TROMMESLAGEREN I AKADEMIA
5.8 O PPSUMMERING : A RVEN ETTER J ACKSON
A estatística descritiva foi dada pela média e desvio padrão. A normalidade dos dados foi previamente verificada por meio do teste Kolmogorov-Smirnov. Para a avaliar os efeitos do uso de mangas de compressão durante o exercício nas variáveis dependentes de dor muscular tardia, da medida de echo intensity, do PT, do marcador CK e do valor RMS foram utilizadas análises de variância (ANOVA) fatoriais de modelos mistos 2 X 6 [mangas (com ou sem compressão) X mensurações (0h, após, 24h, 48h, 72h e 96h)]. Como processo post hoc foi utilizado o teste de Bonferroni. Os dados foram analisados com o programa estatístico
Statistical Package for the Social Sciences – SPSS (versão 17.0). Adotou-se um
5 RESULTADOS
A concentração de creatina cinase não mostrou-se significantemente diferente entre os grupos estudados (p=0,260) (Figura 11). Apenas houve diferença estatística na medida de baseline para 48h (p=0,022) e 96h (p=0,046) no grupo CG (Figura 11).
Figura 11 - Gráfico dos valores da concentração de CK (%) ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG.
Não foram encontradas diferenças entre os grupos SC e CG em relação a percepção subjetiva de dor ao alongar (p=0,633) (Figura 12). Apenas foram evidenciadas diferenças significantes no tempo 24h, 48h e 72h em relação ao tempo 0h para ambos os grupos. Os valores de p encontrados nas 24, 48 e 72 horas em relação ao baseline no grupo placebo foram, respectivamente, p=0,000, p=0,004 e
p=0,001 (Figura 12). No grupo CG os valores em relação ao tempo 0h foram de p=0,000 no tempo 24h, de p=0,000 no tempo 48h e de p=0,005 no tempo 72h
(Figura 12). -2000 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 0h 48h 96h C K ( % )
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG)
*
Figura 12 - Gráfico da percepção subjetiva de dor ao alongamento. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG; + representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo SC.
A percepção de dor por palpação do ventre muscular não se mostrou estatisticamente diferente para os grupos estudados (p=0,624) (Figura 13). Houve diferença significativa na percepção de dor 48h (p=0,010) e 72h (p=0,022) em relação ao baseline para o grupo que não fez uso da compressão (Figura 13). O grupo CG apresentou diferença significante 24h (p=0,003), 48h (p=0,003) e 72h (p=0,012) em relação ao tempo 0h (Figura 13).
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0h Após 24h 48h 72h 96h P ercep çã o su bj eti va de do r ao along ar
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) + + + * * *
Figura 13 - Gráfico da percepção subjetiva de dor pela palpação do ventre muscular. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG; + representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo SC.
Os dados de percepção subjetiva de dor pela palpação do tendão também não foram diferentes entre as condições experimentais estudadas (p=0,596) (Figura 14). Foram encontradas diferenças significantes para o grupo placebo em relação aos valores iniciais (Figura 14) e o tempo 24h (p=0,025), 48h (p=0,000), 72h (p=0,000) e 96h (p=0,031). Para o grupo CG houve diferença estatística em relação ao tempo 0h no tempo 24h (p=0,019), 48h (p=0,001) e 72h (p=0,021) (Figura 14).
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0h Após 24h 48h 72h 96h P erc ep eç ão su b jeti va de d o r n o v en tre musc ular
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) *
* + *
Figura 14 - Gráfico da percepção subjetiva de dor pela palpação do tendão. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG; + representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo SC.
Na medida de echo intensity do músculo bíceps braquial não foi evidenciada diferenças significantes entre o grupo que usou manga de compressão e o grupo placebo (p= 0,163) (Figura 15). Foram encontradas apenas diferenças na echo
intensity do bíceps braquial do tempo 0h para o Pós tanto no grupo SC (p=0,011)
quanto no grupo CG (p=0,027) (Figura 15). A echo intensity do músculo braquial também não foi estatisticamente diferente para os grupos estudados (p= 0,066) (Figura 16). 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0h Após 24h 48h 72h 96h P ercep çã o su bj eti va de do r no t en dã o
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) + + * * * + +
Figura 15 - Gráfico dos valores em (%) da echo intensity do músculo bíceps braquial ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG; + representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo SC.
Figura 16 - Gráfico dos valores em (%) da echo intensity do músculo braquial ao longo da recuperação. 85 90 95 100 105 110 115 120 125 0h Pós 24h 48h 72h 96h E ch o In ten sit y B íce p s B raq u ial ( % )
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG)
85 90 95 100 105 110 115 120 125 0h Pós 24h 48h 72h 96h E ch o intens it y B raqu ial (% )
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) +
Os valores de pico de torque (PT) foram estatisticamente semelhantes (Figura 17) entre os grupos estudados (p=0,496). Foram encontradas diferenças no PT do para o grupo sem compressão no tempo 0h comparado aos outros dias de teste: Pós (p=0,000); 24h (p=0,000); 48h (p=0,001); 72h (p=0,011). O grupo CG apresentou diferença estatística em relação ao tempo 0h para os tempos: Pós (p=0,000); 24h (p=0,000); 48h (p=0,001); 72h (p=0,027); 96h (p=0,019) (Figura 17).
Figura 17 - Gráfico do Pico de Torque (PT) ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG; + representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo SC.
As taxas de desenvolvimento de força (TDF) relativas às janelas de 0-30ms, 0-50ms, 0-100ms e 0-200ms não apresentaram diferença significantes entre os grupos estudados. Os valores encontrados foram de p=0,430 para a janela de 0- 30ms (Figura 18), de p=0,362 para 0-50ms (Figura 19), de p=0,253 para 0-100ms (Figura 20) e de p=0,176 para 0-200ms (Figura 21).
40 50 60 70 80 90 100 110 0h Após 24h 48h 72h 96h P T ( N .m)
Placebo (SC) Compressão gradual (CG)
* * * *
* +
Nos valores de TDF de 0-30ms (Figura 18) e de 0-50ms (Figura 19) para o grupo que fez uso da manga de compressão foi encontrada diferença significante no tempo 0h para o Pós (p=0,001 e p= 0,000, respectivamente). A TDF de 0-100ms do grupo com compressão apresentou diferença não somente no tempo 0h para o Pós (p= 0,000) assim como 0h para o 24h (p=0,010) e para o 48h (p=0,027) (Figura 20). Ainda, na TDF de 0-200ms do grupo CG houve diferença estatística do tempo 0h para o Pós (p=0,000), para o 24h (p=0,006), para o 48h (p=0,007) e para o 96h (p=0,030) (Figura 21).
Figura 18 - Gráfico da TDF 0-30ms ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG.
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900 1,000 0h Após 24h 48h 72h 96h T D F 0 -30 ms (N .m/ ms)
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) *
Figura 19 - Gráfico da TDF 0-50ms ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG.
Figura 20 - Gráfico da TDF 0-100ms ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG.
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0,900 1,000 0h Após 24h 48h 72h 96h T D F 0 -50 ms (N .m/ ms)
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG)
0,000 0,100 0,200 0,300 0,400 0,500 0,600 0,700 0,800 0h Após 24h 48h 72h 96h T D F 0 -10 0ms (N .m/ ms)
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG) *
Figura 21 - Gráfico da TDF 0-200ms ao longo da recuperação. * representa diferença significativa (p<0,05) em relação ao baseline para o grupo CG.
A ativação muscular, mensurada pelo RMS do sinal eletromiográfico, não apresentou valores estatisticamente diferentes comparando o grupo que usou manga com compressão ao grupo que usou manga sem compressão (p=0,624) (Figura 22).
Figura 22 - Gráfico do RMS do sinal eletromiográfico ao longo da recuperação. 0,000 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 0,400 0,450 0h Após 24h 48h 72h 96h T D F 0 -20 0ms (N .m/ ms)
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG)
300 800 1300 1800 2300 2800 0h Após 24h 48h 72h 96h R M S
Placebo (SC) Compressão Gradual (CG)
6 DISCUSSÃO
Os resultados encontrados não apontaram diferença para as variáveis estudadas entre o grupo que usou manga de compressão comparado ao grupo que usou manga placebo. Apenas foram encontradas diferenças estatisticamente significantes quando comparados os valores iniciais com os apresentados ao longo da recuperação para algumas variáveis. Cabe ressaltar que a escassez de estudos que avaliaram o uso de compressão para membros superiores, mais especificamente as mangas, dificulta a comparação dos resultados encontrados em nosso estudo.
Em nossos resultados, a CK apresentou um comportamento semelhante em ambas as condições experimentais, elevando-se progressivamente 48h e 96h após a indução do dano muscular. Porém, a elevação da CK só mostrou-se significativa em relação aos valores basais para o grupo que fez uso da manga de compressão. Segundo Warren et al. (54), indivíduos saudáveis que demonstram aumento na concentração de CK apresentam, portanto, indicativo de lesão no músculo esquelético. O aparecimento no sangue da enzima CK evidencia indiretamente a magnitude do dano muscular apesar da variabilidade nas respostas encontradas entre sujeitos (35).
O pico da CK ocorreu 96h após o exercício tanto no grupo que fez uso da manga de compressão quanto no grupo placebo. Esses resultados estão de acordo com o encontrado na literatura para exercícios excêntricos de alta intensidade, em que seu início é aumentado por volta de 48h e seu pico de atividade ocorre quatro a seis dias após o exercício (55). Apesar de encontrarmos na literatura estudo que verificaram menores valores na concentração de CK mediante o uso de vestuários de compressão (15, 18, 21), é possível encontrar estudos que não tiveram resultados semelhantes.
No estudo de Jakeman et al. (20) não houve diferença significante na concentração de CK para os voluntários que fizeram uso de bermudas de compressão após indução de dano muscular comparado ao grupo que teve uma recuperação passiva. Duffield et al. (22) submeteram atletas de rugby com e sem bermudas de compressão durante e 24 horas após exercícios de corrida e
pliométricos. Nesse estudo também não foram encontradas diferenças nos valores de CK entre os grupos estudados.
A percepção subjetiva de dor em nenhuma das mensurações realizadas (mediante alongamento, por palpação do ventre muscular e do tendão) apresentou diferença entre o grupo CG e SC. No estudo de Kraemer et al. (16), as taxas de dor muscular para membros superiores também não foram reduzidas de forma significativa com o uso da compressão. Nesse estudo os mesmos voluntários foram submetidos a uma sessão típica de treinamento resistido com e sem compressão para o corpo inteiro por um período de 24 horas após o término do exercício. Kramer
et al. (16) citam estudos para justificar tal resultado como não surpreendente visto
que indivíduos treinados são comumente exposto a altas cargas de treino excêntrico (56-59). Por esse motivo, é razoável esperar que indivíduos treinados não sofressem efeito da compressão nessa variável específica.
Em nosso estudo, a percepção de dor nos diferentes modos de mensuração apresentou seu pico 48 horas após a indução de dano (55, 60, 61), como era esperado, em ambas as condições experimentais. Apesar de outros diversos estudos terem evidenciado benefícios na percepção de dor com o uso de vestuários de compressão (12, 14, 16, 18-20), nenhum desses estudos buscou avaliar os efeitos de vestuários de compressão para membros superiores.
Os resultados da nossa investigação não encontraram diferença significante na medida de echo intensity do músculo bíceps braquial bem como do músculo braquial entre as condições estudadas (com e sem manga de compressão). Foi encontrada diferença significativa apenas entre a medida da echo intensity do músculo bíceps braquial em baseline e a medida após a indução de dano muscular para os grupos (CG e SC).
Os valores da echo intensity do músculo braquial não apresentaram variação significativa ao longo da recuperação para nenhum dos grupos estudados. Estudos têm demonstrado que o edema gerado pelo dano muscular não tem sido usualmente observado por meio da medida de echo intensity antes de 24 horas após a sessão de exercício (62-64). O aumento da echo intensity é associado ao aumento do espaço intersticial entre as fibras resultando em inchaço do músculo ou aumento dos níveis de enzimas no plasma (65).
O estudo de Radaelli et al. (52) avaliou as respostas de força, dor muscular tardia, espessura muscular, circunferência e echo intensity após típica sessão de
treinamento resistido para músculos flexores de cotovelo em mulheres jovens. Os resultados apontam uma não recuperação total das varáveis mensuradas até 72 horas após o protocolo de exercício resistido. Sendo a medida de echo intensity aumentada significativamente apenas 24 horas após o término do exercício.
Apesar de não haver estudos que encontraram aumento da echo intensity logo após o exercício, nossos resultados dessa medida no músculo bíceps braquial contribuem para a compressão do comportamento da mesma após exercício excêntrico máximo na população de jovens treinados. Ao contrário do que fora dito por diferentes autores, a echo intensity elevou-se significativamente após exercício excêntrico, mostrando-se sensível principalmente após o protocolo de exercício.
A echo intensity do músculo braquial também não mostrou-se diferente para a o grupo que usou manga de compressão comparado ao grupo placebo. No que diz respeito ao aumento da echo intensity imediatamente após o exercício, não foi encontrado comportamento semelhante à mesma medida no músculo bíceps braquial. Esse comportamento assemelha-se ao encontrado no estudo de Radaelli
et al. (52), em que a echo intensity do músculo braquial apresentou, de fato, menor
alteração comparado ao bíceps braquial. Acredita-se que essa diferença tenha se dado pela maior ativação e consequente dano muscular do bíceps braquial durante a execução do exercício de flexão de cotovelo como fora evidenciado em estudo anterior (66).
No que diz respeito ao comportamento da produção de força, para Nosaka e Clarkson (56), a perda da força muscular talvez seja a mais válida e confiável medida indireta de dano muscular e tem sido utilizada em inúmeros estudos sobre o tema. Foram encontradas diferenças estatísticas no pico de torque (PT) apenas entre as medidas basais comparadas aos seus valores nos dias subsequentes à indução de dano muscular para ambas as condições experimentais. Não foi encontrada, portanto, diferença entre o comportamento do PT entre os grupos estudados.
Nossos resultados do PT se assemelham aos encontrados no estudo de Flores et al. (51), o qual comparou a recuperação entre gêneros após uma sessão de treinamento resistido máxima para membros superiores. O PT realizado pelos voluntários do nosso estudo também não se mostrou recuperado 96 horas após o dano muscular ter sido induzido em ambas as condições experimentais.
Nosso estudo apresentou ainda, queda na taxa de desenvolvimento de força (TDF) em ambos os grupos (CG e SC) após o protocolo de indução de dano, sendo significativa apenas para o grupo CG. Porém, não houve diferença estatística entre o grupo que usou manga de compressão e o grupo que usou manga placebo para todas as variáveis de TDF estudadas (0-30ms, 0-50ms, 0-100ms e 0-200ms).
Quanto a ativação muscular, mensurada pelo RMS, não houve diferença estatística entre o grupo que fez uso da manga de compressão e o grupo que usou a manga sem efeito compressivo. Ainda, o valor RMS mostrou-se máximo para ambos os grupos 24 horas após a indução de dano muscular.
Portanto, a recuperação de dano muscular induzido com mangas de compressão apresentou comportamento semelhante ao do grupo que fez uso de mangas sem compressão. Ainda, ao tentar relacionar as variáveis estudadas, é possível perceber uma certa sequência no comportamento das mesmas ao longo da recuperação de dano muscular para ambas as condições experimentais.
Inicialmente, o pico de torque assim como a taxa de desenvolvimento de força sofreram queda imediatamente após o dano muscular ter sido induzido e ainda não se recuperaram completamente 96 horas depois. Também imediatamente após o protocolo de exercício, a echo intensity do músculo bíceps braquial apresentou valores máximos para o grupo CG e SC. A queda nas variáveis de força (PT e TDF) bem como o aumento da echo intensity imediatamente após o protocolo de exercício evidenciaram o caráter fatigante do mesmo, ainda que não tenham sido encontradas diferenças entre os grupos estudados.
Em sequência, 24 horas após o exercício, percebemos valores máximos na ativação muscular do bíceps braquial para ambas as condições experimentais (CG e SC). É provável que tenha sido necessário um maior número de unidades motoras, assim como fibras musculares ativas, para se fazer determinada força, à medida que essas fibras já se encontravam com redução em sua capacidade contrátil. Nas medidas realizadas 48 horas após a indução de dano muscular, encontramos valores máximos para a percepção de dor no músculo, no tendão e ao alongar. Esse marcador de dano muscular, que é a percepção subjetiva de dor, tem seu início tardio comparado às demais variáveis utilizadas com a mesma finalidade. Por fim, a concentração de CK apresenta seu valor pico 96 horas após o dano ter sido induzido como previsto na literatura (55).
Talvez o fato de não termos evidenciado diferenças significantes com o uso da manga de compressão possa estar ligado à natureza do exercício do presente estudo ter sido diferente da maioria dos estudos encontrados na literatura (3, 8, 9). Exercícios que envolvam impacto como saltos verticais, dependem diretamente de mecanismos mecânicos e proprioceptivos para seu melhor desempenho, devido à aterrissagem no solo.
No caso do protocolo realizado pelos voluntários do nosso estudo pode-se considerar a ausência de impacto durante a execução do exercício. O exercício de flexão de cotovelo realizado em dinamômetro isocinético e com apoio sobre o banco Scott também acaba sendo um exercício com grande estabilidade articular. A provável diminuição do impacto descrita nos estudos que utilizaram roupas de compressão durante saltos verticais não pôde ser verificada no tipo exercício realizado pelos voluntários do presente estudo, não gerando, consequentemente, alterações significantes nas variáveis neuromusculares estudadas. É possível que o uso de mangas de compressão durante exercícios com outro tipo de característica, como arremessos de diferentes modalidades, possam manifestar algum tipo de benefício na recuperação pós-exercício, o que não pôde ser evidenciada em exercícios resistidos de alta-intensidade realizados por indivíduos treinados.
7 CONCLUSÃO
O uso de mangas de compressão durante o exercício de indução de dano muscular não auxiliou o processo de recuperação neuromuscular de jovens treinados. Nenhuma das variáveis estudadas sofreu influência da compressão para membros superiores. Contudo, mais estudos são necessários para verificar se as variáveis aqui mensuradas apresentam padrão semelhante de comportamento após exercícios de outras características, também realizados com mangas de compressão, ou com indivíduos que não possuam experiência em treinamento resistido.
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