Kontekstualisering av afrocubansk musikktradisjon og presentasjon av estetisk teoretiske perspektiver
Kapittel 3 Musikalsk kontekst og fortolkningsramme
3.1 Vestlig musikkteori sin privilegerte posisjon
Como já referimos, anatomicamente dividida em 5 regiões, é essencial que a descrição das alterações clínicas encontradas, referenciem a região afetada topograficamente. Na metodologia diagnóstica, à observação clínica seguem-se exames complementares de diagnóstico que permitirão começar a enquadrar o caso e a perspetivar a estratégia terapêutica.
No caso do cancro da mama, o estudo complementar começa pela realização de ecografias e mamografias bilaterais, bem como por citologias aspirativas dos nódulos suspeitos. Quando a citologia confirma o carcinoma e o seu tipo, ductal ou lobular, segue-se o estadiamento da lesão, para o que, na procura de, eventuais, lesões secundárias, pulmonares ou hepáticas, são efetuadas Tomografia Axial Computorizada (TAC) torácica e abdominal.
Na avaliação da condição geral da doente e enquanto valores basais comparativos da resposta terapêutica, são importantes os marcadores tumorais como o CEA e o CA15-30. Em casos de suspeita de metástases noutros territórios, ósseas ou outras, é indispensável a realização de
PET-Scan de Corpo Inteiro, que permite a identificação de todos os focos de lesões
hipermetabólicas, característica comum a todas as lesões metastáticas.
Ficamos assim a conhecer os elementos indispensáveis à caracterização clínica local do tumor (T), dos gânglios linfáticos regionais (N, nodes) e as, eventuais, referencias metástases a distância (M). São estes elementos – T.N.M.- que são utilizados na classificação da Union
Internationale de Lute contre le Cancer (UICC) e do American Joint Committee on Cancer (AJCC) para estabelecer os estádios clínicos e patológicos que caracterizam, individualmente,
cada caso, estabelecem a estratégia terapêutica e definem prognósticos da doença.
Porque a realidade do cancro da mama tem muitas especificidades geográficas no referente a estratégias, de diagnóstico e terapêutica, para abordar os pontos seguintes apoiar-nos-emos nas Recomendações Nacionais para o Diagnóstico e Tratamento do Cancro da Mama, elaboradas, em 2007, no âmbito do Alto Comissariado para a Saúde de Portugal (Pimentel, 2007).
Relativamente aos tipos histológicos, a esmagadora maioria dos casos de cancro da mama são carcinomas, isto é, tumores malignos desenvolvidos a partir das células epiteliais de revestimento das estruturas acinares e canaliculares dos lóbulos mamários. Por isso, os dois tipos mais frequentes são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular. De acordo com o tempo e estádio evolutivo, qualquer destes tumores pode apresentar-se in situ, ou seja, como formas
muito precoces e localizadas, não invasivas das estruturas circundantes, ao contrário de outras, mais avançadas (invasivas) em que há claro envolvimento dessas estruturas. Porque sub- clínicas, as formas não invasivas são as lesões que os programas de rastreio procuram identificar e tratar, na medida em que estes tumores têm uma probabilidade de cura da ordem dos 90%.
Os carcinomas ductais são os mais comuns na mama, sendo o carcinoma ductal invasivo (CDI) a lesão mais frequente, diagnosticada em cerca de 80% dos casos. O carcinoma ductal in situ (CDIS), é a mais frequente das lesões não invasivas. Dos tumores menos frequentes, as formas invasivas dos carcinomas lobulares não atingem os 10% dos casos de cancro da mama, sendo muito mais raros os carcinomas inflamatórios, medulares, mucinosos e filoides malígnos e outros tipos, nomeadamente, o sarcoma, todos estes com prognósticos muito mais sombrios. São muitos os aspetos que importam caracterizar nestes tumores, pelo impacto que estes têm nas estratégias terapêuticas e definição de prognósticos.
Pela complexidade das áreas, histopatológica, imunológica e genética aqui envolvidas, apenas citaremos alguns dos mais relevantes neste âmbito de intervenção, como são os recetores hormonais - identificados por imuno -histoquímica, são particularmente relevantes na clínica, os recetores de estrogénios, da progesterona e HER2, além dos DNA multigene expression
profiles - e a Caracterização de Sub-Tipos Moleculares e Grau de Diferenciação Tumoral.
No que diz respeito ao estadiamento, muito elementarmente, diremos que se trata da metodologia de definição discriminativa do modo evolutivo como o tumor maligno cresceu no corpo do doente e se desenvolveu, regionalmente e à distância. A universalidade dos procedimentos convergiu no sistema de estadiamento do cancro da mama que assenta na caracterização semiológica do tumor - T -, do envolvimento dos gânglios linfáticos regionais - N,
lymphatic Nodes – da axila homolateral e supraclaviculares, e da existência, ou não, de
metástases à distância – M-. Em síntese diremos que:
• T - Define o tumor consoante as suas características físicas. TX, quando revelado por uma metástase, sem que se consiga identificar o tumor primitivo. T0, quando sub- clínico, diagnosticado em programas de rastreio. Tis, revelador de um tumor in
situ. T1, menor que 2 cm de diâmetro. T2, quando entre 2 e 5 cm, T3, se maior que
5 cm e T4, quando maior, invasivo ou inflamatório;
• N- A classificação ganglionar - NX, N0, N1, N2 ou N3 - depende do número, dimensão e local dos gânglios invadidos que, poderão estar na axila homolateral ou contralateral, espaço supraclavicular, cadeia da artéria mamária interna e mediastino;
A articulação conjugada de cada um destes elementos é integrada no sistema TNM que, aprovado pela Union Internationale de Lute Contre le Cancer – UICC - e o American Joint
Committee on Cancer– AJCC -, é de utilização universal.
O estadiamento é um tempo fundamental em Oncologia, em geral e no cancro da mama em concreto, sendo enormes as vantagens inerentes ao sistema TNM. Desde logo pela a universalidade comum da linguagem que expressa uniformidade de conceitos e critérios e, através da interação de cada um destes elementos, permite a constrição do puzzle caracterizador da definição classificativa de cada um dos estádios. Fundamental é, ainda, a consensualidade com que permite a uniformização de estratégias terapêuticas, prognósticos e índices de sobrevivência.