TROMMESLAGEREN I AKADEMIA
2.4 H VORDAN FORSKE PÅ TROMMESLAGERE – HVA GJØR EN TROMMESLAGER KREATIV ?
Todos os voluntários responderam a uma anamnese, que consistia de questionamentos sobre dados pessoais, procedência, profissão, uso de medicamentos, condição física, presença de doenças anteriores, história familiar e outros fatores de risco para doenças crônico-degenerativas, além de hábitos de vida como tabagismo,
consumo de bebidas alcoólicas e bebidas estimulantes (chá, café, refrigerantes, guaraná em pó e xarope de guaraná). Essas características, assim como informações com finalidade de estratificação de risco, foram obtidas por meio de questionário adaptado do formulário de estratificação de risco de 2003 do Colégio Americano de Medicina Desportiva (AMERICAN COLLEGE OS SPORTS MEDICINE - ACSM, 2003). A presença de fatores de risco cardiovasculares, associados à avaliação clínico- cardiológica também foram usados para julgamento de possíveis contra-indicações para a realização do teste de esforço empregado. Não houve nenhuma contra-indicação à realização do teste de esforço, no protocolo aqui usado, entre os voluntários que atendiam aos critérios de inclusão.
Os voluntários respondiam à anamnese clínica e preenchiam o IPAQ para classificação do nível atual de atividade física. Na seqüência do protocolo, eles eram pesados e medidos (descalços e sem blusa), utilizando-se balança analógica, da marca Filizola – modelo 31, com estadiômetro acoplado. Passavam então por uma avaliação clínica geral, realizada apenas por dois examinadores com larga experiência clínico- cardiológica (a médica cardiologista chefe do Serviço Médico do Tribunal Superior do Trabalho, Dra. Maria da Conceição Bezerra Cavalcanti e o Professor Orientador do presente estudo – cardiologista chefe do Serviço de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Prof. Dr. Luiz Fernando Junqueira Jr.). O objetivo da avaliação médica era o de caracterizar clinicamente a amostra, além de identificar indivíduos que eventualmente não pudessem se submeter aos testes de função autonômica e/ou ao teste de esforço submáximo, conforme descrição a ser detalhada adiante. A rotina de avaliação do primeiro encontro com o voluntário consistia de exame clínico-cardiológico, bem como registro do eletrocardiograma convencional de repouso. Por critérios médicos, poderiam ser solicitados exames complementares como o ecodopplercardiograma, o teste de esforço diagnóstico em esteira, a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), o registro ambulatorial contínuo do eletrocardiograma de 24 horas (Holter) e, eventualmente, outros exames. Entre os voluntários incluídos no estudo, houve um caso onde foi também solicitada sorologia para Doença de Chagas, sendo o resultado do exame negativo para a presença dessa doença. Houve ainda um caso de tireóide difusamente palpável ao exame físico, sendo solicitado exame laboratorial de função tireoidiana, que apresentou resultado normal. Entretanto, considera-se digno de nota que foram solicitados dois exames ecodopplercardiográficos, tendo um confirmado a presença de
prolapso da válvula mitral e o de um outro voluntário que segue na investigação quanto à suspeita de comunicação intra-atrial do tipo seio venoso, ambos excluídos do estudo. Na seção IV deste capítulo há um quadro detalhado de todos critérios de exclusão e o número/motivo da exclusão de alguns voluntários. Após a seleção, os participantes foram submetidos aos testes de avaliação da Função Autonômica Cardíaca - FAC e aos testes de esforço.
Em razão da esperada redução da variabilidade da freqüência cardíaca em indivíduos obesos, optou-se por limitar o índice de massa corporal – IMC (peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros – índice de Quetelet) a valores menores que 30 Kg/m2 como critério de inclusão. A proporção de voluntários dentro da faixa de IMC normal foi de 53%, ficando os outros 47% na categoria de sobrepeso, segundo os critérios da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO (MANCINI e CARRA, 2001) (Tabela 1). Nenhum dos voluntários era tabagista e todos tinham consumo considerado normal de bebidas estimulantes como chá, café, refrigerantes, guaraná em pó e/ou xarope de guaraná. Quanto ao consumo de álcool, todos relataram fazer uso eventual e/ou socialmente.
Os valores de pressão arterial aferidos na condição de repouso supino (basal) estavam todos dentro da faixa de normalidade (categorias “normal” e “pré- hipertensão), segundo o VII JNC (CHOBANIAN et al., 2003). A mediana da pressão arterial sistólica do grupo, no repouso supino na primeira avaliação, foi de 110 mmHg, extremos de 98 e 130 mmHg. Na mesma condição, a pressão diastólica variou entre 62 e 84 mmHg, com mediana igual a 78 mmHg. Para caracterização da freqüência cardíaca (FC) de repouso e da FC na condição ortostática (duas posições aqui empregadas para os testes de função autonômica cardíaca), considerou os valores aferidos após o primeiro minuto de registro em cada condição fisiológica. A mediana da freqüência cardíaca (FC) de repouso foi de 59 bpm, próprio da condição de repouso supino. Os extremos da FC nesta condição foram de 45 e 79 bpm, indicando uma faixa de variação que abrange desde os indivíduos mais bradicárdicos, até aqueles com ritmo cardíaco um pouco mais acelerado. Os valores correspondentes para a freqüência respiratória (FR) no repouso foram, mediana de 15 cpm, com extremos de 10 e 20 cpm (Tabela 2).
A avaliação clínica, acrescida do eletrocardiograma de repouso convencional de 12 derivações e de alguns exames complementares nos casos solicitados, identificou a normalidade clínica em todos os voluntários estudados. As características gerais dos achados eletrocardiográficos estão listadas na Tabela 2.
Tabela 1: Características antropométricas, ocupação e nível de atividade física da amostra estudada
INDIVÍDUO IDADE SEXO PROFISSÃO PESO
(Kg) ALTURA (m) (Kg/m2) IMC QUANTO AO PESO CLASSIFICAÇÃO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA
1 JNB 45 M Técnico Judiciário 81,0 1,70 28,0 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
2 ELF 42 M Analista Judiciário 86,5 1,76 27,9 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
3 GEM 30 M Professor Universitário 81,9 1,79 25,6 Sobrepeso Sedentário
4 ALB 20 M Estudante 80,9 1,85 23,6 Normal Insuficientemente Ativo
5 GPA 25 M Estudante 76,2 1,75 24,9 Normal Insuficientemente Ativo
6 ECC 43 M Agente de Polícia / Estudante 88,3 1,82 26,7 Sobrepeso Sedentário
7 SRT 38 M Professor Universitário 85,7 1,83 25,6 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
8 FVSC 21 M Estudante 71,5 1,78 22,6 Normal Insuficientemente Ativo
9 JR 30 M Atendente Técnico-Administrativo 75,4 1,68 26,7 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
10 CS 36 M Técnico Judiciário 88,1 1,85 25,7 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
11 AJMA 43 M Analista Judiciário 65,5 1,67 23,5 Normal Insuficientemente Ativo
12 MOR 19 M Estudante 65,3 1,85 19,1 Normal Insuficientemente Ativo
13 MLN 23 M Bancário 69,9 1,81 21,3 Normal Sedentário
14 MLSO 23 M Estudante 66,1 1,77 21,1 Normal Insuficientemente Ativo
15 RSC 24 M Fisioterapeuta 82,9 1,77 26,5 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
16 CVL 34 M Professor Universitário 70,9 1,70 24,5 Normal Insuficientemente Ativo
17 DLCF 46 M Analista Judiciário 80,3 1,69 28,1 Sobrepeso Insuficientemente Ativo
18 VFSO 29 M Estudante / Técnico-Administrativo 69,6 1,70 24,1 Normal Sedentário
19 IMD 19 M Estudante 60,0 1,73 20,0 Normal Insuficientemente Ativo
Tabela 2: Valores individuais das variáveis funcionais basais da amostra no repouso supino e achados eletrocardiográficos
INDIVÍDUOS IDADE
(anos) PAS (mmHg) PAD (mmHg) FC (bpm) FR (cpm) ELETROCARDIOGRAMA
1 JNB 45 110 80 67 17 Normal
2 ELF 42 120 82 54 20 Normal – bradicardia sinusal
3 GEM 30 100 68 65 18 Normal – discreta arritmia respiratória – retardo fisiológico de condução pelo ramo direito
4 ALB 20 116 82 72 18 Normal – repolarização precoce
5 GPA 25 102 62 45 14 Normal – Bradicardia sinsusal – Síndrome S1,S2,S3 variante de normalidade – onda “T” vagotônica
6 ECC 43 100 78 73 16 Normal
7 SRT 38 124 84 54 14 Normal – bradicardia sinusal – eixo verticalizado 90° - onda “U” presente
8 FVSC 21 110 70 52 18,5 Normal – bradicardia sinusal – arritmia respiratória - Síndrome S1,S2,S3 variante de normalidade –
retardo fisioloógico da condução pelo ramo direito – hipertonia vagal
9 JR 30 100 80 55 17 Normal – bradicardia sinusal
10 CS 36 110 80 49 11 Normal – bradicardia sinusal
11 AJMA 43 110 78 55 15 Normal
12 MOR 19 130 78 52 18 Normal – bradicardia sinusal – retardo fisiológico da condução pelo ramo direito – bloqueio divisional pósterio-inferior direito variante de normalidade – hipertonia vagal
13 MLN 23 110 70 56 14 Normal – bradicardia sinusal - vagotonia
14 MLSO 23 98 70 79 13,5 Normal – repolarização precoce
15 RSC 24 116 68 60 12 Normal – bradicardia sinusal – arritmia respiratória - vagotonia
16 CVL 34 100 70 59 10 Normal – bradicardia sinusal – vagotonia
17 DLCF 46 102 75 70 17 Normal
18 VFSO 29 116 78 75 12 Normal – reporalização precoce - vagotonia
19 IMD 19 115 84 65 12 Normal – arritmia respiratória discreta
Houve ainda preocupação quanto à chance de um potencial viés nos achados da variabilidade da freqüência cardíaca, motivada por eventual alteração importante do estado emocional dos voluntários. Para tanto, considerou-se motivo de exclusão e/ou adiamento do teste quando o participante, em qualquer fase da coleta de dados, relatava estar vivendo uma circunstância emocional digna de destaque. O critério adotado era quando o voluntário julgava que aquele momento era diferente de seu estado emocional habitual ou quando relatava fatos considerados socialmente como pertubadores do equilíbrio psicológico normal, como falecimento ou doença em pessoa próxima, separação, demissão do emprego etc. Por esta razão e/ou por impedimentos eventuais dos voluntários, alguns exames tiveram remarcação em data próxima, motivo pelo qual o tempo de acompanhamento de cada voluntário, em cada fase do estudo, não foi exatamente o mesmo, com duração mediana (extremos) de 18 (14 – 25) dias na fase inicial de controle e de 21 (14 – 30) dias na fase de intervenção.
Os dados individuais das variáveis observadas constam do Anexo IX.