cresce, dentro da região não cresceu. (Por causa) A ignorância das pessoas é (...). Por que pensa que, assim, que a gente trabalhar com prevenção, explicar como utiliza um preservativo, os pais ou professores pensam que isso é banal. Ou, então, pensa que vai ‘tá’ motivando a pessoa a fazer (sexo). Ninguém vai ficar motivado em fazer (sexo) se descobrir como é que coloca uma camisinha ou os benefícios que pode trazer. Eu acho que isso não motiva, mas sim traz a informação. Se eu for fazer algum dia, eu vou, realmente, usar pra não contrair uma doença, entendeu? Pra não ter uma gravidez indesejada, entendeu? Ter que parar meus estudos para cuidar de uma criança. Entendeu? Não cresceu (a ES) por causa disso, a ignorância.” (grupo focal com estudantes protagonistas).
“Mesmo assim, tinha sempre os contrários. Isso sempre teve. Essa resistência a gente sempre venceu. Sempre teve que lutar contra ela... Muito da direção e mais do professor. É mais professor mesmo. Por que por incrível que pareça, não era nem tanto a família. Que a família é o seguinte: a família você manda um comunicado que vai falar dos temas e (...). E as vezes surgia um pai dizendo: ‘Meu filho não vai fazer essa aula.’ E logo que ele conversava comigo e participava de uma reunião, ele via que era importante.” (Entrevista semiestruturada)
No segundo semestre daquele ano, após seis meses sem que o tema da sexualidade fosse abordado no Ced, uma pesquisa da Universidade de Brasília, sobre disponibilização de preservativos na escola, retomou o tema, associado a cobrança dos alunos e o apoio dos professores da escola. O tema passa a ser incluído na disciplina de biologia, de forma pontual. O tema deixa de fazer parte do Projeto Político Pedagógico da escola.
Atualmente, o projeto Educando para a vida conta com um curso de formação de protagonistas, ministrado pelos próprios jovens. Os pais demandam cursos e formações, mas não está sendo possível envolver muitos estudantes, uma vez que o projeto não está incluído no PPP. São ações pontuais:
“A família está pedindo socorro, ninguém sabe como lidar com essa coisa toda (sexualidade), o jovem...” (Entrevista semiestruturada)
Os temas da sexualidade no Ced incluem: direitos sexuais e direitos reprodutivos; doenças sexualmente transmissíveis; prevenção de álcool, cigarro e outras drogas; gênero; gravidez; violência. A frequência do trato dos temas já foi cotidiana, hoje em dia é quinzenal no primeiro semestre e aumenta para semanal no segundo semestre do ano:
“Na época em que o projeto está atuando, ajudou muito na redução da violência dentro da escola. É o que eu sinto.” (Entrevista semiestruturada) Os professores afirmam que os temas de educação em sexualidade relacionados a seguir são os trabalhados na escola: direitos sexuais e direitos reprodutivos (DSDR), prevenção de DST/aids, equidade de gênero e prevenção da violência fazem parte do cotidiano da escola, em 20,6% dos casos, seguido por prevenção do cigarro, álcool e outras drogas com 17,6% (Tabela 9.3).
Tabela 9.3 – Número e percentual de professores que afirmaram que os temas de ES são trabalhados na escola, por sexo, 2015.
Quais os temas são trabalhados em sua escola? Sexo Total
Masculino Feminino
DSDR na Escola Frequência 4 3 7
% do Total 11,8% 8,8% 20,6%
Prevenção de DST/aids Frequência 4 3 7
% do Total 11,8% 8,8% 20,6%
Equidade de gênero Frequência 4 3 7
% do Total 11,8% 8,8% 20,6%
Prevenção da violência Frequência 4 3 7
% do Total 11,8% 8,8% 20,6%
Prevenção de álcool, cigarro e outras drogas
Frequência 4 2 6
% do Total 11,8% 5,8% 17,6%
Total Frequência 20 14 34
% do Total 59,0% 41,0% 100,0%
Fonte: Pesquisa Educação em sexualidade: Perspectiva na vida de adolescentes e jovens?
O parceiro principal do projeto Educando para a Vida é o Centro de Saúde ao lado da escola. Os docentes afirmam que o principal parceiro da escola nesses temas é o setor de saúde, com 85,7%, seja por meio do posto de saúde ou outros serviços de saúde. ONG e associações de bairro aparecem em segundo lugar com 21,5%. (Tabela 9.4).
Tabela 9.4 – Número e percentual de professores que afirmam que ações de educação em sexualidade envolve outros atores, por sexo, 2015.
As ações de educação em sexualidade na sua escola envolvem outros atores? Quais atores estão envolvidos?
Sexo Total
Masculino Feminino Posto de saúde, unidade básica
de saúde, Programa de saúde da Família
Frequência 3 4 7
% do Total 21,5% 28,5% 85,7%
ONG/Associações de bairro Frequência 2 1 3
% do Total 14,3% 7,14% 21,5%
Centro Cultural Frequência 1 1 2
% do Total 7,14% 7,14% 14,3% Conselhos Frequência 1 0 1 % do Total 7,14% 0,0% 14,3% Outros Frequência 0 1 1 % do Total 7,14% 14,3% Total Frequência 7 7 14 % do Total 50,0% 50,0% 100,0%
O Ced encaminha os estudantes para a rede de saúde, que os atende sem burocracia e sem preconceitos. O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) é um serviço de saúde específico para o cuidado, atenção integral e continuada às pessoas com necessidades em decorrência do uso de álcool, crack e outras drogas. O CAPS AD próximo ao Centro Educacional, também, é um parceiro importante da escola, na prevenção ao uso de drogas.
A totalidade dos professores pesquisados considera as atividades de educação em sexualidade muito importante ou importante, conforme a Tabela 9.5.
Tabela 9.5 – Número e percentual de professores como consideram a participação desses atores, por sexo, 2015. Em sua opinião você considera a participação
desses atores? Masculino Feminino Sexo Total
Muito importantes Frequência 3 2 5
% do Total 42,8% 28,6% 71,4%
Importantes Frequência 1 1 2
% do Total 14,3% 14,3% 28,6%
Total Frequência 4 3 7
% do Total 57,1% 42,9% 100,0%
Fonte: Pesquisa Educação em sexualidade: Perspectiva na vida de adolescentes e jovens?
“O posto de saúde, aqui é nosso parceiro número 1.” (Entrevista Semiestruturada)
“Todos os encaminhamentos que nós temos aqui de jovens que querem ir a primeira vez no ginecologista, acham que está com uma DST, eles recebem e não tem aquela burocracia, fila de espera. Tem um encaminhamentozinho que a gente manda, e eles são encaminhados para a rede de saúde, rapidinho. É bem legal pra gente. E os meninos vão lá ajudar no evento deles. É uma parceria mesmo!” (Entrevista Semiestruturada)
Apesar de considerarem importante, os estudantes se queixam da falta de apoio dos profissionais de educação da escola:
“Trabalhar com a direção (da escola) é a parte mais difícil. É muito mais fácil trabalhar com os alunos (...). E mais fácil de trabalhar com eles, do que trabalhar com os professores e com a direção.” (grupo focal com estudantes protagonistas)
meio de um vale – Vale camisinha. Hoje em dia, existe um cantinho da prevenção. Uma pequena sala gerida pelos próprios jovens para disponibilização de materiais e preservativos e também aconselhamento. Ainda assim, os estudantes entendem que o tema da sexualidade e da prevenção deveria estar contido em todos os espaços da escola.
“(O que pode melhorar na ES) Tem que pegar a prevenção e focar nas aulas, nos intervalos. Levar realmente pra vida das pessoas. Tinha que estar em cada buraco da escola, em cada canto da escola deveria ter um ponto de acesso a informação, de expressão, de opinião. Entendeu? A informação tem que ser mais abrangente. Tem que ser macro, não tem que ser micro, tem que envolver