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9. INNSATSOMRÅDER FRAMOVER OG ANBEFALINGER

9.3 A NBEFALINGER

Após ter sido reportado o estado da arte, dos temas em discussão, propicia-se a expressão de um ponto de vista mais pessoal, sobre os temas acima debatidos.

O debate sobre as versões da Web é deveras controverso, e o consenso tarda a chegar aos estudiosos (e opinion makers) da área, que se exprimem a favor ou contra essa distinção tão clara das supostas versões da Web.

Identificar determinado serviço online como sendo Web 1.0 ou 2.0, poderá ser erróneo, pois os princípios que regem estas diferenças, entre as supostas versões, não são consensuais e não estão bem especificados. Numa opinião estritamente pessoal, considera-se ser mais importante denotar as evoluções progressivas na abertura dos serviços Web à participação dos utilizadores, do que avaliar segundo uma escala de versões determinado serviço. Relativamente à escala como ela é proposta por alguns autores, tendo O'Reilly um papel destacado entre os impulsionadores, não se pode dizer que seja totalmente absurda.

Esta escala de versões vai de encontro a algumas das maiores mudanças ao nível do funcionamento da Web, tal como a mudança de um paradigma de “utilizador – espectador”, para um de “utilizador – editor”. As versões que O'Reilly, entre outros, propõem, procuram agrupar e classificar a forma como os serviços vão sendo construídos, bem como a sua finalidade e o seu público- alvo. É notória a diferença entre um website desenvolvido à dez anos atrás, em relação a uma novíssima rede social online, ou um wiki. As diferenças para além de retratarem evoluções tecnológicas, chamam a atenção para algo mais profundo, que tem que ver com as diferenças em termos de mentalidade, de vontade de participar e ouvir o que outros têm a dizer sobre determinado tema. As escalas de classificação parecem prender-se demais com princípios tecnológicos, quando deveriam ponderar também as mudanças em termos de participação e abertura para a partilha entre os utilizadores e os gestores do serviço. É aqui que alguns críticos apontam o dedo, e com alguma razão, às teorias da evolução da Web. Em suma, este debate parece que se irá prolongar por mais alguns anos, sendo que a minha posição é que um meio- termo seria a solução ideal. Não classificar por versões, mas atribuir uma classificação mais semântica ao serviço, baseada no grau de evolução tecnológico, mas também, no grau de maturação do público-alvo, observando o seu comportamento durante a utilização do serviço.

Acredito também que o futuro da Web será uma Web cada vez mais pessoal, personalizada ao gosto de cada utilizador. Através da recolha e análise de

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sucessivas utilizações, os serviços irão moldar-se ao gosto de cada utilizador, tentando agradar-lhe o mais possível, para que este continue a frequentar e, com esta utilização, fornecer cada vez mais informações, que irão permitir aos gestores compreender o que o seu público-alvo gosta e procura, dentro do seu serviço, para que possa rentabilizar cada vez mais o seu negócio.

No Subcapítulo seguinte foi abordado o tema das redes sociais, desde a sua criação até ao boom de serviços a que temos assistido ultimamente. Relativamente às noções de redes sociais pouco há a dizer, pois parece relativamente consensual que se trata de uma rede que procura interligar pessoas com gostos semelhantes que não se conhecem. As redes sociais como que fazem a ponte entre duas pessoas tidas como compatíveis em termos de gostos, simplesmente permitindo-lhes expor as suas preferências e características, por seu lado, a utilização do serviço proporcionará o encontro entre estes dois indivíduos que são tão compatíveis, a avaliar pelo que indicam nos seus perfis.

Os pontos de vista divergentes, constantes na análise bibliográfica que foi efectuada, prenderam-se mais com pormenores relacionados com as características que os serviços terão que possuir para encaixar no perfil de rede social online. A maior parte dos autores parece ser concordante no que toca à participação dos utilizadores e também no ambiente de colaboração, que deverá ser norma para o funcionamento saudável da comunidade.

O facto de uma rede social trazer vantagens para todos os membros inseridos na comunidade, parece ser também uma noção bem aceite, sendo que alguns autores referem a necessidade de diferentes níveis de participação, para que sejam obtidos reais benefícios para todos os utilizadores.

Uma vez que este tema das redes sociais não gera muita controvérsia, tratando-se mais de um estabelecimento de conceitos e noções básicas sobre redes sociais online, seu funcionamento e principais características, não haverá muito a acrescentar, a não ser o facto de o futuro nos reservar mais redes deste tipo, como cada vez mais intervenientes. Notória é a necessidade de alargar o conceito a outras áreas e negócio, que não aquelas que são tradicionalmente exploradas, tais como os relacionamentos pessoais, trabalho e jogos. Novas fronteiras para a utilização destas redes sociais deverão surgir, passando a ser implementadas em pequenos nichos de mercado, que não viverão das multidões, típicas das redes megalómanas da actualidade, mas sim, de uma comunidade muito mais restrita e íntima, de utilizadores realmente comprometidos com a causa.

O último Subcapítulo que foi analisado trata dos utilizadores e dos seus perfis

mais focado num conjunto de opiniões sobre a importância dos utilizadores nestas redes sociais e as características dos perfis, que estes desenvolvem e mantêm nas comunidades. É evidente o consenso sobre a necessidade que o ser humano tem de ser expressar e como as redes sociais passaram a ser uma plataforma, até aqui inexistente, para conhecer indivíduos compatíveis com o responsável pelo perfil, por dizer ser ou possuir gostos semelhantes aos seus. Os conteúdos dos perfis variam conforme o âmbito da rede em que se inserem, esta noção parece clara e aceite por todos. A maior parte dos autores refere que os perfis seguem uma rota que levará a sua homogeneização, permitindo a navegação em várias plataformas possuindo apenas um perfil, comum a todas elas. Este parece ser o futuro (e já começa a ser o presente), a homogeneização dos perfis de utilizadores entre os serviços, para que se torne mais fácil para os utilizadores migrar um só perfil para um novo serviço, fazendo ajustes de pormenor, para adaptar o perfil que já desenvolveu e possui noutra ferramenta, ao novo serviço que passará a utilizar.