Aldring og økt behov for helse- og omsorgstjenester
6.2 Stor vekst i arbeidskraftbehovet i helse- og omsorgssektoren
“Acredito que o aparecimento do online e a pressa em publicar a notícia ou o acontecimento assim que acontece fez aumentar a utilização de peças de agência tal como chegam às redações” (Entrevistado 6).
Vários autores referiram que o online fez aumentar a pressa na publicação e atualização das notícias e, consequentemente, o uso do trabalho das agências. De facto, Welbers et al. (2016) salientam que os editores do online confiam facilmente no trabalho das agências, sobretudo, devido à necessidade de publicar conteúdos 24 horas por dia, sete dias por semana; já Boumans et al. (2018) aponta que a cópia do trabalho da agência é uma prática comum em todos os meios,
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mas no digital a prática é mais acentuada e as notícias menos editadas. Para além de terem sido mencionados na parte teórica, estes dados foram também observados e confirmados durante a experiência do estágio: o uso do trabalho da Lusa, sobretudo a cópia total, é maior no online.
“Nós vivemos na era do imediato. E, por isso, essa necessidade urgente e premente de se colocar no online. E, naturalmente, como não há recursos humanos socorrem-se da Lusa” (Entrevistado 2).
Durante as entrevistas este foi um dos assuntos abordados e dada a sua relevância tornou- se, então, numa das categorias emergentes. Como foi referido anteriormente, todos os entrevistados, independentemente do tipo de meio de comunicação social, assumem que é no meio digital que mais usam o trabalho da Lusa e, consequentemente, também é onde mais o copiam. Também os jornalistas da Lusa confirmam que é no online que mais veem o seu trabalho reproduzido na íntegra.
As razões para este maior uso também foram iguais: a pressa constante em atualizar as informações e a falta de recursos humanos nas redações. Todos concordam, tal como abordado no enquadramento teórico, que o ciberjornalismo em Portugal tem algumas limitações e que a maioria das redações não consegue suportar os custos económicos de ter uma equipa permanentemente dedicada ao online.
“É cada vez mais frequente a cópia dos dominados takes da Lusa nos diferentes meios de comunicação” (Entrevistado 8).
Um dos editores da Lusa explicou durante a entrevista que esta prática também acontece, porque, quando estão a trabalhar a notícia para enviá-la para as outras redações, há uma opção que permite que as notícias sejam logo publicadas nos sites dos meios de comunicação social que têm esse serviço contratado. Ou seja, a publicação da notícia da Lusa é quase instantânea nos outros sites e, por isso, a edição é menor. Realça ainda que, ainda assim, muitos editores de vários órgãos fazem questão de tirar as referências à agência e assinarem a notícia com o nome do órgão ou do jornalista.
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Os restantes jornalistas da Lusa entrevistados consideram que esta pressa é benéfica para a agência, porque, muitas vezes, os outros órgãos nem reparam ou esquecem-se de tirar as referências à agência e, dessa forma, o público pode ver em mais lados o nome Lusa. Os meios de comunicação que demoram mais tempo a publicar a notícia são também, segundo os entrevistados, os que tiram a autoria da Lusa. Todos concordam que quando uma notícia da Lusa é publicada na linha ela está, em menos de cinco minutos, disseminada na quase totalidade dos órgãos de comunicação social. Este aspeto é reconhecido por entrevistados que não pertencem à Lusa.
“Acho que há muita mais reprodução do trabalho da Lusa. Embora não lhe saiba dar valores exatos, acho, sinceramente, que é um bocado cópia. As redações têm cada vez menos gente, cada vez mais publicações e o serviço da Lusa está pago e podes usá-lo” (Entrevistado 5).
Contudo, o online teve consequências negativas para o jornalismo, segundo os entrevistados. Foram vários os jornalistas que afirmaram que neste meio existe menos rigor no trabalho publicado, pois os profissionais sabem que facilmente conseguem ir editar a notícia e alterar a informação que lá está. Assim, com a pressa, publicam notícias ou informações erradas e, depois, podem ir apagá-las. Neste sentido, a Lusa atenua esta necessidade, pois, acreditam, dá notícias e informações confirmadas e verdadeiras. Foram ainda apontados casos em que as notícias da Lusa foram usadas por sites de informação falsos, que manipulam, por exemplo, as fotografias da agência ou a informação que ela partilha. Um jornalista de um órgão de comunicação destacou que o online acentuou o desrespeito pela propriedade da notícia e dos direitos do autor, porque as informações são facilmente partilhadas em todo o lado com autores errados e não há uma preocupação desse aspeto. Quadros e Costa (2014) evidenciam este aspeto: o trabalho jornalístico é, cada vez mais, feito sob pressão, tendo, por isso, os jornalistas menos tempo para refletir sobre o que está a escrever, mas há a possibilidade de corrigir a informação quando não está correta.
Na parte teórica deste trabalho vimos vários autores que confirmavam que o meio digital é alimentado pelas agências de notícias. Paterson (2005) foi citado em Welbers et al. (2016) para comprovar, inclusive, que é um meio que vive maioritariamente da cópia do trabalho das agências.
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Neste estudo não foram obtidas percentagens e dados exatos que confirmem que em Portugal essa também é a realidade, mas todos os profissionais da área assumiram que era praticamente assim que o digital funcionava.
Assim, tal como indicavam Kulshmanov e Ishanova (2014), a cópia do trabalho das agências de notícias é um fenómeno que sempre aconteceu, mas a internet aumentou essa possibilidade, e, consequentemente, a de o copiar sem a correta atribuição. Ao mesmo tempo é possível também concordar com Boumans (2016) que aponta que os média online “dependem fortemente da maneira mais eficiente de produzir notícias: disseminação da cópia das agências” (p. 40).
“Hoje em dia, acho que genericamente com o online tornou-se mais fácil e mais barato, de alguma forma, usar o trabalho da agência tal como ele chega. E isso tem importância, claro, numa altura de crise da imprensa e de recursos” (Entrevistado 1).