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PART II: NEW LEAN SIX SIGMA TRAINING EXERCISE

9.6 Modelling of a Beverage Factory

9.6.3 Virtual Modelling

De acordo com os resultados, existem pelo menos três relações que marcam o processo de aprendizagem de inglês. São elas: a) a relação entre aprendiz e língua; b) a relação entre prazer de estudar língua e desejo de aprendê-la; c) a relação entre busca pela aprendizagem e sucesso.

A princípio, a maneira como o estudante se sente em relação ao idioma e o consequente interesse contagiam o processo de aprendizagem. Conforme está documentado nas narrativas, aprender inglês é “fascinante”, “um sonho”, “quase uma religião”. Para esses, há uma aproximação natural e duradoura com a língua a ser aprendida. Mais ainda, gostar da língua inglesa, possivelmente, uma aptidão linguística, estabelece um vínculo

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Segundo documentado na apresentação dos resultados da análise descritiva das experiências, pelas experiências futuras – páginas 81-83.

entre aprendiz e desejo de aprender – vínculo que é mantido ao longo do processo de aquisição da língua. E, por fim, observo que a esperança direciona sua trajetória acadêmica, propiciando a aprendizagem: “Sempre me senti disposta a procurar tudo aquilo que se relacionava ao inglês” [Adriana].

O aspecto mais recorrente da esperança presente na experiência de aprender inglês é o momento de tomada de decisão no qual o aprendiz decide por um plano de ações que visa atingir objetivos pré-determinados – seus desejos70. Encontram-se, no corpus, vários relatos de estudantes que criam oportunidades de aprendizagem, agindo em conformidade com seus desejos e expectativas71. Veja a experiência de Rogério:

22 Nessa época, eu comecei a escrever também. Então, acima de tudo, foi esse trabalho com a escrita que me fez pensar: “Eu tenho que chegar mais perto do Neil Gaiman, do Alan Moore”. Então, eu pensei que com o inglês, se eu conseguisse o inglês, ficaria bem mais fácil de eu absorver esses escritores. Com o tempo, é claro, vieram Shakespeare, Newton, etc. ... Quando eu tava no primeiro grau, eu me formei no instituto de idiomas XXXX. Terminei meus estudos lá e fui atrás do FCE em outro instituto de idiomas (onde eu fiz esse teste). Porque, na época eu pensei em intercâmbio, então, eu pensei que precisava disso. Então, eu fiz a prova, passei. Comecei a conversar com pessoas de Boston, que são amigos meus, e isso teve uma influência grande no que eu queria fazer. Conversei com muitas pessoas de lá, com muita gente pela internet. Foi mais ou menos nessa época que eu decidi o que eu queria fazer, que eu queria trabalhar como escritor. A partir disso, eu tinha a obrigação de conhecer tão bem o inglês como o português. Eu comecei a estudar ainda mais os dois para poder ter acesso a coisas que nunca chegam aqui, mas que eu alcanço em inglês - são, por exemplo, livros de autores japoneses, paquistaneses, que eu encontro em inglês, mas não encontro em português. Com isso tudo, coincidiu também que, há 2 anos atrás, eu comecei a escrever um livro novo que trabalha totalmente em cima de intertextualidade. Pela história se passar em Londres, para mim, era importante saber outro idioma porque todas as minhas referências eram de Londres, ou eram da literatura de língua inglesa (tanto americana quanto britânica, ou inglês antigo). Então, era importante eu saber todas as referências dos escritores e coisas que nunca chegaram aqui. Eu só consegui encontrar em inglês alguns poemas de Edgar Allan Poe, textos de Stevenson. Pra mim é

70 Ver excerto 1 – página 71-72. 71

Segundo documentado na apresentação dos resultados da análise descritiva das experiências, pelas experiências conceptuais (de Responsabilidade, CPT 4) – páginas 70-72.

uma coisa fácil. É como arte, mas também é ofício! É uma coisa que é perfeita, mas dá muito trabalho! Pelo que eu me lembro, foi no ano passado que meu livro foi publicado e, a partir disso, eu decidi que, até na faculdade, meu objetivo era trabalhar com literatura infanto-juvenil em inglês. Eu penso que só vou conseguir fazer isso direito se eu souber o inglês. Eu não posso me dar o luxo de ler uma tradução. Preciso ler o texto original e bruto. Foi por isso que eu comecei a fazer Letras. [Rogério]

Rogério explica que seu desejo de tornar-se um escritor direciona sua trajetória de aprendizagem de língua inglesa e, para tal, evidencia ações estratégicas desenvolvidas em prol de atingir metas específicas. Ademais, nosso narrador parece sugerir que existe certo valor agregado ao conhecimento quando há empenho por parte do aprendiz.

Conforme o resultado do levantamento feito através da presente pesquisa, a alta recorrência das experiências conceptuais no corpus72 corrobora a idéia de quão relevante é que o aprendiz se responsabilize pelo processo de aprendizagem. Destarte, a esperança está na (cri)atividade73 do aprendiz ao enfrentar com persistência as diversas situações encontradas ao longo do processo de aprendizagem como desafios que, de alguma forma – quer sozinho ou coletivamente, parcial ou integralmente, dessa ou daquela maneira, etc. – podem ser superados.

Diante disso, a evolução da aquisição de língua é favorecida quando as escolhas acadêmicas dos estudantes estão dinamicamente alinhadas aos seus desejos. Ampliando esse raciocínio: a relação necessidade, envolvendo assuntos a serem resolvidos cognitivamente pelo aprendiz, e prazer, relativo àquilo que envolve emocionalmente o aprendiz, proporcionando conforto em relação ao processo de aprendizagem, promove o interesse do aprendiz, influenciando as interações que ocorrem dentro e fora de sala de

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Ver Gráfico 2 – página 66.

aula; esse interesse motiva as expectativas dele ou dela em relação ao processo de aprendizagem; tais expectativas servem de orientação para a busca que, através de ações propositadas, potencializa a aprendizagem da língua alvo. Em síntese, fomentam a esperança.