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KILDER OG REFERANSE DOKUMENTER

In document Utredning av kontaktledningstap ~ (sider 27-182)

Esta categoria apresenta as experiências vividas pelos entrevistados no uso de recursos tecnológicos no ambiente educacional como recurso de aprendizagem. Aprender na sociedade da informação compreende a aquisição e a práticas de novas metodologias de ensino necessárias ao aprendizado em um mundo em constantes transformações, o que significa investir no uso de tecnologias como ferramentas metodológicas na formação dos indivíduos (BEAVERS, 2009).

O contexto educacional precisa se (re)educar no sentido de se abrir não somente para as transformações trazidas pelas tecnologias, mas também para as diferentes abordagens metodológicas de ensino que o uso de ferramentas tecnológicas acarretam como nova forma de gerar conhecimento. O conhecimento a ser disponibilizado ao indivíduo que aprende

necessita estar organizado, por meio do desenvolvimento das estruturas cognitivas que cada um constrói enquanto aprende. Assim, na medida em que o indivíduo aprende, interage com o seu objeto de conhecimento, modificando e reconstruindo por meio de uma reestruturação de seu conhecimento em uma nova aprendizagem.

Ao transferir essa visão para o processo educativo, por meio da experiência de um ensino presencial e, parcialmente, a distância por meio do qual se tem a tecnologia como ferramenta de mediação, a geração e a troca de saberes entre os sujeitos aprendentes ocorrem por meio de duas dimensões: (a) individual, em que há a necessidade de o aluno desenvolver algumas habilidades sobre o funcionamento do sistema, no caso, o uso de recursos tecnológicos; (b) a reflexiva, em que a aquisição das informações via tecnológica pelo aluno se transforma em conhecimento (GUERRA, 2001). Como resultado dessas experiências entre os indivíduos e a tecnologia, tem-se uma nova forma de aprendizado dentro do contexto de ensino-aprendizagem dos alunos.

O relato dos entrevistados a seguir remetem para como o uso da tecnologia em sala leva a vivência de uma experiência tanto de incerteza e insegurança em relação ao uso da ferramenta tecnológica quanto de forma agregadora em seu aprendizado proporcionado pela figura do professor durante seu processo de ensino-aprendizagem.

E no dia a dia ‘isso aqui vai pra onde? Isso aqui eu vejo onde?’ tinha que fuçar

demais, até mesmo os docentes não tinham o domínio (E2).

Sim, teve professor que pedia pra gente trazer o notebook. A gente teve que fazer algumas pesquisas on-line, a gente utilizou software que o professor disponibilizou na hora [...]. O uso da tecnologia naquele momento me agregou. Eu entendo que se eu tivesse deixado pra ter visto em casa, depois, provavelmente, eu iria esquecer (E11).

Para outros entrevistados, o uso da plataforma foi pouco efetivo em seu processo de aprendizagem, atuando de forma bem coadjuvante em relação às vivências em sala de aula ao não contribuir de forma significativa em seu aprendizado. Essa percepção de alguns dos entrevistados pode estar diretamente relacionada a experiências trazidas pelo docente enquanto estratégia adotada em relação ao uso da tecnologia no processo de ensino- aprendizagem dos mesmos. Os relatos que seguem deixam clara a experiência pouco efetiva com o uso da tecnologia no seu aprendizado:

Pra mim, ele teve uma participação bem coadjuvante no meu processo de formação (E5).

Eu achei o uso do moodle muito disperso e não achei que foi tão efetivo e assim não contribuiu tanto para a aprendizagem quanto às vivencias na aula (E7).

O uso da tecnologia no contexto educacional permite que os indivíduos realizem atividades em horários flexíveis, interajam virtualmente com demais colegas, expressem suas opiniões, troquem informações, entre outras atividades experienciadas, que, se bem exploradas, têm o potencial de fomentar o aprendizado. As falas dos entrevistados na sequência expressam como a experiência de usar uma ferramenta tecnológica durante sua formação contribuiu para se posicionar mais consistentemente, para colocar sua opinião naquele espaço virtual sem necessariamente estar presente fisicamente. Além disso, tratam da experiência adquirida por meio do uso da tecnologia em outros contextos graças ao primeiro contato proporcionado pelo ambiente educacional do mestrado.

Eu tive a oportunidade de fazer trabalhos assim pra mim, onde eu usei tecnologias que aprendi no MPGOA e que me permitiram replicar essas tecnologias graças àquele momento que tive o primeiro contato (E3).

Os chats davam pra gente se posicionar [...]. Eu simplesmente não colocava qualquer opinião lá, eu me predestinava a estudar, a ler, para pode dar uma opinião consistente [...] embora eu tivesse que ler, mas eu poder me posicionar ali, nem sempre eu tinha que estar em sala de aula para me posicionar, sala de aula espaço físico, mas eu estava em sala de aula virtual então pra mim isso era um conquista (E6).

O uso da tecnologia no contexto educacional possibilita aos alunos vivenciarem um ensino baseado no seu interesse em aprender. O aprendizado virtual ganha inúmeras possibilidades dependendo do empenho e interesses dos indivíduos em potencializar seus aprendizados. A fala do entrevistado a seguir corrobora com a visão de que a tecnologia pode criar experiências de aprendizado positivo quando o indivíduo tem interesse em inseri-la em seu cotidiano como recurso de aprendizagem, além de contribuir em outros contextos que se utilizam de recursos tecnológicos como metodologia de ensino:

[...] eu continuei utilizando a plataforma moodle pra fazer outros cursos a distância em outras instituições e o MPGOA já ter utilizado o moodle já facilitou que eu usasse a plataforma e não tivesse dificuldade (E10).

O ambiente educacional necessita atuar como mediador do processo de interação tecnologia/aprendizagem, desafiando constantemente seus alunos com experiências significativas de aprendizagens por meio de uso de recursos tecnológicos, e apresentando aos

docentes o uso da tecnologia como metodologia de ensino dentro do contexto de sala de aula como uma estratégia enriquecedora no aprendizado de ambos. Na visão de Kisfalvi e Oliver (2015), isso direciona a uma aprendizagem virtual mais interativa e cooperativa tanto por parte do docente quanto do aluno.

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