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Vurderingstemaet for avtaler om felles anbud

3.2 Vurderingstemaet

3.2.3 Vurderingstemaet for avtaler om felles anbud

No ent ant o, a reorganização espacial da indúst ria aut om ot iva dificilm ent e será um inst rum ent o de superação das desigualdades regionais do Brasil. A guerra fiscal, que quest iona os princípios federat ivos sobre os quais repousa a República brasileira, t raz em si cust os alt os, ainda não com plet am ent e m ensurados, e que pode elim inar as possíveis vantagens da atração de investim entos autom otivos para novas regiões. Mais do que ist o, o nivelam ent o ent re as regiões, se ocorrer, pode se dar por baixo, pois os em pregos gerados em um a região podem est ar subt raindo em pregos de out ra.

Ao volt arem - se para o m ercado ext erno, at ravés do Mercosul, as plant as aut om ot ivas do Rio Grande do Sul, por exem plo, ut ilizam - se de peças im port adas de países dest e bloco econôm ico, part icularm ent e da Argent ina, at é então produzidas no est ado de São Paulo. Em Rezende, cidade em que foi inst alada a revolucionária fábrica de cam inhões da Volkswagen,3 os benefícios inicialm ente esperados dificilm ente se concretizarão. Os em pregos gerados serão relat ivam ente poucos, pois a organização da produção e a t ecnologia nela em pregada são alt am ent e poupadoras de m ão- de- obra, e a rem uneração dos em pregados é, em m édia, 60% inferior à dos sindicalizados m et alúrgicos do ABCD.

“ Os fornecedores do consórcio m odular que operam no int erior da fábrica não recolherão im post os m unicipais, pois estão classificados pela VW na rubrica “ cust os operacionais” , e a m aior part e das peças a serem utilizadas na m ontagem dos veículos virá de fornecedores localizados fora

3 Cf. ARBI X, Glauco e ZI LBOVI CI US, Mauro. “ Consórcio m odular da VW: um novo m odelo de produção?” . I n ARBI X, Glauco e ZI LBOVI CI US, Mauro ( org.) . De JK a FHC. A reinvenção dos carros. São Paulo: Scrit ta, 1997, p. 449- 470.

do Est ado do Rio. Por fim , a cidade j á conta com novos gast os oriundos de problem as at é ent ão inexist entes, com o a invasão de t errenos por pessoas que para lá se dirigiram em busca de em pregos” . DI EESE, 2000

Sej a com o for, as plantas dos novos pólos autom otivos possuem um a produt ividade m uit o superior às alcançadas no ABCD paulist a, não só porque foram const ruídas com m ét odos de produção e tecnologias novos, com o nestes am bient es o m ovim ent o sindical é m ais frágil. Nelas, a produtividade alcança entre 45 a 50 unidades/ t rabalhador/ ano, com a m et a de alcançar 60, cont ra 25 a 30 do ABCD. A nova fábrica da General Mot ors em Gravat aí, Rio Grande do Sul, espera obt er a produt ividade de 100 unidades/ t rabalhador/ ano. Com o resultado, a participação da indúst ria aut om ot iva no PI B indust rial brasileiro cresceu significat ivam ent e, com o dem onst ra o gráfico 6:

Gráfico 6 – PARTI CI PAÇÃO DA I N D. AUTOMOTI VA BRASI LEI RA N O

PI B I N DUSTRI AL. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 1970 1980 1990 2000 2002 2004 2006 Participação % no PIB Industrial Font e: ANFAVEA, 2007

Porém é a partir dos anos 80 que novos m odelos de processo de produção ( kanban, j ust - in- t im e, 5s et c) se iniciam , num a reengenharia que provoca m udanças significat ivas nas indúst rias. O t rabalho passa a ser executado por colaboradores com m aiores conhecim entos e co- responsabilidades, num m odelo bast ant e corporat ivo e de cum plicidade entre as equipes de trabalho. Os postos individuais deixam de exist ir e equipes t rabalham em células produtivas sendo que o processo de cont role da produção são gerenciados pela própria equipe. A chefia assum e papel de coordenação.

O resultado deste novo processo significa áreas produtivas m enores, descent ralização e desvert icalização da produção, m aiores necessidades de circulação, subcont ratação e t ercerização de at ividades, principalm ent e das at ividades- m eio.

Os reflexos no espaço urbano, com parat ivam ent e aos m odelos de produção são apont ados por Mart ins ( 1998) na t abela 20:

Tabela 20 – REFLEXOS N O ESPAÇO URBAN O

a) – Processo de Produção:

Produçã o Fordist a Produçã o Toyot ist a Reflex os no espaço urbano

- Produção em m assa de bens

hom ogêneos; - Produção flexível e em pequenos lotes; - Áreas m enores e diversificadas - Volt ada para os recursos; - Volt ada para a dem anda - Localização desvinculada da oferta

local de insum os;

- I nt egração vert ical - I ntegração horizontal, sub-cont rat ação - Maior circulação do produt o fora da unidade indust rial

b) – Trabalho:

- Realização de um a única t arefa pelo t rabalhador

- Múlt iplas t arefas

– Ênfase no conhecim ento e co- responsabilidade

- Diversidade dos tam anhos e form as dos edifícios industriais

- Set or indust rial - Set or de com ércio e serviços

- Segm entação econôm ica: indústrias de m aior tecnologia e escritórios com plexos nas grandes cidades e cidades periféricas

c) – Espaço:

- Especialização espacial funcional - Agregação e aglom eração espaciais

- Ext inção de uso dos dist rit os indústriais em presas m enores e em m aior quantidade nas cidades

- Hom ogeneização dos m ercados de t rabalho

- Diversificação do m ercado de t rabalho

- Segm entação social – diversidade espacial – circulação m ult idirecional e dinam izada.

d) – Est ado:

- Regulam entação - Desregulam entação / re-regulam ent ação

- Oferta de serviços alternativos: grupos inform ais e iniciat ivas privadas no m eio urbano ( perueiros, cam elôs)

- Socialização do bem - est ar social - Privatização das necessidades colet ivas

- Redução da ofert a de grandes conj untos de habitação social - Pouco investim ento em áreas públicas urbanas

- Proliferação de edifícios com o shoppings, parques tem át icos, clubes e condom ínios

e) – I deologia:

- Tot alidade/ reform a est rut ural - Especificação / adaptação - I nt ervenções urbanas pontuais - Socialização - I ndividualização – a sociedade do espet áculo - Arquitetura de im agens - com petição

As Cidades

Conform e dit o ant eriorm ent e, est e est udo abrange as cidades de São Bernardo do Cam po e São Caetano do Sul, na região m etropolit ana de São Paulo, consideradas para o período fordist a e Sum aré e I ndaiat uba, na região m et ropolit ana de Cam pinas, consideradas para o período toyotista, estabelecendo- se um quadro com parat ivo ent re est as fases.