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Kapittel 4 Analyse av et læreverk – Analyse av Avgangsprøver i grunnskolen

5.8 Oppgaver som måler volumforståelse

5.8.1 Volumbegrepet

A determinação físico-química do bagaço de malte foi realizada de acordo com os métodos referenciados na seção 4.2. As análises descritas a seguir foram todas feitas em triplicata. Portanto, o valor final de cada análise corresponde à média das três repetições. A Tabela 2 ilustra os resultados obtidos:

Tabela 2. Composição físico-química do bagaço de malte (b.u).

Análises Resultados* Unidade

Umidade 75,45 g.100g-1 Minerais Totais 1,29 g.100g-1 Carboidratos 15,46 g.100g-1 Proteínas Totais 5,37 g.100g-1 Gorduras Totais 2,43 g.100g-1 Fibra Bruta 3,98 g.100g-1 Energia 105,19 Kcal.100g-1

*Valores referentes à amostra expressa em porcentagem (g.100g-1) do produto em base úmida.

Comparando os resultados da Tabela 2 aos obtidos por Murdock et. al. (1981), Polan et. al. (1985), Rogers et. al. (1986), NRC (1986) e Costa et. al. (1994) observa-se que o conteúdo de proteínas totais, gorduras totais, fibra bruta e minerais totais são inferiores ao da literatura. Os conteúdos de carboidratos e energia (em b.u.) não foram encontrados na literatura. Ascheri (2007) encontrou valores de minerais totais semelhantes aos encontrados neste estudo.

As diferenças apresentadas entre os valores obtidos neste estudo e os da literatura são perfeitamente compreensíveis quando se sabe que a composição centesimal do bagaço de malte é função de diversos fatores, tais como: variedade da cevada, o tempo de colheita, os cereais utilizados na maltagem, o processo tecnológico empregado na cervejaria, dentre outros.

Segundo Schmidt (1989), o bagaço de malte apresenta umidade em torno de 79%. De acordo com Ascheri et. al., (2007), o bagaço de malte caracteriza-se por ter

alto teor de umidade 86% (b.u.) que limita seu tempo útil até 30 dias para seu consumo in natura. A elevada quantidade de água no resíduo úmido pode resultar em outros fatores limitantes como a dificuldade no transporte a longa distância e dificuldades no armazenamento. Muitos autores limitam a utilização deste subproduto a determinadas distâncias das indústrias. Nas condições dos E.U.A., pesquisadores acreditam que o resíduo só é econômico até um raio de aproximadamente 100 km das indústrias (EASTRIDGE, 1991; CHANDLER, 1997). Mas se tratando das condições brasileiras, não é recomendado ultrapassar 50 km (CHANDLER, 1990). A conservação deste material em propriedades rurais também é considerada uma limitação. Allen (1997) cita os fungos e as leveduras como os principais microrganismos responsáveis pela degradação do resíduo em condições de aerobiose. A rápida biodegradação foi observada por Stern & Ziemer (1993), que sugerem menores períodos de armazenamento; estudos em condições de aerobiose aconselham períodos de no máximo 10 dias (JOHNSON, 1987).

As primeiras recomendações para o resíduo desidratado foi seu uso como suplemento concentrado para animais em confinamentos. Segundo Morrison (1956), o resíduo desidratado é menos palatável que outros alimentos, mas que pode ser incorporado como parte dos ingredientes dos concentrados, pois tem menor custo que os grãos. A influência do processo de secagem no bagaço de malte foi verificada por López & Pascual (1981) onde encontraram uma variação na composição química do bagaço de malte, com teores de matéria seca (MS) de 9,40% a 29,90%, proteína bruta (PB) de 26,20 a 34,80 % na MS e extrato etéreo (EE) de 7,40 a 10,10% na MS. Cabral Filho (1999) e Geron (2007) encontraram valores de carboidratos em massa seca de 0,42% e 7,90% respectivamente. Cabral Filho (1999) encontrou valores de energia de 448,1 kcal.100g-1 expresso em massa seca.

O método de conservação do bagaço de malte e sua utilização na alimentação de vacas leiteiras foram avaliados por Johnson et. al. (1987) que observaram um teor de MS, PB e fibra em detergente neutro (FDN) de 45,08%; 15,11% e 26,33% na MS, respectivamente. West et. al. (1994) avaliaram o bagaço de malte na alimentação de vacas leiteiras (Jersey) e observaram uma composição

química com valores de MS, PB, EE, FDN e fibra em detergente ácido (FDA) de 24,40%; 29,60%; 6,80%; 65,50% e 22,70% na MS, respectivamente. A piscicultura também é uma alternativa produtiva dada a este subproduto, podendo ser utilizado na alimentação de peixes, especialmente as espécies de tambaqui e curimatã. Em um projeto ambiental, realizado no município maranhense de Vitória do Mearim-MA, no Pesqueiro de São Raimundo, os peixes são alimentados com o bagaço de malte sem a adição de outro complemento alimentar, exibindo uma produção anual de 600 t.ano-1 com 10 t dia deste bagaço (BORGES, 2005). Borges (2005) relata ainda que em dietas para aves e suínos, o bagaço apresenta em pequenas proporções quanto a sua utilização. Para as rações de engorda de leitões, o bagaço de malte entra com um percentual de 4%, demonstrando uma eficiência em ganhos de produtividade, apesar de sua pequena participação; nas aves esse percentual vai até 10% em rações para frangos de corte. Experimentos realizados com aves de capoeira e porcos foram realizados na cidade de Camarões-África, em que incorporaram 20 a 30% de bagaço de malte na alimentação de aves de capoeira e 30 a 50% nas de porco, fazendo um complemento com milho e bagaço de algodão (MEFFJA, 2003).

O bagaço de malte tem sido comparado com vários outros subprodutos como casca de trigo, bagaço de cana, polpa de beterraba, polpa cítrica, casca de arroz, glúten de milho, farelo de glúten de milho, casca de soja e grãos de destilados (WESTENDORF & WOHLT, 2002). Os teores de minerais totais da amostra analisada resultaram em 1,29%, bem próximo dos apresentados por Carvalho et. al. (2006) para o bagaço de cana 1,22%. Segundo Salinas (2002), os resultados da característica mineral de uma amostra vegetal são determinados pelo solo onde crescem. De forma geral o subproduto estudado pode ser tido como fonte importante de carboidrato, pois apresenta valor semelhante ao de alimentos tradicionais, como o farelo de algodão (19,21%), glúten de milho (19,98%) e casca de soja (17,65%), valores expressos na matéria seca encontrados por Rocha Júnior et. al., (2002).

O uso do bagaço de malte a na alimentação animal apresenta limitações, como o alto teor de umidade, apresentando teores de matéria seca geralmente baixas. Apresenta também quantidade de proteínas totais insuficientes para alimentação animal, mas na forma seca torna-se uma fonte rica em proteínas. Logo,

podemos perceber que para um bom aproveitamento do bagaço de malte na alimentação animal este deve sofre um processo de secagem para se conseguir quantidades satisfatórias de nutrientes para sua nutrição.

Apesar da grande aplicação do bagaço de malte para ração animal, o mesmo também pode ser utilizado para alimentação humana, segundo Dobrzanski et. al. (2008), o alto valor de fibras e os resíduos de proteínas e açúcares tornam este bagaço com potencial de utilização em produtos elaborados na panificação, como pães de forma e biscoitos, onde o incremento principalmente em fibras traz benefícios ao consumidor do ponto de vista nutricional e de funcionalidade. Esses autores analisaram e caracterizaram um pão com 10% de bagaço de malte (que sofreu processo de secagem e moagem) e concluíram que após a adição do resíduo o pão apresentou uma cor escura, com aparência de pão integral. Também ficou mais ácido devido o bagaço apresentar um pH ácido. Mattos (2010) também trabalhando com bagaço de malte caracterizou um pão com 30% de bagaço de malte (sem sofrer processo de secagem e moagem) e conluio que após a adição do resíduo o pão apresentou aparência e textura semelhantes à de um pão integral. Observou também através de análise sensorial um sabor acentuado de fermento.

Como foram obtidos poucos dados na literatura sobre a utilização do bagaço de malte na alimentação humana os dados da Tabela 2 foram comparados com os dados de alguns alimentos consumidos no dia a dia. O Quadro 14 ilustra os resultados obtidos pela (Lima, et. al., 2006) de outros alimentos, para efeitos comparativos com os dados referentes aos do bagaço de malte úmido.

Quadro 14. Determinação físico-química de outros tipos de alimentos. Determinação Umidade (%) Minerais Totais

(g)

Carboidratos

(g) Proteínas Totais (g) Gorduras Totais (g) Fibra Bruta (g)

Energia (kcal)

Milho verde cru 65,3 0,7 28,6 6,6 0,6 3,9 138,0

Tomate 95,1 0,5 3,1 1,1 0,2 1,2 15,0

Pimentão verde cru 93,5 0,4 4,9 1,1 0,2 2,6 21,0

Abacate 83,8 0,5 6,0 1,2 8,4 6,3 96,0 Abacaxi 86,3 0,4 12,3 0,9 0,1 1,0 48,0 Caju 88,1 0,3 10,3 1,0 0,3 1,7 43,0 Jaca 75,1 0,8 22,5 1,4 0,3 2,4 88,0 Pinha 75,0 0,7 22,4 1,5 0,3 3,4 88,0 Arroz carreteiro 68,0 2,4 11,6 10,8 7,1 1,5 154,0 Ervilha 76,8 1,0 14,2 7,5 0,5 9,7 88,0

Fonte: LIMA, et. al. 2006.

Comparando os resultados da Tabela 2 aos obtidos por Lima et. al. (2006), observa-se que o conteúdo de minerais totais e gorduras totais do bagaço de malte são muito superiores aos encontrados por Lima et. al. (2006), com exceção do arroz carreteiro e do abacate.

O valor de proteínas totais encontrado neste trabalho foi inferior aos encontrados por Lima et. al. (2006), para o milho verde cru, arroz carreteiro e ervilha e superior ao tomate, pimentão, abacate, abacaxi, caju, jaca e pinha. O bagaço de malte foi superior também no conteúdo de fibra bruta, ficando abaixo apenas do abacate e da ervilha.

Tanto na Tabela 2 como o Quadro 14 os conteúdos de carboidratos são os que se apresentam em maior quantidade, o valor encontrado para o bagaço de malte foi superior em 70% maior aos valores encontrados por Lima et. al. (2006), ficando abaixo apenas do milho verde cru, jaca e pinha.

As diferenças apresentadas entre os valores obtidos neste estudo e os da literatura são perfeitamente compreensíveis quando se sabe que esses parâmetros são variáveis de acordo com composição físico química das matérias-primas.

A comparação dos dados obtidos com o Quadro 14 nos mostra que o bagaço de malte úmido pode ser utilizado como alimento humano uma vez que apresenta

composição similar e em alguns casos superior a outros alimentos normalmente consumidos pelo ser humano. Observamos também de acordo com as discussões acima que a quantidade de nutrientes do bagaço de malte aumenta com a redução da umidade tonando esse subproduto mais atraente para o consumo.