4 TARIFFER FOR KONTAKTLEDNINGSTAP
4.4 FORHOLD VED KONTAKTLEDNINGSTAP KAN REGULERES GJENNOM TARIFFER
4.4.9 Energi til hensatt rullende materiell, infrastrukturanlegg og eksterne
A inserção da tecnologia por via virtual no contexto de ensino traz contribuições significativas para a aprendizagem, ao estimular uma maior interação entre os usuários do sistema, em relação à maneira que as pessoas aprendem e a forma como se desenvolve a aprendizagem dentro desse ambiente espacial (CHISM, 2006). A visão de que a tecnologia pode ser um caminho para aprendizagem florescer no seio educacional é perceptível a partir da fala do entrevistado E6:
Muitos dos aprendizados que eu trago, que eu venho construindo, são construídos no ambiente virtual, e eu sou muito a favor dessas tecnologias (E6).
Os recursos tecnológicos, se bem aproveitados, podem atuar como catalisadores no processo de aprendizagem, ao permitir que o aluno construa seu conhecimento fora do contexto de sala de aula por meio do uso de ambientes virtuais, softwares, aparelhos eletrônicos ou plataformas de ensino on-line. Visão análoga é compartilhada a partir dos relatos:
A tecnologia contribui no sentido da experiência, pelo conhecimento, por ter a vivencia de ter trabalhado com essa plataforma (E2).
Utilizada de maneira adequada e potencializando todos os seus recursos, eu acho que isso eleva imensamente esse avanço na aprendizagem (E3).
Para Bickford e Wright (2006), ao possibilitar o compartilhamento do conteúdo do curso fora do horário programado em sala de aula, libera-se o tempo em aula para abordagens pedagógicas de aprendizagem mais ativas.
O uso da tecnologia em sala de aula possibilita o desenvolvimento de práticas mais construtivistas e um aprendizado mais interativo, além de um intercâmbio mais ativo de saberes entre o professor e os alunos. Ao inserir uma tecnologia como ferramenta metodológica de ensino, deve-se ter em mente um planejamento que potencialize o resultado em sala de modo a levar o aluno a complementar, a partir do seu uso, um aprendizado de forma construtiva.
Os relatos seguintes versam sobre uso tecnológico da ferramenta moodle, apresentada para os alunos do MPGOA como recurso metodológico de forma integrada a sua aprendizagem durante o processo de formação. O moodle, além de ser uma ferramenta metodológica, também atua no fomento da aprendizagem, pois permite que os alunos aprendam conceitos estudados, armazenem e produzam conteúdos, interajam e se comuniquem entre si e com os professores.
O moodle, ele é riquíssimo, você pode ter chat, você pode ter jogos, você pode colocar vídeos, você pode gravar coisas dependendo do recurso que o software lhe ofereça (E6).
Pra mim, fomentou a aprendizagem, agora tinha gente que tinha mais dificuldade em lidar com o moodle, mas as minhas experiências foram muito positivas, eu não tive dificuldade [...], pelo contrário, ele me abriu portas (E6).
Os benefícios que o uso da tecnologia possibilita à aprendizagem são inúmeros. No entanto, é preciso integrar o conteúdo à tecnologia, às estratégias de aprendizagem e às de ensino, relacionando-as, analisando-as, cuidando da gestão desse uso no curso e, principalmente, na mediação pedagógica que ocorre durante a formação a partir do uso da tecnologia, pois o seu subaproveitamento como ferramenta de aprendizagem tende a não realizar o propósito para o qual foi pensada inicialmente.
Os entrevistados evidenciam como a tecnologia utilizada como método de ensino de forma pouco explorada como recurso didático no contexto educacional pode deixar uma sensação de incompletude na aprendizagem quando utilizada em outro contexto de ensino que explore o mesmo recurso como método durante a aprendizagem.
Eu acho que o moodle era subaproveitado enquanto ferramenta de interação até porque a gente tinha interações presenciais também e não necessariamente ele interagia nesses momentos (E8).
Na época, o moodle era muito subutilizado, porque hoje no meu dia a dia como docente eu utilizo muito as tecnologias para colaborar como processo de ensino- aprendizagem e o MPGOA subutilizava isso (E9).
A tecnologia que foi apresentada à gente no MPGOA foi o uso da plataforma moodle. O moodle, ele foi usado, mas não com toda a potencialidade que o moodle possibilita, porque hoje a educação a distância e a plataforma possibilitam inúmeras possibilidades e talvez a gente não tenha explorado tanto essas possibilidades como o uso de chats, a maior interação dentro do moodle, mas talvez porque era o início, a primeira turma (E3).
A partir dos relatos acima, percebe-se que, durante a formação no MPGOA, o uso da plataforma moodle não foi explorado com todo o seu potencial. Em parte, isso se justifica
pelo pouco domínio de alguns professores dessa tecnologia, mas esse não é o ponto central. De acordo com Beavers (2009), para integrar as tecnologias ao ensino, é preciso deter tanto o domínio instrumental da tecnologia como do conteúdo que deve ser trabalhado, das próprias concepções de currículo e das estratégias de aprendizagem. Tudo isso precisa ser integrado numa aprendizagem que adote esse novo estilo pedagógico.
Envolver o aluno na aprendizagem por meio do uso de tecnologias pode melhorar muito a interatividade em sala de aula, ao permitir que praticamente qualquer espaço se torne um ambiente de encontro no qual os alunos possam estudar, colaborar e socializar entre si (LOMAS; OBLINGER, 2006). No entanto, o uso de recursos tecnológicos sem um preparo contextual, sem o domínio sobre a tecnologia utilizada e sem o aproveitamento de todos os benefícios possíveis do seu uso como forma de potencializar o aprendizado de modo coletivo e individual na construção e ressignificação de conteúdos estudados pode causar o inverso do que se almeja com a aplicação deste como recurso didático.
As falas dos entrevistados a seguir retratam suas percepções acerca do uso da tecnologia no seu processo de ensino-aprendizagem como um simples repositório de informações disponibilizadas durante a formação no mestrado.
Pelo que eu lembro, eu só entrava no moodle, não só eu como todo mundo, para baixar materiais e não tinha qualquer outro tipo de interação, não que eu lembre, na época (E5).
E, no fim das contas, o moodle servia para a gente ir olhar as notas, os resultados de coisas que a gente fez de forma concreta em sala de aula e isso deixava muito a desejar (E9).
Era mais usado como repositório de algumas disciplinas mais estruturadas e outras menos estruturadas, ou seja, lançavam o conteúdo lá e a gente acessava o conteúdo, servia para isso, não era utilizado em sua potencialidade como uma ferramenta que possibilitasse um acesso melhor ao conteúdo, diálogo do conteúdo e tinha poucas opções de vídeo (E8).
A partir dos discursos acima, fica evidente que o uso de tecnologias pelos alunos sem o devido cuidado pode ser facilmente mal interpretado quando vista de uma perspectiva estudantil que não agregue em seu aprendizado. Portanto, ao se inserir recursos tecnológicos no ensino, o intuito é criar ambientes de participação e discussão que, por meio de interações, contribuam para a construção do conhecimento pelos indivíduos. Os alunos estão mudando, as tecnologias ganhando espaço e, consequentemente, o ambiente de aprendizagem tem se transformando para atender às novas demandas do ensino (LOMAS; OBLINGER, 2006).
A seção a seguir apresenta como se caracterizou o uso dos recursos tecnológicos por meio do ambiente virtual disponibilizado no processo de ensino-aprendizagem na formação de mestres no MPGOA.