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Yorkshire Terriers og Three Puppies: Koons’ bearbeiding av den søte kitschens

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A opinião geral dos ex-reclusos sobre a formação profissional é positiva, mesmo dos que nunca frequentaram formação durante o seu período de reclusão, como César que nos diz:

Era uma maneira que eles tinham de sair do meio, de estarem mais tempo abertos, não sei se eram remunerados ou não, isso já não me recordo mas era uma maneira de saírem daquele meio, de conviverem com outras pessoas, não estarem naquele ambiente tão pesado. Dava para respirar mais um bocado, vinham com os guardas, vinham fumar um cigarrinho cá fora, já se via bem, já não eram aqueles muros altos, eram muros médios, já viam melhor as coisas.

César realça também a importância da aquisição de competências pessoais por via da formação:

Ajuda a pessoa a nível pessoal, a ganhar competências e autoestima, autoconfiança, ir para a frente, não sempre mas em certos momentos eu acho que sim, quando as pessoas se sentem mais em baixo e pode agarrar aquelas coisas positivas que teve na vida e que passou e conseguiu eu acho que sim e podem levantar a cabeça e seguir para a frente.

áv “(…) v . T q j í uso é sempre bom. Antes de eu me vir embora, três anos antes, teve bastante serviço, mesmo para carpintaria, para mecânico, para os filtros também, serralharia também deram curso lá, umas coisinhas mais ou .” R ç é v : “O q á v

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, v à .” M q q v çã çã : “I ocupar o tempo e também pela bolsa e ainda se passassem em tudo ao fim têm um valor. Muitos iam , ã çã .”

D v q “ é í . U q á (…)” Á v z q “Havia um ou outro curso, os que tinham a ver com informática, que eram poucos e esses sim, valorizavam as pessoas.”

Alguns dos ex- v , Á v , q q “h v á q h q x çã .” A u ainda em relação ao trabalho que “h via lá outros, não cursos mas ocupações laborais que são para fazer trabalhos muito mecânicos, que incorporam muita mão-de-obra e aquilo acaba por ser exploração que só beneficiam os empregadores.”

Bernardo refere a ex ê “pouca oferta” çã . D z q “ escola é que era fundamental. Só ã á q ã q ”. é também q z q “A oferta nunca é muita porque na cadeia quem vai aos cursos são pessoas que ou estão muito carenciadas e têm determinada dificuldade de raciocínio e não sei quantos. Um ou dois desses vai fazer o curso mas se houver lá 100, 98 ficam sossegados lá na casinha deles. O mesmo acontece com outras pessoas”

A ajuda que a formação profissional lhes pode dar no processo de reinserção, depende muito do tipo de formação que possam ter tido pois, por exemplo, Bernardo que frequentou uma formação sobre tapetes de Arraiolos, z q “ ó q ã j á .” David, que frequentou uma ação de formação profissional com uma componente prática, tem uma opinião distinta:

Se eu não tivesse frequentado este curso, estava na estaca zero. Frequentar este curso vai-me ajudar mais. Eu já tenho uma formação base e tenho um pouco de experiência, nalguns trabalhos e o que eu vou encontrar vai ser diferente do que eu aprendi mas tenho mais conhecimento. Qualquer formação é importante. Há muitos anúncios para fazer cursos de eletricidade e de agricultura. Mas estuques é diferente, faz parte da minha área, é construção. Eu sou pedreiro e gostaria de continuar nesta área. Sinto muito orgulho com este curso e por ajudarem os homens que estão na cadeia. É válido em qualquer parte do mundo. Eu sou pedreiro mas não tenho certificado, eu sou costureiro mas não tenho certificado mas agora eu tenho um certificado.

Álvaro refere a necessidade de investimento por parte do Estado ao nível da formação : “Para haver cursos que beneficiem as pessoas de certeza que é preciso investir, alguém investir, os particulares, o Estado, e como é óbvio deve ser difícil investir. Tem retorno para as pessoas, não tem para quem faz o investimento. O Estado devia apostar mais.”

A formação profissional pode servir para abrir novos horizontes aos reclusos e pode proporcionar-lhes a oportunidade de frequentar uma formação que não conseguiriam frequentar

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numa situação de liberdade por falta de tempo, de condições financeiras ou por qualquer outro motivo.

Neste sentido, David considera que:

Há muitos jovens que estão na cadeia e quando estão em liberdade voltam para a cadeia porque não têm profissão. Há muitos jovens que estão lá e não têm nenhuma profissão. Eu nunca tive oportunidade de fazer um curso destes porque para fazer um curso destes cá fora eu tenho que gastar dinheiro. Se eu tenho oportunidade, se tenho um meio para fazer um curso, é muito importante. Há muitos jovens que estão na cadeia, que são pobres, não têm possibilidades de estudar ou de fazer qualquer curso. Um curso vai fazer com que esse jovem não cometa tanto crime, vá começar a ser homem. Eu acho que é muito importante.

Edmundo também refere a formação como benéfica para quem pretendia trabalhar ainda em ã : “(…) é porque se iam formando em áreas que não conheciam e quanto mais áreas de formação nós temos mais possibilidades de trabalho existem e as pessoas que estavam h v .” C v q çõ sempre positivas:

As formações ajudam sempre porque eu vi muitas pessoas a formarem-se que à primeira vista diria que tinham o 12.º ano e afinal nem a 1ª classe tinham. Falavam tão bem, expressavam-se tão bem, tinham conhecimentos tão vastos que eu fiquei totalmente convencido. As pessoas eram cultas, não é uma grande cultura o 12.º mas é uma cultura e então, mas não, não sabiam nem sequer escrever alguns. É bom que se formem lá dentro, é bom porque enquanto escrevem ou leem ajuda-os. É uma ajuda clara. O estudo mencionado anteriormente do Correccional Services of Canada41, de 1992, “C v ?”, q çã ações de formação sobre competências sociais elementares contribui para reduzir a taxa de reincidência em cerca de 12%.

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