5.4 Fullstendig isolasjon
5.4.2 Vilkåret om bevisforspillelse
De acordo com os resultados obtidos por meio do questionário aplicado, a amos- tra pesquisada caracteriza-se pela maturidade, com a maioria dos respondentes per- tencentes à faixa etária acima dos 40 anos, e pela homogeneidade quanto ao gênero, com uma pequena predominância do sexo masculino. Caracteriza-se, também, pelo alto grau de escolaridade e considerável nível de experiência em redes de pesquisa. A maioria dos respondentes desempenha papéis relevantes nas redes em que atuam, dedicando, em média, 15 horas de seu trabalho semanal à rede.
A análise mostra um grande consenso em relação ao papel fundamental que a colaboração desempenha no desenvolvimento das atividades em uma rede de pesqui- sa, independentemente do uso de tecnologias para isto. Ao mesmo tempo, acredita que com a utilização de TIC é possível potencializar a colaboração entre os integrantes das redes. Esta percepção vem ao encontro ao que afirma Figueiredo (2005): quando
bem empregadas, as TIC podem acelerar os processos de aprendizagem, trocas e a- cesso à informação e conhecimento, apoiando a colaboração, viabilizando o trabalho em grupo à distância, e estimulando o compartilhamento.
Para avaliar o uso de recursos, computacionais ou não, para a colaboração nas redes de pesquisa investigadas, buscou-se identificar se e quais ferramentas eram uti- lizadas nestas redes. Os dados levantados indicaram o e-mail e as listas de discussões como os recursos computacionais mais utilizados, enquanto o uso do telefone e o con- tato pessoal foram apontados como os recursos não computacionais mais utilizados.
Um resultado relevante foi o elevado percentual de não utilização dos outros re- cursos computacionais listados no questionário, como a vídeo conferência, áudio con- ferência, comunidade virtual, lista de discussões, bate-papo, fórum de discussões, wikis e mensagem instantânea, devendo-se considerar que o uso de ferramentas de colabo- ração nas redes pesquisadas é relativamente baixo. Também não ficou evidenciado o uso de outra ferramenta específica, além daquelas listadas no questionário, que possi- bilitasse a colaboração nas redes. Todas as ferramentas listadas possibilitam o suporte às atividades em grupo, facilitando a colaboração, mas parecem não estar sendo utili- zadas pelos integrantes das redes de pesquisa.
Quanto aos motivos apontados para a não utilização das ferramentas de colabo- ração listadas, não houve uma tendência evidente, sendo que os percentuais de fre- qüência para cada motivo listado no questionário mostraram-se relativamente seme- lhantes para cada ferramenta. Apesar disto, observou-se uma ligeira predominância dos seguintes motivos: a indisponibilidade da ferramenta, a falta de incentivo para o uso e o fato de algumas ferramentas não serem consideradas necessárias ou vantajo- sas. Foram apontados, também, como fatores de desestímulo ao uso de ferramentas de colaboração em redes de pesquisa, a falta de tempo, a complexidade da ferramen- ta, a falta de conhecimento ou treinamento no uso da ferramenta e problemas no aces- so à Internet.
Com relação à utilização de ferramentas de colaboração, houve grande consen- so quanto aos seus benefícios. A grande maioria (mais de 80%) concorda que tais fer- ramentas podem contribuir para a redução do tempo necessário na execução de ativi- dades na rede de pesquisa, possibilitando o trabalhar colaborativamente entre pessoas que estão distantes geograficamente. Acreditam, ainda, que as ferramentas de colabo- ração melhoram a qualidade das atividades na rede de pesquisa, pois possibilitam a interação dos conhecimentos de várias pessoas na execução de tarefas. E crêem,
também, que as ferramentas de colaboração podem estimular a construção de laços sociais e relações de amizade entre os integrantes da rede que se encontram fisica- mente distantes. O consenso da amostra quanto aos benefícios das ferramentas de colaboração reforça as declarações de O´Brien (2001), para quem essas ferramentas facilitam, significativamente, a comunicação, a coordenação de atividades e a coopera- ção entre os membros de uma equipe, onde quer que eles estejam localizados. Corro- bora, também, o que afirmam Laudon e Laudon (1999), sobre as ferramentas de cola- boração permitirem a troca de ideias, armazenamento de notas de trabalhos para a- companhamento pelos membros do grupo e a possibilidade de comentários ou edição de documentos colaborativamente. Esse consenso pode indicar, ainda, que os inte- grantes das redes pesquisadas entendem, como Carvalho (2003), que as ferramentas de colaboração estão se tornando uma nova forma de conversar, trocar ideias e resol- ver problemas entre pessoas dispersas em locais geograficamente distantes.
Por outro lado, uma grande parcela dos respondentes acredita que, apesar da utilização das ferramentas de colaboração, não é fácil realizar atividades à distância, nem estabelecer relações de confiança com integrantes que estejam geograficamente separados. Para eles, nem mesmo o fato de os integrantes da rede de pesquisa já te- rem se conhecido em pelo menos um encontro presencial pode contribuir para uma maior produtividade no uso das ferramentas de colaboração. Estas afirmações indicam que a presença física ainda é considerada relevante para a colaboração entre os inte- grantes de redes de pesquisa, podendo dificultar a utilização das ferramentas de cola- boração em uma rede de pesquisa.
Ainda com relação à utilização das ferramentas de colaboração, não houve con- senso quanto à influência da cultura organizacional. Metade dos respondentes (50%) concorda que a cultura organizacional pode dificultar o uso de ferramentas de colabo- ração quando as redes de pesquisa são constituídas por diferentes organizações. A outra metade discorda desta colocação. Segundo Borges (2004), a cultura organizacio- nal é um fator que pode influenciar a colaboração.
Os dados levantados indicaram que, para os respondentes, os principais benefí- cios que uma ferramenta de colaboração pode trazer ao funcionamento de uma rede de pesquisa são: a agilidade na comunicação, a integração dos membros da rede e o compartilhamento de informações. Estes benefícios também são apontados por auto- res como Baroni et al (2003), que destacam as vantagens oferecidas pelas ferramentas de colaboração, como a facilidade do compartilhamento de informações e o trabalho
conjunto em projetos. Os benefícios indicados também estão em consonância com as colocações de O´Brien (2001), para quem as ferramentas de colaboração tem como objetivo “tornar significativamente mais fáceis a comunicação e coordenação das ativi- dades dos grupos de trabalho”.
Os resultados mostram que as funcionalidades mais importantes para uma fer- ramenta de colaboração são: (i) a comunicação, (ii) o gerenciamento de tarefas e com- promissos, (iii) o gerenciamento de projetos, (iv) o gerenciamento de competências, (v) o espaço para armazenamento e compartilhamento de informações, (vi) a cria- ção/edição colaborativa de texto, (vii) o suporte à tomada de decisão colaborativa, (viii) a disponibilização de conteúdo conforme perfil do usuário, e (ix) a disponibilização de espaço para encontros virtuais. A maioria destas funcionalidades está inserida, com exceção do gerenciamento de projetos e competências e a disponibilização de conteú- do conforme perfil do usuário, na classificação por domínios de aplicação utilizada por Borghoff e Schlichter (2000), que classificam os sistemas de groupware de acordo com o nível da aplicação, podendo o sistema ser constituído por uma ou mais categorias apresentadas pelos autores.
Embora não tenha alcançado um percentual considerável, uma característica apontada pelos respondentes como relevante a uma ferramenta de colaboração, foi a interface amigável. Apesar do pequeno número de respostas, isso pode ser um indício das razões para a não adoção de ferramentas de colaboração, uma vez que a dificul- dade no manuseio de determinada ferramenta pode ser um fator de desestímulo à sua utilização.
Além das funcionalidades importantes e principais benefícios das ferramentas de colaboração, os respondentes também ponderaram sobre a adequação de algumas ferramentas que dão suporte à colaboração. Para eles as ferramentas mais adequadas às atividades de uma rede de pesquisa são: o e-mail, a vídeo conferência, o ambiente de comunidade virtual, a lista de discussões e o fórum de discussões. Os dados levan- tados indicam que a amostra pesquisada poderia se beneficiar do uso de groupware, uma vez que consideram como adequadas às suas atividades ferramentas característi- cas destes sistemas. Conforme conceituado por O´Brien (2001), o groupware é uma categoria de software aplicativo para finalidades gerais que combina uma variedade de dispositivos e funções que facilitam a colaboração, suportando-a por meio de correio eletrônico, grupos de discussão e bancos de dados, agendamento e gerenciamento de tarefas, conferências com dados, áudio e vídeo, etc.
Em relação a funcionalidades, benefícios, e adequação de ferramentas de cola- boração, a pesquisa apontou que um sistema que pudesse reunir as características das ferramentas apontadas, além das funcionalidades importantes identificadas pela amostra, poderia ser considerado uma ferramenta de colaboração adequada para a- poiar as atividades nas redes pesquisadas. A Tabela 18 relaciona as características e funcionalidades relevantes, apontadas pelos integrantes das redes pesquisadas, que deveriam ser levadas em consideração ao se discutir sobre a adoção de ferramentas de colaboração nas referidas redes de pesquisa.
Tabela 18: Características/funcionalidades de uma ferramenta de colaboração para as redes pesquisadas
Funcionalidades necessárias:
Comunicação (e-mail, lista e fórum de discussões, vídeo conferência) Gerenciamento de tarefas e compromissos
Gerenciamento de projetos Gerenciamento de competências
Armazenamento e compartilhamento de informações Criação/edição de texto colaborativamente
Suporte à tomada de decisão colaborativa
Disponibilização de conteúdo conforme perfil do usuário Espaço para encontros virtuais
A ferramenta deve possuir ou possibilitar: Interface amigável